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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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SESI Amoreiras recebe exposição “Xilograficamente”

Campinas, por Kleber Patricio

Luisa Almeida – “C’est toi, c’est moi”. Fotos: Jailton Leal.

Muito utilizada nos cordéis, a xilogravura ganha destaque na nova exposição do Espaço Galeria do SESI Amoreiras, a partir do dia 22 de outubro. A mostra inédita Xilograficamente reúne obras de oito jovens artistas que utilizam a técnica de gravar imagens em madeira em trabalhos que apresentam pesquisas em torno da cor, da tridimensionalidade e de grandes formatos. O público pode conferir as 18 xilogravuras, além de uma instalação e uma obra tridimensional, gratuitamente até dia 11 de dezembro, mas é necessário realizar agendamento prévio de ingressos pelo sistema Meu SESI (www.sesisp.org.br/eventos). A visitação acontece de terça a sexta, das 9h às 20h e, nos sábados, das 9h às 19h – exceto feriados.

No dia 23/10, às 15h, será realizada a abertura virtual da exposição com a presença da curadora e artistas, no Zoom. Acesso pelo link https://bit.ly/2X9I11H – ID da reunião: 882 3897 3310. Senha: 681244.

Para a curadora Célia Barros, gravar uma madeira implica lidar com a rigidez e resistência do material, além dos veios que aparecem. “Cada madeira oferecerá diferentes características e adversidades, que inevitavelmente se farão visíveis na obra. Apesar disso, dependendo do modo como o artista se adapta à matéria e extrai dela seu potencial expressivo, conseguem-se gravuras de uma leveza e agilidade a princípio inimagináveis”, explica.

Fernando Melo.

Para além das confluências em seus trabalhos com a madeira, os artistas escolhidos para compor a mostra – Santidio Pereira, Luisa Almeida, Gabriel Balbino, Kamila Vasques, Igor Santos, Julia Bastos, Rafael Toledo e Fernando Melo – também compartilharam vivências dentro dos mesmos ateliês e acompanham os trabalhos uns dos outros pelas redes sociais. “Essa reunião evidencia a importância do ambiente de formação e dos ateliês de gravura disponíveis para o exercício e o aprofundamento da prática no país”, comenta Célia.

Nesse contexto, Xilograficamente surge como uma continuação do projeto Madeira Nova, em que jovens artistas indicavam outros colegas para participar de exposições entre 2018 e 2019. Agora, os mesmos artistas apresentam novos desdobramentos em suas pesquisas na xilogravura.

Sobre os artistas:

Fernando Mel | começou sua experiência no Instituto Acaia aos 6 anos, aprendendo xilogravura de modo intuitivo e espontâneo. Fernando tem desenvolvido uma imagética própria, ligada ao cotidiano, à música e até às obras dos amigos ou de outros artistas que admira. Suas gravuras mais recentes mostram um desenho solto, no qual a arquitetura aparece de forma densa e misteriosa. São imagens carregadas de momentos vivenciados no dia a dia, por vezes enfrentando as dificuldades de quem resiste na favela.

Gabriel Balbino.

Gabriel Balbino | possui formação em tipografia, xilogravura e desenho e é membro do coletivo Xiloceasa, primeiro grupo formado no Acaia, em 2005, por adolescentes da oficina de xilogravura que, na maioria, residiam nas redondezas do Ceagesp. Juntos, participam de exposições individuais e coletivas, no Estúdio Buck e no SESC Pompeia, entre outras, além de intercâmbios culturais no Brasil e de feiras gráficas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No desenho de Gabriel é visível um traço solto, em que a goiva grava a imagem diretamente na madeira. Faz caminhadas e viagens, durante as quais fotografa árvores e animais e pesquisa suas origens. Em suas gravuras, explora a sobreposição e a justaposição de cores fortes, que contrastam entre si, produzindo imagens onde o fantástico e a realidade se misturam.

Igor Santos | integrante do coletivo Xiloceasa, frequenta o Instituto Acaia desde os 8 anos e lá aprendeu a xilogravura numa prática coletiva, com desafios desde a produção de publicações, ilustrações para revistas, jornais até capas de livros. Igor desenha diretamente na madeira, aproveitando os veios e brincando com o enquadramento da imagem, dotando-a de equilíbrio e movimento. Ele cria principalmente animais, sempre atravessando rapidamente a madeira com a goiva. O desenho precisa vir à tona quase instintivamente para capturar a imagem que faísca em sua imaginação.

Julia Bastos.

Julia Bastos | as mãos que despontam nas xilogravuras de Julia não acalentam, são muitas mãos sem corpo e inúmeros dedos sem garras, que contornam o perímetro de um ser. Seus trabalhos refletem uma identidade que habita um corpo e negocia existencialmente sua liberdade de ser. Nas gravuras mais recentes da artista, formada em artes visuais pelo Centro Universitário Belas-Artes de São Paulo em 2018, surge uma fusão orgânica entre a estrutura humana e o mundo vegetal, em que a necessidade de defesa e proteção se elabora por meio de uma analogia com a morfologia feminina e os espinhos que as plantas desenvolvem para se defender.

Kamila Vasques | bacharel em artes visuais pelo Centro Universitário Belas-Artes, Kamila se interessa pela forma da letra, o tipo ou fonte, que funcionam como as representações gráficas dos sons e das falas, e que, apesar de sonoras e visíveis, permanecem no indizível. A fonte das letras muda dependendo do que o texto no qual é utilizado pretende expressar. Um painel de letras, de diversas fontes, que não chega a criar palavras para serem lidas, impossível de ser traduzido em outras imagens ou sinais, e pede apenas para que o público olhe para a história da escrita, do que nela nos faz humanos, em nosso ímpeto incessante de criar imagens que nunca dizem tudo.

Luisa Almeida | o aspecto performático atravessa todo o processo de criação de Luisa, desde a música que escuta enquanto trabalha escavando a madeira, que, pelo grande formato de suas obras, exige uma performance corporal para poder observar o estado da obra, mas principalmente na hora de imprimir. Em geral, o processo de elaboração do trabalho atravessa vários estágios, desde os esboços, passando pela encenação de algumas poses que fotografa, até finalizar o desenho. Seu trabalho na exposição é inspirado na ópera do século XIX C’est Moi, C’est Toi (É Você, Sou Eu, em tradução livre), em que o personagem Don José esfaqueia e mata Carmen, a mulher que o recusou como amante por se sentir oprimida por seu ciúme asfixiante. Atualmente é mestranda em artes visuais na Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde se graduou em 2017.

Rafael Toledo | É formado em artes visuais pelo Centro Universitário Belas-Artes de São Paulo. Explora, em sua prática, sobreposição de técnicas impressas com desenho e pintura, além de usar diferentes suportes para a xilogravura. Rafael investiga a sobreposição de planos criados em transparência, explorando ruídos gráficos, que perfazem a leitura da obra. Na obra Chuva Ácida, faz uso da repetição exaustiva de algumas matrizes, num formato que remete a uma gota, a partir de raquetes de frescobol que colaboram para o aspecto metamorfo das figuras.

Santidio Pereira | Por volta dos 8 anos de idade, começou a frequentar o Instituto Acaia, onde realizou diversas atividades artísticas, como aulas de marcenaria, cerâmica, animação e pintura, até se destacar nas oficinas de desenho e xilogravura sob a orientação do xilogravador Fabrício Lopez. A característica mais marcante de seu trabalho se encontra no uso de diversas matrizes para a composição de uma obra única, subvertendo assim a característica de reprodutibilidade existente na linguagem da gravura. Camadas espessas de tintas agrupadas por impressões sobrepostas revelam paisagens, pessoas, animais e memórias afetivas de um tempo que o artista insiste em não apagar.

Sobre o projeto Espaço Galeria SESI-SP | A mostra Xilograficamente faz parte do projeto Espaço Galeria SESI-SP, no qual o foyer do teatro da unidade se transforma em plataforma expositiva, recebendo exposições de diferentes técnicas e formatos. Criada em 2013, a iniciativa oferece exposições de artes visuais especialmente desenvolvidas para os centros de atividades do SESI-SP, propiciando a circulação de obras originais com embasamento curatorial e expografias específicas.

Serviço:

Abertura virtual da exposição, pelo Zoom – 23/10, às 15h

Link de acesso: https://bit.ly/2X9I11H

ID da reunião: 882 3897 3310

Senha: 681244

Exposição Xilograficamente

Local: SESI Amoreiras – Av. das Amoreiras, 450 – Pq. Itália, Campinas/SP

Período: de 22 de outubro a 11 de dezembro

Horários: de terça a sexta, das 9h às 20h, exceto feriados

* Das 9h às 15h – aberta para agendamentos de ações educativas online com grupos escolares, agendados pelo e-mail caccampinas1@sesisp.org.br

** Das 15h às 20 h – aberto ao público com agendamento pelo MEU SESI

Sábados das 9h às 19h, exceto feriados

Classificação indicativa: livre

Informações: WhatsApp (19) 99642-1499 ou 3772-4100

Entrada gratuita. Agendamentos de visitas pelo sistema Meu SESI (https://www.sesisp.org.br/eventos).

 (Fonte: Assessoria de Imprensa Sesi-SP)

Quatro curiosidades sobre os gatos que você nem imagina

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Foto: Scott Payne/Pixabay.

Eles são elegantes e inteligentes, além de muito divertidos e espontâneos – é claro que estamos falando dos gatos. Além de carinhosos e afetuosos, esses animais trazem benefícios para a sua saúde. Felinos e humanos são capazes de estabelecer relações muito profundas e intensas, ao contrário do que muitos pensam por aí. Quem acredita que apenas o cachorro é leal e sabe demonstrar seu amor, está muito enganado. Isso porque esses bichinhos são muito leais aos tutores e apreciam a companhia de quem lhes faz bem, porém, também necessitam de muita atenção e carinho. É o que explica a veterinária Luana Sartori.

“A diferença entre cães e gatos é que um felino é mais seletivo ao escolher quem terá sua confiança. No entanto, ambos amam incondicionalmente seus parceiros de vida e fazem de tudo para proteger seus tutores”, explica Luana.

Vamos conhecer 4 curiosidades sobre esses animais de estimação?

1 – O cérebro do gato parece com o nosso | O cérebro do felino é muito mais parecido com o nosso do que o do cão. Isso porque humanos e gatos têm uma região cerebral idêntica responsável pelas emoções. Pode acreditar, os bichanos são mais inteligentes do que você imagina. Aliás, é isso que explica a razão pelo qual alguns gatos tratam um membro humano da família de modo diferente. “Os gatos aprendem como cada indivíduo funciona, ou seja, sabe direitinho qual familiar acorda mais cedo todo dia e pode lhe dar alguns petiscos”, brinca Luana.

2 – Maine Coon pode pesar 12 kg | Uma raça específica de gatos pode chegar a pesar 12 kg, o que significa, em média, o peso de seis sacos de açúcar. Essa raça se chama Maine Coon e é uma das maiores na lista de felinos domésticos. “Chamam os gatos dessa raça de ‘gigantes gentis’ por serem muito amorosos. Esses bichanos podem chegar a 100 cm de comprimento e 41 cm de altura. Por serem tão grandes é que a displasia coxofemoral é a principal doença que afeta esses gigantes”, explica Luana.

Essa doença é responsável pela alteração anatômica nas articulações, especialmente do quadril. “O problema causa bastante dor, o que torna ainda mais importante as visitas regulares ao veterinário para prevenção e garantia de bem-estar animal”, acrescenta Luana.

3 – Gato de 38 anos? | Muitas pessoas perguntam quanto tempo vive o gato. Luana explica que isso é relativo e varia muito de acordo com a genética, raça e, claro, ambiente em que o animal está inserido. “Gatos que vivem em apartamento, recebem alimento de qualidade, gastam energia suficiente e frequentam o veterinário regularmente, podem até passar dos 20 anos. Felinos que têm acesso à rua, geralmente, possuem uma expectativa de vida em torno de três anos”, diz.

Você sabia que o gato que mais anos viveu até hoje foi o Crème Puff, de Austin, no Texas? Esse bichano chegou a comemorar o seu 38º aniversário.

4 – Gatinhos massagistas | Por que o gato gosta de afofar o seu colo antes de deitar? “Alguns motivos fazem os bichanos massagear as cobertas. O primeiro diz respeito à lembrança de quando eram filhotes, pois é o mesmo movimento que faziam para mamar”, revela a veterinária.

Ademais, felinos também fazem isso para ativar as glândulas da região, marcando território. “Podemos dizer que afofar o colo do tutor para os gatinhos tem o mesmo significado do que fazer xixi para demarcar território para os cães”.

Por fim, eles massageiam porque querem deixar o local fofinho para deitar. “Quando eram selvagens, os felinos dormiam em folhas e era preciso deixar o local mais confortável”, conta Luana.

(Fonte: Ju Farias Assessoria de Imprensa)

Crianças com câncer criam animações sobre meio ambiente

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer já é a principal causa de morte por doença de crianças e adolescentes no Brasil. O tratamento costuma ser feito com medicamentos fortes e, em muitos casos, as crianças precisam ficar afastadas de alguns familiares devido às internações, que podem ser longas e com frequência afetam a estabilidade emocional dos pacientes. Pensando em amenizar as dificuldades do tratamento dos pequenos e ao mesmo tempo abordar temas relevantes de forma lúdica, a Toyota do Brasil e a startup De Criança para Criança (DCPC) levaram o projeto Criando Juntos para os pacientes internados no Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico que é referência na América Latina no tratamento do câncer da criança e do adolescente.

Mediante o acompanhamento da equipe pedagógica da instituição, o projeto promoveu a criação de cinco histórias com temas voltados à preservação do planeta. O resultado são animações digitais, que foram totalmente patrocinadas pela Toyota do Brasil. “Juntos, nós entendemos que a metodologia poderia ajudar as crianças a se sentirem melhor durante o tratamento e ainda debater a situação do meio ambiente com elas. No hospital, elas têm aulas regulares e essa foi uma maneira de fazer com que elas se sentissem parte de algo maior e ainda responsáveis pelo futuro do planeta. As histórias são muito bacanas e isso comprova que o impacto da nossa metodologia é positivo não apenas dentro das escolas”, conta Vitor Azambuja, um dos criadores do DCPC.

Os animais, a limpeza dos oceanos, os incêndios florestais, o lixo e a escassez hídrica foram os assuntos abordados nas animações. O destaque fica por conta das ações propostas para preservar a natureza e conscientizar as pessoas a respeito da importância de pensar no futuro do planeta. A temática foi proposta pelo DCPC e pela Toyota e prontamente aprovada pelo hospital. Azambuja acredita que essa é uma questão urgente: “A sustentabilidade é um assunto que precisa ser debatido pela sociedade e nada melhor que fazer isso por meio das crianças, porque elas se interessam muito pelo tema”.

Para a Dra. Silvia Brandalise, médica e presidente do Centro Infantil Boldrini, falar com as crianças e disseminar informações sobre os cuidados com o Meio Ambiente é de extrema importância. “Recentemente trabalhamos no lançamento nacional e internacional da Declaração dos Direitos Ambientais das Crianças, cujo foco é justamente ressaltar que as crianças têm direito à vida em um planeta saudável, seguro e com recursos essenciais à vida. Esse deve ser um compromisso de todo nós e a conscientização passa por iniciativas como esta, a criação de livros infantis sobre o assunto pelo projeto De Criança para Criança”.

A proposta, ainda de acordo com Azambuja, procurou aliar o que fazem as instituições Toyota e Centro Boldrini, as medidas sanitárias adotadas durante a pandemia da Covid-19 e a necessidade de estimular a criatividade dos pacientes. As histórias foram desenvolvidas com a participação ativa das crianças ao longo do desenvolvimento do projeto. “Todo o processo foi feito remotamente e as crianças são as principais responsáveis pela criação, embora tudo tenha sido acompanhado pelo DCPC e pelos pedagogos do Centro Boldrini. Mais que ensinar de forma lúdica, procuramos ouvir o que as crianças pensam a respeito do meio ambiente e dar voz a elas”. As histórias criadas pelos pacientes estão disponíveis no canal do DCPC no YouTube.

Sobre o De Criança para Criança | O programa De Criança para Criança oferece um leque de metodologias de educação híbrida para escolas de todo o mundo. Do futuro para a escola, a proposta da startup é oferecer às crianças a oportunidade de serem protagonistas, colocando-as no centro da aprendizagem. Por meio de uma plataforma simples, os professores são orientados a serem mediadores, fazendo com que os próprios alunos desenvolvam conhecimento sobre temáticas diversas. A partir de discussões, constroem coletivamente histórias, fazem desenhos e gravam locuções relativas às narrativas criadas, que posteriormente serão transformadas em animações feitas pelo DCPC, expandindo os horizontes educacionais.

https://www.decriancaparacrianca.com.br/pt/

https://www.instagram.com/decriancaparacrianca/

https://www.youtube.com/user/decriancaparacrianca

https://www.facebook.com/DeCriancaParaCrianca/.

Sobre o Centro Infantil Boldrini | O Centro Infantil Boldrini é o maior hospital especializado na América Latina, localizado em Campinas, que há 43 anos atua no cuidado a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue. Atualmente, o Boldrini trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina, a maioria pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos centros mais avançados do país, o Boldrini reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento clínico especializado, comparáveis ao Primeiro Mundo, disponibilidade de leitos e atendimento humanitário às crianças portadoras dessas doenças. www.boldrini.org.br

(Fonte: Betini Comunicação)

Espetáculo “Circo Misterium” estreia temporada on-line em Vinhedo

Vinhedo, por Kleber Patricio

Fotos: Miguel Magalhães.

Você já pensou o que faria se fosse parar no portal entre a vida e a morte? O circo, com sua pluralidade de estilos, faz um elogio à vida e à diversidade religiosa de forma poética e cômica no espetáculo Circo Misterium, do Barracão Teatro, importante centro de investigação das Artes da Cena localizado em Campinas. As apresentações serão neste fim de semana, nos dias 15, 16 e 17 de outubro, às 20h, com transmissão gratuita pelo no canal do Youtube da Secretaria de Cultura e Turismo de Vinhedo. O espetáculo é realizado por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC) e pela campanha de financiamento coletivo Credo Quia.

O palhaço Zabobrim, interpretado por Esio Magalhães, ao se engasgar com uma bola de pingue-pongue, acaba chegando ao portal entre a vida e a morte. Nessa tênue linha, se vê diante de suas certezas e dúvidas sobre a própria existência num possível dia do próprio juízo final. Imaginando estar na porta do céu e sabendo-se um pecador inveterado, começa a rezar desesperadamente para se salvar. Porém, ao contrário do que esperava, surgem vários seres imortais representando princípios de diversas religiões, crenças e filosofias, que serão apresentados por artistas circenses e suas múltiplas especialidades como lira, bambolê, faixa aérea, Buuggeng, força capilar e acrobacia mão a mão. Além dos imortais, Zabobrim encontra Scientia, um cientista que vem estudando o portal para descobrir o que é a morte e, assim, entender o significado e o sentido da vida. Juntos, compartilham sensações para a tão enigmática resposta, sempre com respeito à ciência e às religiões que tentam dar sentido à existência humana.

Impulso criativo | Em tempos tão difíceis, em que o fundamentalismo e a violência por intolerância religiosa se naturalizam cada vez mais em nossa sociedade, falar sobre o mistério da vida com poesia, humor e muito respeito é importante para elevar o nível de convivência e sociabilidade entre os concidadãos. “A espiritualidade sempre esteve e está presente na experiência humana e na sua relação com o mistério da vida: de onde viemos, para onde vamos, o que fazemos aqui?”, questiona o ator Esio Magalhães, que interpreta Zabobrim.

Para ele, as religiões são os caminhos por onde os seres humanos escolhem, cada um à sua maneira, exercer a relação com a espiritualidade. “É uma manifestação cultural necessária, capaz de trazer alento, unir pessoas e ajudar a superar dificuldades. A ciência também é um caminho que busca, por meio de evidências, explicar este mistério”, reflete.

O processo de criação de Circo Misterium teve início em meio à pandemia. Desde janeiro de 2021, o elenco trabalhou de forma remota para construir, com segurança, a dramaturgia e os números que compõem o espetáculo.  Na fase de finalização da obra, foram realizados ensaios híbridos entre virtual e presencial.

Assim como a morte não avisa o dia e nem horário para chegar, Esio fez uma imersão sobre o tema da finitude. Na sua página do Instagram, promoveu encontros com pessoas de diversos segmentos para que relatassem como encarariam se estivessem no portal entre a vida e a morte. O ator conversou, ainda, com representantes religiosos, como Vanda Fonseca Coelho (Espiritismo), Mãe Eleonora (Candomblé), Soha Chabrawi (Islamismo), Daniel Lima (Umbanda), Bruno Davanzo (Budismo), André de Azevedo (Cristianismo), Daniel Zekhry (Judaísmo), Ademário Ribeiro Payaya e Cosme Pankararu (cosmogonia de povos originários).

O espetáculo é uma ficção sobre a principal fragilidade humana: o inevitável encontro com a morte. Através do encantamento das artes e do riso, Circo Misterium enseja uma reflexão de forma leve, mas profunda sobre o tesouro mais rico que temos: a vida.

Ficha técnica – Circo Misterium

Parceria: Cia. Gravitá

Direção, Dramaturgia e Concepção de Cenário: Esio Magalhães

Assistente de Direção: Tiche Vianna

Elenco: Alessandro Coelho | Bárbara Francesquine | Débora Ishikawa | Esio Magalhães | Helder Vilela | Mai Yamachi | Sandra Silva | Vulcanica Pokaropa

Vozes em off – em ordem de entrada:

Ser de Luz: Maria Helena Chira

Rahamim: Marina Mathey

Irandiran: Pascoal da Conceição

Zamam: Carol Badra

Anama Anga: Patrícia Bastos

Rigpa: Clarissa Kiste

Música Original: Marcelo Pellegrini

Concepção e operação de Luz: Beatriz Nauali (Luzamba Iluminação e Sonoridade)

Operação de som: Erico Damineli

Figurino: Helen Quintans

Costureira: Cleusa Quintans

Cenário – execução: José Soares (O Hiperurânio Cenografia)

Lona – execução: Jader Morais (Tio Bocão)

Produção audiovisual: Laboratório Cisco

Arte Gráfica: Ana Muriel

Produção executiva: Cau Vianna

Produção: Barracão Teatro.

Serviço:

Circo Misterium

Quando: 15,16 e 17 de outubro

Horário: 20h

Onde: No canal do Youtube da Secretaria de Cultura e Turismo de Vinhedo https://bit.ly/sec_cultura_vinhedo

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre, mas não é um espetáculo infantil.

(Fonte: Boas Histórias Comunicação)

Livros: “A menina que cuspiu um sol e uma lua”, de Bárbara Beraquet

Campinas, por Kleber Patricio

A jornalista Barbara Beraquet. Fotos: divulgação.

Durante mais de 20 anos, a jornalista Bárbara Beraquet, natural de Campinas (SP), atuou em comunicação institucional e na redação de sites, jornais e revistas. Ao longo deste tempo, ela escreveu crônicas e contos para diversos veículos, alguns voltados ao público infantil. A menina que cuspiu um sol e uma lua, lançamento na Coleção Ler-Brincar-Criar, das Edições Saruê, é seu primeiro livro para crianças.

Fala a escritora: “A vida tem sua própria escalada dramática de acontecimentos e, na maior parte das vezes, somos surpreendidos ao longo de nossa jornada. Num destes momentos críticos, me peguei em diálogo com meus botões sobre nossa capacidade – ou incapacidade – de compreender e expressar os próprios sentimentos – e de quanto isso é moldado desde a infância. A menina Rosa, que cuspiu um sol e uma lua, nasce daí, da liberdade e do entendimento das emoções mais profundas que cultivamos. Também propõe um olhar mais atento, para pais e cuidadores, aos pequenos que são nossas crianças”.

Bárbara assina, ainda, a diagramação do livro O Gambazinho Saruê, de Nima Spigolon, com ilustrações de Lana Maciel, que faz parte da mesma coleção.

Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, com especialização em Gestão Estratégica de Comunicação e extensão em Jornalismo Científico, Produção Editorial, Assessoria de Imprensa, Marketing e Gestão de ONGs, é mãe de dois e cronista no meuquintalmagico.com. O blog é um espaço de verde no ambiente digital que se propõe a visitar quintais de gente boa e interessante e a falar da vida em “metáforas botânicas”. Para conhecer mais produções da autora, siga @meuquintalmagico no Instagram.

As ilustrações, a capa e a diagramação de A menina que cuspiu um sol e uma lua são de Willia Kátia de Oliveira – confira detalhes clicando aqui – e conheça a primeira imagem da personagem central do livro, a Rosa, que tem nas mãos o nosso mascote Sassaruezim.

Para saber mais sobre A menina que cuspiu um sol e uma lua, siga @edicoes.sarue e @pangeiaeditora.

Apoie este projeto e receba no Natal, dez livros físicos, sem frete, para presentear os filhos, irmãos, sobrinhos e netos. Eles vão se divertir nas férias com narrativas cheias de aventura e poemas lúdicos, instigantes, divertidos.

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Atingidos 35% da meta necessária para o projeto, será sorteada a mascote Sassaruezim entre os apoiadores. Faça parte desse projeto – com os escritores, ilustradores, diagramadores

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A menina que cuspiu um sol e uma lua

De Bárbara Beraquet – @meuquintalmagico

Ilustrações, capa e diagramação – Willia Kátia Oliveira – @williakatiaoliveira

Curadoria de Nima Spigolon – @rosanina.rubra

Editoria de Claudia Bortolato – @claudia.bortolato

Com 16 p., em cores

(19) 99753-3822 | meuquintalmagico.com.

(Fonte: Delma Medeiros Assessoria de Comunicação)