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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Descoberta de anel em localização não esperada sugere a revisão da teoria para a formação de anéis planetários no Sistema Solar

Sistema Solar, por Kleber Patricio

Anel descoberto fica ao redor do objeto transnetuniano Quaoar, fora das zonas de formação de satélites naturais e anéis que orbitam ao redor dos planetas, como o Netuno. Foto: Nasa/Unsplash.

Uma pesquisa realizada por um grupo internacional formado por 59 cientistas vinculados a instituições de pesquisa de 14 países diferentes relata a descoberta de um anel ao redor do objeto transnetuniano Quaoar que mantém uma dinâmica orbital até então desconhecida. Em razão deste achado, o grupo sugere a revisão de uma teoria do Século 19 que norteia os estudos sobre a formação de anéis planetários no Sistema Solar. O estudo, liderado por pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com participação de cientistas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), está publicado na edição de quarta-feira (8) na revista “Nature”.

Ao descrever um anel em torno de Quaoar, o paper reforça descobertas recentes que indicam a existência de anéis ao redor de corpos celestes menores e não planetários do Sistema Solar, como aqueles já relatados no centauro Chariklo e no planeta-anão Haumea. Em Quaoar, um candidato a planeta-anão de raio estimado de 555 km, o anel circular está situado a um raio de 4.100 km do corpo central. Tal medição extrapola, e muito, os 1.780 km calculados como o Limite de Roche deste objeto transnetuniano.

Na astronomia, o Limite de Roche é a distância entre dois corpos que, em tese, define se um objeto secundário, que orbita em torno do outro, será um satélite natural, de estrutura íntegra como a Lua, ou um anel fragmentado em diversas partículas distribuídas ao longo da órbita do corpo celeste principal, como os anéis de Saturno. Para calcular tal limite, a equação de Roche, um astrônomo francês do Século 19, leva em conta, de maneira resumida, as densidades e os tamanhos dos astros envolvidos e a força de maré, relacionada à força gravitacional, para determinar as zonas de formação dos satélites naturais e dos anéis que orbitam um determinado corpo celeste.

Pela teoria, todos os objetos dentro do Limite de Roche se fragmentam pelas interações geradas pela força de maré e se tornam anéis. Por outro lado, acreditava-se até então que todos os objetos secundários fora do Limite de Roche se apresentassem em forma de satélites naturais, de luas, o que o anel de Quaoar pôs em xeque com este estudo.

No artigo, os pesquisadores escrevem que os dados colhidos por meio de observações feitas a partir de locais diferentes da Terra indicam, “provavelmente”, a necessidade de revisitar parte dos conceitos vigentes na equação proposta em 1847: “de fato, a equação se aplica a um satélite fluido que é partido perto de um planeta. Mas o processo inverso, a aglutinação de partículas em um satélite, implica mecanismos não contabilizados na equação”, escrevem os cientistas no paper, que demandou uma programação minuciosa de observações e simulações numéricas de modelos dinâmicos dos objetos em estudo.

Até esta descoberta, todos os anéis densos conhecidos do Sistema Solar, casos dos anéis de Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Chariklo e Haumea, repetiam o padrão descrito no Século 19, localizados relativamente próximos ao corpo central. “No caso de Quaoar, você tem um anel que está muito fora. É a primeira vez que vimos uma violação nisso do que esperamos do Limite de Roche. Geralmente, quando estamos observando e tentando encontrar anéis, nem observamos regiões tão distantes do corpo central. Havia dados de observações que o pessoal nem pensou em procurar anéis nesta região. Fomos olhar os dados anteriores e vimos que o anel já estava lá. O pessoal não tinha processado e analisado com calma para ver que tinha um anel ali”, afirma o professor Rafael Sfair, da FEG-Unesp, um dos autores do artigo, já antevendo os próximos desafios.

“A questão é: descobrimos esse anel, ele existe, está lá. Temos os dados que mostram que ele está lá. Mas por que esse material está na forma de um anel? Por que não se juntou em um satélite? Essas são as próximas questões que teremos que responder”, diz o docente.

A existência de anéis em corpos celestes menores é algo bem recente no mundo da astronomia. Até 2013, quando foram descobertos no asteroide Chariklo, os cientistas só conheciam os anéis planetários. Os achados mais recentes, em Haumea e agora em Quaoar, estão relacionados a dois dos chamados objetos transnetunianos, ou TNO (na sigla em inglês). Como o próprio nome indica, esses corpos celestes estão localizados após a órbita de Netuno, área também conhecida como Cinturão de Kuiper.

Os estudos dos objetos transnetunianos, localizados na periferia do Sistema Solar, são extremamente desafiadores para os cientistas, especialmente dadas as distâncias a que estão localizados. Quaoar está a 43 unidades astronômicas da Terra, ou 43 vezes mais longe do Sol do que o planeta que habitamos. Atualmente, estima-se que tenha um diâmetro de cerca de 1.100 km e seja um objeto rochoso, com uma camada de gelo por fora, perfil traçado para boa parte dos TNOs conhecidos. Quaoar tem uma lua, satélite natural chamado Weywot ,com diâmetro estimado de 170 km e situado a 14.500 km de distância de seu corpo, e agora o anel recém-descoberto, possivelmente de gelo e poeira, a um raio de 4.100 km.

Ao mesmo tempo em que observar e analisar os objetos transnetunianos é uma tarefa desafiadora, é estratégica para os astrônomos, pois os TNOs podem revelar informações relacionadas ao processo de formação e evolução do Sistema Solar. “Os objetos transnetunianos são resquícios do processo de formação do Sistema Solar. Entender esses objetos ajuda a entender como foi o processo de evolução do Sistema Solar. São objetos primordiais nesse sentido”, afirma Rafael Sfair.

(Fonte: Agência Bori)

Prefeitura de Indaiatuba anuncia Campanha Páscoa Solidária 2023

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Stefan Schweihofer/Pixabay.

O Funssol (Fundo Social de Solidariedade) de Indaiatuba inicia no dia 28 de fevereiro a Campanha Páscoa Solidária 2023. O objetivo é arrecadar uma caixa de chocolate para repassar às 20 OSCs e 13 projetos sociais do município. As pessoas que quiserem contribuir podem doar até o dia 28 de março no Funssol ou no Espaço Bem Viver.

“A campanha tem como finalidade tornar possível a páscoa das crianças que são atendidas pelas OSCs ou projetos sociais locais. Nesta época do ano, a exposição de chocolates é intensificada e muitas famílias não têm condição de comprar, por isso, a Pascoa Solidária vem para suprir a demanda das crianças inscritas que estão em situação de vulnerabilidade social. As pessoas que quiserem contribuir podem levar uma caixa de chocolate nos pontos de coletas. Nosso foco é que possamos atender as mais de três mil crianças no município”, explica a presidente do Funssol, Maria das Graças Araújo Mássimo.

Serviço:

Campanha Páscoa Solidária 2023

Pontos de coleta: Funssol – Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 2800 (na Prefeitura de Indaiatuba)

Espaço Bem Viver – Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 585

O que doar: Uma caixa de chocolate

Telefone: 3834-9235.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Museu Histórico Nacional inaugura nova exposição de longa duração sobre povos originários brasileiros

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

“Mbói Pytà – Ancestrais Animais” – Artistas Mayra Karvalho e Tapixi Guajajara.

Nesta quinta-feira, dia 9 de fevereiro, às 14h30, o Museu Histórico Nacional abre ao público sua nova exposição de longa duração: “Îandé – aqui estávamos, aqui estamos”, que traz um novo olhar sobre a trajetória dos povos originários brasileiros desde antes da chegada dos portugueses até os dias atuais. A exposição, que tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, será inaugurada com a roda de conversa “Memórias e museus indígenas”, com representantes dos povos Kanindé (CE) e Yawanawá (AC), seguida de apresentação cultural. Na ocasião será realizada, ainda, uma feira de arte indígena no pátio de Minerva (térreo).

Dividida em dois eixos temáticos, “Arqueologia” e “Povos originários”, a exposição apresenta importantes objetos etnográficos – desde o tacape (arma de madeira) que pertenceu ao líder indígena Tibiriçá, no século XVI, até um colar usado em rituais contemporâneos dos Yawanawá. Obras recentes de artistas indígenas, como Denilson Baniwa, Diakara Desana, Mayra Karvalho e Tapixi Guajajara, completam a mostra, que faz uma reformulação conceitual e expográfica, após 16 anos, da exposição de longa duração sobre os povos originários brasileiros, alinhada ao tema do centenário do MHN – “Escuta, conexões e outras histórias” – e às perspectivas atuais dos povos originários.

MÁscara Kalapalo – Anos1970 – MHN. Foto: Jaime Acioli.

“O discurso do museu sobre a história do Brasil tem sido alvo de uma reflexão crítica, especialmente neste momento em que celebramos 100 anos de existência”, diz Pedro Colares Heringer, diretor substituto do Museu Histórico Nacional. “Isso tem gerado uma revisão conceitual de nossas perspectivas. ‘Îandé’ é fruto desse esforço e da necessidade de dar protagonismo às histórias que durante muito tempo foram invisibilizadas”.

Realizada por representantes dos núcleos técnicos do museu, consultores e curadores externos, a exposição convida à reflexão sobre a nossa própria história sem deixar de lembrar que, a todo tempo, muitas outras estão sendo escritas. Somos um conjunto de experiências diversas que percorre tempos e espaços, conectados por uma teia, muitas vezes invisível, que liga ideias e sentimentos e gera conceitos e tradições – “Îandé”, em tupi, significa “nós e vocês”.

Eixos temáticos

A exposição será dividida em dois grandes eixos. O primeiro, “Arqueologia”, traz parte dos vestígios e do legado dos povos originários no Brasil. Com a colaboração de especialistas da arqueologia brasileira, o MHN se propõe a reescrever a história, iluminando e evidenciando os indígenas, suas perspectivas e discursos, por muito tempo ausentes e à margem da história oficial.

O segundo eixo, “Povos originários”, apresenta um panorama dos povos indígenas, mostrando sua diversidade, sua cultura material e objetos, como vivem hoje, os museus dedicados à causa, além de um espaço para as vozes e as lutas indígenas e a arte contemporânea. Nesse eixo, destacam-se alguns núcleos. “Os povos originários hoje” reflete sobre a diversidade de identidades, sistemas sociais e culturais, modos de viver e visões de mundo que marcam a vida contemporânea destes povos – cada vez mais protagonistas nos mais variados âmbitos da sociedade brasileira.

Tronco Kuarup Kamayura – Anos 1990 – Detalhe – MHN. Foto: Jaime Acioli.

Nessa perspectiva, “Waapówa: nosso caminho, nossa história” faz uma introdução à produção artística indígena atual, com curadoria do artista e curador indígena Denilson Baniwa. “Neste pequeno recorte vemos uma perspectiva de povos do norte-nordeste sobre sua própria trajetória. Ambos os trabalhos, a partir da visão de seus povos, afirmam uma única história: este lugar que pisamos sempre foi terra indígena”, explica.

A diversidade dos povos originários no Brasil está presente também em objetos que compõem o acervo do Museu Histórico Nacional, evidenciando usos, costumes e hábitos integrados ao cotidiano brasileiro, e questionando sobre o que estes itens dizem sobre a contemporaneidade e a história dos mais de 250 povos que vivem hoje no país.

Outra novidade é o “Espaço da meia-lua”, pensado para ser um local de promoção das vozes e das lutas indígenas, que contará com mini exposições temporárias. A primeira delas, com peças do próprio MHN, homenageia o povo Ianomâmi.

Os museus indígenas também têm lugar em “Îandé”. Em um espécie de ‘museu dentro do museu’, Alexandre Gomes, Antônia Kanindé e Suzenalson Kanindé apresentam a história do Museu Kanindé, do Ceará, e as memórias de lutas, resistências, afirmação e valorização da identidade e das suas práticas culturais.

Serviço:

Exposição “Îandé – aqui estávamos, aqui estamos”

Abertura: 9 de fevereiro de 2023, às 14h30

Museu Histórico Nacional [galeria da exposição de longa duração]

Endereço: Praça Marechal Âncora, S/N, Centro – Rio de Janeiro (RJ)

Telefone: (21) 3299-0324 – recepção

De quarta a sexta, das 10h às 17h; sábado e domingo, das 13h às 17h

Entrada franca

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, via Lei Federal de Incentivo à Cultura

Apoio: Associação dos Amigos do MHN.

(Fonte: Midiarte Comunicação)

Instituto Pedra realiza visita guiada e gratuita ao Conjunto Arquitetônico e Histórico da Vila Itororó, na Bela Vista

São Paulo, por Kleber Patricio

Vista da Casa 8 enquanto o time Eden Liberdade F. C. ocupava o térreo da edificação (sem data) – Acervo Benedito Lima de Toledo.

O Instituto Pedra, organização da sociedade civil autora do projeto arquitetônico de restauro da Vila Itororó e da gestão do Galpão Aberto (entre 2013 e 2018), vem realizando obras na cobertura da “Casa 8”, também conhecida como “Clube Éden”, na Vila Itororó, no bairro da Bela Vista em SP, com a reforma do telhado e impermeabilização da laje, etapa viabilizada pelo ProMAC– Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e com o patrocínio da Marsh Brasil.

E na quarta-feira, dia 8 de fevereiro, será realizada uma visita gratuita e guiada ao projeto arquitetônico de restauração da Vila, no bairro da Bela Vista. É necessário fazer inscrição e as vagas são limitadas a 40 pessoas.

Na quinta-feira, 9 de fevereiro, às 14h, visitas guiadas trazem um panorama do projeto de restauração até a execução de parte da obra de restauro e o projeto para a Casa 8. A atividade será conduzida por Alan Gualberto, gerente de projetos da instituição, e por Mariana Victor, arquiteta coordenadora do projeto (link para inscrição – limitado a 40 pessoas: https://docs.google.com/forms/d/1cspvnu2Jfi6ptFGcv0SzV63qgKKLrcTvnbOBWdYrM3Y/edit).

Vista geral da Vila Itororó (sem data) – Acervo Milu Leite.

Vale destacar ainda que o instituto iniciará agora o projeto para captar recursos para uma nova etapa do projeto prevendo a restauração da fachada da Casa 8. A ação será via ProMAC, lei municipal que permite que empresas destinem parte do ISS pra projetos culturais.

A Casa 8 é o principal palco de eventos e espetáculos na Vila Itororó desde a reabertura em setembro do ano passado e a recuperação de sua cobertura é fundamental para salvaguardar o patrimônio construído da casa que está na atual entrada principal da Vila.

A primeira etapa do projeto de restauração da Vila durou cinco anos e englobou a realização dos projetos arquitetônicos para todas as 11 edificações e áreas comuns do conjunto, o restauro de quatro casas, a elaboração e gestão do Programa Vila Itororó Canteiro Aberto e a edição de dois livros e dois vídeos sobre a Vila Itororó, sendo viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do BNDES, Itaú, Camargo Corrêa e IBM.

Sobre a oficina “Conhecendo a história de São Paulo através dos tijolos da Vila Itororó”, segundo os pesquisadores

Tijolos, telhas, manilhas hidráulicas e outros elementos construtivos cerâmicos, embora tenham origem milenar, somente se tornaram populares no Brasil com a industrialização do país, na virada do século XIX para o século XX. O seu uso, na cidade de São Paulo, foi um dos propulsores para o expressivo crescimento urbano vivenciado naquele momento, representando a “virada” da cidade colonial, que era produzida com técnicas construtivas em terra crua – mais lentas e artesanais – para a cidade “moderna”, onde a alvenaria de tijolos cerâmicos e outros elementos industrializados possibilitaram um encurtamento dos tempos construtivos e o surgimento de novas escalas arquitetônicas e urbanas.

Vista geral da Vila Itororó com destaque para a Casa 8 (à esq. – sem data) – Acervo Milu Leite.

A Vila Itororó é um conjunto arquitetônico que é testemunho desse processo, onde pode ser vista uma grande variedade desses materiais cerâmicos, de diversas procedências e com as mais variadas aplicações. Estudos recentes, realizados durante as obras de restauração do conjunto arquitetônico da Vila Itororó, trouxeram à tona essa variedade de origens e técnicas de aplicação que acabam representando um momento muito específico da história da construção civil em São Paulo, onde a substituição de materiais, por conta da industrialização, ocorreu de forma muito intensa e, ao mesmo tempo, experimental.

Essas pesquisas fizeram uma abordagem de natureza arqueológica, ou seja, utilizando de análises qualitativas e métricas feitas no local, junto com informações bibliográficas, para compreender o contexto histórico e os fenômenos sociais que produziram aquele conjunto arquitetônico, formulando diversas hipóteses sobre a sua produção e modificação ao longo do tempo, que resultaram em uma arquitetura singular, hoje valorizada como patrimônio cultural.

Nesta oficina, o público é convidado a participar dessas reflexões, estimulando um olhar atento para os materiais e componentes construtivos de edifícios históricos ao identificar sua diversidade e suas características, contextualizadas historicamente.

Sobre o Instituto Pedra | O Instituto Pedra é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolve ações no campo do patrimônio cultural. Possui projetos nos estados de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo – como, por exemplo, o projeto de restauração de fachadas do Edifício Copan e a restauração, com criação de centro cultural, na Vila Itororó em São Paulo; recuperação do complexo arquitetônico e acervo histórico do Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro; inventário do acervo de Frans Krajcberg e restauração do Parque do Queimado na Bahia; idealização da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana e a restauração da Igreja de São Francisco de Assis e da Casa do Conde de Assumar, em Mariana; e restauro e expografia do Museu Boulieu, em Ouro Preto, entre outros.

Vila Itororó – entrada pela Rua Maestro Cardim, 60 – Bela Vista, São Paulo – SP.

(Fonte: Pool de Comunicação)

SP-Arte chega à 19ª edição com mais de 150 expositores e expansão do setor de design

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/SP-Arte.

Arte. Cultura. Encontro. Mais importante feira de arte da América Latina, a SP–Arte celebra o aquecimento do mercado de arte e design na sua 19ª edição. De 29 de março a 2 de abril, o Pavilhão da Bienal recebe mais de 150 expositores, entre galerias de arte nacionais e internacionais, estúdios de design, editoras, instituições culturais e espaços independentes.

Sede tradicional da SP-Arte desde sua criação, o pavilhão projetado por Oscar Niemeyer abriga neste ano expositores de oito países (Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Peru, e Uruguai) e 20 cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza, além de São Paulo.

Para Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP-Arte, a feira é um exemplo de como a arte movimenta positivamente a agenda da cidade, impulsiona toda a cadeia do setor e projeta a imagem do país no mundo. “Por sua trajetória de sucesso e resiliência ao longo de quase duas décadas, a SP-Arte é hoje um marco no calendário cultural nacional. O evento reúne a melhor seleção de artistas e expositores do país e uma rica programação que fazem da SP-Arte uma experiência ímpar para o visitante”.

Nara Roesler – Jonathas de Andrade, Decalque—estilhaço pelado, 2022.

Neste ano, a feira celebra o crescimento de quase 30% do setor design em relação à edição passada, reunindo agora 44 expositores. Os estreantes FAS, Guto Requena e Porfirio Valadares juntam-se aos participantes que estão na feira desde que o setor estreou, em 2016, como ETEL, ,ovo, Teo e Jacqueline Terpins.

O evento recebe também um conjunto de onze galerias internacionais. Entre as novidades estrangeiras do ano, estão a Galerie Younique, Maât Gallery, Night Gallery e Nil Gallery. Depois de experiências bem-sucedidas em edições anteriores do evento, retornam as galerias El Museo/Fernando Pradilla, Galería de las Misiones, Galería Sur, Opera Gallery, Piero Atchugarry e Zielinsky, com ênfase para a presença da argentina Herlitzka + Faria.

Das brasileiras, destaque não só para galerias de peso, como A Gentil Carioca, Almeida & Dale, Fortes D’Aloia e Gabriel, Gomide&Co, Luisa Strina, Mendes Wood DM e Millan, mas também para as mais jovens, como Galatea, Central, Quadra, Lima Galeria e Asfalto — sendo as duas últimas estreantes neste ano. Veja abaixo a lista completa de expositores.

Setor Arte: A Gentil Carioca | Alban | Almeida & Dale | AM Galeria | Amparo 60 | Andrea Rehder | Anita Schwartz | Arte57 | ArteFASAM | ARTEFORMATTO | Asfalto | Athena | Aura | Berenice Arvani | BG27 | Bianca Boeckel | Bordallo Pinheiro | C.galeria | Carbono | Carmo Johnson Projects | Casa Rosa Amarela | Casa Triângulo | Cassia Bomeny | Celma Albuquerque | Central | Choque Cultural | Continua |DAN Galeria | Eduardo Fernandes | El Museo/Fernando Pradilla (COL – ESP) | Estação | Fólio | Fortes D’Aloia & Gabriel | Frente | Gabriel Wickbold | Gaby Indio da Costa  | Galatea | Galería de las Misiones (URU) | Galería Sur (URU) | Gisela Projects | Gomide&Co | Herlitzka + Faria (ARG) | Hilda Araujo | HOA | Inox | Ipanema | Izabel Pinheiro | Janaina Torres | Leme | Leonardo Leal | Lima | Luciana Brito | Luciana Caravello | Luis Maluf | Luisa Strina | Lume | Maât Gallery (FRA) | Mamute | MaPa | Marcelo Guarnieri | Marco Zero | Marilia Razuk | Marli Matsumoto | Matias Brotas | Mendes Wood DM | Millan | Mitre | Nara Roesler | Night Gallery (EUA) | Nil Gallery (FRA) | OMA | Opera Gallery (FRA – SIN) | Orlando Lemos | Papel Assinado | Paulo Darzé | Paulo Kuczynski | Piero Atchugarry (EUA – URU) | Pinakotheke | Portas Vilaseca | Projeto Vênus | Quadra | Rafael Moraes | Raquel Arnaud | Referência | Rodrigo Ratton | RV Cultura e Arte | Silvia Cintra + Box 4 | Simões de Assis | steinART | Steiner | Superfície | Vermelho | VERVE | Ybakatu | Younique (FRA – PER)  | Zielinsky (ESP) | Zilda Fraletti | Zipper.

Setor Design: ,ovo |  +55 design| 31 Mobiliário | Alex Rocca | ALVA | André Ferri | Apartamento 61 | Artemobilia | Bancos Indígenas do Xingu | Candida Tabet | Cristiana Bertolucci | Cultivado em Casa | deezign | Diletante 42 | Estúdio Dentro | Estúdio Rain | ETEL | FAZ | Gustavo Bittencourt | Guto Requena | Herança Cultural | Hugo França | Humberto da Mata | Jacqueline Terpins | Julia Krantz | Konsepta | La Lampe | Leandro Garcia | Mac Design | Marcos Amato | Mel Kawahara | Mobília Tempo | Nicole e Luiza Toldi | Novidário | particular.art.br | Passado Composto Século XX | Plataforma4 | Porfirio Valladares | Rodrigo Silveira | Sandra & Marcio | Suite Design | Teo | Verniz | WENTZ.

Editoras: Act. | Banca Tatuí | BEĨ | Cobogó | Desapê | Fotô Editorial | Ikrek | Olhares | seLecT | Sesc | Taschen | Terra Virgem Edições | Ubu.

Instituições culturais e espaços independentes: Ateliê 397 | Casa do Povo | Inclusartiz | Inhotim | Instituto de Arte Contemporânea – IAC | MASP – Museu de Arte de São Paulo | Pivô | Solar dos Abacaxis.

Patrocínio: A SP-Arte mantém uma estreita colaboração com seus patrocinadores, que compartilham a aspiração de criar uma plataforma global para a troca de ideias que impulsionam o mundo da arte. A SP-Arte conta com o patrocínio master de Grupo Unipar, Iguatemi, Itaú e Vivo, e é patrocinada por Chandon, Mitsubishi, Terrazas e Tiffany & Co.

Serviço:

19ª SP-Arte

29 de março – 2 abril de 2023

Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera

Horários:

29–30 de março: 14h–20h

31 março–1º de abril: 12h–20h

2 abril: 11h–19h.

Entrada: R$70 (inteira) R$35 (meia-entrada)

A bilheteria online será aberta no final de fevereiro

Meia-entrada para estudantes, portadores de deficiência e idosos (necessária a apresentação de documento)

Crianças de até 10 anos não pagam entrada

Classificação indicativa: Livre.

(Fonte: a4&holofote comunicação)