Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Live discute educação inclusiva para pessoas com deficiência

São Paulo, por Kleber Patricio

A Fundação Santillana realiza nesta quinta, dia 23, mais uma live – desta vez, para o lançamento do livro Educação Inclusiva na Prática. Na transmissão, André Lázaro, diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, e Miguel Thompson, diretor Acadêmico, recebem Rodrigo Hübner Mendes, fundador e superintendente do Instituto Rodrigo Mendes e Gláucia Affonso, orientadora educacional da Escola Vera Cruz.

O livro reúne seis estudos de caso de estudantes com deficiência matriculados em escolas regulares Brasil afora, além da história e de conceitos da educação inclusiva. A transmissão terá tradução simultânea em Libras, audiodescrição e legendas geradas em tempo real. Para assistir, é só acessar os links http://www.facebook.com/fundacaosantillana ou http://www.youtube.com/user/EdModerna.

Lindt completa 175 anos e brinda fãs da marca com latas em edição especial

Brasil, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Não é todo dia que uma empresa comemora 175 anos de existência e excelência. Mas a Lindt, líder global na categoria de chocolates premium, chegou lá e está celebrando, ao longo do ano de 2020, o seu sucesso mundial. Para homenagear sua história, a marca acaba de lançar uma edição limitada de embalagens com ar vintage, que resgatam campanhas antigas e símbolos da empresa, como sua primeira fábrica, que fica em Kilchberg, Zurich. Com design exclusivo, desenvolvido especialmente para a data, as novas latas vão de presente na compra das trufas Lindor, nas seguintes condições:

A cada R$175,00 em compras em Lindor Pick & Mix, ganhe uma lata colecionável Round Tin (tamanho G).

A cada R$100,00 em compras em Lindor Pick & Mix, ganhe uma lata colecionável Jubilee Tin (tamanho M).

A novidade chega para agradar os consumidores, que, além de se deliciarem com as trufas Lindor, podem guardar as latas colecionáveis e usá-las como item de decoração e lembrança desta data tão emblemática.

É possível adquirir os produtos através do e-commerce da marca ou aplicativos de delivery em São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Barueri, Campinas, Santos, Jundiaí, Piracicaba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Curitiba e Goiânia.

A promoção não é cumulativa e vale até 30/8/2020 ou enquanto durarem os estoques. É válida apenas para compras realizadas no e-commerce Lindt, na página 175 Anos Lindt (http://shop.lindt.com.br/175-anos-lindt.html), para os combos preexistentes ou nas lojas físicas.

Preços sugeridos Lindt

Lata 175 anos Jubilee Tin (tamanho M) – a partir de R$100

Lata 175 anos Round Tin (tamanho G) – a partir de R$175,00.

Onde encontrar Lindt:

E-commerce: http://shop.lindt.com.br/

Instagram: http://www.instagram.com/lindt_brasil/.

Sobre a Lindt & Sprüngli

Fundada há 175 anos, em Zurique, a Lindt & Sprüngli é líder mundial no setor de chocolates premium e, atualmente, possui doze unidades de produção na Europa e nos EUA e mais de 14 mil funcionários. Os produtos da marca são distribuídos por 26 subsidiárias pelo mundo, além de uma rede global de cerca de 100 distribuidores independentes. Em 2019, a empresa faturou 4 bilhões de Francos suíços (cerca de 25 bilhões de reais). No Brasil, a Lindt & Sprüngli é distribuída desde 1969 nos melhores supermercados e empórios e, desde 2014, possui operação própria no país. Atualmente a filial brasileira emprega mais de 400 funcionários e em 2020 irá inaugurar sua 51ª loja própria.

Diretores do IC visitam Ipê Clube em São Paulo com vistas à reabertura

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O Comitê de Retomada do Indaiatuba Clube que visitou o Ipê Clube, em São Paulo. Foto: divulgação/IC.

Com o intuito de obter antecipadamente maior conhecimento sobre o processo de reabertura do Indaiatuba Clube, o Comitê de Reabertura do IC, formado pelo presidente, Paulo Finatti, o diretor de esportes, José Alberto Copini Pucci, o primeiro secretário, Gilberto Garcia de Souza, a coordenadora geral, Carmem Lúcia Krahembuhl e o coordenador de esportes, Thiago Almeida, visitou, no sábado, dia 18, as instalações do Ipê Clube, em São Paulo, agremiação que já retomou o funcionamento e em processo gradual de retorno das atividades em conformidade com as determinações do Plano São Paulo do Governo do Estado.

Recepcionados pelo presidente do Ipê Antônio Sérgio da Silva Arruda, que atendeu ao pedido de visita feito pelo amigo e associado do IC Marcos Veras, os membros do comitê conheceram a realidade do clube da capital paulista.

Segundo o presidente do Indaiatuba Clube, a experiência foi bastante positiva, pois o IC vem trabalhando o retorno das atividades e a troca de informações com um clube de porte semelhante em número de associados e estrutura vai auxiliar muito quando a retomada for autorizada: “Nós fomos muito bem recebidos pelo presidente do Ipê, que nos mostrou como a reabertura foi trabalhada por eles, desde os protocolos de segurança, quais atividades começaram primeiro, o uso seguro dos espaços e equipamentos etc. A ideia foi compartilhar essa experiência que eles estão vivenciando antes de nós”.

A reabertura do Indaiatuba Clube, assim como a retomada gradual das atividades, depende da colaboração de todos, já que isso só vai acontecer quando Indaiatuba for classificada na fase amarela do Plano São Paulo.

Doença de Alzheimer é tema de exposição virtual

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

“Peças em branco”, spray sobre parede de Mazola Marcnou. Foto: divulgação.

Vinte artistas brasileiros aceitaram o desafio de apresentar através da arte uma visão sobre o Alzheimer. O resultado dessa iniciativa poderá ser visto na exposição Alzheimer – 20 Artistas e uma das Maiores Crises de Saúde do nosso Tempo, que está aberta à visitação virtual desde terça-feira (21). Patrocinada pela Rede D’Or São Luiz e idealizada pelo coletivo ArtBio, a exposição propõe um diálogo com a temática do cérebro, explorando questões como memórias e o envelhecimento.

A versão presencial da exposição foi aberta no dia 5 de março na Casa da Ciência da UFRJ, mas precisou ser interrompida devido à pandemia. Como ainda não há previsão de reabertura de museus e centros de exposição, os organizadores decidiram oferecer a oportunidade da visita virtual. A exposição pode ser acessada por meio do site da ArtBio – www.artbiobrasil.org.

Associada à senilidade, a doença provoca perda de memória, dificuldade de atenção e orientação, além da perda de outras funções cognitivas. Atualmente, estima-se que haja 35,6 milhões de casos da doença no mundo e, no Brasil, o número chega a 1,2 milhão. Fundador da ArtBio, Igor Fonseca avalia que, embora a doença ainda não possa ser curada ou interrompida, ações de sensibilização e acesso à informação são fundamentais. “Acreditamos que a arte tem potência para sintetizar questões fundamentais para a humanidade. Por isso, buscamos estimular debates relevantes através da perspectiva artística”, explica.

“AL____ER”, obra digital de Diego Max. Foto: divulgação.

O painel temático Experiências e Memórias, que também aconteceu nesta terça-feira, durante o Festival do Conhecimento da UFRJ, marcou a inauguração da exposição virtual. Participaram da mesa os pesquisadores Marília Zaluar e Mychael Lourenço, os artistas Maurício Planel e Márcia Albuquerque, que estão entre os que participam da mostra sobre Alzheimer, além do professor da UFRJ e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Stevens Rehen.

Para Rehen, o olhar artístico humaniza a própria ciência e tanto demência quanto a doença de Alzheimer são assuntos cuja reflexão se faz oportuna devido ao envelhecimento da população. “A arte nos possibilita enxergar o mundo de uma forma mais sensível e nos ajuda a debater temas que nem sempre são fáceis. É ousada a proposta da exposição, mas é necessária. A expectativa de vida continua aumentando, acompanhada de mais casos de Alzheimer no mundo”, avalia.

Igor explica que cada artista teve total liberdade para criar a sua obra. Alguns já vivenciaram o drama da doença, seja através de casos familiares ou pelo convívio com pessoas próximas acometidas. Outros exploraram o assunto a partir de pesquisas e percepções próprias. “Reunimos artistas visuais experientes e jovens talentos que estão despontando no cenário das artes. Homens e mulheres com identidade própria, com personalidade, com diferentes histórias de vida”, conta.

“Desconstrução”, colagem de Marcel Lisboa.  Foto: divulgação.

O resultado é uma mostra de interpretações singulares que, em comum, da colagem ao grafite, da pintura a óleo ao carvão, revelam um olhar sensível e humanista sobre o tema. As obras são acompanhadas de breves textos escritos pelos artistas que complementam suas interpretações.

Participam da exposição os artistas Alberto Pereira, Gustavot Diaz, Ingrid Bittar, Marcia Albuquerque, Camile Sproesser, Diego Max, Mauricio Planel, Mazola Marcnou, Pas Schaefer, Andre Mogle, Domitila de Paulo, Marcel Lisboa, Mariana San Martin, Jesso Alves, Flavio Grão, Bárbara Malagoli, Hanna Lucatelli, Pina, Luiza de Alexandre e Apolo Torres.

Serviço:

Alzheimer – 20 Artistas e uma das Maiores Crises de Saúde do nosso Tempo

Local: www.artbiobrasil.org

A partir de 21 de julho.

Quatro meses de portas fechadas: estragos da pandemia são mais profundos para setor de bares e restaurantes

Região Metropolitana de Campinas, por Kleber Patricio

Matheus Mason, presidente da Abrasel-RMC. Foto: divulgação.

Nesta semana completamos quatro meses da eclosão da pandemia de Covid-19, a mais grave crise sanitária que o mundo vive desde a Gripe Espanhola, há 100 anos, quando estimados 600 milhões de pessoas foram infectadas no mundo. O novo coronavírus, até o dia 20 de julho, já havia contaminado mais de 14,5 milhões de pessoas, ceifando a vida de mais de 606 mil pessoas – sendo 2 milhões de infectados e 79 mil mortos no Brasil.

Enquanto não tivermos uma vacina capaz de conter o avanço do vírus e a população não se conscientizar da importância da inclusão de cuidados em sua rotina diária, aprendendo a conviver com o vírus no seu cotidiano, estes números tentem a aumentar tanto no Brasil como no mundo.

Juntamente com esta grave crise sanitária e de saúde, convivemos com outra crise: a econômica, que atinge indiscriminadamente trabalhadores, famílias e empresas. Mais de 600 mil portas já foram fechadas definitivamente e mais de 2 milhões de postos de trabalhos eliminados em um período de quatro meses, números estes que também tendem a aumentar, especialmente em setores economicamente mais vulneráveis e sofrendo maiores e mais longas restrições.

No caso do setor de Alimentação Fora do Lar – bares, restaurantes, botecos, padarias, compostos em sua grande maioria por pequenos e médios negócios, abertos por famílias, pessoas que perderam o emprego e viram no setor uma possibilidade de sustento e por milhões de informais –, a conta vai ainda mais longe. Várias cidades e capitais têm liberado o funcionamento dos estabelecimentos com restrição de horário, limitando o atendimento ao público de quatro a seis horas diárias, somente no período do almoço até o final da tarde. Mas essa abertura se mostrou mais do que economicamente inviável e teve baixa adesão dos empresários.

O Plano São Paulo, desenvolvido na melhor intenção de preservar a vida e controlar a pandemia no estado, criou condições para o isolamento social da população e o consequente retorno das atividades empresariais. Entretanto, apresenta restrições conceitualmente incorretas para o setor de bares e restaurantes, desalinhadas à realidade econômica dos negócios e desconsiderando completamente a prática e segurança sanitária que rege o setor.

A regra atual, permitindo a reabertura por seis horas limitada até às 17 horas, está causando efeito contrário ao desejado ao concentrar a volta de milhares de trabalhadores do setor em um curto espaço de tempo. E, por mais contraditório que possa parecer, estas regras estão incentivando aglomerações, promovendo a disseminação do coronavírus e piorando a crise sanitária do Estado e do País.

O setor de bares e restaurantes apresenta características muito específicas quanto ao perfil de consumo da população, variando desde o café da manhã, almoço, jantar e ceia. Este perfil de consumo impacta o desenho do modelo de negócio dos estabelecimentos, onde existem tipos especializados no atendimento para o jantar ou a ceia, como pizzarias (9%) e bares e botecos (12%), que, juntos, representam 21% dos estabelecimentos de alimentação fora do lar no Brasil, além de outros negócios com foco no atendimento aos finais de semana.

Em pesquisa realizada em 2015 pela Toledo Consultoria com 3.496 estabelecimentos, constatou-se que o consumo no período noturno representa 51% das vendas nos dias da semana e nos finais de semana este valor representa 50% do consumo.

No interior do estado, onde as cidades são menos adensadas, o perfil de consumo se intensifica nos períodos vespertinos, noturnos e aos finais de semana. Em pesquisa realizada em julho de 2020 pela Abrasel na Região Metropolitana de Campinas, constatou-se que 54% da receita dos estabelecimentos vem do período noturno e aproximadamente 50% se concentra nos dois dias do final de semana.

Quando sobrepomos as questões mercadológicas de perfil de consumo com as restrições de capacidade de ocupação, distanciamento entre mesas e cadeira, somadas à restrição de horário de consumo in loco até às 17 horas, a possibilidade de vendas dos estabelecimentos é reduzida a um teto de apenas 27% de sua capacidade instalada.

Há mais de 120 dias com restrição de venda de alimentos e bebidas para consumo no local, os estabelecimentos se reinventaram e recorreram ao delivery e take away. Dados da Abrasel mostram que as receitas geradas por estes canais de vendas representam, em média, apenas15% do faturamento antes da pandemia.

A restrição de horário até 17h será o golpe de misericórdia para os bares e restaurantes, mais do que dobrando os prejuízos mensais e criando um passivo que muitos não conseguirão absorver e sobreviver, dizimando milhões de empregos e empresas.

O que muitos empresários ainda não conseguiram colocar em números é que, quando os bares e restaurantes forem liberados para voltar ao atendimento, diversas despesas irão retornar em cheio, como aluguel, despesas com funcionários, encargos e custos com concessionárias – como energia, água e gás –, além da necessidade de quitação de despesas que foram deixadas para trás neste período.

Quando projetamos o fluxo de caixa de um restaurante com almoço executivo e cardápio ala carte no jantar e aos finais de semana, em conjunto com a receita vinda do delivery e take away, o impacto da pandemia é devastador. Ele já destruiu dois anos de valor do setor de alimentação fora do lar, segmento que mais emprega no país e um dos maiores precursores do empreendedorismo brasileiro.

Pelas estimativas mais otimistas, o setor voltaria a ter de 70% a 80% de receita somente em dezembro. Mas os prejuízos acumulados somente devem ser recuperados em meados de novembro de 2021, quando os estabelecimentos conseguirão quitar os prejuízos do período e voltar a ter lucros.

Além da questão econômica e financeira, vale lembrar a herança que esta crise vai deixar no mercado de trabalho. No Brasil, a alimentação fora do lar fechou cerca de 1 milhão de postos de trabalho, impactando 4 milhões de pessoas, quando levamos em conta que cada trabalhador é responsável por mais três dependentes, segundo a média nacional. Isso sem contarmos os postos indiretos, como prestadores de serviços, músicos, pequenos fornecedores e proprietários de imóveis desocupados, dentre tantas outros que dependem dos bares e restaurantes para sobreviver.

Por tudo isso, é preciso pensar em uma reabertura com melhores critérios, que possibilite da melhor forma possível a busca do equilíbrio econômico dos negócios e que seja viável para a continuidade da vida das empresas e, principalmente, dos postos de trabalhos. Se a conta não fechar, a situação vai ser ainda pior.

Matheus Mason é empresário no setor, proprietário de dois restaurantes e presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC).