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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Sinfônica Municipal de SP toca obras de Guarnieri e Schumann, Bach e Villa-Lobos em dois concertos abertos ao público

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rafael Salvador.

A Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM) sobe ao palco nos dias 5 e 6 de março, sob a regência de seu maestro titular Roberto Minczuk, para mais dois concertos abertos ao público e com transmissão simultânea pela internet. Em cumprimento aos protocolos de segurança, a Sala de Espetáculos opera com capacidade reduzida de assentos por conta das regras de distanciamento social. Na sexta, a apresentação ocorre às 19h e no sábado, mais cedo, às 17h. Os ingressos custam R$40,00 e R$20,00 (meia). Mas quem estiver em casa também pode acompanhar ao vivo e de graça, pelo canal do Theatro Municipal no YouTube: youtube.com/theatromunicipalsp. Os concertos ficam disponíveis para acesso posterior, a qualquer hora e sem necessidade de cadastro.

Na sexta-feira, 5 de março, o repertório revisita as obras de Guarnieri e Schumann. Do compositor brasileiro Camargo Guarnieri (1907-1993), o grupo interpreta Concerto para Cordas e Percussão, uma instrumentação base para violinos, violas, violoncelos, contrabaixos e percussão. Composta em 1972, sob encomenda da Orquestra de Câmara Armorial, de Pernambuco, a obra se assemelha ao Concerto para Orquestra do compositor húngaro Béla Bartók (1881-1945).

Na sequência, tem a Sinfonia nº 2 em Dó maior Op. 61, do alemão Robert Schumann (1810-1856), uma obra em quatro movimentos com presença marcante de flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas, trompetes, trombones, tímpanos e cordas. A peça foi escrita e orquestrada entre o final de 1845 e 1846, período em que o compositor apresentava sintomas de depressão por conta de um colapso nervoso sofrido anos antes. Embora muitos dos temas da Sinfonia nº 2 façam referência a melodias de J. S. Bach e Beethoven, o caráter da peça nem de longe lembra a obra desses mestres.

Já no sábado, 6, Minczuk comanda repertório com obras de Bach e Villa-Lobos. Do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), a Orquestra Sinfônica Municipal, em formação de câmara, toca Prelúdio da Partita nº 3 em Mi Bemol Maior BWV 1006 e Suite orquestral nº 2 em Si menor BWV 1067 – esta segunda peça uma instrumentação para violinos, viola e contrabaixo, com solos de flauta transversal, interpretados pelo músico Marcelo Barboza.

A outra peça do programa é a conhecida Bachianas Brasileiras nº 2, do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), um dos grandes representantes do movimento da Semana de Arte Moderna de 1922. A composição data de 1930 e não deixa de carregar certa identidade entre alguns aspectos com a ficção literária brasileira da época. A OSM interpreta os quatro movimentos da obra: Canto do Capadócio, Canto da Nossa Terra, Lembranças do Sertão e O Trenzinho do Caipira. O concerto conta também com a participação da harpista Jennifer Campbell.

Os concertos presenciais no Theatro Municipal de São Paulo seguem todos os protocolos de segurança e prevenção à propagação do Coronavírus (Covid-19) e as orientações do Plano São Paulo e da Prefeitura Municipal de São Paulo para retomada consciente das atividades. Ao público espectador presente na Sala de Espetáculos, é necessário seguir os protocolos de segurança estipulados no Manual do Espectador, disponível no site.

PROGRAMAS

Orquestra Sinfônica Municipal

Concertos presenciais abertos ao público e transmitidos ao vivo pela internet: youtube.com/theatromunicipalsp

5 de março, sexta-feira, 19h

CAMARGO GUARNIERI

Concerto para Cordas e Percussão

ROBERT SCHUMANN

Sinfonia nº 2 em Dó maior Op. 61

6 de março, sábado, 17h

JOHANN SEBASTIAN BACH

Prelúdio da Partita nº 3 em Mi Bemol Maior BWV 1006 (transcrição de Marcel Grandjany)

Suite orquestral nº 2 em Si menor BWV 1067

HEITOR VILLA-LOBOS

Bachianas Brasileiras nº 2.

Serviço:

Datas: 5 e 6 de março de 2021; sexta-feira, 19h, sábado, 17h

Local: Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Sé – próximo à estação do metrô Anhangabaú

Duração dos concertos: 50 minutos aproximadamente

Classificação etária: Livre

Capacidade: 457 lugares (30% do total da Sala em cumprimento ao distanciamento social)

Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

Atenção: não será permitida a entrada de público após o início do espetáculo.

Bilheteria: em função da pandemia de Covid-19, a bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo está fechada por tempo indeterminado. A venda de ingressos está sendo feita exclusivamente pelo site do Theatro Municipal de São Paulo: theatromunicipal.org.br.

Transmissões ao vivo e concertos gravados: as transmissões ao vivo e os concertos gravados poderão ser vistos gratuitamente pelo canal de YouTube do Theatro Municipal de São Paulo: youtube.com/theatromunicipalsp

Manual do Espectador e Informações sobre os protocolos sanitários do Complexo Theatro Municipal: consulte os protocolos de segurança do Theatro Municipal no site.

FGV promove webnário sobre liderança e gestão remota

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Portal FGV.

A FGV Educação Executiva realiza, no dia 4 de março, o webnário O ponto de ruptura – o desafio da liderança e da gestão remota. O evento será ministrado pelo professor dos MBAs da FGV Jorge Bruno, que também atua como consultor sênior para empresas como Petrobras, Furnas, Porto Seguro e Usiminas.

Consideradas pontos de ruptura na humanidade, guerras e pandemias mudaram drasticamente a linha da história, influenciando a sociedade durante séculos seguidos. Agora, em meio a um imenso “ponto de ruptura” causado pela pandemia de Covid-19, grandes transformações deverão acontecer e demandarão capacidade de adaptação.

No âmbito empresarial, muitas empresas adotaram o modelo de home office e, com isso, surgiu o desafio de organizar equipes de trabalho a distância. Por isso, a liderança remota tornou-se uma habilidade fundamental para atravessar este momento de pouco contato presencial.

O Ponto de Ruptura – O Desafio da Liderança e da Gestão Remota

Plataforma: Youtube FGV

Data: 4/3 (quinta-feira)

Horário: 14h

Link de inscrição: https://educacao-executiva.fgv.br/rj/rio-de-janeiro/eventos/o-ponto-de-ruptura-o-desafio-da-lideranca-e-da-gestao-remota?geo-popup=hide.

As lições sobre exclusão e preconceito do Corvo José

São Paulo, por Kleber Patricio

José, um corvo que sonhava voar ao lado dos imponentes pombos brancos. Coruja Mafalda, a chefe do serviço postal do bosque, inflexível e autoritária, traçava com rigor a rota de cada pombo-correio. Os personagens marcantes formam a história de Corvo-Correio, um livro infantil cuja história tocante e inspiradora coloca a escritora Isabel Cintra em posição de destaque não apenas no cenário brasileiro.

A obra também foi lançada em Angola, onde a autora participa de outros projetos e publicou um livro sobre a infância da Rainha Nzinga de Angola, em dezembro de 2020. Ela tem participado de produções e eventos que divulgam a literatura em língua portuguesa fora do Brasil, especialmente na Europa, em cidades como Frankfurt, Paris e Londres. Recentemente, lançou uma coleção de contos de fadas nos EUA.

Paulista da cidade de São Joaquim da Barra, Isabel vive em Estocolmo, capital da Suécia. A mudança de país começou por Portugal, para onde se mudou com o irmão, o ilustrador e desenhista Zeka Cintra, e lançou seu primeiro livro em 2015. Até o momento, são sete títulos publicados, todos contando com o talento nato do irmão. Em Corvo-Correio, a singular parceria resulta em uma simbiose de palavras e cores que expressam valores como tolerância, igualdade e representatividade. “Uma forma de falar de racismo sem mencioná-lo”, explica a autora, que tem a sutileza e leveza como estratégias para levar ao público infantil a discussão de assuntos tão complexos quanto estes.

O corvo tomou fôlego e foi direto ao assunto:

Eu quero fazer uma inscrição para ser carteiro!

A coruja, tranquilamente, sem interromper o que estava fazendo, respondeu:

– Mas você é um corvo! Certamente, já deve ter ouvido dizer que os corvos não servem para carteiros. Todos sabem disso!

(Corvo-Correio, p. 8)

A autora Isabel Cintra. Fotos: divulgação.

O protagonista Corvo José, ao ser combalido pelas negativas da Coruja Mafalda, dá mostras de que a resiliência e a força de vontade podem superar obstáculos aparentemente intransponíveis. Uma história encantadora e fácil de se identificar. Afinal, quem nunca desanimou diante das adversidades, ainda mais quando o pré-julgamento se apresenta, irredutível?

Ficha técnica

Título: Corvo-Correio

Autora: Isabel Cintra

Editora: Mazza Edições

ISBN: 978-85-7160-722-4

Páginas: 32 páginas

Formato: 21 x 21 cm

Preço: R$28,50

Link de venda: http://amzn.to/3nFyVAW.

Sinopse: A história de um belo corvo pretinho, pretinho, que por toda a vida sonhou voar ao lado dos imponentes pombos branquinhos, branquinhos e fazer parte do tradicional grupo dos pássaros mensageiros. Um sonho impossível, segundo a chefe dos correios do bosque, a Coruja Mafalda. Os corvos não eram bem-vindos ao seleto grupo dos pombos-correios. Uma história divertida que trata de importantes temas como diversidade e tolerância.

Sobre a autora | Paulista de São Joaquim da Barra, Isabel Cintra acredita no poder dos livros em mudar pessoas, bem como na importância da representatividade estar presente em sua escrita. É autora de Bem-vindo à cidade, Lisboa, 2016, participou da I Antologia Internacional do Mulherio das Letras – Contos e Poesias, do IV Sarau da Paz – Ausburg, 2018 e, com o conto Corvo-Correio, esteve entre os premiados do Prêmio Off Flip de Literatura 2017, em Paraty (RJ). Atualmente vive em Estocolmo, Suécia.

Redes sociais:

Facebook: Isabel Cintra

Instagram: @isabelcintra_author.

SESC Jundiaí apresenta mostra inédita de Sidney Amaral

Jundiaí, por Kleber Patricio

“Banzo ou A Anatomia de um Homem Só”, 2016, aquarela e lápis
sobre papel de Sidney Amaral. Foto: João Liberato.

De 10 de março a 4 de setembro de 2021, o SESC Jundiaí apresenta a exposição inédita Viver até o fim o que me cabe! – Sidney Amaral: aproximação, mostra que homenageia a trajetória do artista Sidney Amaral (1973 – 2017). Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a exposição reúne trabalhos que transitam entre as linguagens do desenho, da pintura e da escultura, além de cadernos do artista e obras em processo.

Segundo o curador, Viver até o fim o que me cabe é uma iniciativa de caráter mais complexo do que o comum. “Nela, vamos lidar com obras que previam e denunciavam as mazelas sociais de um país desigual e racista, além de obras de um acervo que ainda não é exatamente catalogado, nem é minuciosamente documentado e conhecido”.

Sidney Amaral pertenceu a uma geração de jovens artistas afro-brasileiros contemporâneos que trouxeram ao público e à crítica especializada uma produção potente, de qualidade formal, em consonância aos elaborados arranjos conceituais que não dispensam densidade poética.

Entre os objetivos da curadoria, está aproximar o público de um recorte da vasta produção deste artista, que faleceu precocemente, e, também, inserir a obra de Amaral no conjunto de ações que dão visibilidade à produção de artistas afrodescendentes e contribuem para o surgimento e afirmação de uma sociedade mais plural e democrática. A mostra evidencia a versatilidade e competência do artista no emprego de materiais e técnicas diversas, comprometida com um elevado projeto estético e ético.

O curador Claudinei Roberto da Silva reforça que “Sidney Amaral não esteve alheio às urgentes demandas do nosso tempo e nem se omitiu diante dos problemas que mais diretamente afetam as ‘maiorias minorizadas’ do Brasil, notadamente negras e negros assediados pelo histórico e estrutural racismo; porém, o grau de engajamento do artista com essas questões prementes não ofuscou ou tornou secundário seu compromisso com a arte, à qual se dedicou com afinco durante sua curta existência”.

Sobre o artista | Nascido de família proletária na periferia da zona norte da cidade de São Paulo, Sidney Amaral manifestou precocemente seu interesse pela arte. Com intensa atividade desde o final da década de 1990 e um Prêmio Funarte de Arte Negra na bagagem, o artista participou de expressivas mostras nacionais e internacionais; entre as quais, Afro Black Identity in America and Brazil; Latin America – A contemporary View, Galeria Zane Bennett, Novo México, EUA; Risco 2 – Paisagem, no SESC Belenzinho e Nova Escultura Brasileira: Heranças e Diversidades, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Em 2014, participou da 11ª Bienal de Dakar e da mostra Histórias Mestiças, no Instituto Tomie Ohtake. Em 2015/16, Territórios: Artistas Afrodescendentes no Acervo da Pinacoteca, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, mesma instituição que abrigou sua última exposição em vida – Metrópole: Experiência Paulistana.

Em 2015, como resultado do Prêmio Funarte de Arte Negra recebido em 2012, apresentou no Museu Afro Brasil sua maior exposição individual: O Banzo, o Amor e a Cozinha de Casa, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva. Realizou também a individual Identidade, na Central Galeria de Arte, em São Paulo. No ano de 2016, a individual Objetos Inquietos, na Galeria Tato de São Paulo. Postumamente, sua obra foi apresentada em 2018 na mostra Histórias Afro-Atlânticas, no Museu de Arte de São Paulo e Instituto Tomie Ohtake, e A Vontade Foi Demais, na Galeria Pilar em São Paulo.

Como importante reconhecimento pelo seu trabalho, as obras de Sidney Amaral foram para acervos de relevantes instituições públicas e privadas: Museo de La Solidaridad Salvador Allende, Chile; Museu Afro-Brasileiro, Salvador; Museu Afro-Brasil, São Paulo; Pinacoteca do Estado De São Paulo; Instituto Itaú Cultural, de São Paulo; e o Acervo SESC de Arte, coleção permanente do SESC São Paulo.

Sobre o curador | Claudinei Roberto da Silva já assinou a curadoria de projetos como a exposição PretAtitude – Emergências, insurgências e afirmações na arte afro brasileira contemporânea, nas unidades do SESC Ribeirão Preto, São Carlos, Vila Mariana, Santos e Rio Preto (2018/21); 13ª Bienal Naifs do Brasil, SESC Piracicaba (2016/17); o simpósio Presença Africana no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo (2015); Audácia Concreta as Obras de Luiz Sacilotto, Museu Oscar Niemeyer (2015) e O Banzo, o Amor e a Cozinha da Casa, Museu Afro-Brasil (2014), entre outros.

Coordenou também núcleos de educação das exposições Orun, SESC Carmo (2019); do simpósio Presença Africana no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo (2015); A Journey through African Diaspora, do American Alliance of Museums, em parceria com o Museu Afro Brasil e Prince George African American Museum (2014); Museu Afro Brasil (2012/14); Museu da Imagem e do Som de São Paulo (2009/10) e 27ª Bienal de São Paulo “Como Viver Junto” (2007).

Orientações de segurança para visitantes | O SESC São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do SESC São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:

Viver até o fim o que me cabe! – Sidney Amaral: aproximação

Local: SESC Jundiaí

Período expositivo: 10 de março a 4 de setembro de 2021

Funcionamento: terça a sexta, das 14h às 20h e sábados das 10h30 às 13h30

Tempo de visitação: 1 hora (limite de até 5 pessoas por sessão)

Agendamento de visitas: https://www.SESCsp.org.br/jundiai

Classificação indicativa: 10 anos

Grátis

SESC Jundiaí – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600 – Jardim Botânico, Jundiaí/SP.

Festival reúne filmes, performances musicais e debates sobre temas ligados aos direitos humanos

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos entram em cartaz em um novo festival que reúne filmes, performances musicais e debates. Agendado para o período de 7 a 14 de março, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos acontece de forma online e gratuita, via plataformas e redes sociais. O acesso ao conteúdo de toda a programação se dá pelo endereço www.dhfest.com.br e informações sobre o evento podem ser acompanhadas por meio das redes sociais: Instagram (www.instagram.com/dh.fest), Twitter (https://twitter.com/dhfest) e Facebook (www.facebook.com/direitoshumanosfest).

No cardápio, estão apresentações musicais exclusivas de nomes como Chico César, Tássia Reis, coletivo Baile em Chernobyl e Kunumi MC. Um ciclo de debates reúne personalidades como o fotógrafo Sebastião Salgado, a romancista Conceição Evaristo, o escritor Ailton Krenak, a cineasta Tata Amaral e o documentarista chileno Patrício Guzmán.

Estão programados 11 longas-metragens recentes, com destaque para Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres, de Alberto Alvares e Cristina Flória. Em estreia no evento, o filme foi realizado na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo e focaliza o universo das mulheres Guarani. Uma realização do SESCTV, o documentário entra na programação do canal no dia 19 de abril (sesctv.org.br).

Também fazem parte da grade títulos inéditos comercialmente no Brasil, como A Cordilheira dos Sonhos, de Patrício Guzmán, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes;  Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, melhor filme na mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim; Para Onde Voam as Feiticeiras de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, melhor filme no festival Queer Porto 6, em Portugal e Selvagem, de Diego da Costa, vencedor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

As exibições cinematográficas trazem ainda 26 curtas-metragens, um deles em pré-estreia mundial: Finado Taquari, de Frico Guimarães, que acompanha uma viagem por um rio do Mato Grosso do Sul ameaçado por assoreamento. Outros filmes curtos se destacaram por premiações e elogios no circuito de festivais. É o caso de Perifericu, sobre as adversidades de ser LGBT nas periferias paulistanas, premiado como melhor filme no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum. Já A Morte Branca do Feiticeiro Negro foi selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e pelo CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Está presente ainda o fenômeno Carne, uma animação que conquistou mais de 70 premiações e integrou a shortlist para o Oscar 2021.

A atriz, pesquisadora, produtora cultural e poeta Roberta Estrela D’Alva atua como mestre de cerimônias e apresentadora dos encontros. Nas performances musicais, ela conversa com os artistas, contextualizando as respectivas carreiras com suas lutas sociais. Para esta primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, quatro performances musicais foram desenvolvidas com o objetivo de valorizar artistas engajados e representantes de discursos que inspiram transformações sociais e simbólicas na sociedade.

Chico César é um dos artistas que se apresentam no evento.

Para a noite de abertura, 7/3, às 19h00, está escalado o músico Chico César. Com nove álbuns gravados a partir de 1995, o paraibano é autor de sucessos consagrados pelo público, como Mama África e À Primeira Vista. Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes, sendo seu mais recente álbum O Amor é um Ato Revolucionário (2019). Chico César já conquistou diversas premiações, como o de melhor compositor pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), melhor música no Troféu Imprensa (por À Primeira Vista) e melhor videoclipe de MPB no MTV Video Music Brasil (por Mama África), entre outros. Em 2016, foi indicado ao prêmio de melhor livro de poesia no Prêmio Jabuti por Versos Pornográficos.

No Dia Internacional da Mulher, 8/3, também às 19h00, é a vez da cantora e compositora Tássia Reis, uma das artistas de maior destaque no atual mercado brasileiro da música independente. Sua carreira soma três álbuns lançados: Tássia Reis, Outra Esfera e o recente Próspera. Ela já se apresentou nos melhores e maiores palco do país, como o festival Lollapalooza Brasil (em participação do show de Liniker e os Caramelows), Museu da Imagem e do Som (SP), Auditório Ibirapuera, em mais de 20 unidades SESC do interior paulista e na capital do estado, Circo Voador e Itaú Cultural, entre outros. Em sua primeira turnê internacional, se apresentou em seis países, nos principais festivais de verão europeus.

Já na sexta-feira, 12/3, às 19h00, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos celebra uma festa junto com o coletivo LGBTQIA+ Baile em Chernobyl, no qual o funk é o ritmo e a cultura que emana empoderamento da juventude das periferias. Chernobyl é um coletivo formado e pensado para e por pessoas queer e racializadas, com o intuito de confraternização em um espaço seguro para corpos marginalizados, LGBTQIA+ e pretos.

Finalizando o evento, no domingo, 14/3, igualmente às 19h00, acontece performance de Kunumi MC, rapper indígena que vem aguçando a elaboração das pautas indígenas na arte. Junto com o DJ Tupan, ele é precursor do Rap Nativo, novo segmento do Hip Hop que nada mais é que a criação musical a partir da visão de um indígena nativo sobre a sua própria cultura – no seu caso, a etnia Mbyá-Guarani. Conhecido mundialmente por ter levantado a faixa Demarcação Já na abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014, Kunumi MC tem 19 anos e dois álbuns e dois livros lançados. Destaque no site da White Feather Foundation, que apoia comunidades indígenas pelo mundo todo, o artista representou o Brasil – ao lado de Daniela Mercury – no evento de celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em dezembro de 2010, promovido pela ONU.

Veja a programação completa em www.dhfest.com.br; informações sobre o evento podem ser acompanhadas por meio das redes sociais: Instagram (www.instagram.com/dh.fest), Twitter (https://twitter.com/dhfest) e Facebook (www.facebook.com/direitoshumanosfest).