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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Dicas para amenizar o isolamento social dos idosos durante pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Psicóloga Daniela Bernardes alerta: falta de interação social e contato com a família podem gerar ansiedade e agravar casos de depressão. Foto: divulgação.

A melhor maneira de evitar que o novo coronavírus se alastre ainda mais é ficar em casa. No caso dos idosos, grupo mais vulnerável diante da pandemia, o isolamento social torna-se algo ainda mais urgente. O confinamento, no entanto, pode gerar outros problemas, principalmente em se tratando de pessoas da terceira idade. A falta de interação social e contato com a família podem gerar ansiedade e agravar casos de depressão. A psicóloga Daniela Bernardes, do Residencial Club Leger, instituição dedicada ao atendimento e acolhimento desta faixa etária, dá algumas dicas para superar esse período penoso sem aprofundar complicações emocionais.

– Os jogos de mesa e dominós, muitos esquecidos nas gavetas empoeiradas de casa, podem ajudar muito na tarefa de distração. São atividades que contém linguagens conhecidas por seus pais e avós e uma forma de “conversa” possível para além dos noticiários. A propósito, regular esse dispositivo é extremamente saudável para evitar ansiedade desnecessária. “O momento é de consciência e responsabilidade, mas não de alarmes”, explica Daniela.

– Falar de casos passados, junto a fotos de álbuns, pode ser uma forma de trazer aos idosos a importância de sua história e fazer com que se recordem de momentos felizes. Tudo isso pode ser compartilhado também de forma virtual. “Essa atividade ajuda a dar um sentido positivo às experiências deles e retoma sua importância na vida de cada membro familiar”, esclarece a psicóloga.

– Resgatar filmes antigos, sugerindo títulos, caso eles não estejam no mesmo ambiente dos demais parentes, pode ajudar a aliviar o sentido de afastamento, além de ser um poderoso método de distração e divertimento.

– Também são vitais as ligações ao longo do dia para aqueles que estejam distantes. “Neste caso, devamos fazê-los se sentirem seguros, reforçando que esse período difícil é algo passageiro, mas que requer cuidados”, acrescenta Daniela.

A psicóloga salienta ser natural a sensações de tristeza e desorganização de todos, não apenas dos idosos, diante de uma necessidade de reprogramar a vida de maneira tão abrupta. “Faz parte de nosso mecanismo psíquico acomodar-se cada um a seu modo, por vezes desenvolvendo a tristeza e a angústia. As estratégias que consideramos tendem a ser uma forma de alívio desses mecanismos, até que cada um internamente encontre sua forma de enfrentamento. Cada um tem seu tempo para isso”, diz.

A psicóloga cita um trecho de um poema de Mário Quintana: A arte de viver é simplesmente a arte de conviver. Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!

“Temos de aprender com os desafios, para que todos possamos sair melhores de tudo isso. Será que essa ‘parada obrigatória’ não quer nos dizer alguma coisa em relação à forma como estamos tratando nossos idosos?”, analisa Daniela, concluindo.

Comércio de Indaiatuba está suspenso a partir desta segunda-feira (23)

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Imagem de Thor Deichmann por Pixabay.

A Prefeitura de Indaiatuba decretou a suspensão do comércio local a partir desta segunda-feira (23) permitindo apenas os serviços essenciais e serviços de entrega. A decisão foi do prefeito Nilson Gaspar (MDB) em conjunto com a Associação dos Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba e o Comitê de Enfrentamento e Prevenção ao Covid-19. O Decreto nº 13.932 de 21 de março de 2020 foi publicado na Imprensa Oficial do Município nº 1633 e está disponibilizado no site da Prefeitura.

Fica suspenso, em todo o território do Município de Indaiatuba, pelo prazo de 30 dias, prorrogáveis por iguais e sucessivos períodos, a partir de 23 de março de 2020, o funcionamento dos seguintes estabelecimentos e atividades: galerias, shoppings centers, comércios varejistas e atacadistas, bares, lanchonetes; casas noturnas, cinemas e similares, clubes, academias de ginástica, associações recreativas e afins, áreas comuns, playgrounds; salões de festas, piscinas e academias em condomínios, verticais e horizontais e loteamentos fechados;  missas, cultos ou quaisquer atos religiosos coletivos realizados presencialmente com aglomeração de pessoas.

Fica igualmente suspenso, pelo mesmo prazo, o atendimento presencial ao público nos estabelecimentos prestadores de serviços privados, exceto os relacionados ao Sistema Financeiro Nacional (bancos e outras instituições financeiras), adotando-se, nos processos internos, preferencialmente, o sistema de escritório remoto (home office), devendo, na impossibilidade, ser respeitada a distância mínima de dois metros entre os pontos de trabalho.

Os estabelecimentos deverão manter as portas fechadas, sem permitir acesso do público ao seu interior. A suspensão da atividade não se aplica às atividades internas dos estabelecimentos, bem como à realização de transações por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares, serviços de entrega de mercadorias (delivery, drive thru) e de transmissão on-line.

Os serviços mantidos são farmácias, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, mercearias e quitandas, lojas de venda de alimentação para animais e agropecuárias, distribuidoras de água e gás, padarias, postos de combustíveis e outras atividades essenciais, como serviços de saúde de urgência, emergência e internação, serviços funerários etc.

TRANSPORTE PÚBLICO

O cartão de estudante será bloqueado a partir de segunda-feira (23), por conta da suspensão das aulas. O cartão de idosos só terá validade das 10h às 15h a partir de terça-feira (24). Poderão acontecer ajustes de horário ao longo do dia para manter o equilíbrio do serviço.

PAÇO MUNICIPAL

O atendimento ao público no Paço Municipal a partir de terça-feira (24) será reduzido a cinco horas diárias, das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira. Por enquanto, o expediente interno permanece das 8h às 17h. A orientação para funcionários com sintomas gripais é para permanecer em isolamento residencial por 15 dias, após aviso ao superior, sem prejuízo de remuneração. Os funcionários que tenham mais de 60 anos ou doenças crônicas são orientados a procurar o superior para conduzir o trabalho em modo home office.

CASOS SUSPEITOS

Até sábado, Indaiatuba possuía 71 casos suspeitos, 70 em análise, um descartado e nenhum confirmado.

IDOSOS ACIMA DE 80 ANOS E ACAMADOS RECEBERÃO VACINA CONTRA A GRIPE EM CASA

Estratégia visa diminuir a circulação de idosos no período de quarentena

Imagem de Arek Socha por Pixabay.

A Secretaria de Saúde informa nova estratégia para a 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que começa na segunda-feira (23).

Os idosos acima de 80 anos não precisam sair de casa para se imunizar, equipes de saúde farão a vacinação na residência dessa população de acordo com o cadastro SUS. A ação também se estende aos idosos acamados. As pessoas que não possuem cadastro do SUS devem entrar em contato via Whatsapp da Saúde no número (19) 99779-3856 e informar nome completo, data de nascimento e endereço.

Para manter o processo em segurança, as equipes estão orientadas a não entrar na residência e aplicar a vacina em área externa, a não ser no caso dos acamados.

É importante destacar que essa ação será ao longo do período de vacinação estipulado pelo Ministério da Saúde e de acordo com o quantitativo de doses semanais enviadas pelo Governo do Estado.

Primeiro livro póstumo de Luiz Octavio de Lima questiona por que a tentação totalitária é tão forte no Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

Que semelhanças tem o Brasil de 2020 com aquele de 31 de março de 1964? Os anos de chumbo, lançamento da Editora Planeta, refaz o percurso político, social e histórico do país desde o governo de Jânio Quadros até a instauração da Ditadura Militar. A militância, a repressão e a cultura de um tempo que definiu o destino do Brasil – este é o subtítulo do livro, de autoria de Luiz Octavio de Lima, jornalista reconhecido por sua profunda pesquisa política, que faleceu em janeiro de 2020, pouco tempo antes da publicação desta obra.

Trata-se de um compilado de materiais inéditos sobre os acontecimentos políticos que desencadearam o Golpe de 64. Dedicado em sua epígrafe às novas gerações, este é um livro que questiona essencialmente como os caminhos da repressão e da censura afetaram o Brasil e o cotidiano das pessoas e o que foi feito para levar o país à redemocratização.

O livro contém entrevistas inéditas com personalidades da época e revisões bibliográficas, além de brindar o leitor com a presença de dois nomes de peso para o pensamento político no Brasil e no mundo, o historiador brasileiro Laurentino Gomes (autor de 1808), que assina o prefácio da obra, e Noam Chomsky, um dos principais linguistas e filósofos em atividade no mundo, que escreveu a quarta capa de Os anos de chumbo. Já a preparação do livro é assinada pelo premiado escritor Tiago Ferro (O pai da menina morta).

Atualidade e crítica em uma obra que não se esgota – para Noam Chomsky, o ano de 1964 representa o mergulho do Brasil na escuridão, daí a importância de nos ancorarmos nos aprendizados que esse período ainda nos fornece para problematizar os rumos do país. “Uma análise abrangente desse período doloroso e crítico da história moderna do Brasil, tendo como objetivo ‘imergir o leitor no tempo retratado’ em toda sua rica variedade e complexidade. É uma contribuição muito valiosa para a compreensão histórica, com especial significado devido a suas duras e urgentes lições para o hoje”, afirma o pensador na quarta capa do livro.

Com a seriedade e a sobriedade que definiu o seu trabalho por décadas, Luiz Octavio acompanhou pessoas que tiveram importância direta ou indiretamente para a manutenção ou subversão do estado de coisas antes, durante e após o Golpe, passando por auxiliares de figuras da repressão, integrantes da Comissão Nacional da Verdade, líderes estudantis tornados guerrilheiros e participantes da conspiração pré-1964. Uma das entrevistas de destaque é a do Cabo Anselmo, personalidade controversa que passou da militância marxista à colaboração com órgãos do regime militar.

Tendo a democracia como elemento chave que dá norte às suas reflexões, o livro instiga a pensar o presente e o futuro a partir de um olhar criterioso para o passado. “Toda boa síntese histórica cria novos significados e propõe olhares inusitados com o intuito de colaborar com o debate público atual. Este livro de história tem a urgência de quem sabe que é preciso resgatar a tão maltratada democracia. Esta publicação é uma boia de salvamento lançada ao futuro”, defende Tiago Ferro. Não por acaso, o questionamento de Laurentino no prefácio é a pergunta que provoca o leitor da primeira à última linha do livro: Seria o Brasil de hoje muito diferente daquele descrito em Os anos de chumbo?.

Jornalismo literário e análise política

O livro revisita, analisa e lança novos olhares para um passado de luta, massacres, incertezas e resistências, mas sem perder a incômoda conexão com o presente e a leveza na linguagem, como atesta Laurentino Gomes no prefácio. “A capa deste livro talvez merecesse uma advertência, à semelhança das embalagens de medicamentos. Sob o encantamento e a leveza do estilo literário de Luiz Octavio de Lima estão algumas perguntas incômodas, de cujas respostas dependem o sucesso ou o fracasso da construção do Brasil neste início de século XXI. Por que a tentação totalitária é tão forte entre nós? Conseguiremos persistir na democracia e consolidar essa forma de regime político sem correr o risco de novas e traumáticas rupturas que tanto nos assombraram no passado?”, afirma o jornalista.

Assim, o estilo literário característico do autor empresta uma prosa poética para a narração de um dos capítulos mais emblemáticos da história recente do país. Passando por episódios marcadamente decisivos, como o Terror no Guararapes, a Primavera Operária, a efervescência política dos festivais, o movimento jovem da década de 60, o conflito armado na Maria Antônia e a instituição do Ato Inconstitucional número 5, a obra provoca a pensar sobre a atualidade de algumas manobras políticas e por que seus efeitos, motivações e consequências podem atravessar os tempos.

Sobre o autor

Jornalista formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp, Luiz Octavio de Lima trabalhou nas principais redações do país. Tendo começado como repórter em O Globo, atuou nas revistas Veja, Época e Exame, jornais Folha de S.Paulo e O Estado de São Paulo. Foi finalista do Prêmio Jabuti com o livro Pimenta Neves: uma reportagem. Publicou três livros de história pela Editora Planeta: A guerra do Paraguai, 21 batalhas que mudaram o Brasil e 1932: São Paulo em chamas. Viria a falecer logo depois de concluir este quarto livro, Os anos de chumbo, que a Planeta publica em sua homenagem.

Ficha técnica

Os anos de chumbo: a militância, a repressão e a cultura de um tempo que definiu o destino do Brasil

Autor: Luiz Octavio de Lima

Assunto: História do Brasil

ISBN: 978-85-422-1907-4

Formato: 16 X 23

Páginas: 432

Preço: R$69,90.

Vacinação contra Influenza começa no dia 23 de março

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Eliandro Figueira.

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), antecipou a 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e terá início em todo o país no dia 23 de março e segue até 23 de maio. O Departamento de Vigilância em Saúde de Indaiatuba informa que cerca de 69 mil pessoas dos grupos prioritários, fora as comorbidades, devem ser vacinadas contra a gripe no município. A primeira fase da campanha será destinada aos idosos com mais de 60 anos e trabalhadores de saúde. O Dia D está marcado para o dia 9 de maio. Ações de vacinação serão programadas no decorrer da campanha, como, por exemplo, a vacinação em praças, feiras livres e mercados.

A outra parte da população que deve receber imunização inclui crianças de 6 meses a 5 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

De acordo com o Ministério da Saúde, a priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o Novo Coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid-19. Além disso, a pasta considera os estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por Coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o PNI distanciou um público do outro. Serão duas semanas de intervalo entre uma fase e outra. Na segunda fase da campanha, que começa dia 16 de abril, entram os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, além dos doentes crônicos.

A partir de 9 de maio, Dia D de vacinação, serão vacinadas as crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto (até 45 dias após o parto), população indígena e portadores de condições especiais. A campanha seguirá até 23 de maio.

Instituto Pavão Cultural anuncia medidas restritivas durante a pandemia de Covid-19

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Ivan Moretti.

O Instituto Pavão Cultural, em Barão Geraldo, Campinas, adotou medidas extraordinárias para fazer sua parte na contenção do novo coronavírus. Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Prefeitura de Campinas, os eventos de música, teatro, dança, jogos e palestras estão suspensos até segunda ordem.

A visitação à exposição Proximidades Desiguais, coletiva com obras de 15 artistas mulheres e uma gravura em metal de Tarsila do Amaral, será feita com o espaço fechado mediante agendamento para grupos de no máximo seis pessoas. A mostra, que tem curadoria do artista plástico e professor da Unicamp Sérgio Niculitcheff, terminaria em 2 de maio, mas o instituto estuda prorrogar sua duração para que mais pessoas possam conferi-la.

Além disso, segundo a arquiteta Teresa Mas, uma das gestoras do Pavão, serão em breve disponibilizados no site (pavaocultural.org) e nas redes sociais (@pavaocultural no Facebook e no Instagram) visitas virtuais à exposição e trechos dos shows que o local já recebeu.

Obra de Lygia Eluf que faz parte da mostra ‘Proximidades Desiguais’, que terá versão virtual. Foto: Sergio Niculitcheff.

“O Pavão é um espaço de encontros. Desde a nossa abertura, procuramos ser uma alternativa real ao mundo virtual. Mas a motivação é a de todos: evitar o contágio. Foi uma decisão dura cancelar shows, uma vez que os artistas agendados já ensaiaram, investiram e seu único retorno é o do público; eles não têm qualquer estabilidade fora disso. Nosso espaço não gera aglomerações, seguimos todas as recomendações de higiene e as obras não são tocadas, nem devem ser, por ninguém, mas não temos como confiar que todos sejam socialmente responsáveis com o momento”, afirma Teresa.

Para agendamento de visitas fechadas à mostra o contato é pelo WhatsApp do Pavão: (19) 99633-4104, de quarta a sábado, das 14h às 20h. O Instituto Pavão Cultural fica na Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708, Cidade Universitária, Barão Geraldo, Campinas. Telefone: (19) 3397-0040 (atendimento das 14h às 20h).