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Brasil registra 47 mortes de crianças e adolescentes por ano por acidentes de trabalho na última década

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Suvajit Roy por Pixabay.

Em uma década, o Brasil registrou 24.909 casos de acidentes de trabalho e 466 mortes envolvendo menores de 18 anos, o que dá uma média de 2.500 acidentes e 47 mortes por ano. Cerca de 16% das mortes registradas de 2011 a 2020 foram de crianças e adolescentes abaixo dos 14 anos, faixa etária para a qual o trabalho é totalmente proibido. Os resultados do estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão publicados na “Revista Brasileira de Saúde Ocupacional” na sexta (13).

O artigo utilizou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) para identificar o perfil dos acidentes de trabalho envolvendo crianças e adolescentes de 5 a 17 anos no Brasil. Mais de 1,8 milhão, ou seja, 4,6% dos jovens desta faixa etária estavam em situação de trabalho infantil no país em 2019, segundo estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Os casos de acidentes de trabalho levantados pelo estudo representam cerca de 3% do total de acidentes de trabalho graves registrados na base do Sinan  entre os anos de 2011 e 2020. A maioria dos casos ocorreu com indivíduos do sexo masculino (82%), na faixa etária de 16 a 17 anos (85%), brancos (44%), principalmente em ocupações identificadas como “trabalhadores dos serviços”, segundo a Classificação Brasileira de Ocupações. São crianças e adolescentes que atuam como entregadores ou vendedores ambulantes em áreas urbanas ou executam serviços domésticos ou de cuidado. Acidentes que atingem membros superiores são os mais comuns, com quase metade dos registros.

De 2011 a 2020, houve aumento de 3,8% no número de registros de acidentes com crianças de 5 a 13 anos – idade em que o trabalho é ilegal, segundo a legislação brasileira. As outras faixas de idade, de 14 a 15 anos e de 16 a 17 anos, apresentaram em torno de 50% de queda de registros no período analisado. Para Élida Hennington, professora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz, e autora principal do estudo, “uma hipótese é o fato dos acidentes naturalmente tenderem a ser mais graves em crianças menores, o que obriga a buscar serviços de saúde para atendimento e, por isso, estão sendo mais notificados”.

A pesquisadora observa que os números mostram apenas a ponta do iceberg dos problemas relacionados ao trabalho infantil. “Mesmo com uma alta subnotificação é chocante o número de acidentes e mortes de crianças que, segundo a lei, nem poderiam estar trabalhando”, afirma.

O estudo também identificou que crianças e adolescentes pretos e pardos são os mais expostos aos riscos do trabalho infantil. Segundo dados do SIM, a proporção de óbitos de negros nessas faixas etárias (56%) supera a de brancos (40%) no período analisado. Além de serviços, ocupações de setores de alto risco como agropecuária, indústria extrativista e construção civil têm mais registro de mortes. “A realidade de muitas famílias faz com que as crianças pobres, em sua maioria negras, sejam as que mais assumem essa condição do trabalho infantil, muitas vezes sendo exploradas em trabalhos perigosos e insalubres e nas piores formas de trabalho infantil, tais como no tráfico de drogas ou como trabalhadores do sexo”, diz Hennington.

De acordo com a pesquisadora, a falta de integração entre os serviços de proteção à criança e adolescente, saúde do trabalhador e a área da educação é uma das lacunas nas ações de combate ao trabalho infantil. “Informações como as conclusões da pesquisa poderiam servir de base para ações conjuntas para tentar intervir sobre esse problema, incluindo as secretarias de Educação, de Saúde, o Ministério Público (do trabalho) e Conselhos Tutelares”, declara.

(Fonte: Agência Bori)

MAM SP e Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresentam exposição ‘Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira’

São Paulo, por Kleber Patricio

Emanoel Araujo, Composição Roxa e Vermelha, 1979. Coleção particular | Aline Bispo, Moça, 2021. Acervo Galeria Luis Maluf | Luiz83, Sem título, 2023. Fotos: Renato Parada.

A partir de 19 de outubro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresentam a exposição “Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira”. Exposta simultaneamente nas duas instituições, a mostra tem curadoria de Claudinei Roberto da Silva – curador, artista, membro da Comissão de Artes do MAM e curador convidado do MAB Emanoel Araujo – e reúne pinturas, gravuras, fotografias, esculturas e documentos de mais de 30 artistas afrodescendentes brasileiros, populares, acadêmicos, modernos e/ou contemporâneos. A exposição celebra e revisita o legado de “A Mão Afro-Brasileira”, mostra realizada no MAM, em 1988 – ano do centenário da abolição da escravidão – com curadoria de Emanoel Araujo e que marcou a história da arte do país. A mostra tem patrocínio do Instituto Cultural Vale por meio da lei de incentivo à cultura.

A ideia da exposição foi compartilhada com Emanoel Araujo (1940–2022), artista, curador, criador e diretor do Museu Afro Brasil, que se entusiasmou em realizar a parceria institucional, mas não pôde ver o projeto concretizado. A atual exposição é, também, uma homenagem das duas instituições ao seu legado.

Diogo Nogue, Vai morrer cedo – Desconversando o Eu, 2021. Foto: Renato Parada.

“‘Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira no MAM’, realizada em parceria com o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, rebatizado em homenagem ao seu fundador, é inaugurada 35 anos depois da pioneira versão feita no MAM São Paulo. Mais do que aderir a uma discussão hoje bastante presente nas instituições, o Museu de Arte Moderna de São Paulo revisita a sua história, revelando o seu pioneirismo em relação à valorização da arte afro-brasileira que marca tão profundamente a identidade e a cultura nacionais”, comenta Elizabeth Machado, presidente do MAM.

“Foi por meio de uma série de exposições realizadas por Emanoel Araujo que o projeto do Museu Afro Brasil – nome pelo qual a instituição ficou conhecida, antes de adotar o nome de seu fundador – foi adquirindo seus contornos, antes mesmo de existir oficialmente. E pode-se afirmar que se encontra na histórica exposição ‘A Mão Afro-Brasileira’ (1988), assim como na publicação homônima, também organizada por Araujo, os genes do Museu por ele criado, tanto do ponto de vista conceitual quanto de constituição de seus acervos”, afirma Sandra Salles, diretora executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

No MAM, a exposição será exibida na Sala Paulo Figueiredo com obras de Agnaldo Manuel dos Santos, Aline Bispo, Almandrade, André Ricardo, Arthur Timótheo da Costa, Betto Souza, Claudio Cupertino, Cosme Martins, Denis Moreira, Diogo Nógue, Edival Ramosa, Edu Silva, Emanoel Araujo, Emaye – Natalia Marques, Eneida Sanches, Estevão Roberto da Silva, Flávia Santos, Genilson Soares, Heitor dos Prazeres, João Timótheo da Costa, Jorge dos Anjos, José Adário dos Santos, Leandro Mendes, Luiz 83, Maria Lídia Magliani, Maurino de Araújo, May Agontinmé, Mestre Didi, Néia Martins, Nivaldo Carmo, Otávio Araújo, Paulo Nazareth, Peter de Brito, Rebeca Carapiá, Rommulo Vieira Conceição, Rosana Paulino, Rubem Valentim, Sérgio Adriano H, Sidney Amaral, Sonia Gomes, Taygoara Schiavinoto, Wilson Tibério e Yêdamaria. E, no MAB Emanoel Araujo, as obras de Emanoel Araujo, Denis Moreira, May Agontinmé, Juliana dos Santos, Lidia Lisbôa e Renata Felinto serão exibidas na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, ao lado de documentos referentes à exposição de 1988 pertencentes ao Arquivo do MAM.

Leandro Mendes, Sem título, 2022. Coleção particular. Foto: Renato Parada.

Claudinei Roberto explica que “Mãos:35 anos da Mão Afro-Brasileira” revê a exposição histórica de 35 anos atrás partindo de produções hoje historicizadas e outras realizações contemporâneas que, naturalmente, não estiveram presentes na exibição de 1988, mas que, toda forma, dão prova do panorama atual da arte afro-brasileira.

“Epistemicídio é o termo criado para assinalar os processos de apagamento e silenciamento da história e da cultura de um determinado grupo. Num cenário social historicamente marcado pela profunda desigualdade de raça, classe e gênero, o epistemicídio é também um resultado do racismo estrutural que, entre nós, cria condições para que as instituições de educação, arte e cultura negligenciem as produções simbólicas dos setores sociais fragilizados que, consequentemente, permanecem subalternizados. Portanto, a atual emergência e valorização da arte afro-brasileira e afro diaspórica tem seu ritmo tangenciado pelo avanço das lutas por direitos civis empreendidas pelas negras e negros do país”, reflete Claudinei em texto que compõe o catálogo.

Para Cauê Alves, curador-chefe do MAM, além de sua relevância artística e social, “Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira” é fundamental para a reflexão sobre a história das exposições. “Realizada 35 anos depois de ‘A Mão Afro-Brasileira’, também feita no MAM de São Paulo por Emanoel Araujo, ela atualiza o debate e reabre um campo de possibilidades. Esta narrativa, que aborda as primeiras exposições sobre arte afro-brasileira, tem ‘A Mão Afro-Brasileira’ como peça fundamental de projeção de possibilidades de futuro. A exposição valoriza a produção simbólica dos que tradicionalmente estiveram relegados às margens nas narrativas oficiais das instituições que dominaram as discussões sobre artes nos últimos 150 anos”, comenta Cauê Alves em um ensaio presente no catálogo.

Sobre o MAM São Paulo

Maria Lidia Magliani – Brinquedo de Armar II. Foto: Romulo Fialdini.

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Rommulo Vieira Conceição, Entre, 2011. Acervo Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Foto: Renato Parada.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu diretor curador, Emanoel Araujo (1940–2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 9 mil obras apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias e atividades educativas, além de uma ampla programação cultural.

Serviço:

Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira

Curadoria: Claudinei Roberto da Silva

Abertura: 19 de outubro, quinta-feira – 15h no MAB Emanoel Araújo e 19h no MAM São Paulo

Período expositivo: 20 de outubro de 2023 a 3 de março de 202

Museu de Arte Moderna de São Paulo (Sala Paulo Figueiredo)

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – acesso pelos portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Ingressos: R$30,00 inteira e R$15,00 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser. Para ingressos antecipados, acesse mam.org.br/visite

*Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; amigos e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.

Telefone: (11) 5085-1300

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado

Mais informações:

MAM São Paulo

www.instagram.com/mamsaopaulo/

https://www.facebook.com/mamsaopaulo/

www.youtube.com/@mamsaopaulo/

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – acesso pelo portão 10)

Horários: terça a domingo, das 10h às 17h (com permanência até às 18h)

Ingressos: R$15,00 inteira e R$7,50 meia-entrada. Às quartas-feiras a entrada é gratuita para todos os públicos. Para ingressos antecipados, acesse: https://museuafrobrasil.byinti.com/#/ticket/.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Cabaret Burlesco chega à Barra da Tijuca em clima de Halloween

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Quer enveredar pelo mundo dos Cabarés em clima de Halloween? Depois de uma temporada de sucesso no Leblon, o Cabaré dos Emocionados Apocalípticos, uma trupe de experimentação artística do Rio de Janeiro, chega ao Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, em uma edição especial de Halloween, no dia 21 de outubro. Muitos doces e travessuras no palco da Sala Maria Thereza Tápias.

O grupo é formado por Adriana Dehoul, Dani Castro, Lay Pinto, Mariana Cabral (do antigo programa “Zorra Total”), Isabella Simi e Pablo Pêgas. “A proposta é mostrar, com músicas temáticas, uma noite inesquecível do Dia das Bruxas, que mistura comédia, arte drag, burlesco, stand-up e performance”, diz Adriana.

O objetivo da trupe é abordar de um jeito satírico temas relevantes como a luta contra a LGBTfobia, a misoginia e outras formas de preconceito, valorizando a diversidade, o fomento à cultura e a construção de uma sociedade mais inclusiva. E, para quem quiser ficar bem pertinho das performances, o grupo disponibilizará o Camarote Estevão Ferreira (nome do pernambucano que é um fenômeno nas redes sociais).

Sobre o Centro Cultural Espaço Tápias

O Centro Cultural Espaço Tápias, inaugurado em 30/4/2022 na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, nasce com o propósito de transformar vidas, dar oportunidades e realizar sonhos. O Centro Cultural disponibiliza salas para aulas e uma sala para espetáculos e outros encontros envolvendo arte – a Sala Maria Thereza Tápias. É uma organização que tem como proposta favorecer, divulgar e oportunizar a dança, com foco na dança contemporânea e em seus segmentos.

A disposição para incentivar a criação, para promover performances, estimular talentos, e fomentar pesquisas são posturas e projetos valiosos para quem se dedica à dança, e permeiam todas as ações do espaço. Com a nova sede, contribui para o desenvolvimento e a expansão da dança, com ênfase na dança contemporânea, no Brasil e no mundo.

Serviço:

Espetáculo Cabaret Burlesco – Edição Especial Halloween com Cabaré dos Emocionados Apocalípticos

Dia 21 de outubro – sábado

Horário: 20h

Classificação:18 anos

Duração: 30 minutos

Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia) e Camarote Estevão Ferreira, R$ 50,00 – Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/espacotapias

Local: Centro Cultural Espaço Tápias (Sala Maria Thereza Tápias) – Rua Armando Lombardi, 175 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ).

(Fonte: Claudia Tisato Assessoria de Imprensa)

Pontos MIS oferece oficina de adaptação de texto para roteiro audiovisual em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Jornalista Raphael Scire comanda a oficina, que tem duração de quatro horas e 15 vagas gratuitas. Foto: Tati Sapateiro.

“Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto” é o tema de oficina ministrada por Raphael Scire dentro do projeto Oficina Presencial Pontos MIS, que acontece dia 18 de outubro a partir das 19 horas no Complexo Cultural Viber, em Indaiatuba, município da Região Metropolitana de Campinas (SP). O objetivo é ensinar técnicas e recursos para adaptação de texto, ficcional ou não, para roteiro audiovisual. Podem participar maiores de 14 anos e serão disponibilizadas 15 vagas gratuitas.

Como adaptar um texto, ficcional ou não, para um roteiro audiovisual? As diferenças de linguagens, as especificidades técnicas de um roteiro, o condensamento de personagens, a criação de recursos que estão subentendidos nas entrelinhas de um texto. A importância de se visualizar o que está sendo escrito, a força dos diálogos e a personalidade dos personagens. A partir dos tópicos descritos, Raphael Scire propõe aos participantes a adaptação da crônica “Enterro de Pobre”, da jornalista e escritora Eliane Brum, presente no livro “A Vida que Ninguém Vê” (Arquipélago Editorial), em um roteiro de curta-metragem.

A oficina tem duração de quatro horas e as inscrições devem ser realizadas pelo telefone (19) 3816-6961.

Raphael Scire é jornalista, autor do livro “Crimes no Horário Nobre – Um Passeio pela Obra de Silvio de Abreu” (Giostri, 2013). Também dramaturgo, em 2012 teve sua peça “Sucesso com C”, sobre o universo de uma família pertencente a então classe C brasileira, selecionada pelo concurso Dramaturgias Urgentes do Centro Cultural Banco do Brasil.

Como roteirista, em 2014, participou da equipe de criação do programa “Tudo pela Audiência” (Multishow), foi colaborador no documentário “Lutando Para Vencer” (2016) e assinou o roteiro de “Laerte-se” (2017), primeiro documentário original da Netflix no Brasil.

A oficina é um oferecimento do Museu da Imagem e do Som (MIS) e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, com apoio da Lei Rouanet – Lei de Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Oficina Presencial Pontos MIS Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto, com Raphael Scire

Data: 18 de outubro

Horário: 19h

Duração: 4 horas

Local: Complexo Cultural Viber

Endereço: Rua Paraná, s/nº, Cidade Nova II – Indaiatuba (SP)

Classificação: a partir de 14 anos

15 vagas

Inscrições pelo telefone: (19) 3816-6961.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

A vida de Dom Pedro I ganha nova abordagem em livro inédito sobre a trajetória musical do Imperador, autor do Hino da Independência

São Paulo, por Kleber Patricio

A musicista e pesquisadora Rosana Lanzelotte lança o livro “Já raiou a liberdade – D. Pedro I compositor e a música de seu tempo” pela Editora Capivara. A publicação, disponível em formato impresso e em e-book, destaca o papel de D. Pedro I músico, autor do Hino da Independência, e também da vida musical no início do século XIX no Brasil. A trajetória musical de Dom Pedro I, praticante de diversos instrumentos musicais, é desconhecida por muitos.

Uma das novidades trazidas pela publicação é a inserção de manuscritos inéditos de Dom Pedro I, obras que até o momento não haviam sido veiculadas. Essa possibilidade se deu devido ao olhar minucioso de Pedro Corrêa do Lago, fundador da Editora Capivara e um dos maiores colecionadores de documentos manuscritos raros. Ele adquiriu recentemente os originais de “Missa in Honorem a Leoni Duodecimo”, enviada por D. Pedro I em 1823 ao Papa recém eleito. Em carta anexa, o Imperador solicitava ao pontífice o reconhecimento da nova nação brasileira, recém proclamada independente.

O livro é fruto de quatro anos de pesquisas sobre as obras de D. Pedro I, com atuação in loco em bibliotecas de países como Brasil, França, Portugal e Áustria, que resultaram em dezenove edições. Todas as obras conhecidas estão gratuitamente disponíveis no Musica Brasilis (https://musicabrasilis.org.br/), portal dedicado à disseminação de partituras de compositores brasileiros criado por Rosana em 2009. As obras foram editadas no âmbito do projeto Acervo Digital de Partituras Brasileiras, cujo objetivo é dar acesso livre e aberto a edições de 5 mil partituras de compositores brasileiros em domínio público através da web.

“Um convite para conhecermos a trajetória do ‘rei-orquestra’, que dominava vários instrumentos e que compôs obras publicadas em Lisboa, Porto, Paris e Londres”, explica Maurício Vicente Ferreira Jr. , historiador e diretor do Museu Imperial.

“‘Já raiou a Liberdade’ coloca, a partir de estudos inéditos e aprofundados, a correta posição de D. Pedro I em nossa história – não apenas como um príncipe libertário, mas como um músico de elevado talento e pleno domínio do artesanato composicional. Também nos revela a densidade e qualidade técnica deste estudo-biografia praticado por uma das maiores instrumentistas e conhecedora da realidade histórica e musical brasileira, Rosana Lanzelotte”, diz o Maestro Júlio Medaglia.

“Rosana Lanzelotte tanto tem feito, como intérprete, pesquisadora e gestora cultural, pela causa da redescoberta e da divulgação da música no Brasil e aqui, mais uma vez, nos demonstra como o rigor e a profundidade da investigação podem conviver com o talento de uma excelente contadora de histórias”, comenta Rui Vieira Nery, musicólogo, Universidade Nova de Lisboa.

O livro é um encontro entre a contemporaneidade e o passado. Se por um lado, o leitor pode ter acesso aos bastidores da história do país, por outro, ele se transforma em um leitor-ouvinte, uma vez que as páginas do livro contam com QR Codes que levam aos áudios e/ou vídeos das composições. Dessa forma, a experiência da leitura ganha novos contornos. “Trata-se de um livro sobre música e História. Por isso, nada mais adequado do que sugerir que o leitor ouça os repertórios”, conta a pesquisadora Rosana Lanzelotte.

Para isso, o álbum “O Amor Brasileiro”, com obras para pianoforte de D. Pedro I e de seu mestre Sigismund Neukomm, será disponibilizado nas plataformas digitais a fim de complementar o lançamento, com peças dedicadas a D. Pedro e D. Leopoldina nunca antes gravadas, além dos consagrados hinos do Imperador. As peças são interpretadas pela própria autora e estarão liberadas nos perfis do Musica Brasilis.

Este projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio da farmacêutica EMS, apoio financeiro da Sirius e Pleni e realização do Instituto Musica Brasilis, Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução.

“Para a EMS, uma empresa 100% nacional, que investe e aposta no Brasil há 59 anos, é um orgulho patrocinar uma obra desse porte e conteúdo, que mostra a faceta do compositor de D. Pedro I, obras por ele compostas e seus tantos significados. Nossa proposta é colaborar para tornar pública tamanha riqueza e para ampliar o acesso ao conhecimento de fatos do país, valorizando a nossa história e enriquecendo as reflexões sobre como e por que chegamos a ser quem somos e quem ainda podemos chegar a ser como nação”, explica Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS. A empresa é também uma das patrocinadoras das obras de revitalização e ampliação do Museu do Ipiranga, o maior símbolo da Independência do Brasil, reaberto ao público em setembro de 2022. Além disso, é idealizadora da exposição “Memórias do Império”, que foi lançada de forma inédita e gratuita na cidade de Campinas (SP) em 2023, reunindo uma notável coleção particular da empresa, com cerca de 110 peças dos séculos 18, 19 e 20 ligadas ao cotidiano monárquico e à memória da Independência.

Ações sociais e educacionais

O lançamento do projeto traz ainda uma série de ações sociais e educacionais gratuitas. Para os professores, será oferecido o curso “D. Pedro I compositor e a música de seu tempo” e um plano de aula, ambos elaborados pela pedagoga Adriana Rodrigues Didier. No total, serão encontros online, ao vivo, com 40h de duração e certificado concedido aos participantes. O objetivo é o de disseminar o conhecimento a respeito da trajetória de D. Pedro I compositor e da música de seu tempo, ainda pouco conhecidos pelo público. Rosana também irá ministrar palestras apresentando aspectos de D. Pedro I compositor em duas escolas da rede pública na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, 20% da tiragem será doada para escolas e/ou bibliotecas públicas.

Medidas de Acessibilidade

Intérprete de libras no recital – O audiobook será disponibilizado gratuitamente para instituições voltadas a deficientes visuais.

Conteúdos legendados estarão disponíveis em todos os canais digitais do Musica Brasilis.

Serviço:

Álbum digital “O Amor Brasileiro” – Rosana Lanzelotte (pianoforte)

Disponível nas principais plataformas de streaming de música: Spotify, Apple Music, Deezer, YouTube Music

Detalhes do livro:

Editora: Capivara; 1ª edição (15 agosto 2023)

Idioma: Português

208 páginas (capa dura)

Dimensões:‎ 21 x 25 cm.

(Fonte: MNiemeyer Assessoria de Comunicação)