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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Capital paulista ganhará espaço dedicado à cultura e conhecimento cervejeiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: André Tomino.

Um lugar que une cultura, conhecimento e história sobre uma das bebidas mais populares do planeta já tem endereço certo na capital paulista: a Academia da Cerveja, espaço colaborativo da Ambev, será o novo ponto de encontro de paulistanos e turistas amantes do ‘líquido dos deuses’. A menos de dez minutos da estação de metrô Fradique Coutinho, no bairro de Pinheiros, está o local onde consumidores poderão conhecer de perto uma nanocervejaria e laboratórios de testes, além de contarem com uma área para encontros e cursos cervejeiros.

É na altura do número 560, da Rua Mourato Coelho, que a Ambev dará início às obras do projeto, que busca democratizar o acesso e o conhecimento sobre o universo cervejeiro. Cerca de 650 m² de área construída, distribuídos em um andar amplo, abrigarão, além da nanocervejaria e laboratórios, salas de aula interativas para cursos exclusivos, que vão do nível básico, para entusiastas, até o avançado, para profissionais. As obras no local começam nas próximas semanas e a inauguração está prevista para 2021.

O projeto foi pensado para criar uma atmosfera colaborativa, onde visitantes, alunos e especialistas consigam interagir e viver a experiência de conhecer os processos por trás dos rótulos. “Estamos colocando de pé um projeto que tem como foco principal a geração de conhecimento sobre a cerveja, em suas mais diversas faces, e nada melhor do que fazê-lo na cidade mais populosa do país, incentivando e estimulando o turismo local em tempos em que fica cada vez mais difícil planejar passeios longe de casa”, comenta Alexandre Esber, gerente de Conhecimento Cervejeiro da Ambev.

Conhecimento cervejeiro além das cervejarias

A Ambev já conta com outras duas sedes de grande relevância no meio cervejeiro, tanto pela capacidade produtiva quanto pelos investimentos em tecnologia. Uma delas é o Centro de Inovação e Tecnologia Cervejeira (CIT), que está localizado no Rio de Janeiro. O local é destinado para o teste e desenvolvimento de novas receitas. Já em Guarulhos está sediada a Cervejaria do Futuro, que abriga maquinários de ponta e o que há de mais novo em tecnologia aplicada às cervejarias.

Para Laura Aguiar, head de Conhecimento e Cultura Cervejeira da Ambev, “a Academia da Cerveja nasce com a missão de ser um ponto conector entre o mercado cervejeiro, os especialistas internos e externos e o consumidor. Junto com escolas cervejeiras parceiras, queremos traduzir a ciência e os processos de qualidade que envolvem a criação da cerveja em uma experiência imersiva para os apreciadores dessa bebida milenar”.

Enquanto a sede da Academia da Cerveja está em construção, a plataforma digital já está disponível para cursos online, entre pagos e gratuitos, e conteúdos exclusivos já podem ser acessados no https://academiadacerveja.com/landing.

Entre profissionais da saúde, mulheres negras são as mais afetadas pela pandemia, mostra estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Piron Guillaume/Unsplash.

A pandemia tem afetado de diferentes maneiras profissionais de saúde de todo o país que estão na linha de frente do combate à Covid-19 — e, nesse grupo, as mulheres negras têm sido as mais afetadas. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Eaesp) mostra que são elas que mais sofrem assédio moral, sentem-se menos preparadas para exercer suas funções e têm a saúde mental mais afetada pela crise sanitária. O relatório do estudo, feito em parceria com a Fiocruz e com a Rede Covid-19 Humanidades, será publicado na quarta (16).

Os dados fazem parte de um survey online sobre impactos da pandemia realizado entre os dias 15 de setembro e 15 de outubro com profissionais de saúde de todo o país — como médicos, profissionais de enfermagem e agentes comunitários. Foram analisadas as respostas de 1.264 respondentes, que traziam informações sobre gênero e raça (de um total de 1.520 profissionais de saúde entrevistados).

Os dados evidenciam maior vulnerabilidade das mulheres negras. No outro extremo, os homens brancos têm os menores índices de impacto da pandemia. Elas são as que mais demonstram medo de contaminação pelo novo coronavírus (84,2% contra 69,7% para os homens brancos), sensação de despreparo para lidar com a crise (58,7% em comparação a 33,5%, dos homens brancos) e declaram ter sofrido mais assédio moral durante a pandemia (38%, em comparação a 25% dos homens brancos). Também são menos testadas (26%) e têm menos suporte de supervisores (54% contra 69%).

Em alguns aspectos, homens e mulheres declarados amarelos, indígenas, transexuais e não binários é ainda mais crítica do que a das mulheres negras. Nesse grupo, apenas 40,3% recebeu treinamento — contra 44% no caso de mulheres negras e 58,7% dos homens brancos. “Os dados evidenciam como, embora todos os profissionais estejam sujeitos a condições ruins, alguns estão em situação pior. E isso reforça desigualdades estruturais vinculadas à raça, ao gênero e à renda, já que as mulheres negras em geral estão em profissões menos valorizadas, como de agentes comunitárias de saúde”, aponta Gabriela Lotta, da FGV Eaesp, uma das coordenadoras da pesquisa.

No que diz respeito à saúde mental durante a crise sanitária, as mulheres (brancas e negras), em geral, declaram-se mais suscetíveis às emoções negativas do que os homens: 83% delas disseram que sua saúde mental foi impactada durante a pandemia frente a 69% deles. Entre amarelos, indígenas, mulheres ou homens transexuais e não binários, essa porcentagem foi a 89% — evidenciando piora desproporcional não só nas condições de trabalho, como visto acima, mas também nas condições emocionais desses profissionais. “Sabemos o impacto da pandemia nas práticas e vivências de profissionais de saúde. No entanto, há poucos estudos que olham para as questões de gênero e raça dessas dinâmicas”, comenta Denise Pimenta, pesquisadora da Fiocruz e parceira da pesquisa.

A especialista lembra que, no Brasil, as mulheres representam quase 70% do total de profissionais no setor — portanto, falar “dos” profissionais de saúde é tratar essencialmente das mulheres profissionais. “Precisamos produzir dados e análises para melhor compreender a situação das mulheres negras, suas condições físicas e emocionais nesse quase um ano de pandemia.”

Os resultados são frutos de uma amostra coletada a partir de respostas voluntárias ao questionário – o que não permite fazer generalizações para todo o universo de profissionais de saúde do país. O trabalho integra a terceira rodada de entrevistas sobre impactos da pandemia nos profissionais da saúde pública do Brasil, que teve resultados gerais apresentados em novembro. As edições anteriores foram publicadas em maio e em julho.

(Fonte: Agência Bori)

Cinema em dobro: perspectivas de 2021

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Em 2020, mais de 20 estreias foram adiadas por conta da Covid-19, mas, apesar disso, o cinema em 2021 acumulou estreias que colocarão o público em um paraíso de produção. Preparem o bolso para poder curtir tudo que as grandes produtoras têm para apresentar.

Para que as pessoas possam fazer a programação perfeita, o premiado cineasta Daniel Bydlowski fez uma lista com um filme por mês no primeiro semestre do ano e também falou sobre a expectativa de cada um.

(1/1/21) Mulher Maravilha 1984 – Todo mundo espera bastante de Gal Gadot. A sua primeira interpretação da mulher mais poderosa do mundo fez o sucesso chegar e parece que mais ninguém poderá interpretá-la. Agora ela terá que trazer muitos sentimentos à tona, lembranças da infância da Mulher Maravilha e expressar toda emoção do grande reencontro com Steve Trevor e enfrentar uma nova vilã, a Mulher Leopardo – e tudo isso, salvando o mundo. O grande desafio aqui é fazer sucesso tanto quanto ou mais do que o primeiro filme estrelado pela atriz israelense.

(9/2/21) Marry Me – Neste ano, a Jennifer Lopez volta às telonas e, dessa vez, ela é uma superstar abandonada pelo noivo em plena Madison Square Garden. Sempre se espera dessa artista completa que ela encante todos em suas comédias românticas bem organizadas e que, geralmente, emocionam o público. Essa parece ser mais uma fórmula de sucesso feita em cima do simpático sorriso da atriz.

(11/3/21) Raya and the Last Dragon – Não é de hoje que a Disney cada vez mais tira as princesas de seus papeis frágeis e da espera do príncipe para salvá-las. Agora elas mesmas montam em cavalos ou em seus tatus-bolas, pegam suas espadas e lutam pelos seus reinos. Baseado em muito misticismo e lendas do Sudeste da Ásia, com certeza esperamos que este seja mais um filme empoderador para as meninas e educador para os meninos.

(3/4/2021) 007 – Sem Tempo Para Morrer – Quando finalmente o espião mais famoso do mundo (Daniel Craig) resolve viver sua vida de forma calma na Jamaica, o inimigo Safin (Rami Malek) resolve aparecer com uma tecnologia perigosa e tira o 007 de seu sossego. Depois de muitos filmes, a impressão que nos dá é que é sempre a mesma coisa. Só continuamos a ver porque é Bond, James Bond. O que se espera desse, é o que esperamos desde O Amanhã Nunca Morre.

(7/5/21) Viúva Negra – Após aparecer em 9 filmes do Universo Marvel, finalmente veremos o desenrolar da história da personagem de Scarlett Johansson. Na trama, será possível ver um pouco do passado da Viúva Negra e também sua luta contra uma perigosa conspiração. Um desafio para quem quer acertar em cheio o coração de uma legião de amantes da Marvel.

(25/6/21) Venom: Tempo de Carnificina – A saga dos super-heróis, ou desse universo, não para em 2021. Agora é a vez de Eddie e Venom (Tom Hardy). Eles vão conseguir viver juntos? Vão se transformar na melhor versão de cada um e fazer a simbiose perfeita? Esse filme com certeza poderá ser o ápice do universo Marvel ou simplesmente pode decepcionar muita gente.

Sobre o cineasta | O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o futuro do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil. No Comic-Com, recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.

Em meio à pandemia, livro destaca a importância da divulgação científica contra as fake news em saúde

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Engin Akyurt/Unsplash.

Em meio aos muitos desafios causados pela pandemia de Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que as fake news e a desinformação se propagam de forma tão rápida e tão perigosa como o vírus. Dessa forma, a divulgação da ciência ganhou um papel essencial no enfrentamento à doença. É nesse contexto que as jornalistas Catarina Chagas e Luisa Massarani lançam o livro Manual de Sobrevivência para Divulgar Ciência e Saúde. Integrante da coleção Temas em Saúde da Editora Fiocruz, o livro estará disponível para aquisição a partir desta quarta (16), nos formatos impresso – via Livraria Virtual da Editora – e digital, por meio da plataforma SciELO Books.

O lançamento vem na esteira de um crescente empenho da comunidade científica brasileira em estreitar os laços – por meio das mais diversas ferramentas – com a sociedade. A ideia da publicação vinha sendo pensada pelas autoras há tempos. As raízes do projeto foram plantadas em 2018, quando um curso on-line em divulgação científica passou a ser amplamente oferecido para pós-graduandos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e, posteriormente, para outras instituições. A iniciativa do curso era, na verdade, a síntese de uma série de capacitações que Luisa Massarani, coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia (sediado na Fiocruz), vinha realizando em várias partes do Brasil e em outros países da América Latina ao longo dos últimos 15 anos.

Durante todo esse período, as aulas tinham como objetivo principal apresentar ferramentas práticas para que cientistas das mais diversas áreas mantivessem um diálogo mais fortalecido e se sentissem mais seguros em suas conversas e debates com a sociedade. O livro condensa essas ideias de maneira prática e acessível, com conteúdo mais aprofundado e disponível para consulta de forma permanente.

Em quatro capítulos, as autoras contemplam as muitas ações e facetas da divulgação científica. Em um primeiro momento, o livro abarca uma parte mais reflexiva, incluindo aspectos mais conceituais e a contextualização da divulgação científica no Brasil, um movimento que já tem cerca de dois séculos de história. A abordagem levanta também questões mais contemporâneas, como as redes de desinformação causadas pela fake news.

Em seguida, os capítulos dois e três trazem uma série de guias práticos sobre como fazer divulgação científica e manter com a sociedade um diálogo aberto sobre temas de ciência para os mais variados públicos, num universo que inclui, por exemplo, as crianças, os adolescentes, jornalistas e assessores de imprensa. E também mostram como utilizar diferentes veículos e ferramentas, como textos, vídeos, mídias sociais, podcasts, eventos e apresentações.

Abordagens de gênero, diversidade e crises de saúde

Por fim, o quarto capítulo enfatiza aspectos tidos como fundamentais na divulgação científica: a abordagem de temas polêmicos e controversos, as crises de saúde, além de questões de gênero e diversidade. “Na área da saúde, em particular, a presença de mulheres é marcante e deve ser ressaltada. Incluir mulheres entre os cientistas retratados nas diferentes formas de se divulgar ciência é fundamental para que meninas e jovens saibam que a carreira científica é uma possibilidade para suas vidas, se assim desejarem”, ressaltam as autoras.

A obra destaca também a importância da avaliação de projetos de divulgação científica, seja enquanto essas iniciativas ainda estão ocorrendo ou após terem sido finalizadas. Verificar se os objetivos desejados foram ou não atingidos é fundamental para uma visão ampliada de cada projeto e para obter resultados cada vez mais positivos.

Em um período marcado por intensos desafios para as instituições científicas do país, o livro pretende, de forma não exaustiva, estimular pesquisadores, especialistas, estudantes e leitores em geral a manter uma interlocução contínua – em áreas de caráter dinâmico e complexo – sobre temas de ciência, tecnologia e saúde. “Acreditamos que essa é uma responsabilidade social de todos os cientistas e que todos devem manter um diálogo com a sociedade, principalmente porque a maior parte dos recursos que apoiam a ciência brasileira vem de dinheiro público. Além disso, buscamos mostrar que a divulgação científica faz bem à própria ciência e pode, inclusive, ser uma questão de sobrevivência da ciência de nosso país”, defendem Chagas e Massarani.

(Fonte: Agência Bori)

Museu de Arte Moderna de São Paulo anuncia programação para 2021

São Paulo, por Kleber Patricio

“Índios”, década de 1930, Regina Gomide Graz.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta sua programação de 2021 com novas mostras em seus espaços expositivos e ações online voltadas ao público de todas as idades. A programação traz cinco mostras inéditas – são desde projetos que discutem os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 e o acervo do Museu, até exposição que reúne obras de artistas oriundos de diversos povos indígenas.

Entre as novidades do MAM para 2021, está, também, a nova Comissão de Artes, composta pelos curadores Claudinei Roberto da Silva (São Paulo), Cristiana Tejo (Recife/ Lisboa) e Vanessa K. Davidson (Austin). O trio terá a missão de assessorar o Museu em questões relacionadas à curadoria e política de aquisição. Para escolha dos novos membros, a Presidência e Curadoria do MAM, composta, respectivamente por Mariana Guarini Berenguer e Cauê Alves, buscaram profissionais com larga experiência em educação em museus e pesquisas que dialogam com o campo da arte brasileira e latino-americana, e se basearam em requisitos como a diversidade étnica e de gênero, como também a descentralização regional – uma vez que o trio é de diferentes regiões e nacionalidades.

PROGRAMAÇÃO 2021

“Pastoral”, 1926, John Graz.

Até 21 de março, o Museu apresenta a mostra retrospectiva de Antonio Dias (1944 a 2018), artista paraibano, figura de singular trajetória na arte contemporânea brasileira e autor de uma obra multimídia carregada de engajamento social e político e de ironia e sensualidade. Com curadoria de Felipe Chaimovich, a exposição reúne obras emblemáticas, todas elas integrantes do acervo pessoal do artista. No mesmo período, fica em cartaz a mostra que celebra os 20 Anos do Clube de Fotografia do MAM. Com curadoria de Eder Chiodetto, a exposição, que celebra as duas décadas do Clube, ocupa a sala Paulo Figueiredo com obras de mais de 100 artistas – Berna Reale, Cláudia Andujar, Miguel Rio Branco e outros – e homenageia Mário Cravo Neto.

De abril a julho, o Museu inicia a discussão dos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 com uma exposição que homenageia a família Gomide Graz – pioneira na introdução de composições geométricas abstratas no Brasil por meio de objetos utilitários. Com curadoria de Maria Alice Milliet, a mostra reúne obras de Regina Gomide Graz, Antônio Gomide e John Graz na sala Milu Villela e traz ao público um diálogo entre artes visuais e design enquanto vertente moderna brasileira oriunda da Semana de 22, mas pouco conhecida atualmente.

No mesmo período, o Projeto Parede recebe a obra Campo Fraturado, da artista Ana Maria Tavares. Composta por imagens manipuladas digitalmente, o trabalho traz questionamentos da artista acerca das relações entre design, ordem e estrutura, entre natureza e artifício, entre pureza e contaminação. A obra tem como inspiração a série Airshaft (para Piranesi), em desenvolvimento desde 2008 por Ana Maria, formada por imagens digitais, vídeo e videoinstalação – as quais estabelecem, desde o início, um diálogo afinado com a obra Carceri d’Invenzione, do século XVIII, de autoria de Giovanni Battista Piranesi.

“A despedida”, 1930, Antonio Gomide.

De agosto a dezembro, ainda como parte das comemorações da Semana de Arte Moderna, o MAM apresenta a exposição Moderno onde? Moderno quando? Modernismo e a Semana de 22. Com curadoria das críticas de arte e professoras Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros, a mostra ocupa a Sala Milu Villela e explora a amplitude da emblemática Semana de 1922 com obras de todo o Brasil, enfatizando que a arte moderna não esteve restrita apenas a São Paulo.

O corpo expositivo é formado por trabalhos de nomes icônicos da história da arte brasileira, como Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Rego Monteiro, Victor Brecheret, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Ismael Nery e Cícero Dias. Destaque, também, para maquetes dos arquitetos Victor Dubugras, Antonio Garcia Moya, Gregori Warchavchik e Flávio de Carvalho. Figuram, ainda, obras de antecessores do período como Eliseu Visconti, Belmiro de Almeida, Artur Timóteo da Costa, Mário Navarro da Costa, Pedro Weingärtner, Henrique Alvim Corrêa e Hélios Seelinger.

De agosto a dezembro, na outra ponta do Museu, na sala Paulo Figueiredo, o público poderá conhecer a exposição Moquém – Surarî: arte indígena contemporânea, que integra a programação da 34ª Bienal de São Paulo. Com curadoria de Jaider Esbell, assistência de curadoria de Paula Berbert e consultoria de Pedro Cesarino, a mostra reúne trabalhos de artistas dos povos Baniwa, Huni Kuin, Karipuna, Krenak, Marubo, Makuxi, Patamona, Pataxó, Tapirapé, Taurepang, Tikmu’un_Maxakali, Tukano, Xakriabá, Xirixana, Wapichana e Yanomami. Serão exibidos desenhos, pinturas, fotografias e esculturas que se referem às transformações visuais do pensamento cosmológico e narrativo ameríndio, apontando para a profundidade temporal. Segundo o corpo curatorial, o tempo da arte indígena contemporânea não é refém do passado, mas antes o mobiliza no presente para reconfigurar posições enunciativas, relações de poder e impasses civilizatórios.

“Composição com figuras”, 1925, Regina Gomide Graz.

Segundo Cauê Alves, curador do MAM São Paulo, “a programação de 2021 propõe um olhar contemporâneo sobre o modernismo e, além disso, pressupõe uma reflexão atualizada que amplia os sentidos e a compreensão sobre a arte moderna no Brasil. Ter a mostra Moderno onde? Moderno quando? ocorrendo ao mesmo tempo que Moquém – Surari’: arte indígena contemporânea permite um diálogo entre a visão que os artistas modernos tinham do indígena, o modo como incorporaram a noção de antropofagia, ao lado da produção atual de artistas indígenas”.

Encerrando a programação de 2021, de dezembro a março de 2022, o Museu apresenta Coleção, conservação e restauro no Acervo do MAM. Com curadoria de Cauê Alves e da equipe do MAM, a exposição é fruto de um intenso processo de inventário de suas coleções, com cerca de 5.700 obras, realizado desde março de 2020 pelo Núcleo de Conservação do Acervo e o Núcleo de Acervo Documental. Simultaneamente à exposição, um ateliê de restauro será instalado no espaço expositivo, que promoverá o aspecto educativo da mostra com oficinas e ações que abordem as relações entre os trabalhos da Curadoria, Acervo e do Educativo no MAM.

O Museu apresentará, ainda, uma ampla programação online nos seus canais digitais como parte das iniciativas culturais e educativas disponibilizadas pelo Museu ao público, a exemplo de lives e conteúdos nas redes sociais, encontros educativos por videoconferência e lançamento de minidocumentários sobre as mostras, dando continuidade ao #MAMonline

O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. Os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e com hora marcada. O número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool gel estão distribuídos em pontos estratégicos do Museu.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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Serviço:

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 12h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Telefone: (11) 5085-1300

Domingo: gratuito

Ingresso: R$20 (inteira) e R$0 (meia-entrada para estudantes e professores, mediante identificação)

Gratuidade para menores de 10 e maiores de 60 anos, pessoas com deficiência, membros do ICOM, AICA e ABCA com identificação, agentes ambientais, da CET, GCM, PM, Metrô e funcionários da linha amarela do Metrô, CPTM, Polícia Civil, cobradores e motoristas de ônibus, motoristas de ônibus fretados, funcionários da SPTuris, vendedores ambulantes do Parque Ibirapuera, frentistas e taxistas com identificação e até quatro acompanhantes.

Os ingressos são disponibilizados online pelo link https://www.mam.org.br/ingresso.