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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Clássico contra o autoritarismo, ‘O Arquiteto e o Imperador da Assíria’ faz temporada gratuita em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Espetáculo conta com um cenário distópico e não facilmente identificado, por meio de uma estética contemporânea que remete a jogos eletrônicos. Foto Bob Sousa.

“O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, do Grupo Garagem 21, cumpre temporada entre os dias 24 de março e 29 de maio de 2023 em vários teatros da cidade de São Paulo (confira a programação completa abaixo). Todas as apresentações são gratuitas; basta retirar o ingresso com uma hora de antecedência na bilheteria ou na Sympla. Mais recente montagem do clássico escrito em 1967 pelo dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, a obra é uma das peças fundamentais da reflexão sobre o pós-guerra e o totalitarismo que culminou no confronto. Na temporada atual, Helio Cicero segue na interpretação do Imperador, enquanto o personagem do Arquiteto passa a ser interpretado pelo ator Pedro Conrado. A direção é de Cesar Ribeiro.

Situada em uma ilha deserta, a peça se inicia com um desastre aéreo que leva seu único sobrevivente a entrar em contato com um nativo que jamais teve contato com outro ser humano. A partir dessa interação, o sobrevivente busca impor ao outro suas ideias de cultura e civilização, retratando a violência cultural inserida no processo de formação da sociedade.

“Utilizando a cultura para seduzir o Arquiteto sobre as supostas maravilhas da civilização, além da construção da linguagem, há o processo de formação do Estado e do conhecimento de toda a estrutura social, em que entram conceitos como política, religião, família, relações afetivas, artes, filosofia e a própria noção de humano, termos desconhecidos pelo nativo e sempre apresentados pelo Imperador de modo distorcido, trazendo conexões com as ideias de fake news e pós-verdade”, analisa o diretor.

Apesar de preservar o texto original de Arrabal na adaptação, o grupo inseriu trechos de obras de outros autores, como do dramaturgo irlandês Samuel Beckett e o editorial do dia seguinte ao golpe militar de 1964. Segundo o diretor, trata-se de inserções pontuais que complementam frases de Arrabal e reforçam as semelhanças que regimes totalitários têm entre si.

O cenógrafo J. C. Serroni optou por criar um terreno distópico próximo a uma estética contemporânea que remete a jogos eletrônicos e HQs. O desastre também deixa rastros, a cabine e a poltrona do avião, que se tornam, respectivamente, a cabana e o trono do Imperador.

A inspiração para esse cenário apocalíptico é múltipla. Há elementos da saga japonesa “Ghost In The Shell”: do artista plástico suíço H. R. Giger, reconhecido pela estética metalizada e futurista de Alien; do cinema expressionista alemão e das propostas cênicas do encenador polonês Tadeusz Kantor. O figurino de Telumi Hellen também responde a uma estética futurista fundida à moda elisabetana, com influências do estilista britânico Gareth Pugh.

“O encenador [Cesar Ribeiro] não economiza tintas para explorar e aprofundar as características do Teatro do Absurdo, numa estética dura, escura e asfixiante. A ilha nada paradisíaca e devassada reforça o desalento das personagens e como o colonizador apenas se interessa por dominar, mesmo diante da escassez”, pontua Celso Faria no site E-Urbanidades.

Com elementos narrativos contra o autoritarismo e críticas ao governo de Jair Bolsonaro, o diretor Cesar Ribeiro pontua que a obra segue atual. O ponto central da encenação é abordar como determinados modos da narrativa, que representam uma visão da realidade, servem a um projeto totalitário de poder que se pretende salvador, mas que, para exercer essa ideia de salvação, constrói a destruição do outro, do divergente, seja por meio de crimes diretamente executados por agentes do Estado ou por diversos mecanismos de coerção e perseguição.

“Vivemos um momento de tentativa de superação do trauma e de reconstrução dos afetos e do país como um todo. Infelizmente, reestrear agora não modifica em nada a necessidade do texto do Arrabal porque, apesar da mudança de governo, ainda há uma grande parcela da população que opta pelo autoritarismo para que sua visão de mundo seja imposta ao outro. Imagino que serão quatro anos de busca de criação de uma nova perspectiva de país, mais includente e com um foco na diminuição da injustiça social, como no belo discurso de posse de Silvio Almeida”, conclui.

Sobre o grupo Garagem 21

O grupo Garagem 21 surgiu em 2009, na cidade de São Paulo, fundado por Cesar Ribeiro. Desde o princípio, centra suas pesquisas na investigação da ideia de poder e suas extensões no corpo social. Do ponto de vista estético, procura um híbrido do teatro com outras linguagens, como quadrinhos, videogames, desenhos animados e dança contemporânea, em busca de uma forma de fazer teatro relacionada à transformação social propiciada pelas novas tecnologias e capaz de fomentar um público contemporâneo e alheio ao teatro, além da continuidade do público usual.

Neste período, encenou as seguintes peças: “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” (2021), “Esperando Godot” (2016), “Cigarro Frio em Noites Mornas” (2012), “Fim de Partida” (2011), “Fodorovska” (2010), “Somente os Uísques são Felizes” (2009) e “Sessenta Minutos para o Fim” (2009).

“O arquiteto e o imperador da Assíria” foi selecionado no Prêmio Zé Renato de Produção do segundo semestre de 2019, no Prêmio Zé Renato de Circulação do primeiro semestre de 2022 e no edital ProAC de Circulação do mesmo ano. “Esperando Godot” foi indicado ao Prêmio Shell de Figurino e selecionado no Edital ProAC de Circulação de 2017. O Grupo Garagem 21 ainda prepara para 2023 a montagem de “Dias Felizes”, texto de Samuel Beckett com atuação de Lavínia Pannunzio e Helio Cicero.

A companhia apresentou-se também em diversos festivais, como Festival Nacional de Teatro de Ribeirão Preto (SP), Festival de Teatro de Curitiba (PR), Funalfa – Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG), Floripa Teatro (SC), Festival de Teatro de Lages (SC), Festival de Teatro de Campo Mourão (PR), Festival de Teatro de Catanduva (SP), FestCamp (Campo Grande/MS), Festival Nacional de Teatro Pontos de Cultura (Floriano/PI), Mostra Jacareiense de Artes Cênicas (Jacareí/SP), Festival de Teatro da Unicentro (Guarapuava/PR), Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba (São José dos Campos/SP) e Festival Nacional de Comédia (Alegre/ES). Apresentou-se ainda na primeira e na segunda edição da Festa do Teatro e na edição 2010 da Virada Cultural.

Sinopse | Em uma ilha isolada, um desastre aéreo conduz ao relacionamento entre o único sobrevivente do acidente e um nativo que nunca teve contato com outro ser humano, em que o primeiro tenta impor ao outro sua ideia de cultura e civilização.

Ficha técnica – Este projeto tem apoio da 15ª Edição do Prêmio Zé Renato para a Cidade de São Paulo

Texto: Fernando Arrabal

Direção, tradução e adaptação: Cesar Ribeiro

Elenco: Helio Cicero e Pedro Conrado

Direção de produção: Kiko Rieser

Cenário: J. C. Serroni

Desenho de luz: Aline Santini

Figurinos: Telumi Hellen

Sonoplastia: Raul Teixeira e Mateus Capelo (efeitos sonoros) e Cesar Ribeiro (músicas)

Visagismo: Louise Helène

Assistência de produção: Lara Paulauskas

Arte gráfica: Patrícia Cividanes

Fotos: Bob Sousa

Registro em vídeo: Nelson Kao

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques.

Serviço:

Duração: 120 minutos | Classificação: 16 anos | Ingresso: gratuito – Retirar no Sympla ou na bilheteria uma hora antes do espetáculo.

Teatro Paulo Eiró

24 de março a 16 de abril, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro – São Paulo (SP)

Teatro Cacilda Becker

5 a 7 de maio, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço:  R. Tito, 295 – Lapa – São Paulo (SP)

Teatro Arthur Azevedo

12 a 14 de maio, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca – São Paulo (SP)

Teatro Alfredo Mesquita

2 a 4 de junho, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana – São Paulo (SP).

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Valinhos recebe a exposição “Andanças por Terras Estranhas”, de Genivaldo Amorim

Valinhos, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O Coletivo Ocupe.Arte anuncia a exposição “Andanças por Terras Estranhas”, do artista Genivaldo Amorim. A mostra, que vai ocorrer entre os dias 5 e 30 de abril na cidade de Valinhos, faz parte da segunda edição do Projeto Trajetórias, que nasceu para ser uma enciclopédia das artes e artistas valinhenses.

A segunda edição do projeto registra, por meio de exposições e um livro, a obra do artista paranaense radicado em Valinhos Genivaldo Amorim. Com obras produzidas nos últimos 30 anos, desde as primeiras pinturas em 1993 até sua mais recente produção, incluindo instalações, pinturas e projetos feitos em colaboração com outros artistas, o projeto traça um panorama sobre essa trajetória.

A exposição vai apresentar, no Museu e Acervo Municipal Fotógrafo Haroldo Ângelo Pazinatto, uma série de obras que compreende desde as três primeiras pinturas de Genivaldo, pintadas em 1993, sendo duas as primeiras obras abstratas do artista, passando pela série Psico-Enigmas (1995-1997), período que compreende desde a primeira exposição, na galeria João do Monte, em 1995, a primeira exposição coletiva, em 1996, o Panorama das Artes Visuais de Valinhos e as primeiras participações em salões de arte.

A mostra também vai trazer as primeiras obras onde o vermelho passou a figurar como elemento recorrente e protagonista até a fase atual, incluindo registros das instalações realizadas a partir de 2015, além de uma nova instalação que será montada em um espaço externo do museu e que será iluminada por luminárias solares. A curadoria será do próprio artista.

O segundo volume do livro bilíngue “Trajetórias”, que conta com 160 páginas, imagens e textos dos curadores Andrés I. M. Hernández, Heldilene Reale e Allan Yzumizawa, será vendido a partir da abertura da exposição de Valinhos e custará R$40. A venda também será feita pelo e-mail: contato@ocupearte.com.br.

O projeto é realizado com o apoio do ProAC ICMS, modalidade do programa de fomento à cultura no estado de São Paulo que funciona por meio de patrocínios incentivados e renúncia fiscal.

Serviço:

Exposição “Andanças por Terras Estranhas”, em Valinhos

Museu e Acervo Municipal “Fotógrafo Haroldo Ângelo Pazinatto”

Endereço: Rua Doze de Outubro, s/nº – Centro (Estação Ferroviária), Valinhos (SP)

Abertura: 5/4, às 19h00

Visitação: De 6 a 30/4, de terça a domingo, das 9h00 às 16h30.

(Fonte: Onix Press)

Casa de Brincar: Beija-Flor, ambiente exclusivo para o brincar e para o desenvolvimento infantil, inaugura em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Indaiatuba acaba de ganhar um espaço à altura do bucolismo e da qualidade de vida que caracterizam o município paulista – A Casa de Brincar: Beija-Flor, um ambiente exclusivo para o brincar e para o desenvolvimento infantil.

O espaço foi pensado para crianças a partir de 2 anos com diversas atividades sem uso de eletrônicos e com todos os espaços planejados e construídos para criar momentos de muita leveza, diversão e desenvolvimento. Há diversos ambientes interativos, onde cada criança tem a oportunidade de participar de brincadeiras livres e guiadas, além de diversas oficinas criativas e “mão na massa”.

A Casa de Brincar trabalha por hora e com opções de pacotes. A empresa possui três opções de serviços: os pais podem deixar as crianças e ir para algum compromisso e elas podem ficar aproveitando os benefícios da cantina da casa ou criando memórias afetivas brincando e explorando os espaços do Beija-Flor.

O espaço também é um local de eventos, que acontecem esporadicamente no período noturno e aos finais de semana com foco na interação familiar, trazendo temas que promovem a integração entre responsáveis e crianças, estreitando seus laços afetivos e desenvolvendo momentos especiais e lembranças. Realiza, ainda, cursos esporádicos com foco em práticas educacionais, pedagógicas, parentais e de desenvolvimento socioemocional das crianças.

O horário de funcionamento é de segunda à sexta das 13h30 às 19h00 e, aos sábados, das 9h00 às 15h00.

A gênese

A proprietária, Talita Soriano, quando estava no ensino médio, resolveu que gostaria de mudar o mundo e salvar o meio ambiente e foi estudar Gestão Ambiental. Foram quatro anos de muito aprendizado e ela descobriu que a melhor maneira de conseguir ajudar o mundo era por meio da educação.

Talita estava determinada a auxiliar na formação de seres humanos conscientes, com grande senso de comunidade, atuantes e engajados em prol da transformação do mundo. Logo no início da faculdade de Pedagogia, começou a atuar em escolas públicas e particulares e a aprender na prática como ajudar os alunos a se desenvolverem de maneira plena por meio de uma educação lúdica, livre, respeitosa e de qualidade.

Logo após a segunda graduação, Talita cursou uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento a fim de se aprofundar nessa área que tanto a fascinava. E, assim, começou a entender um pouco mais sobre as dificuldades e os distúrbios da aprendizagem.

Com o passar dos anos, realizou diversos cursos que foram complementando seus conhecimentos e objetivos, como a Disciplina Positiva, que abriu seus olhos para uma educação gentil, firme, afetuosa e respeitosa.

Porém, a educadora ainda sentia necessidade de fazer mais pelos alunos, principalmente por aqueles com dificuldades. Foi aí que ela encontrei a Neuropsicopedagogia. Com a Neuropsicopedagogia, Talita conseguiu entender o funcionamento e desenvolvimento de cada região do cérebro das crianças. Assim, teve a confirmação de que os jogos e as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento pleno da criança. O momento da brincadeira faz com que ela aprenda, experimente o mundo, desenvolva relações sociais, as emoções, o pensamento, a resolução de problemas, a criatividade, o desenvolvimento motor e muito mais.

Baseado nisso tudo, Talita idealizou um espaço destinado exclusivamente para que a criança tenha oportunidades de desenvolver todos esses aspectos importantes por meio de brincadeiras, jogos e diversos materiais pensados especialmente para a infância.

Serviço:

A Casa de Brincar: Beija-flor

Avenida Conceição, 1524 – Vila Maria Helena – Indaiatuba (SP) – mapa aqui

Telefone/WhatsApp: (19) 99302-5447 | Instagram: @beijaflorcasadebrincar.

MASP participa da 19ª SP-Arte com trabalhos de criadores indígenas

São Paulo, por Kleber Patricio

Pi Tukano – Panela de cerâmica. Fotos: Daniel Cabrel.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand” participa da 19ª edição da SP-Arte, entre 29 de março e 2 de abril de 2023, com trabalhos de criadores indígenas, em consonância com a programação do ano dedicada às Histórias indígenas. Com curadoria de Adélia Borges, curadora-adjunta, MASP Loja, serão apresentados objetos como cestarias, cerâmicas, objetos de madeira e adornos de miçangas de vidro e sementes, além de outros produtos do MASP Loja.

Nesta edição, o estande do MASP estará localizado no 2º pavimento da Bienal, entre os estandes G7 e G8, com objetos de 25 povos indígenas Apurinã, Arara, Baniwa, Baré, Guarani Mbya, Juruna, Kadiwéu, Karajá, Kayapó Mekrãgnoti, Krahô, Marúbo, Mehinako, Ofaié, Parakanã, Sateré-Mawé, Terena, Ticuna, Tukano, Tupiniquim, Waimiri-Atroari, Wauja, Yanomami, Yawalapiti, Waroe e Z’oé. A predominância é de povos da Amazônia, mas há também de outras regiões e até mesmo do município de São Paulo (caso dos Guarani Mbya). Uma particularidade é a presença de refugiados – os Warao, originários da Venezuela, que têm migrado para o Brasil recentemente.

Pi Mehinako – Pá de Beiju de madeira.

“Desde 2016, o MASP Loja possui em seu portfólio objetos feitos por designers, por povos indígenas e por artesãos em áreas rurais ou periferias urbanas. Os produtos são apresentados lado a lado, sem hierarquizações, espelhando a riqueza da nossa diversidade cultural. Para a SP-Arte, intensificamos e ampliamos os contatos com os povos indígenas, reiterando o nosso compromisso com a pluralidade da cultura brasileira”, pontua Adélia Borges, curadora-adjunta, MASP Loja.

O MASP Loja também selecionou réplicas arqueológicas das culturas Marajoara e Tapajônica para compor a galeria. Os objetos resultam do projeto Replicando o Passado, do Museu Paraense Emílio Goeldi, de Belém, que possui uma das mais expressivas coleções de arte pré-cabralina do país. A produção é feita por ceramistas do bairro do Paracuri, distrito de Icoaraci, na capital paraense, e a certificação é feita caso a caso pela equipe de arqueólogos do Museu. Os objetos possuem um carimbo na base da peça, identificando-a como réplica, e etiquetas individualizadas com informações sobre a obra e a cultura da qual provém.

O estande do MASP ainda oferece a oportunidade dos visitantes conhecerem e fazerem parte do programa Amigo MASP. O programa Amigo MASP é a melhor forma de se aproximar da programação do Museu e ainda ter benefícios, como entrada gratuita e sem filas, programação cultural especial e descontos nos serviços do MASP e de seus parceiros. Durante a feira, os membros que fizerem adesão ao programa ganharão uma tote exclusiva. Todos os amigos poderão aproveitar o desconto de 20% nos itens da MASP Loja.

Serviço:

MASP na 19ª edição da SP-Arte

Curadoria: Adélia Borges, curadora-adjunta, MASP Loja

29/3–2/4/2023

Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera, portão 3, 2º pavimento da Bienal, entre os estandes G7 e G8

Horários: 29–30 março: 14h–20h; 31 março–1 abril: 12h–20h; 2 abril: 11h–19h

Ingressos: R$70 (inteira); R$35 (meia-entrada).

(Fonte: MASP)

Marimar Torres: a espanhola que dominou os EUA com vinhos orgânicos e biodinâmicos

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Marimar Torres. Foto: Sergio Ruiz.

Em homenagem ao Mês da Mulher, a Cantu, maior importadora de vinhos do Brasil, escolheu cinco nomes femininos, entre tantos outros, que se destacam no mundo do vinho em seu portfólio. As homenagens estão sendo feitas ao longo do mês de março e o terceiro nome da série é Marimar Torres, conhecida por exportar seu legado de vinhos finos da família Torres para a Califórnia, nos Estados Unidos. Um cultivo perfeito de Chardonnay e Pinot Noir.

Marimar Torres é ligada ao mundo do vinho desde sempre. Nascida em Barcelona, em 1945, se formou em Estudos Avançados de Negócios pela Universidade de Barcelona. Depois, estudou marketing na Esade, em Stanford e, em 1988, tirou um ano para se dedicar aos estudos de enologia e viticultura na Universidade da Califórnia, em Davis.

Atualmente, na propriedade Miramar, na Califórnia, comanda as adegas Don Miguel e Doña Margarita, nomes dados em homenagem a seus pais. Antes de se dedicar totalmente à Marimar Estate, ela viajou promovendo os vinhos Torres, começando pela Espanha, como diretora de exportação da empresa e, depois, nos Estados Unidos, em 1975, quando passou a morar em São Francisco. Neste ano, os vinhos Torres totalizaram 15 mil caixas chegando ao país, aumentando 10 anos depois para 150 mil.

Marimar confrontou preconceito no mundo do vinho – que não tinha tanto espaço para mulheres naquela época, mas com dedicação e calma, ela conseguiu superar. Com o tempo, tornou-se a representante do vinho espanhol mais conhecida dos EUA.

A produção de vinho em Don Miguel começou em 1986, bem pertinho do Pacífico, no Russian River Valley, uma área perfeita para plantar Chardonnay e Pinot Noir. Na propriedade, começou a plantar também um pouco das uvas Albariño, Tempranillo e Syrah. Vale destacar que seus vinhos possuem o certificado por serem orgânicos e biodinâmicos. Em 2000, Marimar expandiu e adquiriu mais uma propriedade, ainda maior, no Sonoma Coast – a Doña Margarita, que é conhecida por seus oito hectares de Pinot Noir.

Sua herança europeia sempre trouxe o amor pelo vinho de forma natural e Marimar produz seus vinhos apenas com as uvas plantadas em suas propriedades a fim de garantir qualidade nas bebidas. Sua dedicação ao negócio é tanta, que mora em Russian River Valley, acima do vinhedo. O orgulho e a integridade de sua família permitiram que Torres combinasse tradições centenárias com as mais recentes inovações para produzir vinhos espetaculares, que se tornaram referência no mundo. Com isso, Marimar tornou-se um símbolo desta herança.

Mesmo com tamanha dedicação aos vinhos, Marimar é uma mulher que conseguiu dar sequência a outros projetos também e se tornou autoridade em cozinha espanhola. Lançou seu primeiro livro, “Tabela Espanhola”, em 1986, e depois seu segundo, “O Catalan Country Kitchen”, que se destacou nos Estados Unidos em 1992. E na Espanha, em 1995, lançou a obra “La Cocina Catalana”.

(Fonte: Hercog Comunicação)