Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Espetáculo de teatro-baile “A Casa de Farinha do Gonzagão – 10 anos de chão!” leva música e comida boa para o palco

São Paulo, por Kleber Patricio

Elenco de “A Casa da Farinha do Gonzagão – 10 anos de chão!”, teatro-baile realizado pela CTI – Cia. Teatro da Investigação. Foto: Samara Neves.

O teatro é, essencialmente, a arte do encontro. E a CTI – Cia. Teatro da Investigação – Teatro-Baile evoca esse sentimento acolhedor no espetáculo “A Casa da Farinha do Gonzagão – 10 anos de chão!”, que faz seis apresentações gratuitas em espaços da cidade – CEU Parque Anhanguera, CIEJA Perus, CEU Parque Bristol, Espaço Cultural Inventivos, Teatro Arthur Azevedo (no estacionamento), CEU Tremembé e Parque Raul Seixas, em entre 5 de maio e 25 de junho.

O trabalho estreou em 2012 para celebrar o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e, ao longo dessa década, já participou de 35 mostras e festivais pelo Brasil. “Estamos sempre repensando esse texto para nos adequarmos aos questionamentos do nosso tempo. Por ter protagonismo feminino, queremos evitar falas machistas, por exemplo”, conta Edu Brisa, diretor e dramaturgo da peça.

Foto: Samara Neves.

A obra define-se como um teatro-baile, pois envolve música, dança e culinária. Os espectadores são convidados a experimentar diferentes sensações por meio das canções e das comidas típicas do Nordeste servidas durante a apresentação. Toda a experiência é acolhedora e procura despertar uma memória afetiva no público.

Sobre a história

O ponto de partida da encenação são canções eternizadas por Gonzagão. “Entendemos que, para homenagear o Rei do Baião, precisávamos homenagear os fãs dele, que gostam de dançar forró e de comer uma paçoquinha e um baião de dois. E esses elementos estão no espetáculo. Então, criamos personagens ficcionais a partir das letras desse grande compositor”, detalha o dramaturgo.

Essas figuras são transportadas para uma casa de farinha – espaço considerado a cozinha do sertão – e se sentem livres para compartilhar as suas histórias. A peça é uma maneira de o grupo investigar o modo de vida do brasileiro comum, gerando uma forte identificação com a plateia.

Foto: Alécio Cesar.

“Apresentamos muitas vezes espetáculo ‘A Casa da Farinha do Gonzagão – 10 anos de chão!’ em ruas e praças pelo país. E é muito legal ver como as pessoas se envolvem com o trabalho. Elas se sentem representadas e importantes. Um dos depoimentos mais bonitos que recebemos foi sobre o baião de dois. Em uma apresentação em São José dos Campos, um espectador veio nos agradecer, porque o baião de dois de verdade precisa ter coentro e pimenta e nós fizemos certo”, lembra-se o diretor.

Por retratar de maneira singular os desejos, infortúnios e a labuta cotidiana de quem vive no Brasil, Gonzagão tem uma obra atemporal. Para a companhia, suas canções têm uma alegria que renova, em cada um, a esperança de dias melhores.

Dessa maneira, o espetáculo configura-se como uma grande festa. “É um momento de comunhão, em que o público se converte automaticamente em atuador”, completa Brisa.

Sinopse | Teatro-Baile baseado na obra de Luiz Gonzaga. Os personagens das músicas do Rei do Baião são transportados para uma casa de farinha, a cozinha do sertão, e lá, em sua intimidade criativa, têm a chance de contarem seus “causos” e suas vidas.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e direção: Edu Brisa

Atuadores: Cris Camilo, Beto Bellinati, Juliana Grifes, Odília Nunes, Val Ribeiro e Edu Brisa

Músicos: Bia Nascimento, Fefê Camilo e Harry De Castro

Cenário: Thapióca

Figurinos: Ana Cristina Ramos, Selma Paiva e Samara Neves

Direção musical: Harry de Castro

Sonoplastia: Samara Neves

Preparação musical: Fernando Alabê

Preparação corporal e vocal: Carlos Simioni – Lume Teatro

Treinamento de máscaras: Cida Almeida

Orientação em Teatro Popular: Ednaldo Freire.

Serviço:

“A casa de farinha do Gonzagão – 10 anos de chão!”

Duração: 65 minutos | Classificação: Livre

12/5, sexta-feira, 19h

CIEJA Perus – Rua Francisco José de Barros, 160 – Vila Inácio, São Paulo – SP

19/5, sexta-feira, 19h

CEU PQ Bristol – Rua Prof. Artur Primavesi, s/n – Parque Bristol, São Paulo – SP

28/5, domingo, 16h | Virada Cultural

Estacionamento do Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – SP

2/6, sexta-feira, 19h

CEU Tremembé – Rua Adauto Bezerra Delgado, 94 – Parque Casa de Pedra, São Paulo – SP

25/6, domingo, 14h

PQ Raul Seixas – Rua Murmúrios da Tarde, 211 – Conj. Res. José Bonifácio, São Paulo – SP

Sempre uma hora antes das apresentações terá compartilhamento de processo com o público.

Siga o CTI – Teatro baile nas redes: https://www.instagram.com/teatrobaile/.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

“Glória” de Vivaldi com a Associação de Canto Coral é o destaque no dia 13 de maio na Paróquia dos Sagrados Corações, na Tijuca

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Ana Luiza Gomes.

“O órgão é um instrumento cósmico pois reúne todas as vozes do universo.” (Papa Bento XVI)

No dia 13 de maio, sábado, às 17h30, um concerto inesquecível será realizado com o órgão de tubos, recém-restaurado pelo Atelier de Órgão e Piano Canoinhas, da Paróquia dos Sagrados Corações, na Tijuca. No programa, “Glória” de Vivaldi, com Coros Sinfônicos e de Câmara da Associação Canto Coral, tendo como solistas Dani Sardinha (soprano) e Kassia Lima (mezzo-soprano). No órgão, Benedito Rosa e na regência, Miguel Torres.

Convidada para o evento, a Associação de Canto Coral (ACC), fundada em dezembro de 1941, tem um papel importantíssimo no cenário da música clássica no Brasil. É objetivo da instituição divulgar a herança musical brasileira e as grandes obras do repertório internacional.

Concertos no Brasil e no exterior, assim como gravações das principais obras corais do nosso período colonial, marcaram esses mais de oitenta anos de atividades ininterruptas que elevaram a música coral ao mesmo patamar da música sinfônica.

“Para nós da Associação de Canto Coral é uma honra participar desse relevante fato no cenário musical do Rio de Janeiro que é a reinauguração do órgão Bohn, da Paróquia dos Sagrados Corações, pois como instituição musical que há 82 anos ininterruptos promove concertos corais na cidade, vê um instrumento como esse novamente em utilização é de extrema importância, não só para os atos litúrgicos da igreja, como para a cidade do Rio de Janeiro”, ressalta o maestro Miguel Torres.

“Nós, integrantes dos coros de câmara e sinfônico, nos sentimos honrados e muito felizes em participar desse concerto. Sabemos da importância de termos instrumentos em perfeitas condições para que as nossas apresentações sejam executadas em toda a sua plenitude. Glória de Vivaldi, será um marco para a história musical de nossa cidade”, destaca a cantora do coro sinfônico, Susan Souto.

Sobre o órgão

Considerado o rei dos instrumentos, o órgão de tubos é um dos mais antigos do mundo. Surgiu na França, onde era chamado de órgão sinfônico. Silenciado por quase três décadas, esse órgão de tubos da marca ‘’Bohn’’, fabricado na cidade de Novo Hamburgo-RS em 1961 por João Edmundo Bohn, voltará a ecoar seu som pela Paróquia dos Sagrados Corações.

“Assim que cheguei, vários paroquianos me perguntavam: “Padre, vamos reformar o órgão?”. Eu respondia: “Sim, num futuro próximo e conto com a sua ajuda. Entre os muitos desafios na paróquia, especialmente neste tempo já quase pós-pandemia, um deles seria o trabalho de incentivar a comunidade paroquial para fazermos a reforma do Órgão de Tubos. Tendo o apoio da comunidade, vendo o grande valor que o órgão já teve na vida da Paróquia e que poderia recuperar em parte sua importância, a quase totalidade dos paroquianos assumiu este desafio. Que este dia fique marcado na história da Paróquia e no coração dos paroquianos, que quando queremos e estamos unidos, podemos realizar grandes coisas. Que continuemos nosso trabalho e missão juntos”, afirma Sérgio Stein, pároco da Paróquia dos Sagrados Corações.

Sobre a Associação de Canto Coral (ACC)

A fundadora e primeira diretora musical, Cleofe Person de Mattos, musicóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou e descobriu obras de compositores do nosso passado musical, especialmente as do Padre José Maurício Nunes Garcia. Desta pesquisa resultou o resgate e a difusão de grande número de obras do nosso passado colonial.

A Associação de Canto Coral atuou com grandes orquestras sob a direção de maestros renomados internacionalmente, como Igor Stravinsky, Karl Richter, Victor Tevah, Sir Colin Daves, Helmuth Rilling, Jacques Pernoo e diretores brasileiros de prestígio, como Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Isaac Karabtchevsky, Alceo Bocchino, Benito Juarez e Henrique Morelenbaum, entre outros.

Sua numerosa discografia inclui autores nacionais, como José Maurício Nunes Garcia e os setecentistas mineiros; os nacionalistas Villa-Lobos, Francisco Mignone, Brasílio Itiberê e Camargo Guarnieri e os contemporâneos Almeida Prado, Marlos Nobre e Ricardo Tacuchian.

Com o objetivo de formar público para a música clássica, mas também para a popular e a folclórica, reciclar profissionais que trabalham no ambiente musical e preparar novas gerações de cantores, a ACC promove palestras, ciclos de leituras de obras corais, vídeos comentados, cursos para professores, estudantes de música e comunidade coral, entre outras atividades.Com os desafios e dificuldades da pandemia de coronavírus a ACC incorporou nova tecnologia on-line para assegurar a continuidade de seus trabalhos.

A Associação de Canto Coral foi responsável por concertos de alto nível em que se destacam obras de um repertório muitas vezes desconhecido no Brasil, tanto nacionais quanto estrangeiras.

Atualmente presidida por Julieta Maluf, a ACC já esteve a cargo de nomes como Fernando Bicudo e Cícero Sandroni. Carlos Alberto Figueiredo e Valéria Matos foram seus diretores artísticos entre 1995 e 2012. A partir de 2013, o Maestro Jésus Figueiredo assumiu a direção artística.

A Associação de Canto Coral não conta com subsídios públicos, sendo mantida graças à contribuição de associados e eventual apoio de empresas privadas.

Prêmios Associação de Canto Coral

Prêmio Apoio – Sociedade Teatro de Arte, 1957;

Melhor Conjunto Coral – Sec. De Educação e Cultura do Estado da Guanabara (1959, 1960 e 1961);

Medalha de Bronze – Jubilei de Prata da Rádio MEC, 1965;

Medalha do Mérito Carlos Gomes – Estado da Guanabara, 1965;

Prêmio Nacional do Disco – Associação Brasileira de Críticos Teatrais, 1963;

Medalha Estácio de Sá – Conselho Estadual de Cultura, 2001;

Mérito Cultural – União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, 2004.

Sobre Miguel Torres

Regente dos Coros Prelúdio e de Câmara, preparador do Coro Sinfônico e professor de Leitura Musical. Bacharel em Regência pela Escola de Música/UFRJ, também possui licenciatura plena em Música e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes. Iniciou seus estudos musicais pelo piano. Estendeu seus estudos ao Canto lírico, tendo estudado com Victor Prochet, Gina Martins e Marianna Lima, do coro do Theatro Municipal.

Atualmente dirige os seguintes coros: Prelúdio e de Câmara da ACC, Cênico do Centro Universitário Celso Lisboa, Península na Barra da Tijuca e também atua como maestro preparador no Coro Sinfônico da ACC. Dirigiu concertos com as orquestras Sinfônica da UFRJ e Musicâmara (Volta Redonda).

Tem se dedicado a área de ópera, teatro musical e coro cênico. Assinou a direção musical do espetáculo “À noite na Lapa – um musical ao som de Noel Rosa” em 2012 na Unisuam. Também com grande sucesso, dirigiu em 2018/2019 a opereta “A noiva do condutor” na Sala Baden Powell e no Teatro de Câmara da Cidade das Artes com o Coro Prelúdio da ACC. Em 2018 atuou como maestro interno na produção da ópera “Um baile de máscaras”, de Giuseppe Verdi, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ficando responsável pela projeção dos vídeos utilizados como parte do cenário. Em 2020, com o Coro Cênico da Celso Lisboa lançou em formato de radionovela “À noite na Lapa” que está no Spotify. Também atuou como maestro preparador do Coro Sinfônico da ACC nas montagens de ópera da Associação de Canto Coral “O trovador”, em 2017, de Verdi, e “O Elixir do Amor”, de Donizetti ,em 2018.

Na área educacional, atual como professor de canto coral no Programa Aprendiz Musical-Música nas escolas/Niterói. Também desenvolve atividades musicais no curso de Artes Cênicas da Celso Lisboa além de dar aulas de leitura de partituras, na ACC.

Ficha técnica:

Solistas: Dani Sardinha (soprano) e Kassia Lima (mezzo-soprano)

Órgão: Benedito Rosa

Regência: Miguel Torres.

Serviço:

Glória de Vivaldi – Associação de Canto Coral

Coros Sinfônico e de Câmara

Local: Paróquia dos Sagrados Corações

Endereço: Rua Conde de Bomfim, 474 – Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)

Missa: 16h

Concerto: 17h30

Entrada franca.

(Fonte: Assessoria de imprensa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

Conheça as principais comunidades tradicionais que podem ser visitadas no Litoral Norte de SP

Litoral Norte de SP, por Kleber Patricio

Castelhanos, em Ilhabela. Foto: reprodução castelhanos.org.

O Litoral Norte de São Paulo é um destino que reúne não só belezas naturais exuberantes, como também muita história e cultura de seus povos tradicionais caiçaras, quilombolas e indígenas. Ali, entre a Mata Atlântica e o mar, essas comunidades, muitas vezes centenárias, têm uma história rica e peculiar, com tradições e costumes que foram passados de geração em geração. Eles vivem da pesca artesanal, da agricultura de subsistência e do turismo.

E, nesse sentido, o Circuito Litoral Norte de São Paulo, formado pelos municípios de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, vem, cada vez mais, concentrando esforços para desenvolver atividades turísticas sustentáveis, como o Turismo de Base Comunitária (TBC).

“O Turismo de Base Comunitária, além de proporcionar uma experiência singular para o turista que deseja vivenciar a fundo a cultura do destino que ele está visitando, contribui para a preservação do patrimônio cultural, geração de renda e desenvolvimento sustentável para as comunidades locais”, afirma o presidente do Circuito Litoral Norte de São Paulo, Caio Matheus.

Na região, esses roteiros visam não só preservar a rica biodiversidade regional, como também valorizar a cultura caiçara, indígena e quilombola que formam a população local.

Fazenda de Mexilhão da Cocanha, em Caraguatatuba. Thales Stadler/Plataforma Fato.

Em Bertioga, por exemplo, é possível visitar as Terras Indígenas Ribeirão Silveiras. A comunidade tem trilhas, riachos e área de camping com opção de alimentação tradicional indígena. Na cidade, há também as bases comunitárias Vila da Mata e Sítio São João, que oferecem vivências com a comunidade nas hortas comunitárias e centro de vivências, além de observação de aves e trilhas ecológicas, entre outros.

Já em Caraguatatuba, os visitantes que desejam se integrar à comunidade local podem fazer um passeio na Fazenda de Mexilhão da Cocanha. O tour é realizado pela Associação de Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (Amapec) e busca garantir a preservação ambiental e cultural dessa prática no local, que é considerada a maior fazenda de mariscos do estado, com 36 mil metros quadrados e produção de até 160 toneladas ao ano.

O roteiro de visitação inclui apresentação do funcionamento da fazenda, processo de reprodução do mexilhão, práticas de cultivo e técnicas de preparação para a venda do produto. Na ilha, a apenas 500 metros da praia no continente, é possível ainda provar a iguaria em pratos típicos locais.

Rota Caiçara, em São Sebastião. Foto: divulgação.

Conduzido pela própria comunidade, em Ilhabela, o projeto Turismo de Base Comunitária na Baía dos Castelhanos recebe os visitantes apresentando o lado oceânico da ilha. Nesse projeto, são protagonistas da visitação as seis comunidades tradicionais caiçaras que se baseiam principalmente na pesca, artesanato e gastronomia. O roteiro inclui as trilhas da Queda, da Figueira, Mansa e Vermelha, além de passeio de barco comandado pelos próprios nativos e oficinas de cestarias. Os visitantes podem ainda experimentar pratos feitos com frutos do mar e produtos locais, como Azul Marinho, Caldeirada, Lambe-Lambe e Lula com Taioba.

Em São Sebastião, a Rota Caiçara é um importante exemplo de Turismo de Base Comunitária que preserva a cultura do povo tradicional do litoral. O passeio é um projeto desenvolvido pela Associação de Pescadores de Boiçucanga e sai da praia de Boiçucanga, oferecendo uma imersão na cultura caiçara em um percurso de três horas.

No roteiro, além de conversar com moradores antigos, que contam sobre a história do povo (como viviam, costumes, divisão de tarefas, aspectos da religião e o que aconteceu com o povo caiçara com o passar dos anos), há degustação de café da manhã típico com café coado na garapa e bolinho de taioba e passeio de barco guiado pelos pescadores locais percorrendo pontos como o cerco flutuante – onde é explicada a arte da pesca – e a Ilha dos Gatos.

Jongo no Quilombo da Fazenda, em Ubatuba. Foto: Eliria Buso.

Ubatuba também tem focado bastante na questão do Turismo de Base Comunitária, considerando este como um dos maiores diferenciais e atrativos, principalmente para a baixa temporada.

No lado sul da cidade, há a Aldeia Renascer Ywyty Guaçu, que abriga famílias indígenas tupi guarani e guarani e está aberta à visitação mediante agendamento prévio. Assim como o Quilombo da Caçandoca, que tem trabalhado com a questão do TBC nas praias de Caçandoca e Caçandoquinha, entre a Trilha do Saco das Bananas. E o Quilombo da Fazenda, um dos mais desenvolvidos para o recebimento de turistas, trabalhando a gastronomia típica na Praia da Fazenda e a Casa da Farinha, com trilhas, atividades de ecoturismo e cultura quilombola.

Sobre o Circuito Litoral Norte

O Consórcio Intermunicipal Turístico Circuito Litoral Norte de São Paulo vem se consolidando como referência neste segmento para o Estado, apresentando uma gestão integrada e focada no desenvolvimento conjunto das cidades participantes (Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba).

O Circuito soma atrativos, equipamentos e serviços turísticos das cinco cidades integrantes, com o objetivo de enriquecer a oferta turística, ampliar as opções de visita e a satisfação do turista, com consequente aumento do fluxo e da permanência dos visitantes na região do Litoral Norte paulista, assim como a geração de trabalho, renda e qualidade de vida.

Conheça mais sobre o Litoral Norte de São Paulo acessando www.circuitolitoralnorte.tur.br.

(Fonte: Assimptur)

Onça-parda resgatada em Nova Odessa volta à natureza

Nova Odessa, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

No último mês, no dia 17 de abril, a Associação Mata Ciliar realizou o resgate de uma onça-parda no município de Nova Odessa em parceria com o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e equipe do zoológico municipal.

O felino, encontrado embaixo de um caminhão no pátio de uma empresa, já era visto rondando o local há três dias. Após ser sedado e resgatado, o animal recebeu o primeiro atendimento no estacionamento da própria empresa, ação realizada pela equipe da AMC com o auxílio da médica veterinária do Zoológico Municipal de Nova Odessa.

Embora estivesse saudável, foi constatado que a onça estava um pouco magra; portanto, ela foi encaminhada até a Associação Mata Ciliar para receber a alimentação adequada e os cuidados necessários até que estivesse apta para voltar à natureza, o que aconteceu no início dessa semana, no dia 2, com o apoio dos mesmos profissionais que auxiliaram no seu resgate na segunda quinzena de abril.

(Fonte: Prefeitura de Nova Odessa)

Maio Laranja: combate à exploração e abuso sexual contra crianças é estendido para todo o mês como lei nacional

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

Qualquer criança ou adolescente pode ser alvo de abuso e exploração on-line, especialmente com o uso massivo da internet por meio de celulares, tablets ou computadores. A violência no ambiente virtual é um problema que preocupa cada vez mais famílias em todo o mundo. Segundo a Safernet, houve 111.929 denúncias de crimes envolvendo fotos e vídeos de violência sexual contra crianças no Brasil em 2022, o que representa um aumento de 9,91% em relação ao ano anterior. O aumento de denúncias já havia sido registrado em 2020 e 2021.

O contato das crianças com estes aparelhos acontece de maneira intensiva e cada vez mais precoce. A pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou que 88% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que usam a internet no Brasil possuem pelo menos um perfil nas redes sociais, sendo que 78% dos entrevistados possuem smartphone e 53% acessam a internet pelo celular.

Como forma de alertar mães, pais, cuidadores, crianças e adolescentes, a campanha do Maio Laranja realiza uma conscientização sobre o enfrentamento e prevenção ao abuso e à violência sexual de crianças e adolescentes. Neste ano, a campanha ocorre pela primeira vez durante todo o mês por meio de uma lei federal aprovada em 2022, graças ao trabalho de incidência política do ChildFund Brasil e de outras diversas organizações sociais no Congresso Nacional pela aprovação da lei junto à parlamentar Eliziane Gama (PSD – MA). A autoria do projeto na Câmara foi da então deputada Leandre Dal Ponte (PSD-PR), atual secretária da mulher e igualdade Racial do estado do Paraná.

Inteligência artificial

O tema tem sido abordado pelas cenas protagonizadas pela adolescente Karina, interpretada pela atriz Danielle Olímpia, na novela “Travessia”, da TV Globo, tem gerado comoção entre os telespectadores. Na trama, a adolescente foi enganada por um abusador que utilizou um recurso denominado deep fake, técnica de inteligência artificial que altera áudios e vídeos para assumir a identidade de uma atriz fictícia chamada Bruna Schuller. Deslumbrada com a possibilidade de se tornar amiga de Bruna e de conseguir um papel na televisão, Karina começou a fazer videochamadas com a suposta atriz e a lhe enviar fotos íntimas. Porém, a identidade verdadeira por trás da câmera foi revelada e o abusador iniciou uma série de chantagens com a adolescente.

O ambiente virtual está entre os principais locais onde mais ocorrem agressões contra crianças e adolescentes. O dado é da Pesquisa Nacional da Situação de Violência Contra Crianças no Ambiente Doméstico, lançada pelo ChildFund Brasil, com o apoio da The LEGO Foundation. Atento à gravidade desse cenário, o ChildFund Internacional elaborou uma cartilha para prevenir o abuso e exploração sexual on-line de crianças e adolescentes. O documento, que estará disponível no site do ChildFund Brasil, contém orientações importantes para mães, pais, crianças e outros cuidadores, além de recomendações direcionadas às organizações.

“A prevenção da violência contra crianças e adolescentes no ambiente online é urgente, pois a soma do uso intensivo de tecnologias e dos recursos de inteligência artificial pode ser extremamente perigosa para crianças e adolescentes. Nossa cartilha oferece recomendações não apenas para familiares e cuidadores, mas também para que outros atores nos ajudem nesse enfrentamento. Abusadores e outros criminosos utilizam a ingenuidade e a falta de conhecimento desses jovens de maneira cada vez mais sedutora e sofisticada”, explica Maurício Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil.

Equipamentos eletrônicos são uma das principais distrações das crianças

Segundo o estudo do ChildFund Brasil, os equipamentos eletrônicos conectados à internet foram citados de maneira recorrente pelas crianças nas entrevistas e grupos de discussão como uma de suas principais distrações. A cartilha revela os perigos do grooming e do sexting. Enquanto o primeiro termo se refere ao aliciamento de menores por meio da internet com o intuito de assediar ou abusar sexualmente da criança no ambiente virtual, o segundo está relacionado ao ato de filmar ou tirar fotografias de si próprio com conteúdo sexual, erótico ou pornográfico e enviar estas imagens ou vídeos a uma pessoa supostamente de confiança por celular ou outro dispositivo eletrônico.

Embora o sexting seja uma prática comum, quem recebe e compartilha as imagens pode viralizá-las sem o consentimento da outra pessoa. Quanto maior esse movimento, mais exposição o autor das imagens terá. Há também a possibilidade de hackear as informações pessoais do autor das fotos e vídeos.

Confira algumas orientações da cartilha para familiares e cuidadores

– Como na vida real, fale com o seu filho sobre as regras de utilização da internet e ações que possam colocá-lo em risco, por exemplo, não conversar com estranhos ou publicar informações pessoais, como endereço, escola onde estuda e números de documento ou de telefone.

– Alinhe a utilização da internet em casa, tais como horários e locais. É melhor se o computador for colocado num local de acesso de toda a família.

– Utilize os controles parentais e crie contas em aplicações a que pais, mães e cuidadores tenham acesso, tais como YouTube Kids ou Google Kids. Se quiser informação sobre controle parental visite a página https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/seus-direitos/classificacao-1/paginas-classificacao-indicativa/controle-parental.

– Crie espaços de confiança para que as crianças possam dizer se tiveram experiências desagradáveis na internet.

– Ensine aos seus filhos sobre o que significam os termos “público” e “privado” no ambiente on-line e os oriente a compartilhar perfil e conteúdo somente para pessoas conhecidas. Oriente seus filhos a não publicar conteúdo no modo “público” e/ou enviar fotografias on-line para pessoas desconhecidas.

– Encoraje os seus filhos a serem gentis e respeitosos no mundo digital e os ensine a não espalhar fofocas, partilhar histórias e/ou fotografias que possam magoar ou envergonhar outra pessoa.

– Crie atividades para que os seus filhos interajam positivamente com amigos, família ou sozinhos on-line e com segurança. Ajude-os a identificar publicidades ou notícias falsas divulgadas no ambiente virtual.

– Ensine aos seus filhos e filhas como ajustar as medidas de segurança nas suas redes sociais, com o objetivo de ajudá-los a proteger a sua identidade e as suas informações privadas.

– Fale com os seus filhos sobre como bloquear, reportar e denunciar conteúdos que os tornam desconfortáveis ou incomodados nas redes sociais que utilizam.

– Após o uso, oriente seus filhos a fechar a sessão de seus e-mails, redes sociais e contas bancárias, ter senhas fortes com pelo menos 8 caracteres e letras, símbolos e números. É melhor usar letras maiúsculas e minúsculas, mas acima de tudo, evitar usar palavras previsíveis como o seu nome ou o da sua família.

Diálogo e atenção a mudanças de comportamento

A cartilha também alerta para a importância de prestar atenção às mudanças de comportamento das crianças e dos adolescentes. Caso eles apresentem sinais de medo, ansiedade, angústia ou isolamento, os familiares ou cuidadores podem conversar para identificar se há algum incômodo durante o uso da internet.

É necessário reforçar as relações de confiança para que crianças e adolescentes saibam a quem recorrer se forem vítimas de violência ou outras situações incômodas na internet. “O ideal é que os cuidadores se informem sobre a gravidade e prevenção do abuso e exploração sexual on-line de crianças e adolescentes e mantenham um canal aberto de diálogo constante. Muitas vezes, os adolescentes têm suas dores negligenciadas devido a conturbadas fases emocionais características dessa fase e o que poderia ser prevenido se transforma em um grande problema para toda a família. Eles precisam ser ouvidos e acolhidos”, conclui Maurício.

Casos de violência on-line podem ser denunciados à polícia pelo número 190. Outra possibilidade é fazer a denúncia pelo Disque 100 ou utilizar sites como o portal da Safernet.

Sobre o ChildFund Brasil

O ChildFund Brasil é uma organização que atua na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente para que essas pessoas tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial. Atualmente, a ONG está presente em sete estados brasileiros (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e São Paulo). Para realizar esse trabalho que impacta positivamente na vida de mais de 110 mil pessoas, entre elas cerca de 60 mil de crianças e adolescentes, a organização conta com a doação de pessoas físicas, por meio do programa de apadrinhamento de crianças e também de doações de empresas, institutos e fundações que apoiam os projetos desenvolvidos.

A fundação do ChildFund Brasil foi em 1966 e sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG). A organização faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em 24 países e que gera impacto positivo na vida de 16,2 milhões de crianças e suas famílias. A organização foi eleita a melhor ONG de assistência social em 2022 e a melhor para Crianças e Adolescentes do país por três anos (2018, 2019 e 2021), além de estar presente, também, entre as 100 melhores por 6 anos consecutivos pelo Prêmio Melhores ONGs.  www.childfundbrasil.org.br

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)