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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Exposição no Inhotim aborda a trajetória de Abdias Nascimento como artista visual no exterior

Brumadinho, por Kleber Patricio

Abdias Nascimento, “O Vale de Exu”. Nova Iorque, EUA, 1969. Crédito da foto: Ipeafro.

Em curadoria conjunta com o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), o Inhotim sedia um museu dentro de seu espaço e traz, ao longo de dois anos (2021-2023), a iniciativa idealizada por Abdias Nascimento (1914–2011) no começo da década de 1950: o Museu de Arte Negra. Como parte desse projeto, a exposição “Terceiro Ato: Sortilégio”, que inclui em seu título o nome da primeira peça teatral escrita por Abdias, em 1951, e marca o princípio de sua produção artística ligada às tradições afrodiaspóricas, será inaugurada no dia 18 de março de 2023, sábado, na Galeria Mata. “Terceiro Ato: Sortilégio” aborda o período de exílio do artista, entre 1968 e 1981, evidenciando a difusão da arte negra brasileira no exterior.

Como dramaturgo e depois pintor, Abdias Nascimento desempenhou um papel político e social que estabeleceu uma mudança de paradigma para a reconstituição de uma ordem epistêmica africana, usando linguagem e símbolos das tradições afrodiaspóricas. Neste sentido, “Terceiro Ato: Sortilégio” se organiza em cinco núcleos temáticos (Símbolos ritualísticos contemporâneos; Nova York: início do exílio; Professor universitário; Artistas afro-brasileiros; e Orixás: concepção da vida e filosofia do universo) concentrados na maciça produção de Abdias como pintor, que se dá, sobretudo, fora do Brasil.

Abdias Nascimento, “Raízes n. 2 – Tributo a Aguinaldo Camargo”. Rio de Janeiro, 1988. Crédito da foto: Ipeafro.

“Nascimento continuou seu interesse por uma pesquisa que tinha a ancestralidade africana como base para sua produção artística. Assim, essa comunicação constante com a epistemologia das religiões afrodiaspóricas está no cerne de seu pensamento enquanto intelectual e artista”, pontua Deri Andrade, curador assistente do Inhotim.

Parte das obras expostas na mostra é de artistas brasileiros(as) que marcavam presença na cena artística estrangeira, principalmente nos EUA, em Nova York, no mesmo período em que Abdias Nascimento esteve no país, interagindo com a sua paisagem e com o seu entorno e mostrando um reconhecimento dos territórios por onde passaram. Os núcleos da exposição buscam reafirmar a ideia do Museu de Arte Negra como um museu coletivo, feito por pessoas que cruzaram a vida de Abdias. A sala de vídeo exibe ainda o documentário “Exu Rei – Abdias Nascimento” (2017), de Bárbara Vento, que salienta as características de grande expressividade e comunicação de Abdias Nascimento, bem como seu dinamismo e ativismo, dialogando com o arquétipo de Exu enquanto figura de transformação e a sua influência na cultura negra e na arte brasileira.

Constituída por peças de empréstimos e de aquisições recentes do Inhotim, “Terceiro Ato: Sortilégio” traz ao público mais de 180 obras, com trabalhos de Abdias Nascimento e de outros artistas como Mestre Didi, Rubem Valentim, Melvin Edwards, Regina Vater, Manuel Messias, Emanoel Araujo, Hélio Oiticica, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Iara Rosa, Romare Bearden e LeRoy Clarke, além de livros e documentos de pesquisa de Abdias sobre o Candomblé e os Orixás.

Abdias Nascimento, “Sankofa n. 2 – Resgate” (Adinkra Asante). Rio de Janeiro, 1992. Crédito da foto: Ipeafro.

A exposição apresenta um núcleo dedicado a Exu, Orixá presente em um grande número obras de Abdias. Exu é o Orixá da comunicação, guardião dos caminhos. “Abdias pensa os Orixás, os símbolos ritualísticos e a linguagem ancestral como ponto de conexão pan-africanista. Ele resgata em seu trabalho o sentido do Candomblé como uma concepção de vida e filosofia do universo”, explica Douglas de Freitas, curador do Inhotim.

Em maio de 1968, nas comemorações pelos 80 anos da abolição da escravidão, o Teatro Experimental do Negro realizou a exposição inaugural da coleção Museu de Arte Negra no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Ao longo daquele ano, Abdias Nascimento teve forte interlocução com artistas nacionais e internacionais e o projeto Museu de Arte Negra ganhou destaque na mídia, em especial no Correio da Manhã, veículo que fazia oposição ao Regime Militar. No final do mesmo ano, Abdias Nascimento recebe uma bolsa de intercâmbio cultural nos Estados Unidos. Com a promulgação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968, inicia-se a fase de maior rigidez da ditadura militar no Brasil e ele se torna alvo de vários inquéritos policiais militares.

Sob o risco de ser perseguido, torturado e assassinado pelo governo brasileiro de então, o pintor se vê impedido de retornar ao seu país de origem. O fato limita as atividades do Museu de Arte Negra em solo brasileiro, mas não as do artista, que continua produzindo e coletando obras durante o seu exílio. É neste período que Abdias intensifica sua atividade como pintor, em cidades como Nova York e Buffalo, dialogando com as paisagens e com os círculos artísticos desses lugares – que podem ser vistos em sua obra como representações desses espaços e também como homenagens a outras figuras de seu convívio, como Rubens Gerchman. A presença da religiosidade de matriz africana em seu trabalho também se consolida.

Foto: divulgação.

“É no exílio que Abdias Nascimento passa a ser mundialmente reconhecido não só como pintor, mas principalmente como uma das personalidades brasileiras mais preparadas para o enfrentamento ao racismo em suas dimensões estética e estrutural. A experiência acumulada desde a sua participação na Frente Negra Brasileira, nos anos 1930, passando pelo Teatro Experimental do Negro, jornal Quilombo e pela criação do projeto Museu de Arte Negra, contribui para a consolidação de uma biografia que o levou, já próximo do final de sua vida, em 2009, a ser indicado oficialmente ao prêmio Nobel da Paz pelo conjunto da obra”, afirma Julio Ricardo Menezes Silva, pesquisador do Ipeafro e coordenador do Museu de Arte Negra virtual.

“Terceiro Ato: Sortilégio” é o penúltimo dos quatro atos da proposta, representados anteriormente pelo “Primeiro Ato: Abdias Nascimento, Tunga e o Museu de Arte Negra” e pelo “Segundo Ato: Dramas para negros e prólogo para brancos”, partindo do legado multidisciplinar de Abdias Nascimento – poeta, escritor, dramaturgo, curador, artista plástico, professor universitário, pan-africanista e parlamentar com uma longa trajetória trilhada no ativismo e na luta contra o racismo.

Sobre o Museu de Arte Negra

Desde os anos 1940, Abdias Nascimento e seus companheiros do Teatro Experimental do Negro (TEN) trabalhavam com a proposta de valorização social do negro e da cultura afro-brasileira por meio da arte e da educação. O TEN buscava delinear um novo estilo estético e dramatúrgico e, assim, lançava as bases para a fundação do Museu de Arte Negra (MAN). Foi o TEN que, em 1950, no Rio de Janeiro, organizou o 1º Congresso do Negro Brasileiro, em que se discutiu a “estética da negritude” e modos de visibilização e valorização da produção de artistas negros e daqueles que lidavam com a representação da cultura negra em seus trabalhos. Nesse sentido, a plenária do Congresso aprovou uma resolução sobre a necessidade de um museu de arte negra. O TEN assumiu o projeto e assim nasceu o MAN.

A coleção Museu de Arte Negra ganhou forma, sendo composta por pinturas, desenhos, gravuras, fotografias e esculturas, dentre outras, numa pluralidade de suportes e técnicas. Em 1955, o projeto MAN promoveu um concurso de artes plásticas e uma exposição sobre o tema do Cristo Negro. A exposição inaugural da coleção Museu de Arte Negra foi realizada em 6 de maio de 1968, no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Os organizadores aproveitaram, para isso, a comemoração dos 80 anos da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Entretanto, eles tinham plena consciência de que as estruturas que sustentavam o regime escravista de violação de direitos e da dignidade humana se mantinham sob a forma do racismo. Sem medidas reparatórias como acesso ao emprego, à cultura e à educação, a abolição resultou na exclusão social, econômica, política e cultural da população negra recém-libertada.

“Terceiro Ato: Sortilégio” conta com o patrocínio do Itaú Unibanco e da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução. Pela Petrobras, o projeto foi contemplado na Chamada Petrobras Cultural Múltiplas Expressões 2022.

Serviço :

Terceiro Ato: Sortilégio – Abdias Nascimento e o Museu de Arte Negra 

Abertura: 18 de março de 2023, sábado, a partir das 9h30

Data: 18 de março a 6 de agosto de 2023

Local: Galeria Mata – Instituto Inhotim.

INFORMAÇÕES GERAIS 

Horários de visitação: de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Entrada: R$50,00 inteira (meia-entrada válida para estudantes identificados, maiores de 60 anos e parceiros). Crianças de até cinco anos não pagam entrada.

Localização: O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé.

Opções de transporte regular:

Transfer – a Belvitur, agência oficial de turismo e eventos do Inhotim, oferece transporte aos sábados, domingos e feriados, partindo do hotel Holiday Inn Belo Horizonte Savassi (Rua Professor Moraes, 600, Funcionários, Belo Horizonte). É preciso comparecer 15 minutos antes para o procedimento de embarque e conferência do voucher. Veja mais informações sobre o transfer clicando aqui. Ônibus Saritur – saída da Rodoviária de Belo Horizonte de terça a domingo, às 8h15 e retorno às 16h30 durante a semana e às 17h30 aos fins de semana e feriados. R$51,75 (ida), R$46,05 (volta), R$97,80 (ida e volta).

Inhotim Loja Design | A loja do Inhotim, localizada na entrada do Instituto, oferece itens de decoração, utilitários, livros, brinquedos, peças de cerâmica, vasos, plantas e produtos da culinária típica regional, além da linha institucional do Parque. É possível adquirir os produtos também por meio da loja online.

(Fonte: Inhotim)

Brasil tem o 5º pior salário mínimo da América Latina

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Unsplash.

Ao considerar os salários mínimos atualizados no ano de 2023, o Brasil ficou na 5ª pior posição do ranking da América Latina. Somente 4 países possuem um salário mínimo menor que o Brasil: Venezuela, Argentina, República Dominicana e Colômbia.

É o que revela um estudo divulgando pela plataforma de descontos online CupomValido.com.br com dados referentes às informações oficiais de cada país.

O valor do salário mínimo médio ao considerar todos os países foi de R$1.751, um valor mais de 32% maior que no Brasil.

O primeiro e o último colocado

Com o valor de R$3.183, a Costa Rica é o país com o maior salário mínimo da América Latina. Este valor é mais que 2,4 vezes maior que no Brasil.

A Costa Rica possui uma forte economia no setor de turismo, agricultura e exportação. Além disso, ao levar em consideração a expectativa de vida, educação, e renda per capita, o país possui o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,809, um valor considerado como muito elevado.

Na ponta oposta, com apenas R$42, a Venezuela é o país com o pior salário mínimo.

O país sofre com uma crise severa, com o PIB encolhendo e a inflação subindo vertiginosamente. Somente em 2022, a inflação foi de mais que 300% no ano.

(Fonte: Informações oficiais de cada país – CupomValido.com.br)

Projetos socioambientais evitam emissão de CO2 equivalente ao sequestro realizado por mais de 1 bilhão de árvores no Brasil em 2022

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Adriano Gambarini.

Em um cenário em que as emissões globais de CO2 têm atingido taxas recordes, o Brasil contribuiu com a não emissão de cerca de 147 milhões de toneladas de CO2 ao longo de 2022, o equivalente ao que mais de um bilhão de árvores nos seus primeiros 20 anos poderiam sequestrar. Estes resultados foram alcançados graças a cinco projetos patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental da linha de Florestas. Com atuação em diferentes biomas brasileiros, as iniciativas têm como objetivo principal a restauração de ecossistemas, regulação do clima e geração de renda de forma sustentável. São elas: Florestas de Valor, Viveiro Cidadão, Raízes do Purus, No Clima da Caatinga e Semeando Água.

Os resultados das ações dos cinco projetos referência em florestas estão disponíveis no relatório anual 2022, lançado em março deste ano. Em destaque, está o Florestas de Valor, projeto realizado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) que contribui com a fixação de carbono e com a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) por meio da implantação de sistemas produtivos sustentáveis, como Sistemas Agroflorestais e roça sem fogo, na Amazônia. Em 2022, o projeto apoiou a implantação de 30 hectares de novas áreas manejadas com sistemas produtivos sustentáveis, o que contribuiu diretamente com a fixação ou não emissão de cerca de 28 mil toneladas de CO2 equivalente durante o período entre 2014 e 2022.

Foto: divulgação.

Além disso, o projeto também oferece apoio à estruturação de cadeias de produtos da sociobiodiversidade, contribuindo com a conservação da Floresta em Pé. “Com as técnicas e métodos que aprendemos durante as atividades do projeto, consegui melhorar minha produção, tanto do meu SAF-Cacau quanto do meu pomar. Minha propriedade está bem mais organizada e agora a gente consegue aproveitar tudo que temos aqui, inclusive para fazer caldas que ajudam a melhorar o solo”, conta Maria Helena Gomes, agricultora de São Félix do Xingu, no Pará. No ano passado, as ações de manejo de produtos florestais não madeireiros contribuíram com a conservação de 176 mil hectares de áreas de florestas, na qual estima-se um estoque de carbono de 15 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Ainda na Amazônia, o Viveiro Cidadão, realizado pelo Ecoporé, desenvolve em Rondônia um trabalho pioneiro para o bioma: o desenvolvimento da educação inclusiva de crianças com deficiência. Por meio do projeto, um jovem cego teve contato com vários elementos da natureza pela primeira vez no jardim sensorial Gaia Amiga, idealizado pela Associação Semeando Letras e Cidadania do município de Rolim de Moura (RO).

O projeto Viveiro Cidadão contribui com a fixação de carbono por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais e recomposição vegetal de ecossistemas, promovendo a restauração produtiva de áreas degradadas. Desde seu primeiro ciclo, em 2013, até o ano de 2022, foram 452 hectares de áreas implantadas, com uma contribuição estimada de mais de 46 mil toneladas de CO2 equivalentes fixados. “Pra mim foi bom demais; uma das melhores coisas na minha vida e na vida da minha família. Esse projeto me deu mudas de árvores, que plantei em volta do rio e hoje nasceu um rio e uma floresta. Pra gente, foi tudo de bom, porque era um rio sem vida e hoje você anda lá e a água é pura”, Dorival Pessato, agricultor.

Foto: divulgação.

Em 2022, o Raízes do Purus, por meio do apoio à vigilância e a iniciativas de manejo sustentável em seis Terras Indígenas localizadas no sul do Amazonas, na região do arco do desmatamento, contribuiu para evitar as emissões de cerca de 316 mil toneladas de CO2 para a atmosfera por meio das atividades de conservação florestal direta. No mesmo período, as ações do projeto, realizado pela OPAN, propiciaram a manutenção de um estoque, em conservação indireta, de mais de 130 milhões de toneladas de carbono armazenado nas florestas sob influência da iniciativa.

Já na Caatinga, o projeto No Clima da Caatinga promove a conservação das terras, florestas e águas do bioma nos estados do Ceará e Piauí, com o intuito de contribuir com a mitigação dos efeitos do aquecimento global. Com atuação na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), a iniciativa, realizada pela Associação Caatinga, identificou que cada hectare da RNSA estoca cerca de 266 toneladas de CO2, ou seja, uma vez que a Serra das Almas tem 6,3 mil hectares, a reserva estoca mais de 1,6 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. Em comparação, essa quantidade representa o total de gás carbônico emitido por mais de um milhão de habitantes de São Paulo durante um ano.

O projeto mudou a vida de pessoas como a dona de casa Antonia Elisabete de Sousa Soares, de Buriti dos Montes, no Piauí: “a gente carregava água na cabeça. Aí, com o passar do tempo, os invernos foram diminuindo e as águas acabaram. Acabaram as cacimbas. A gente ia até ao chafariz para buscar água. E eu já cheguei, muitas vezes, a convidar meu marido para procurar um local que tivesse mais água, que fosse mais fácil, mas aí Deus é tão bom que mostrou essas pessoas no meu caminho e esse projeto maravilhoso (nesse momento Elisabete sorri, olha para trás e aponta as mãos em direção ao reservatório), e tá aí essa linda cisterna cheia de água para mim”, conta.

A atuação dos projetos se dá também na Mata Atlântica com o Semeando Água, que contribui para a segurança hídrica de 7,5 milhões de pessoas que vivem na região metropolitana de São Paulo, Campinas e Piracicaba. Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), o projeto busca reverter o cenário encontrado de 60% de passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Em 2022, implantou 30 hectares de restauração com previsão de implantação de mais 25 hectares neste ciclo. Considerando apenas essa ação, o potencial de sequestro de carbono é de mais de oito mil toneladas de CO2 em 10 anos ou quase 23 mil toneladas de CO2 no médio e longo prazo.

Todos os projetos são realizados com patrocínio da Petrobras, sob o guarda-chuva do Programa Petrobras Socioambiental. O programa tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de parcerias, o fortalecimento de vínculos e a geração de benefícios mútuos, favorecendo o respeito aos direitos sociais, ambientais, territoriais e culturais das comunidades e populações locais.

Os investimentos socioambientais da Petrobras na temática Florestas atuam como uma das frentes de ação em resiliência climática, por meio do qual a companhia reafirma seu interesse em superar os desafios relacionados ao seu negócio referentes à transição para uma economia de baixo carbono. A carteira com foco em Florestas é dinâmica e, em 2022, contou com 22 projetos em execução. Esses projetos geram benefícios importantes para mitigação das mudanças do clima. As ações de recuperação vegetal e de reconversão produtiva levam à remoção líquida de carbono da atmosfera por meio da remoção do CO2 da atmosfera pela vegetação para produção de biomassa.

Para mais detalhes sobre os resultados dos projetos, acesse https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/relatorio_florestas_de_valor_2022_final.pdf.

Conheça os projetos:

Florestas de Valor (Imaflora)

Viveiro Cidadão

Raízes do Purus

No Clima da Caatinga

Semeando Água.

(Fonte: Imaflora)

Espetáculo para bebês “Scaratuja” retorna ao Teatro Vivo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Devido ao grande sucesso, o espetáculo “Scaratuja”, com Aline Volpi e Vladimir Camargo, retorna ao Teatro Vivo de 5 de março a 30 de abril, sempre aos domingos, às 15h.

Voltada especialmente para bebês de 0 a 3 anos, a peça interativa usa a linguagem não verbal e explora a expressão do corpo no espaço para se comunicar com as crianças, estimulando o crescimento cognitivo e expressivo.

A peça acontece em meio a um emaranhado de linhas e traços. Neles, as personagens são levadas a seguir a trilha do desenho que vai do rabisco ou garatuja à representação das formas. O texto e direção são de Marcelo Peroni.

Serviço:

Scaratuja

Com Aline Volpi e Vladimir Camargo

Temporada: 5 de março a 30 de abril | dom, às 15h

Não haverá sessão nos dias 26/3 e 9/4

Texto e direção: Marcelo Peroni

Classificação: Livre| Duração 50 minutos

Ingressos: R$80 | Clientes Vivo Valoriza e colaboradores Vivo têm 50% de desconto na compra de até 2 ingressos. Compras pelo Sympla.

Teatro Vivo

Espaço Convivência

Avenida Dr. Chucri Zaidan, 2460, Morumbi – São Paulo (SP)

Capacidade: 75 lugares.

(Fonte: Agência Fato Relevante)

Reconceito Casa e LES Comfy realizam evento “Mulheres que fazem o Brasil”

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Em parceria com a LES Comfy, o Reconceito Casa realiza em sua sede (Rua Cinco de Julho, 591) no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, das 17 às 21 horas, o evento “Mulheres que Fazem o Brasil”. Das 9 às 16 horas, toda a loja LES Comfy de Indaiatuba (Av. Bernardino Bonavita 1172) estará com 10% de desconto.

O evento consistirá de uma exposição fotográfica em formato de cordel valorizando as artesãs brasileiras, apresentação da maestrina Sonia Di Morais – tendo como convidado o violonista Swami Jr. –, desfile de peças em animal print da LES Comfy e apresentação (e venda) de artesanato brasileiro regional confeccionado por mulheres, além de comidinhas e bebidas brasileiras.

LES Comfy

A LES, marca de moda criada a partir das próprias experiências e expectativas com o vestir das sócias e cunhadas Sarita Neiva e Livia Rocha. No pós-gravidez, ambas buscavam por peças mais confortáveis, que acolhessem as mudanças físicas, mas que também descomplicassem a rotina sem perder a elegância. A proposta é oferecer um vestir mais descomplicado sem que, para isso, seja preciso abrir mão da elegância, mostrar que conforto é essencial e, pode sim, a partir de modelagens, cores e estampas especialmente pensadas, andar em conjunto com a sofisticação.

Para encontrar esse equilíbrio entre conforto e elegância, buscaram tecidos com tecnologia de ponta. Um dos grandes diferenciais da marca é que utilizam apenas malhas e de fornecedores que oferecem alta tecnologia e qualidade. Os tecidos têm um toque ultramacio, caimento impecável, deslizam na pele e abraçam o corpo, oferecendo um visual natural e sofisticado. Além disso, são tecidos sustentáveis, com FPS 50, anti-odor, fios ultrafinos e náilon biodegradável, feitos com água de reuso, exigem menos energia e menos passadoria. Ou seja, são ótimos no contato com a pele e cuidam do planeta.

Reconceito Casa

Reconceito Casa é o lugar que abriga o artesanato brasileiro utilitário revisitado, selecionado e combinado com frescor. É a morada do valor das mãos habilidosas de nosso país, de sua força criativa e de saberes que se perpetuam por muitas gerações. Também, o lar de novas experiências criativas, cuja cozinha mistura receitas e temperos típicos de nossa terra. É a Casa com Alma Brasileira, elegantemente despojada e aconchegante.

Em 2018, a arquiteta Barbara Fantelli e o administrador de empresas e comércio exterior Armínio Calonga Júnior embarcaram em uma grande viagem para muitos recantos do país em busca de colecionar produtos e histórias capazes de traduzir o espírito do cotidiano de um Brasil tão diverso.

Literalmente parando de porta em porta e trocando muitos dedos de prosa com artesãos e designers, chegaram a uma seleção de produtos que apresentam por meio do Reconceito Casa. A proposta da marca é poder tecer uma rede ampla através dos objetos, levados de um lugar a outro, de uma casa a outra, de uma mão a outra, dentro e fora de nosso território.  A interconectividade é a essência da marca.

Sonia Di Morais

Sonia Di Morais é cantora, compositora, arranjadora e maestrina. Nasceu em São Paulo, em 8 de junho de 1974, filha de pais nordestinos numa família de 16 irmãos, onde desde pequena foi motivada a cantar. Começou a cantar profissionalmente aos 21 anos e se formou em canto lírico, regência e especialização em canção popular.

Foi regente da Orquestra e Coral da Fundação Bradesco em Osasco /SP e coordenadora do projeto de musicalização da mesma instituição entre 2001 a 2022.  Regeu os Concertos de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro e Concertos de Abertura do Festival de Música de Inverno em Campos do Jordão por 12 anos, onde se apresentou com artistas dos mais importantes na cena musical brasileira, tais como Milton Nascimento, Simone, Ivan Lins e Gal Costa, entre outros.

Seu trabalho como cantora é baseado em canções próprias e interpretações e, ao longo de 2022, foi responsável pela direção musical e arranjos de seus shows com o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba.

Swami Jr.

O músico Swami Antunes de Campos Jr., mais conhecido como Swami Jr., apaixonou-se pela música desde cedo, não poderia ter sido diferente, já que cresceu no meio musical. Seu bisavô tocava piano, acordeom e bandolim e seu pai toca violão e é cantor. Já foi professor de violão, baixo, harmonia, prática de conjunto e arranjo, mas hoje não consegue conciliar as aulas com as viagens e gravações.

O talentoso instrumentista toca violão de 7 cordas e baixo elétrico e adota como estilo a tradição popular do violão brasileiro, incorporando ainda elementos de jazz, música erudita, africana e cubana. Compõe desde os 12 anos e coleciona músicas gravadas por Zizi Possi, Virgínia Rosa, Vânia Bastos, José Miguel Wisnik, Luís Felipe Gama e Ana Luiza, entre outros.

Já gravou com nomes como Marco Pereira, Chico Pinheiro, Luciana Souza e Chico César. Além de ter acompanhado mundialmente a cantora cubana Omara Portuondo por 7 anos, como diretor musical e violonista. Swami já soma 3 décadas de uma brilhante carreira.

Serviço:

Mulheres que fazem o Brasil, por Reconceito Casa e LES Comfy

8 de março de 2023 – das 17 às 21 horas

Rua Cinco de Julho, 591 – Jd. Pau Preto – Indaiatuba (SP)

Telefone: (19) 3885-3159

www.reconceitocasa.com.br | Instagram: @reconceito.casa | Facebook: /casacomalmabrasileira.