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Amazônia Urbana: 21 artistas começam trabalho de grafitagem do Museu de Arte Urbana de Belém no Complexo do Ver-o-Rio

Belém, por Kleber Patricio

Crédito da montagem: divulgação.

O Museu de Arte Urbana de Belém começou a ganhar forma no último dia 5 de setembro, quando 21 artistas visuais iniciaram o trabalho de grafitagem nos muros, fachadas e paredes de prédios localizados no Complexo do Ver-o-Rio. A iniciativa é uma ação voltada para a valorização e fortalecimento do movimento conhecido como street art (arte urbana), mas também integra uma série de eventos que vêm aquecendo o turismo na região amazônica em ritmo de prévia do que será a COP 30 – a capital paraense foi escolhida a sede do maior evento sobre mudanças climáticas em 2025.

Serão cerca de 15 dias de grafitagem no MAUB, que promete ser um dos maiores museus a céu aberto do país. Os artistas que terão sua arte gravada nos espaços foram selecionados via edital publicado no site. O chamamento também incluiu, dentre as atividades a serem realizadas pelos contemplados, 14 oficinas de arte urbana para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, visitas guiadas gratuitas e um festival de música. A inauguração do complexo de obras está prevista para 24 deste mês com um grande festival de música e gastronomia.

O projeto foi aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocinado pelo Instituto Cultural Vale e pelo Nubank, e conta com o olhar do renomado fotógrafo e curador de arte William Baglione. “Além da altíssima qualidade dos artistas, conseguimos fazer um line-up inclusivo: são 12 nortistas, amazônidas, três nordestinos, quatro sudestinos, um sulista e um centro-oestino. As mulheres também são maioria: 12 mulheres e nove homens”, diz Baglione. “Foi muito interessante fazer a curadoria a partir de um edital público, porque apesar de termos convidado vários deles a se inscreverem, outros foram ótimas surpresas”.

Na foto (de Vam Gonçalves), o artista Santareno Kadois em ação no projeto Street River Brasil na ilha do Combu, Belém, 2022; ele foi um dos 21 artistas selecionados para o MAUB.

Foram levados em consideração, além da qualidade artística, a experiência, estilo e perfil de cada artista. Baglione ressalta que o maior painel medirá impressionantes 22 metros de altura por 56 de largura, demandando um artista experiente, cujo estilo seja compatível com o tamanho da obra.

Gibson Massoud, da Sonique Produções, responsável e idealizador do projeto, conta que agora seus esforços estão no festival do dia 24 de setembro: “Ao mesmo tempo em que uma parte da equipe está focada em dar todo o apoio aos artistas, outra está fazendo a curadoria do festival, que vai inaugurar o MAUB no dia 24 com muita música e gastronomia. Além, é claro, de um período de visitas guiadas pelas obras e oficinas para jovens em situação de vulnerabilidade social”.

Confira os artistas selecionados no site.

(Fonte: 2Pró Comunicação)

Companhia de Teatro Heliópolis estreia “Quando o Discurso Autoriza a Barbárie” no Sesc Belenzinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rick Barneschi.

No dia 1º de setembro, a Companhia de Teatro Heliópolis estreou o espetáculo “Quando o Discurso Autoriza a Barbárie” no Sesc Belenzinho. Com encenação de Miguel Rocha, a montagem coloca em cena fragmentos de períodos históricos do Brasil que elucidam as barbáries praticadas pelo Estado, “justificadas” e naturalizadas pelo discurso político nas mais diferentes esferas públicas e que continuam sendo direcionadas aos mesmos corpos.

O espetáculo é resultado de pesquisa da Companhia de Teatro Heliópolis sobre como o Estado brasileiro, há mais de cinco séculos, desde o início da colonização portuguesa até o atual cenário político-social, vem autorizando a barbárie e seus atravessamentos justificando privilégios, hierarquias e opressões. A Companhia compreende que investigar as origens da violência social implica compreender como a história se repete: primeiro, como tragédia; depois, como farsa, conforme Karl Marx já assinalara.

“Quando o discurso autoriza a barbárie” desvela, em cena, muito desse conjunto de visualidades e enunciados que sustenta a violência estatal e institucional no Brasil contemporâneo. Ao radicalizar a pesquisa ético-estética desenvolvida nos últimos anos, a Companhia de Teatro Heliópolis aposta numa encenação híbrida apoiada no desdobramento de imagens-síntese, em que os corpos das atrizes e dos atores em diálogo com o próprio espaço cênico e suas materialidades compõem o eixo dramatúrgico principal. E assim põe em xeque a organização lógica de eventos que compõem a história oficial do Brasil.

O desafio de construir uma dramaturgia sem o texto propriamente dito traz uma abordagem nova para essa reflexão. Enquanto criadores, os integrantes da companhia aprofundam na linguagem do corpo, constroem partituras com ações corporais e jogo relacional que potencializa a simbologia da violência, considerando que apenas a palavra pode já não ser elemento suficiente para expor o discurso de forma contundente.

A construção poética das cenas, em narrativa não linear, surpreendem pela concretude, pela força e sutileza ao conjugar ações físicas, atitudes, gestos e sequências corográficas, onde a iluminação (Guilherme Bonfanti) em perfeita harmonia com a música e o canto (trilha sonora original criada por Peri Pane) tem papel fundamental. A encenação lança mão também de artifícios como vídeos e áudios gravados para compor a dramaturgia. “A investigação do espetáculo constata que a barbárie e a violência sempre foram patrocinadas pelo Estado, desde a exploração e dizimação dos indígenas, do uso mão escrava, da exploração das riquezas naturais a qualquer custo e da repressão na ditadura militar. Para discutirmos essas e outras questões sociais, culturais e políticas contemporâneas, precisamos voltar o olhar para o passado, para a origem, pois elas sempre estiveram presentes”, comenta o encenador Miguel Rocha.

A Companhia de Teatro Heliópolis | Com 13 trabalhos no repertório, a Companhia de Teatro Heliópolis é um grupo atuante reconhecido nacionalmente que realiza trabalho ininterrupto e consistente desde o ano 2000 em Heliópolis, uma das maiores favelas da capital paulistana. Em 2022, o espetáculo “CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos” foi agraciado com os prêmios: APCA – categoria Dramaturgia, indicado também em Direção; Prêmio SHELL de Teatro – categorias Dramaturgia e Música, indicado também em Direção; VI Prêmio Leda Maria Martins – categoria Ancestralidade e ainda indicado pela Folha de S. Paulo como um dos Melhores Espetáculos de 2022. O grupo, como artistas e também moradores da região, tem estabelecido diálogo vivo e dinâmico com o local onde atua.

FICHA TÉCNICA – Concepção e encenação: Miguel Rocha. Provocação dramatúrgica: Alexandre Mate. Provocação cênica e texto para programa: Maria Fernanda Vomero. Elenco: Álex Mendes, Anderson Sales, Dalma Régia, Davi Guimarães, Fernanda Faran, Isabelle Rocha e Walmir Bess. Direção de movimento e estudo da Ideokinesis: Érika Moura. Direção musical: Peri Pane. Trilha sonora: Peri Pane e Otávio Ortega. Músicos (ao vivo): Alisson Amador e Jennifer Cardoso. Iluminação: Guilherme Bonfanti. Assistência de iluminação: Giorgia Tolaini. Cenografia: Eliseu Weidi. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Paula Knop. Preparação vocal: Bel Borges e Edileuza Ribeiro. Dança: Sayô Pereira e Flávia Scheye. Organização de roteiro e edição de vídeo: Gabriel Fausztino. Animação: Teidy Nakao. Sonoplastia e operação de som: Lucas Bressanin. Operação de luz: Nicholas Matheus. Operação de vídeo: Allysson do Nascimento. Canções originais: “Invento” (Eunice Arruda e Peri Pane), “Canto da Partida” (Lucina e Peri Pane), “Liquidação Total” (Peri Pane), “Sobre os Ossos” (Marion Hesser e Peri Pane), “Coro” (Edileuza Ribeiro). Participações: Catarina Nimbopy’rua, Edileuza Ribeiro e Tata Orokzala. Estúdio / gravação de trilha: Estúdio 100 Grilos, por Otávio Ortega. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria Jurídica: Martha Macrus de Sá. Fotografia: Rick Barneschi. Direção de produção: Dalma Régia. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Realização: Sesc São Paulo.

Serviço:

Espetáculo “Quando o Discurso Autoriza a Barbárie” com a Companhia de Teatro Heliópolis

Temporada: 1º de setembro a 1º de outubro de 2023

Horários: sexta e sábado, às 20h, e domingo e feriado, às 17h

Local: Sala I (120 lugares) – com acessibilidade.

Ingressos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia-entrada) e R$10,00 (credencial Sesc)

Duração: 90 minutos. Classificação: 16 anos. Gênero: Experimental.

Instagram: ciadeteatroheliopolis | Facebook: companhiadeteatroheliopolis

Sesc Belenzinho

Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo / SP

Telefone: (11) 2076-9700 | Belenzinho.

Estacionamento: de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$5,50 a primeira hora e R$2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$12,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Fonte: Verbena Assessoria)

Povo Apurinã transforma 41,6 hectares em agrofloresta

Lábrea, por Kleber Patricio

Imagem áerea da Terra Indígena Caititu. Foto: Adriano Gambarini.

A Terra Indígena Caititu, território do povo Apurinã, é um refúgio que estoca e absorve carbono da atmosfera em Lábrea, cidade do sul do Amazonas, que é a primeira no ranking das 50 cidades brasileiras que mais desmataram nos últimos quatro anos, segundo levantamento recente do MapBiomas. Próxima ao centro do município e cercada pelo desmatamento, o povo Apurinã implementou 37 unidades de Sistemas Agroflorestais (SAFs), distribuídas em 21 aldeias em seu território, somando uma área de 41,6 hectares, que estão em plena produção de frutos, feijões, tubérculos e outros alimentos.

Os SAFs são uma modalidade de plantio agroecológico que produz alimentos sem desmatar ou usar agrotóxicos. É uma iniciativa que contribui para a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera e conserva ecossistemas, além de garantir segurança alimentar e geração de renda por meio da comercialização dos produtos e subprodutos obtidos. A implementação dos sistemas agroflorestais protagonizada pelo povo Apurinã é apoiada pelo projeto Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal.

Maria dos Anjos e Marcelino Apurinã, referências na implementação de SAFs na Terra Indígena Caititu. Foto: Adriano Gambarini.

O cultivo dos SAFs auxilia também na recuperação de espaços anteriormente exauridos e transforma o ambiente. “Os SAFs já têm contribuído de maneira significativa para melhorar a qualidade do solo, a microbiota, a sensação térmica e o fornecimento de alimentos saudáveis para as aldeias”, explica Valdeson Vilaça, indigenista da OPAN e responsável pelo apoio técnico e monitoramento dos SAFs junto ao povo Apurinã.

“A gente já plantava, mas o conhecimento e a experiência do SAF enriqueceu nosso plantio, passamos a plantar vários tipos de frutas e reflorestamos a natureza. O SAF veio para abrir os olhos da gente e enriquecer nossa mente”, relata Maria dos Anjos, conhecida na Terra Indígena Caititu como a “rainha dos SAFs”.

Combate às queimadas ilegais e articulação para a proteção dos SAFs

Com a chegada do período da estiagem na Amazônia, a preocupação com queimadas ilegais aumenta, já que os incêndios impactam diretamente os sistemas agroflorestais e a saúde de todos os indígenas e das demais populações que vivem no entorno.

Grupo formado por indígenas Apurinã que atua voluntariamente no combate a incêndios florestais na TI Caititu. Foto: Francisco Padilha Apurinã.

Por isso, os Apurinã estão se articulando para a criação da 1º Brigada Indígena Voluntária Apurinã. Em um esforço conjunto entre a Associação de Produtores Indígenas da Terra Caititu (APITC), a OPAN e a Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)  Médio Purus (CR – Médio Purus), os indígenas vêm realizando capacitações desde 2022 e este ano solicitaram ao Ibama/PrevFogo a aplicação da formação teórica e prática avançada para brigadistas. A solicitação está em tramitação e aguarda resposta do órgão. O trabalho do grupo formado por indígenas Apurinã e que já atua voluntariamente no combate a incêndios florestais na TI Caititu é essencial para a proteção dos SAFs.

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)

Instituto Ethos lança guia com iniciativas pelo combate às desigualdades para as empresas no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa. Foto: divulgação/Instituto Ethos.

O Guia para Empresas: Como Combater as Desigualdades no Brasil, elaborado pelo Instituto Ethos, reúne dez iniciativas efetivas para que as empresas no país exerçam papel de protagonismo no enfrentamento às desigualdades. As diretrizes estão em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030 da ONU) e outros compromissos e metas globais no âmbito do Pacto Nacional Pelo Combate às Desigualdades, iniciativa coletiva da qual o Instituto Ethos faz parte e que foi lançado no último dia 30 de agosto em evento no Congresso Nacional (DF). O Pacto, coordenado pela Rede ABCD – Ação Brasileira de Combate às Desigualdades – que reúne várias organizações da sociedade civil, sindicatos, entidades de classe, instâncias governamentais do Executivo e Legislativo federal, estadual e municipal, e do Poder Judiciário – tem o objetivo de construir uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável.

O Brasil possui desafios enormes no combate às desigualdades – por exemplo, a parcela 1% mais rica da população ganha 32,5 vezes mais do que a população mais pobre, segundo dados do IBGE (2022). Diante deste quadro, tornam-se urgentes ações estruturadas, tanto do setor público quanto do privado, que deem conta do enfrentamento às desigualdades do país.

“O Guia para Empresas considera as várias nuances das desigualdades no Brasil. Há disparidades regionais e de acesso à infraestrutura, como a falta de saneamento ou a exclusão digital, que afetam a dignidade e a perspectiva de vida de milhões de brasileiros e brasileiras desde os primeiros anos de vida. Mas a disparidade mais implacável se mostra nos recortes raciais e de gênero. Para dar conta desse cenário, as ações do setor privado são fundamentais”, diz Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos.

As 10 iniciativas para empresas

O Guia para Empresas: Como Combater as Desigualdades no Brasil apresenta um conjunto de ações efetivas para que as empresas exerçam a responsabilidade social no enfrentamento das desigualdades multidimensionais. O documento traz, para cada uma das iniciativas, recomendações de como agir internamente na empresa e na sua cadeia de valor, além de oferecer diretrizes para que as empresas possam contribuir com políticas públicas de combate às desigualdades.

Conheça as 10 iniciativas:

1 – Promover o trabalho decente e gerar oportunidades e renda justa – A agenda de trabalho decente surge na sociedade como um dos caminhos para alcançar a justiça social e como estratégia de combate à pobreza e à fome.

*Exemplos de como as empresas podem agir neste tema: atuando em conformidade com a legislação trabalhista (Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT) e não buscando meios de burlá-la, desenvolvendo políticas de salários dignos, de transparência às remunerações e renda justa e equitativa gerando oportunidades, entre outras iniciativas.

2 – Promover a diversidade, equidade e inclusão – A sociedade brasileira é considerada uma das mais diversas do mundo, mas essa diversidade não está representada nos principais pilares da sociedade, como na liderança das empresas e em cargos políticos.

*Exemplos de como agir: desenvolvendo políticas de diversidade, equidade e inclusão que alcancem os recortes de raça/etnia, origem, idade, gênero, pessoas com deficiência e população LGBTI+, cuja premissa básica seja a equidade; desenvolvendo postura de combate ao racismo e outras formas de discriminação e violência, como machismo, homofobia e capacitismo contra pessoas com deficiência; desenvolvendo políticas antidiscriminatórias, que acolham denúncias e atuem de forma transparente na prevenção e na responsabilização de violações de direitos, entre outras iniciativas.

3 – Combater a fome e promover a segurança alimentar – Durante a pandemia houve um acréscimo momentâneo na mobilização das empresas em torno de ações filantrópicas para distribuição de alimentos, mas as práticas corporativas podem ser mais consistentes.

*Exemplos de como agir: gerando renda digna, por ter uma questão direta com acesso à alimentação, promovendo a educação para o consumo de alimentos e estimulando o fortalecimento da agricultura familiar (pequeno produtor), entre outras iniciativas.

4 – Prevenir e combater a corrupção, fraudes empresariais e promover a transparência corporativa – Requer ações coordenadas que envolvam, além da aplicação das leis sobre o tema, a conscientização da sociedade e o engajamento do setor empresarial.

*Exemplos de como agir: aderindo ao Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, fazendo parte de programas de fomento à integridade, integrando ações coletivas setoriais, desenvolvendo programas de integridade e conformidade dentro das empresas que se ampliem à sua cadeia de valor/produtiva, entre outras iniciativas.

5 – Promover a saúde e bem-estar – A promoção de um padrão de vida que garanta saúde e bem-estar à família é considerado um direito humano pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU).

*Exemplos de como agir: promovendo medidas de conciliação entre trabalho, família e vida pessoal, destinadas a proporcionar uma maior compatibilização entre as responsabilidades familiares e as responsabilidades laborais. São exemplos de medidas já adotadas por empresas: ampliação da licença maternidade, ampliação da licença paternidade com campanhas de conscientização sobre paternidade responsável, licenças parentais, auxílio-creche para trabalhadores e trabalhadoras, licenças para acompanhar filhos e filhas e outros familiares dependentes, flexibilidade de horário e outras acomodações para que seja cumprido o direito da criança à amamentação, entre outras iniciativas.

6 – Fortalecer o acesso à educação – Para pensar em estratégias de diversidade, equidade e inclusão, as empresas podem avaliar práticas que antecedem o mercado de trabalho, como incentivar e fortalecer os espaços educacionais.

*Exemplos de como agir: desenvolvendo programas de bolsas de estudo para estudantes de baixa renda e oportunidades de estágio para jovens em situação de vulnerabilidade social, garantindo acesso a experiências práticas e oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para as juventudes, estabelecendo parcerias com escolas, universidades, cursinhos populares e organizações não governamentais que trabalham com educação em comunidades de baixa renda, entre outras iniciativas.

7 – Promover a gestão responsável e transparente da cadeia de valor – Expandir a atuação da responsabilidade social e ambiental para a cadeia de valor multiplica o alcance e o potencial transformador das empresas.

*Exemplos de como agir: implementando o mapeamento de riscos em consonância com as legislações e marcos internacionais capazes de evidenciar potenciais riscos de violação de direitos e permitir a construção de diretrizes, políticas e práticas empresariais, desenvolvendo o pensamento de prevenção a todo e qualquer risco potencial na cadeia de valor, desenvolvendo a responsabilidade em casos de violações de direitos na cadeia de valor, contribuindo com processos de investigação e dando transparência às tomadas de decisões, entre outras iniciativas.

8 – Conservar os ecossistemas e combater o desmatamento – As empresas têm papel crucial na implementação e fortalecimento de práticas que visam a redução do desmatamento.

*Exemplos de como agir: estabelecendo compromissos de desmatamento ilegal zero nas cadeias de valor; investindo em práticas sustentáveis, estabelecendo parcerias com comunidades locais, povos indígenas e organizações da sociedade civil para promover o desenvolvimento sustentável em áreas de uso coletivo, entre outras iniciativas.

9 – Promover a justiça climática – Combater as desigualdades sociais deve levar em consideração o avanço da mudança do clima sobre as dinâmicas dos territórios.

*Exemplos de como agir: reduzindo o seu impacto de acordo com compromissos internacionais: Acordo de Paris e Acordo de Escazú, analisando os impactos da sua empresa, ou seja, o quanto sua empresa vem contribuindo para a acentuação da mudança do clima e das desigualdades sociais, como emissões de gases de efeito estufa, desmatamento ilegal na empresa e na cadeia de valor, supressão de biodiversidade e descarte incorreto de rejeitos; advogando junto a sua cadeia de valor para redução do impacto ambiental nos territórios em que sua empresa e fornecedores estão inseridos, entre outras iniciativas.

10 – Fortalecer a democracia no país – A defesa e o fortalecimento da democracia são de responsabilidade de todos os atores sociais.

*Exemplos de como agir: posicionando a importância e defesa da democracia como base social para a garantia dos direitos e da dignidade humana para todo mundo, colaborando com governos, organizações da sociedade civil e outras partes interessadas no enfrentamento de desafios sociais de maneira conjunta, entre outras iniciativas.

Para ter acesso ao Guia para Empresas: Como Combater as Desigualdades no Brasil na íntegra, clique aqui.

Sobre o Instituto Ethos | O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é a organização da sociedade civil brasileira pioneira na mobilização de empresas por uma atuação justa e responsável. O Ethos nasceu ASG (ESG), pois desde 1998, as pautas da responsabilidade social, da ética e da sustentabilidade guiam todas as suas atividades. O Instituto desenvolve indicadores para auxiliar as empresas a compreenderem a sua situação e os caminhos para se tornarem mais diversas, inclusivas e éticas. Com mais de 400 associadas, o Ethos realiza diversas atividades de advocacy colaborativo como a coordenação da Conferência Brasileira de Mudança do Clima ao lado das principais organizações do setor, além de desenvolver estudos que norteiam as práticas empresariais e políticas públicas, como o desenvolvimento do Perfil das 1100 maiores empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas (2023/2024).

(Fonte: Analítica Comunicação)

PUCRS recebe concerto internacional de pianos no dia 21 de setembro

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O espetáculo “Amal Piano Duo”, um concerto internacional de pianos promovido pela PUCRS Cultura e a Branco Produções, será no dia 21 de setembro e está com ingressos à venda no site e aplicativo da Guichê Web ou no Campus PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Saguão do Living 360° – Prédio 15 – em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta, das 9h às 13h e das 14h às 19h.

Formado em 2008 pelo pianista israelense Yaron Kohlberg e pelo pianista palestino Bishara Haroni, o duo estreou na Opera House, em Oslo, oferecendo não só um excelente resultado musical, mas também uma mensagem de paz e amizade, presente já na escolha do nome. Amal, em árabe, significa esperança. Buscando uma combinação de música clássica e world music em seu repertório, Bishara e Yaron têm recebido ótimas críticas ao redor do mundo. Já realizaram dezenas de concertos em grandes palcos, como no Concert Hall (Genebra, Suíça), Metropolitan Museum (Nova Iorque, EUA), Kimmel Center (Philadelphia, EUA), Asahi Hall (Toquio, Japão), Beijing Concert Hall (Pequim, China), Beethoven Hall (Bonn, Alemanha), Teatro Colon (Buenos Aires, Argentina) e Sala São Paulo (São Paulo, Brasil), além de uma apresentação para o Papa no Vaticano. Recentemente, compuseram uma peça combinando os hinos nacionais de Israel e da Palestina. Em Porto Alegre, o espetáculo será no dia 21 de setembro, às 21h, no Salão de Atos da PUCRS.

Yaron Kohlberg é um dos principais pianistas israelenses e, desde 2018, é presidente da Cleveland International Piano Competition. Apresentou-se em grandes salas de concerto de mais de quarenta países, como no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no Kremlin, em Moscou, no Hall da Cidade Proibida, em Pequim, entre outras. Também tocou no Parlamento israelense e na residência do presidente israelense. Graduou-se, com distinção, na Escola de Música Buchmann-Mehta, da Universidade de Tel Aviv.

Bishara Haroni é pianista nascido em Nazaré e graduado pela Academia de Música e Dança de Hanover, na Alemanha. É fundador e diretor do Bestival, festival internacional que reúne performances de música clássica árabe, judaica e tradicional. Com vinte e quatro anos, apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Ao longo de sua trajetória, já tocou com algumas das mais importantes orquestras do mundo, como London Philharmonic, Valencia Symphony Orchestra, Stuttgart Chamber Orchestra e Israeli Philharmonic.

Serviço:

Amal Piano Duo 

Data: 21 de setembro (quinta-feira)

Horário: 21h

Local: Salão de Atos da PUCRS

Ingressos: Site e aplicativo da Guichê Web ou no Prédio 5 da PUCRS (no térreo, ao lado do Banco do Brasil), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h

Valor dos Ingressos:

Plateia Baixa R$320,00

Plateia Alta R$270,00

Mezanino R$150,00

Estacionamento: Tarifa especial de R$25,00 no Campus da PUCRS no dia do espetáculo pelo link: https://reserva.parebem.com.br/estacionamento/estacionamento-puc-rs usando o código promocional: CONCERTO. O valor é válido apenas para compra antecipada pelo site. No dia do evento o valor será por hora, conforme a tabela.

(Fonte: PUCRS)