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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Exposição ‘Volta Ao Mundo’ abre na próxima semana no Museu da Imaginação

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Dar a volta ao mundo em maquetes construídas a partir de blocos de montar – essa é a proposta da exposição Volta ao Mundo, criada especialmente para o Museu da Imaginação, que estreia dia 27 de fevereiro. O visitante vai poder viajar pelos monumentos mais icônicos do planeta, como Jardins da Babilônia, Palácio de Westminster, Catedral de Notre Dame e Taj Mahal, entre outros. Ao todo, são 11 maquetes que levaram até 6 meses para serem construídas.

Para recriar os cenários com detalhes e precisão, os artistas dedicaram meses de estudo em cada projeto. Toda a cenografia da mostra leva pais e filhos a uma verdadeira viagem. Logo na entrada, um portão de embarque de aeroporto dá o tom e clima para a volta ao mundo. Um paredão de blocos Cubic já encanta a família, que vai poder visualizar toda a experiência que terão pela frente.

Algumas obras e os artistas convidados

Rocco Buttliere, artista americano e autor de 4 maquetes, criou a Roma Antiga. A maquete da capital do império romano foi feita em escala 1:650 e foram utilizadas mais de 66 mil peças de LEGO para recriar um cenário bem detalhado da cidade antigamente. As medidas da maquete são de 231 x 137 centímetros.

A obra Panorama Asteca é a que apresenta o maior volume de peças. São mais de 150 mil blocos que reproduz as cidades da antiga civilização e conta com estrutura de motores e elétrica dentro de sua base. A idealização e construção do projeto são do artista tcheco VaclavCerny.

A Cidade Moderna é interativa e uma das maiores maquetes expostas, com 120 mil peças e feita por Alexandre Ostrowiecki, que também construiu mais 4 projetos da mostra. As crianças são instigadas a encontrar personagens espalhados dentro da obra.

Os Jardins da Babilônia foi executada em 6 meses pelo holandês Joel Jurg e leva mais de 50 mil peças, que recriam uma das 7 Maravilhas do Mundo.

Outras interações | A exposição segue o conceito do Museu da Imaginação, onde crianças e adultos têm a oportunidade de interagir com o conteúdo da mostra. As obras ainda apresentam interações de luz e/ou laser, paredes interativas e divertidas para pais e filhos interagirem com um quiz, realidade aumentada por celular (App) ou tablets, mesas para montagem e diversão com as peças de Cubic, parede com jogo da memória, cubos giratórios para formar personagens e painel de fotos instagramável.

Nova fase do Museu da Imaginação | A exposição Volta ao Mundo inaugura um novo momento do Museu da Imaginação, que tem Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder como novos acionistas. O investimento na exposição é de mais de R$1,2 milhões. A nova gestão tem planos futuros de ampliação do Museu.

Brincando com segurança e higiene | O Museu da Imaginação está seguindo todos os protocolos de segurança e higiene para prevenção da Covid-19. Funcionando com capacidade reduzida, a utilização de máscara nos espaços é obrigatória. Todos os educadores utilizam proteção fácil e máscaras, os espaços são higienizados de 3 em 3 horas e são acionados avisos sonoros sobre limpeza das mãos e uso de máscara.

Sobre o Museu da Imaginação | O Museu da Imaginação é um local de cultura e lazer que incentiva a união entre a arte e o brincar. Aberto em janeiro de 2017, está localizado no bairro da Lapa, em São Paulo. O espaço promove a experiência com a arte e, principalmente, o resgate do livre brincar – a brincadeira não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem.

Serviço:

Exposição Volta ao Mundo

Data de abertura da exposição: 27 de fevereiro

Funcionamento | de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 17h. Os ingressos estão sendo vendidos pelo site e bilheteria

Museu da Imaginação

Endereço: Rua Ricardo Cavatton, 251 – Lapa de Baixo – São Paulo/SP

Telefone: (11) 2645- 7590

@museudaimaginacao

museudaimaginacao.com.br.

FAMA Campo apresenta instalação inédita do artista Carlito Carvalhosa

Mairinque, por Kleber Patricio

“Área de Propriedade”, 2020, Carlito Carvalhosa | fotos: Camilla Jan.

Durante uma viagem pelo pantanal mato-grossense, em meio às imensas áreas de inundação sem quaisquer cercas que as delimitassem, o artista Carlito Carvalhosa pensou o quanto somos habituados a ver o campo definido pelas cercas que dividem pastos, propriedades e áreas em geral. A partir da reflexão, ele deu origem ao site specific Área de Propriedade (2020), instalação que agora ocupa 195 metros de extensão da FAMA Campo – extensão da FAMA Museu – Fábrica de Arte Marcos Amaro –, situada em Mairinque, no interior de São Paulo. O público poderá conhecer a obra por meio de visita virtual no dia 21 de fevereiro, às 19h, no canal do museu no YouTube (https://www.youtube.com/famamuseu).

Concebida para a FAMA Campo, a instalação de Carlito busca tornar visível o que passa despercebido aos olhos cotidianos e questionar a relação entre a imagem e a função daquilo que nos cerca. Aos olhos do artista, a paisagem sem limites era algo novo, mas evidentemente o estado original da paisagem.

Área de Propriedade é composta por uma cerca de mais de 8 metros de altura, com fio situado a cerca de 2,5 metros do chão. Paradoxalmente, a obra divide visualmente o espaço do Museu, mas não impede que pessoas ou mesmo animais atravessem a cerca. Tão imponente quanto incapaz.

Criada em 2019 para receber exposições a céu aberto, a FAMA Campo é um espaço onde artistas podem experimentar o conflito entre suas técnicas e, principalmente, materiais, dentro da imprevisibilidade da natureza.

A provocação aos artistas que, como Carlito Carvalhosa, têm suas obras no local é justamente a do perecível, do transitório e da potência entre materialidade da arte e da transformação do tempo, das condições, das mutações invariáveis da exposição dessas obras ao espaço aberto.

Serviço:

Área de Propriedade, site specific de Carlito Carvalhosa

Local: FAMA Campo

Visita virtual: 21 de fevereiro, às 19h, no canal do museu no YouTube (https://www.youtube.com/famamuseu).

Bachiana Filarmônica SESI-SP realiza primeiros concertos de 2021 no Teatro Gazeta

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Fernando Mucci.

O maestro João Carlos Martins, que em 2020 alcançou números expressivos – 1,750 milhão de visualizações em mais de 30 lives, além de ter viralizado na internet um vídeo tocando Mozart ao piano com suas novas luvas biônicas, com a marca de 33 milhões de visualizações – abre 2021 regendo dois concertos presenciais e gratuitos da Bachiana Filarmônica SESI-SP no Teatro Gazeta, nos dias 23 e 24 de fevereiro, por meio Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. Serão dois concertos com o mesmo repertório, porém, variando as vozes nos solos, com o tenor Jean William, em 23/2, e a jovem atriz e cantora Maria Clara Mascellani, em 24/2. As apresentações contarão com intérprete de libras e audiodescrição.

O concerto se inicia com o compositor italiano do período barroco Alessandro Marcello e seu Oboé Concerto – depois transcrito por J. S. Bach para o cravo – com a participação dos solistas Peter Apps (oboé) e Bruno Lourensetto (Trompete Piccolo).

As Quatro Estações, mais famosa das obras de Vivaldi, exemplo revolucionário da música barroca italiana, será representada em dois de seus movimentos: Primavera, com solo de Felipe Santarelli (violino), e Inverno.

O repertório segue com o Prelúdio, primeiro movimento das Bachianas Brasileiras nº 4, composta por Heitor Villa-Lobos entre 1930 e 1941 originalmente para piano, que, em 1942, ganhou uma transcrição para orquestra.

Originalmente gravada pela cantora canadense Celine Dion em dueto com o tenor italiano Andrea Bocelli, The Prayer, do produtor musical, compositor e arranjador canadense David Walter Foster e Carole Bayer Sager, para o filme A Espada Mágica – A Lenda de Camelot, será interpretada pelo tenor Jean William no primeiro concerto e por Maria Clara Mascellani no segundo. O revezamento de repete em Hallelujah, de Leonard Cohen – canção incluída em trilhas sonoras de filmes como Shrek, originalmente composta em compasso 12/8 e em Dó maior, traz em sua progressão harmônica na primeira estrofe de sua letra uma referência metamusical: goes like this, the fourth, the fifth, the minor fall, and the major lift (segue com dó, fá, sol, lá menor e fá). Em Carinhoso, composição de Pixinguinha e considerada nosso “segundo hino nacional”, novamente Jean e Maria Clara se alternam no solo.

Agora ao piano, Martins executa um dos marcos do nuevo tango, a Balada para un Loco, resultado da frutífera parceria ente Astor Piazzola e o poeta uruguaio Horácio Ferrer, lançada em 1969 na voz da cantora Amelita Baltar no Festival de Buenos Aires de la Canción y la Danza.

Ainda ao piano, com o auxílio de um violino, Martins brinda a plateia com o tema principal da lírica trilha composta por Nigel Hess e que lhe rendeu uma indicação ao Classical BRIT Awards de Melhor Compositor de Trilha Sonora, Ladies in Lavender. Para o encerramento de cada noite de concerto, a canção popular italiana Bella Ciao.

Serviço:

Maestro João Carlos Martins e Bachiana Filarmônica SESI-SP

Regência João Carlos Martins

Solistas: Jean William e Maria Clara Mascellani (vozes);

Peter Apps (oboé); Bruno Lourensetto (Trompete Piccolo)

23 e 24 de fevereiro, às 18h30

Teatro Gazeta

Av. Paulista, 900 – São Paulo/SP

Duração: aprox. 80 minutos

Classificação etária: Livre – Menores de 15 anos de idade deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Ingressos gratuitos

Bilheteria do Teatro: de terça-feira a domingo, das 14h até o início do último espetáculo

http://www.teatrogazeta.com.br/

Ingressos para pessoas com deficiência (PCD) disponíveis na bilheteria do teatro. As apresentações contarão com intérprete de libras e audiodescrição.

Estacionamentos conveniados:

Estacionamento MultiPark – Rua São Carlos do Pinhal, 303 – Subsolo

Hotel Transamérica Paulista – Rua São Carlos do Pinhal, 200 – Bela Vista (250m do Teatro) – (11) 3016-7500.

Obs: Válido somente nos horários das apresentações do Teatro Gazeta e com selo do Teatro.

O Teatro Gazeta seguirá todos os protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde: capacidade reduzida, distanciamento entre os assentos e o público deverá fazer o uso de máscara durante toda sua permanência no teatro.

PROGRAMA

A. MARCELLO

Oboé Concerto

Solistas: Peter Apps (oboé) e Bruno Lourensetto (Trompete Piccolo)

A. VIVALDI

As Quatro Estações – Primavera – (1º mov.)

Solista: Felipe Santarelli (violino)

As Quatro Estações – Inverno

H. VILLA-LOBOS

Bachianas Brasileiras nº 4 (Prelúdio)

D. FOSTER / C. BAYER SAGER

The Prayer

Solista: Jean William (23/2) e Maria Clara Mascellani (24/2)

L. COHEN

Hallelujah

Solista: Jean William (23/2) e Maria Clara Mascellani (24/2)

PIXINGUINHA

Carinhoso

Solista: Jean William (23/2) e Maria Clara Mascellani (24/2)

A. PIAZZOLA / H. FERRER

Balada por un Loco

Solista: João Carlos Martins

N. HESS

Ladies in Lavender

João Carlos Martins ao piano e violino solo

TRAD. ITALIANA

Bella Ciao.

Dia da Imigração Italiana: como celebrar a data e se conectar com essas origens sem sair de casa

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Maite Rodríguez por Pixabay.

A maioria de nós já ouviu falar sobre as histórias dos nossos antepassados: como vieram ao Brasil, quais suas tradições, a característica mais marcante do seu povo. E você sabia que no dia 21 de fevereiro é celebrado o Dia do Imigrante Italiano? Instituída em 2008 para homenagear o maior movimento migratório internacional da história do país, a data remete à chegada do navio La Sofia em Vitória (ES), em 1874 – o que marca o início do processo de migração em massa de italianos para cá.

Segundo testes de ancestralidade realizados até agora pelo meuDNA, o brasileiro é formado por uma composição genética 61% europeia (principalmente da Península Ibérica – formada por Portugal e Espanha; seguido pelo Sul e Norte da Itália); 20,5% africana (dominada pelos países do oeste do continente, como Angola, Nigéria, Gâmbia, Gabão e Benin); 13,2% asiática (com predominância da costa leste formada por Japão e pelas Coreias) e, por fim, 5,3% americana (das nações nativas do sul).

Imagem de hikersbay por Pixabay.

Essa é a conclusão de um levantamento realizado pela healthtech, que atua com mapeamento genético e que disponibilizou ao mercado brasileiro o Teste de Ancestralidade para que as pessoas possam responder com mais conhecimento de onde elas vieram. Ele identifica as variações genéticas espalhadas pelo DNA de cada pessoa e compara com as variações características de diferentes povos e informações catalogadas em um extenso banco de dados. Nele, são consideradas 88 populações ao redor do mundo, em uma possibilidade do usuário experienciar a jornada do seu DNA até oito gerações anteriores – o equivalente aos bisavós dos tataravós.

Seja lá a porcentagem a mais ou a menos que você tem de antepassados italianos por conta da miscigenação do País, explorar o passado e a cultura dessa nação pode ser um bom passatempo para ocupar a mente e a agenda em tempos de pandemia e isolamento social. Confira abaixo nossas dicas remotas abaixo para se conectar com as suas origens sem sair de casa:

Imagem de Pexels por Pixabay.

Explore o Coliseu, a Catedral de Milão, a Torre de Pisa e o Museu Galileu | Desbrave o país virtualmente por meio da plataforma do Google Arts & Culture, em que é possível fazer uma visita online em imagens 360º em todos esses cartões postais italianos. Apenas um clique te separa do Coliseu, da Catedral de Milão, da Torre de Pisa e do Museu Galileu.

Prepare pratos típicos e aproveite para entender melhor o conceito de Slow Food | Em São Paulo, trattorias, osterias e cantinas italianas são pontos muito queridos pelos paulistanos. Comer uma boa massa, pizza, cannoli ou degustar um simples pão italiano com vinho de altíssima qualidade chegou a ser a forma preferida de se aproximar da cultura de uma das nações europeias que mais influenciou o estilo de vida do nosso país. Mas a culinária da Itália vai ainda além.

Experimente preparar com a família uma receita de Chiacchiere, pequenos doces de massa frita típicos na época de Carnaval e presentes no cotidiano da nação desde os tempos do Império Romano. Invista também no Arancini, bolinhos de arroz no estilo italiano ou, ainda, em uma receita caseira de Gelato – uma sobremesa congelada que nos remete ao sorvete, mas que, por essência, é servida em temperaturas ainda mais elevadas. Ele pode ser feito apenas de fruta (sorbet) ou à base de leite, mas sempre com ingredientes naturais e de preferência provenientes de pequenos produtores. E isso se conecta ao próximo ponto: você sabia que foi em Roma que nasceu a iniciativa Slow Food, hoje conhecida no mundo inteiro? O movimento visa aumentar a qualidade alimentar por meio dos princípios “bom, limpo e justo” para os consumidores, produtores e para o planeta. Vale também usar o tempo livre para pesquisar e se informar um pouco mais sobre esse princípio que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil.

Foto: BernzBernz/Wikipedia.

Desbrave as obras da escritora italiana Elena Ferrante | Pode ser que você já tenha ouvido falar sobre ela, mas possivelmente você nunca a viu. Isso porque, na mesma medida em que Elena Ferrante é um sucesso, ela também é um mistério – seu nome é um pseudônimo que assina títulos que alcançaram sucesso editorial mundial, como é o caso da Série Napolitana de ficção, composta por quatro livros. Elena é considerada uma das autoras contemporâneas vivas mais importantes. Traduzidos para o português, os títulos dessa sequência (em ordem) são: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina Perdida. O enredo passa em Nápoles e contam a história de duas amigas (sendo uma delas a narradora Elena). Em um cenário pós-guerra e em uma vizinhança humilde elas constroem laços longe do clichê romantizado.

Desfrute o ócio criativo | Para finalizar, foi um sociólogo italiano, Domenico di Masi, que introduziu o conceito do ócio criativo, em um texto dos anos 2000. De maneira bem simplista, o que ele prega é a estruturação das atividades humanas em uma combinação equilibrada entre trabalho, estudo e lazer, o que lembra bastante o que vivenciamos nesse isolamento social, no qual a casa é o centro de tudo. Se quiser conhecer, O Ócio Criativo também é o nome do livro mais conhecido do sociólogo.

Filme “Flores do Cárcere”, sobre ex-detentas da cadeia de Santos (SP), terá lançamento digital no Dia Internacional da Mulher

São Paulo, por Kleber Patricio

No filme, egressas retornaram à cadeia Pública Feminina de Santos (SP) depois de 12 anos. Crédito das fotos: Barbara Cunha.

O filme Flores do Cárcere, dirigido por Barbara Cunha e Paulo Caldas, sobre as ex-detentas da Cadeia Pública Feminina de Santos (SP), ganha lançamento digital no próximo dia 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher. O documentário, lançado com apoio da Spcine e contemplado com o edital de distribuição em 2019, terá estreia exclusiva no NOW. “Estamos felizes e orgulhosos com a parceria com a Spcine, cujo edital nos dá condições de fazermos um lançamento digital histórico deste filme tão importante”, afirma Igor Kupstas, diretor da O2 Play, distribuidora do filme. Já no dia 18 de março, Flores do Cárcere chegará também às demais plataformas digitais (Vivo, iTunes, Google Play, Youtube Filmes e Looke).

Em um país onde mais de 42 mil mulheres estão encarceradas, o documentário aborda o tema com histórias reais que retratam e denunciam o cenário desolador do sistema carcerário. Narrado pelas próprias egressas, Flores do Cárcere mostra os motivos que as levaram ao encarceramento e, ainda, em um segundo momento, como foi a vida após o cumprimento de suas penas e os preconceitos e dificuldades ao tentarem se reinserir socialmente. “O Dia Internacional da Mulher é uma data em prol da igualdade e emancipação das mulheres. É emblemático lançarmos o filme nesta data. O encarceramento feminino representa um produto de dois fatores de opressão: o patriarcado e o cárcere, onde a brutalidade que essas mulheres vivenciaram lá dentro é apenas reflexo da violência que existe nas demais esferas sociais aqui fora. O filme Flores do Cárcere não pretende criticar um sistema carcerário notoriamente problemático, mas propõe um olhar para a mulher com respeito e empatia”, avalia a diretora Barbara Cunha.

“Flores do Cárcere” recebeu menção honrosa no FESTin Lisboa 2020.

Livro inspirou filme | Com depoimentos e cenas reais de arquivos gravados durante um trabalho social realizado por Flavia Ribeiro de Castro na cadeia de Santos em 2005, o filme é inspirado no livro homônimo lançado em 2011 por Flavia e que conta parte de sua experiência durante esse trabalho. “O filme é uma oportunidade única de jogar luz e emoção em um assunto muito importante e ainda desconhecido: as causas e as consequências do encarceramento de mulheres”, comenta a autora.

Na época das filmagens, a equipe conseguiu autorização para que pudesse realizar as entrevistas dentro da Cadeia Pública Feminina de Santos, desativada para reformas. Doze anos depois, Ana Pérola, Charlene, Dani, Mel, Rosa e Xakila retornaram aos espaços que antes dividiam com centenas de outras detentas. A emoção das mulheres, protagonistas de Flores do Cárcere, conduz o público para dentro da vida de cada uma das personagens.

O documentário é uma produção da Academia de Filmes e Monalisa Produtores Associados. “Não é a primeira vez em minha trajetória profissional que adentro presídio e cadeias, mas foi chocante perceber as diferenças de dois sistemas prisionais (feminino e masculino). Conhecer a realidade dessas mulheres foi transformador na minha própria evolução enquanto sujeito. Propomos no filme que, ao invés de estigmatizar e desumanizar essas mulheres, olhemos para suas trajetórias, nos responsabilizando por desigualdades históricas. Só assim poderemos transformar a sociedade, sendo indubitavelmente justos e igualmente livres”, comenta o diretor Paulo Caldas.

Preconceito e desafios: “Flores do Cárcere” conta como as mulheres retratadas no filme reconstruíram a vida após deixarem a cadeia.

Flores do Cárcere foi exibido em 2019 na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio. Já em 2020 passou pelo Festival de Cinema Brasileiro de Paris, Los Angeles Brazilian Film Festival, FESTin Lisboa (onde recebeu menção honrosa) e pelo Festival de Trancoso.

Sinopse | Ana Pérola, Charlene, Dani, Mel, Rosa e Xakila são egressas da Cadeia Pública Feminina de Santos. Doze anos depois, retornam ao espaço prisional, hoje abandonado, revisitando a antiga experiência e refletindo sobre o encarceramento feminino, as questões relativas à autoestima e a reinserção na sociedade.

Ficha Técnica

Produção: Academia de Filmes e Monalisa Produtores Associados

Direção e Roteiro: Barbara Cunha e Paulo Caldas

Produtores: Paulo Schmidt, Patrick Goffaux

Direção de Fotografia: Renato Stockler

Som Direto: Jeymes Cabala

Trilha Sonora: Mateus Alves

Desenho de Som e Mixagem: Nicolau Domingues

Montagem: Heloisa Kato, Vânia Debs

Cor: Julia Bisilliat

Finalização: Thais Barcelos

Distribuição: O2 Play

Sobre a diretora | Seus projetos autorais giram em torno do feminino, da imagem do corpo, suas transformações, conquistas, limitações, medos e cicatrizes. Muitos deles buscam entender o lugar da mulher contemporânea na sociedade.

Produtora Executiva: Lua (2011), Saudade (2017), Game Over (Caio D’Andrea e Carlos Nocia, 2018/2019).

Diretora Assistente: Espírito da Luta (canal Combate), Saudade (canal Arte 1). Dirigiu e roteirizou os filmes A Ostra e o Mar (2017), Borboletas e Sereias (2018), Menina Noiva (2018/2019). Dirige as séries Borboletas e Sereias (EBC / 2018), Cinéticas (2018) Terroir Brasil, Comida É Arte (Box Brazil / 2018).

Sobre o diretor | Paulo Caldas é diretor, roteirista e produtor. Seus projetos autorais buscam romper com a fronteira entre ficção e documentário. Muitos deles são filmes com pano de fundo político-social. Outros buscam entender o lugar do estrangeiro numa realidade inóspita.

Nascido na Paraíba, iniciou sua carreira em Pernambuco com curtas-metragens. Em 1981, dirigiu e escreveu seu primeiro trabalho: Frustrações. Fez sete curtas; entre eles, Mais no Capibaribe (1983), Nem Tudo São Flores (1985), Chá (1987) e Ópera Cólera (1992). Dirigiu e roteirizou os filmes Baile Perfumado, Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, Deserto Feliz, País do Desejo, Lua, Saudade e Sertão Mar. Dirigiu os telefimes Quintal do Semba (Angola) e Sons da Bahia (GNT). É coroteirista dos filmes Cinema Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, e AquaMovie, de Lírio Ferreira. Paulo também escreveu roteiros para conteúdo televisivo infantil como a série Borboleta e Sereias, com Bárbara Cunha e Vanessa Fort, e os roteiros para o documentário gastronômico da série Comida É Arte: Terroir Brasil, em parceria com Giovanni Soares.

“Flores do Cárcere” estreia dia 8 de março no NOW.

Sobre a Academia de Filmes | A Academia de Filmes é uma produtora brasileira independente que há 24 anos produz conteúdo de entretenimento, cultura, interatividade e publicidade para todas as telas do Brasil e do exterior. Entre as obras cinematográficas produzidas, estão Flores do Cárcere (2019) de Paulo Caldas e Bárbara Cunha (2019), Legalize já, de Gustavo Bonafé, Johnny Araújo, Eu Te Levo (2017), de Marcelo Müller; Amanhã Nunca Mais (2011), de Tadeu Jungle; Natimorto (2009), de Paulo Machline, Cabeça a Prêmio (2009), de Marco Ricca, Titãs – a Vida até Parece uma Festa (2008), de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, e as coproduções Elis e Infância Clandestina, de Benjamín Ávila.

Algumas produções para a TV são Batalha Makers Brasil (2019), Natália (2018), Futuros Campeões (2018), Espírito da Luta (2017) e Amor em 4 Atos (2011), entre outros.

Sobre a Monalisa Produtores Associados | Monalisa Produtores Associados foi criada em 2016 pelo publicitário Patrick Goffaux e pela socioeducadora Flavia Ribeiro de Castro com o objetivo de gerar conteúdo de qualidade e relevância para nossa sociedade, com atuação focada no mercado do audiovisual. Seu modelo de negócio prioriza o investimento em aquisição de direitos exclusivos de obras literárias e o desenvolvimento do projeto de adaptação para cinema, TV ou internet, em parceria com outras produtoras do mercado.

Sobre a distribuidora O2 Play | A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Para mais informações, acesse https://www.o2play.com.br/.

(Fonte: Agência Lema)