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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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‘Viola Paulista’: 4º EP da coletânea traz tocadores do noroeste do estado

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Caio Csermak.

Há três semanas, o Selo SESC deu início ao lançamento paulatino do álbum Viola Paulista – Volume 2, que reúne 20 violeiros e violeiras que já têm uma carreira consolidada junto ao público e à cena musical. A curadoria e direção musical é do professor, músico e compositor Ivan Vilela, reconhecido como um dos principais pesquisadores de cultura popular e da viola caipira no país. Com 20 faixas ao todo, a segunda coletânea foi dividida em cinco EPs (sigla de extended play em inglês), cada um com a participação de quatro tocadores que dão voz a diferentes sotaques do instrumento no estado. Agora, o quarto EP traz importantes músicos das regiões de São José do Rio Preto e Grande São Paulo e chega aos principais serviços de streaming no dia 10 de março, incluindo na plataforma SESC Digital, que oferece o conteúdo de graça e sem necessidade de cadastro. Para ouvir, acesse aqui.

Ainda adolescente, Juliana Andrade fez sua primeira apresentação no palco do programa da saudosa Inezita Barroso (1925-2015) e logo revelou o seu talento ao grande público. Na companhia dos músicos Cleiton Torres (violão), Miller (violão) e Adevilson Ribeiro (contrabaixo), Juliana (viola) interpreta a instrumental Ciumento, uma composição autoral com sabor de choro paulista. Nascida na capital paulista, Juliana mora em São José do Rio Preto.

Outro representante do noroeste do estado é o músico Enúbio Queiroz, que sempre foi uma referência para os tocadores da música caipira de Rio Preto e região: sua loja de instrumentos musicais é um dos pontos de encontro dessa turma. Em Viola Paulista – Volume 2, Enúbio intercala a viola com o violão para interpretar sua composição instrumental Visões do Nordeste.

Natural de Brasília (DF) e radicado em São Paulo, capital, o violeiro Fábio Miranda traz uma composição ligada ao universo do cancioneiro brasileiro. Junto aos músicos Mariana Brandão (violoncelo) e Bruno Menegatti (rabeca), Fábio (viola e viola fretless) toca e canta em Viola encantada, uma cantiga com ares de música caipira paulistana. Com mestrado na área de educação musical, Fábio trabalha os processos livres de criação utilizando a viola e ministra oficinas nas periferias de São Paulo.

Dono de uma viola vigorosa, de toque bonito e criativo, Márcio Freitas gravou Estouro da boiada. Uma composição autoral de sonoridade diferenciada, toques rápidos, muitos galopes e que carrega um pouco da cultura nordestina, também muito presente no entorno da Grade São Paulo. Filho caçula de uma família vinda do interior de Minas Gerais cujas referências são os avôs e tios violeiros, Márcio nasceu em São Paulo e atualmente vive em São Bernardo do Campo, cidade da região metropolitana.

A série Viola Paulista traça um mapa etnográfico do uso do instrumento no estado de São Paulo, celeiro de grandes músicos, compositores e de inúmeras orquestras de viola caipira. O projeto começou em 2018 com o lançamento da primeira edição de Viola Paulista (Selo SESC), que apresentou ao público as múltiplas sonoridades deste instrumento, seja em faixas instrumentais ou cantadas, com artistas e grupos muito diversos, mas que têm em comum a paixão pela história e pelo som da viola. Para este segundo volume, Vilela selecionou músicos que abrangem todo o território do estado. São tocadores das regiões de Avaré, Bauru, Campinas, Piracicaba, São José do Rio Preto e Sorocaba.

REPERTÓRIO EP 4

Visões do Nordeste (Enúbio Queiroz)

Músico: Enubio Queiroz (viola e violão)

Afinação: Cebolão em ré

Ciumento (Juliana Andrade/Divino)

Músicos: Juliana Andrade (viola), Cleiton Torres (violão), Miller (violão) e Adevilson Ribeiro (contrabaixo)

Afinação: Cebolão em mi

Viola Encantada (Adalberto Rabelo Filho, Fábio Miranda e Marcelo Moura)

Músicos: Fábio Miranda (viola e viola fretless), Mariana Brandão (cello) e Bruno Menegatti (rabeca)

Afinação: Cebolão em ré e cebolão em dó (viola fretless)

Estouro de Boiada (Márcio Freitas)

Músico: Márcio Freitas (viola)

Afinação: Cebolão em mi.

FICHA TÉCNICA

Viola Paulista – Volume II

Curadoria e direção musical: Ivan Vilela

Produção executiva: Paula Rocha e Caio Csermak – Arueira Expressões Brasileiras

Gravação: Maurício Cajueiro

Mixagem: Ivan Vilela e Maurício Cajueiro

Masterização: Homero Lotito

Assistente de gravação: Pedro Henrique Florio

Estúdio: Cajueiro Áudio (Campinas, SP)

Fotografia e vídeo: Paula Rocha e Caio Csermak.

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Tratamento de hepatite C cai pela metade com pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Obi Onyeador/Unsplash.

Posicionado até 2019 entre os países que se comprometeram a alcançar melhores índices de controle da hepatite C, no último ano o Brasil retrocedeu nas metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo redes de tratamento e diagnóstico da doença. Os indicadores de tratamento da doença tiveram queda de mais de 50% em 2020, comparados aos índices do ano anterior, provavelmente em razão da crise sanitária de Covid-19. Pesquisadoras da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP), em conjunto com pesquisadores da Fiocruz e da London School of Economics, chamam atenção para essa situação em nota técnica antecipada pela Bori nesta quinta (11).

A nota técnica compara dados sobre hepatite C disponibilizados pelos principais órgãos públicos de saúde municipais, estaduais e federais no período de 2007 a 2019 e pelo Painel Informativo sobre tratamento das hepatites B e C do Ministério da Saúde no ano de 2020. A análise descritiva desses dados permitiu observar uma tendência de queda nos indicadores de tratamento para essa doença no Brasil, tida como a doença relacionada ao fígado que mais mata no mundo.

Com estes resultados, os pesquisadores querem alertar os atuais gestores municipais para a necessidade de ajustes nas políticas municipais de prevenção, diagnóstico e tratamento no controle do HCV (o vírus causador da hepatite C), evitando possíveis agravos nas tendências observadas. Carolina Coutinho, uma das responsáveis pela nota, não deixa de destacar o importante avanço obtido com a publicação da portaria 1537/MS de 2020, que inclui os medicamentos para o tratamento do HCV como componente estratégico da assistência farmacêutica: “Essa medida tende a facilitar o acesso ao tratamento”, comenta a pesquisadora.

A emergência de saúde pública vivida pela Covid-19, na visão dos pesquisadores, é também um momento para se atentar às estratégias de prevenção e controle de outras enfermidades e fatores que adoeçam a população. “O fortalecimento do SUS e da atenção básica para a saúde dos brasileiros, é essencial”, diz Coutinho.

O Brasil é reconhecido mundialmente pelo pioneirismo e sucesso no enfrentamento à epidemia de HIV/AIDS e tem expertise para repetir o feito no controle de outras doenças transmissíveis. Era o que vinha acontecendo com o HCV, cujo controle “precisa de continuidade e investimento”, alerta Coutinho. No caso da hepatite C, o país vinha seguindo de forma eficiente as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecidas em 2016 como parte de um plano de eliminação das hepatites virais, comprometendo-se a alcançar melhores índices de controle da doença com redes de tratamento e diagnóstico.

A nota técnica está vinculada ao projeto Brazil’s Fight Against Hepatitis C e recebe financiamento do British Council em parceria com o Newton Fund. O projeto estuda a resposta brasileira às hepatites em diferentes aspectos e, além da publicação de artigos científicos inéditos, prevê a publicação de notas técnicas adicionais e a realização de workshops com gestores e pesquisadores para a discussão dos achados e para a criação de recomendações de políticas públicas.

(Fonte: Agência Bori)

TV Cultura exibe concerto dos 120 anos do Instituto Butantan

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Nadja Kouchi.

O concerto inédito da Brasil Jazz Sinfônica, em homenagem aos 120 anos do Instituto Butantan, vai ao ar neste sábado (13/3), na TV Cultura. O espetáculo, promovido pela TV Cultura juntamente com o Memorial da América Latina, tem regência dos maestros Ruriá Duprat e Mauricio Galindo, além da participação do cantor Renato Braz. A atração será exibida a partir das 22h30.

Na primeira parte, a orquestra toca um repertório musical que tem foco em superação, cura e esperança, sob a batuta de Ruriá Duprat com participação do cantor Renato Braz dando voz a canções como Novo Tempo, de Ivan Lins e Vitor Martins, e Queremos Saber, de Gilberto Gil. É também com regência de Duprat que a Jazz apresenta Buntanthoven, arranjo do maestro que mescla Beethoven e MC Fioti, que fez sucesso por remixar uma de suas músicas incentivando a vacinação.

Com regência de Galindo, no espetáculo, que aconteceu no Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, a orquestra presenteia o público com uma seleção musical instrumental que tem composições de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Cyro Pereira, Ernesto Nazareth e outros.

Aplicativo lança concurso de dança com prêmio de até US$3 mil

Brasil, por Kleber Patricio

Os brasileiros são conhecidos por muitos motivos no mundo, mas a ginga e a facilidade de dançar estão no topo da lista. Pensando nisso, a Lomotif, plataforma de rede social de compartilhamento de vídeo líder no mundo lança nesta quarta-feira (10) o concurso de dança nomeado #LomoDance.

Para quem quer buscar um dinheiro extra e confia na capacidade de dançar bem e gerar engajamento na rede, os três primeiros colocados no concurso ganharão até US$3 mil. Os participantes deverão inserir seus vídeos na plataforma da Lomotif. De acordo com a empresa, o desafio #LomoDance de 3 semanas mostrará para novos usuários que a Lomotif é uma plataforma que capacita os criadores da geração Y e da Geração Z do país.

O concurso exigirá que os criadores de conteúdo gravem sua performance e postem os vídeos com a hashtag #LomoDance no canal da campanha no aplicativo. “A geração Z e a geração Y de hoje são muito ativas nas redes sociais e gostam de se expressar de maneiras únicas. A campanha #LomoDance oferece aos nossos usuários a chance de mostrar seu talento para um público mundial. Ele permite que eles experimentem formatos, recursos e ferramentas para expressar sua imaginação criativa ao máximo. Sabendo que os olhos do mundo inteiro estão sobre eles, esperamos que os dançarinos mais cintilantes do país deem o seu melhor e nos hipnotizem”, afirma Paul Yang, co-fundador e CEO da Lomotif.

Como se inscrever | O participante precisa baixar o aplicativo Lomotif e pedir para se tornar um colaborador do Canal oficial da LOMODANCE, solicitando por meio do botão na parte superior da página. Depois é só clicar no botão inferior (com o símbolo da câmera) e adicionar um vídeo já gravado ou gravar na hora. Os criadores também terão muitas opções de escolha com uma vasta biblioteca de música para dançar e clipes para remixar para criar seus melhores vídeos de dança para o desafio.

O app está disponível na Apple Store e no Google Play.

Sobre a Lomotif | Lomotif é a plataforma de rede social de compartilhamento de vídeo líder no mundo que está democratizando a criação de vídeo. Desde que a empresa foi cofundada pelo entusiasta de vídeos Paul Yang, em 2014, a Lomotif recebeu três patentes de tecnologia exclusivamente focadas em capacitar criadores para compartilhar e assistir vídeos curtos com facilidade por meio de remix e colaboração. A visão ousada de Paul é construir o maior vocabulário de vídeo do mundo para acelerar a transição do mundo para a expressão do vídeo em primeiro lugar. Lomotif, disponível nas lojas da Apple e do Google, é um aplicativo inovador para download para hip hop, rap e cultura urbana nos Estados Unidos e na América Latina. Lomotif é um dos cinco parceiros selecionados pelo Snapchat para uma integração bidirecional e postagem de histórias entre as duas plataformas.

Filme conta a história dos campos de concentração no Ceará

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena do documentário “Currais”: Estado brasileiro agiu para evitar que as famílias de flagelados atingidos pela seca da década de 30 chegassem à capital do Ceará.

O documentário Currais, dirigido por Sabina Colares e David Aguiar, é um dos destaques das estreias do mês da distribuidora O2 Play. O filme mostra os bastidores de uma história pouco contada no País.

É que durante o período da seca de 1932, no Ceará, foram criados vários campos de concentração para aprisionar e impedir que os flagelados chegassem à cidade de Fortaleza, capital do Estado. Militares e representantes da sociedade civil decidiram escravizá-los, legitimando os interesses da elite econômica por meio de políticas de repressão e higienização social. Remanescentes narram fragmentos de memórias e lutos interrompidos, testemunhados nos casarões em ruínas das concentrações e no culto das “almas da barragem”, resistentes ao forte apagamento histórico.

Currais recebeu o Prêmio Abraccine (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema) de Melhor Filme de Diretor Estreante durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e percorreu outros festivais, incluindo o tradicional Cine Ceará (Prêmio de Melhor Filme Olhar do Ceará), a Mostra Competitiva de Tiradentes (MG), foi premiado no Festival de Aruanda do Audiovisual Brasileiro em João Pessoa (PB) como Melhor Direção, Direção de Fotografia, Direção de Arte e Atriz (Zezita Matos) e ainda foi premiado como Melhor Direção no Amazônia Doc (AM). Foi selecionado também para o International Documentary Film Festival de Buenos Aires, na Argentina e para o Festival Cine del Mar em Punta del Leste, no Uruguai.

Ficha Técnica

Currais – 91 minutos

Direção: David Aguiar e Sabina Colares

Roteiro: David Aguiar e Sabina Colares

Fotografia Petrus Cariry

Montagem: David Aguiar, Sabina Colares, Ted Rafael

Música: João Victor Barroso

Elenco: Rômulo Braga, Zezita Matos, Vitor Colares, Débora Ingrid

Produtor: Khalil Gibran

Produção: Além Mar Filmes

Distribuição: O2 Play

Sobre a distribuidora O2 Play | A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Para mais informações, acesse http://www.o2play.com.br/.

(Fonte: Agência Lema)