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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Casa Museu Ema Klabin apresenta exposição “Ema e a Moda no século XX”

São Paulo, por Kleber Patricio

Ema Klabin em uma de suas viagens, com um tailleur Christian Dior. Foto: Divulgação – Acervo da Casa Museu Ema Klabin.

De 30 de outubro a 19 dezembro de 2021, a Casa Museu Ema Klabin promove a exposição Ema e a Moda no século XX – as roupas e a caligrafia dos gestos, com curadoria do pesquisador e escritor Brunno Almeida Maia. Em formato presencial e online, a mostra objetiva contar uma breve história da moda dos anos 1920 aos anos 1980 por meio de peças de vestuário, acessórios e fotografias da colecionadora e mecenas Ema Klabin.

Serão expostas 18 peças de vestuário da colecionadora, como vestidos, casacos, tailleurs, conjuntos de blazer e saia e trajes tradicionais chineses usados por Ema em festas a fantasia nos cruzeiros de navio. Marcas famosas de grandes estilistas franceses, como Jean Patou, Christian Dior e Maggy Rouff, estarão na mostra, além da marca espanhola Loewe.

A exposição também contará com bolsas, malas, binóculo, leques, sombrinhas e frascos de perfume, além de um panorama de fotografias históricas do arquivo da instituição. “Uma das imagens mostra o desembarque de Ema Klabin de um navio, onde aparece com um tailleur Christian Dior no estilo New Look, que marcaria a feminilidade da mulher no pós-guerra”, informa o curador. A exposição também apresentará, no quarto de hóspedes, um conjunto Dior e acessórios pertencentes a Eva Klabin, irmã de Ema, que também fundou sua casa museu no Rio de Janeiro, traçando um paralelo entre as trajetórias das duas irmãs.

M-1568 – Traje feminino Cheongsam ou Qipao – Autor desconhecido – Hong Kong – século XX – Adquirido em 1956 – Seda bordada, pingentes de metal, galão bordado e fita bordada. Foto: Isabella Matheus.

Sobre o título da exposição | De acordo com Brunno Maia, a escolha do título da exposição homenageia a filósofa e socióloga Gilda de Mello e Souza, tomando de empréstimo o conceito de “caligrafia dos gestos” que ela propõe no livro O espírito das roupas – a moda no século dezenove.

Cenários | A memória afetiva das roupas, a personalidade de Ema, seu modo de vida e seu gosto pelas viagens, pelas artes e pelas festas, além de sua atuação como empresária, estão presentes na exposição, organizada em quatro eixos temáticos: História, conceito e individualidade, Contexto sociocultural, Cultura material: história do objeto e Moda: linguagem estética. Os diferentes cômodos da residência de Ema Klabin foram cenários cuidadosamente pensados para cada eixo. “Optamos por destacar não apenas a preocupação que Ema Klabin tinha com esses detalhes, como a possibilidade de contarmos histórias por meio da cultura material. Há toda uma cultura da feminilidade inscrita nesses objetos”, salienta Brunno.

Outras Narrativas | “Esta exposição apresenta, pela primeira vez, o núcleo de moda da Coleção Ema Klabin e se insere no tema anual Outras Narrativas, com uma forma inédita de abordar a história de Ema Klabin e da moda, considerando suas roupas simultaneamente como criações artísticas e como documentos do período em que viveu”, informa Paulo de Freitas Costa, curador da Casa Museu Ema Klabin.

Arte e tecnologia | O público também poderá assistir a um vídeo de realidade virtual que permite fazer uma imersão digital pelos ambientes da casa museu e conferir detalhes da exposição. Realizado pelo multiartista Tadeu Jungle e sua produtora, a Junglebee, o vídeo apresenta, de forma inédita, a coleção e algumas das roupas que estarão expostas na Casa Museu, criando novas possibilidades de fruição das obras e peças da Coleção. Os óculos utilizados nessa ação serão higienizados, seguindo os protocolos de biossegurança. O vídeo também estará disponível na plataforma YouTube VR.

M-1571 – Vestido – Autor desconhecido – Década de 1970 – Crepe e chiffon, botões de resina, zíper e colchetes metálicos, ombreiras de feltro e espuma. Foto: Isabella Matheus.

Cursos e oficinas | A Casa Museu também promove, até novembro, uma série de palestras, oficinas, cursos e mesa-redonda com grandes nomes da área. Assuntos como a história das roupas, a importância desses acervos em museus, o conceito de economia circular e sustentabilidade, o desfile nº 13 do estilista Alexander McQueen, a arte e a moda, a indumentária baiana, o fenômeno social da moda e a presença negra em acervos de moda são alguns dos temas dos encontros.

A exposição Ema e a Moda no século XX: as roupas e a caligrafia dos gestos tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, patrocínio da Klabin S.A. e apoio Texprima e Texprima LOF. A programação cultural associada à exposição integra o projeto Digitalização da Coleção Ema Klabin, que contou com o apoio do BNDES, a co-idealização de Benfeitoria e SITAWI e a parceria da Beenoculus.

Serviço:

Casa Museu Ema Klabin

Exposição Ema e a Moda no século XX: as roupas e a caligrafia dos gestos

30 de outubro a 19 de dezembro

Visitas mediadas: quarta a domingo, 11h, 14h e 16h – grupos de até cinco pessoas

Agendamento: emaklabin.org.br | (11) 3897-3232

Visitas ao jardim e visualização presencial da realidade virtual: quarta a domingo, das 11h às 16h, com permanência até as 17h – lotação 70 pessoas.

Entrada franca

Classificação etária: Livre

Casa Museu Ema Klabin

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo/SP

Acesse as redes sociais:

Instagram: @emaklabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

Canal do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Site: https://emaklabin.org.br

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária no site.

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Livros: “O encanto da minhoca” dissemina virtude da gratidão

Manaus, por Kleber Patricio

A autora Sandra Sahd.

Foi durante as férias em família em 2017, deitada em uma rede no museu do seringal, que Sandra Sahd finalizou os capítulos daquele que seria o seu primeiro livro infanto-juvenil. Na época lançado em Paulínia (SP), o livro foi adaptado para o teatro e levou ao palco um pedacinho do reconforto que ela encontrou na Amazônia. Quatro anos depois, O Encanto da Minhoca desembarca em Manaus para, dessa vez, inspirar as pessoas da cidade que outrora lhe inspirou.

“Eu nunca tinha ido antes a Manaus ou pesquisado sobre a cidade, mas tem um lugar em particular que menciono no livro que é literalmente a casa de Naldinho (personagem principal)! Uma coincidência que, além de me chamar muito a atenção, me emocionou demais”, relembra a autora. “Naquela época, eu estava incomodada com o prazo da produção do livro, tinha escrito apenas dois capítulos e depois entrei num bloqueio criativo persistente, que só se encerrou quando cheguei aqui. Então trazer o Naldinho para cá é uma oportunidade de agradecer ao lugar que me despontou para a literatura infanto-juvenil”, completa.

Ao longo de aproximadamente cem páginas, o livro (ilustrado por Dimaz Restivo) – que é inspirado em fatos – viaja na história de um menino apaixonado pela natureza e que tem como amigas uma flor de lótus (Floris) e uma minhoca encantada (Filó). Depois de um acidente que o faz perder os movimentos de um dos braços, Naldinho encontra respostas na virtude da gratidão. “A mensagem é aprender a ser grato a tudo, às coisas boas e ruins que acontecem em nossa vida e que servem para nos impulsionar, nos tirar da zona de conforto, nos permitir ser quem somos em nossa plenitude”, pontua Sahd.

Entre os dias 3 e 5 de novembro, O Encanto da Minhoca será apresentado em 12 sessões abertas ao público, sempre às 9h, 10h30, 14h e 15h30. Os ingressos para o espetáculo, que tem classificação livre, devem ser retirados no próprio local com uma hora de antecedência: quarta e quinta-feira as sessões acontecem no Centro de Convivência Padre Pedro Vignola; na sexta-feira as apresentações ocorrem na Casa Mamãe Margarida. Ao final de cada encenação haverá distribuição gratuita do livro homônimo.

Fotos: divulgação.

Em Manaus, o espetáculo é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com realização do Ministério do Turismo via Secretaria Especial de Cultura e produção da Cacho de Ideias.

Sobre Sandra Sahd | Sandra Sahd é apaixonada pelo ser humano e por todas as possibilidades que temos de transformar o mundo em um lugar melhor. Fundadora da Embaixadores da Prevenção, o objetivo principal de Sandra é empoderar as pessoas com as suas virtudes para que possam transformar a sociedade. É palestrante e escritora de 16 obras literárias publicadas; seu livro Tudo isso, Arnold é uma literatura infantil sobre a biografia do astro Arnold Schwarzenegger. Bacharel em Educação Física pela Unicamp, ela se especializa em Marketing Organizacional pela mesma instituição. Conheça mais em www.sandrasahd.com.br.

Serviço:

O Encanto da Minhoca em Manaus

Data: quarta-feira, 3 de novembro de 2021 e quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Horários: 9h, 10h30, 14h e 15h30

Local: Centro de Convivência Padre Pedro Vignola | R. Gandú, 119, Cidade Nova – Manaus (AM)

Ingressos: gratuitos, com retirara uma hora antes de cada sessão

Data: sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Horários: 9h, 10h30, 14h e 15h30

Local: Casa Mamãe Margarida | R. Penetração II, 249, São José – Manaus (AM)

Ingressos: Gratuitos, com retirara uma hora antes de cada sessão

Classificação livre

Sessões abertas ao público geral.

(Fonte: Entre Aspas)

Regulação da atividade neuronal pode controlar o avanço do melanoma

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: National Cancer Institute/Unsplash.

O câncer é considerado o principal problema de saúde pública no mundo e está entre as quatro principais causas de morte antes dos 70 anos na maioria dos países, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou a possibilidade de, ao manipular o sistema nervoso, diminuir a progressão do melanoma, que é considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. O resultado acaba de ser publicado na revista “Acta Neuropathologica Communications”.

Para testar isso, o grupo utilizou uma técnica chamada quimogenética. Ela foi desenvolvida por neurocientistas e permite modificar temporariamente a atividade de neurônios específicos para estudar circuitos neuronais no cérebro. O grupo decidiu então testar se a quimogenética poderia ser aplicada à biologia do câncer. Para tanto, utilizaram essa metodologia para inibir ou, ao contrário, superestimular a atividade neuronal em neurônios sensoriais dentro dos tumores. “Nós descobrimos que, ao inibirmos a atividade de neurônios sensoriais, os tumores cresciam mais. Já em contraste, a superativacão dos neurônios sensoriais inibe o crescimento do melanoma. A superestimulacão desses neurônios também induziu a diminuição de vasos sanguíneos nos tumores, que ajudam estes a crescer, bem como uma melhora da resposta imune antitumoral, elevando os linfócitos antitumorais que se infiltram no tumor, ao mesmo tempo em que reduzem as células imunossupressoras”, explica Alexander Birbair, que liderou o estudo.

Além do melanoma | Os autores vislumbram que a descoberta possa ajudar a criar mecanismos mais eficientes e específicos no tratamento de outros tipos de câncer, como de mama, próstata e pulmão. “Os resultados da pesquisa mostram a importância da preservação dos nervos sensoriais em pessoas que estão com câncer. Muitas quimioterapias, que acabam sendo prejudiciais aos pacientes, matam não só as células malignas, mas afetam também os nervos sensoriais. Se estes tratamentos estão matando os nervos sensoriais, isso pode não ser bom para a progressão do tumor nestes pacientes, esperando-se uma piora clínica. A pesquisa tenta mostrar uma alternativa de atacar as células do câncer, mas também controlar o microambiente, de tal forma que as células parem de crescer”, acrescenta.

Também participaram deste estudo pesquisadores do Hospital Sírio-Libanês, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além de colaboradores internacionais. O grupo recebeu financiamento do Instituto Serrapilheira, apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicos (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

(Fonte: Agência Bori)

Museu Subaquático de Bonito valoriza artistas sul-mato-grossenses

Bonito, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Dois artistas naturais de Corumbá (MS) assinam as obras que compõem o cenário do Museu Subaquático de Bonito, inaugurado no último dia 09, dentro do parque de natureza da Nascente Azul. Na primeira exposição, chamada Ciclos, um circuito de estátuas submersas explora de forma crítica a relação entre a humanidade e a natureza.

Denilson Oliveira, 47, é artista plástico de vocação desde os 12 anos de idade, quando iniciou sua trajetória profissional produzindo peças de cerâmica. Anos depois, foi convidado por escolas de samba para produzir cenografias do Carnaval de Corumbá e também pelo artista e carnavalesco Joãosinho Trinta para estagiar no Carnaval do Rio de Janeiro.

Aos 43 anos, Denilson resolveu rumar para Bonito, onde trabalhou em pequenas obras para turistas e também para alguns empreendimentos da cidade, até que surgiu a oportunidade de construir as primeiras obras de arte para o Museu Subaquático de Bonito. As estátuas são frutos de uma boa parceria: enquanto Denilson esculpe as peças, a estrutura de arame inoxidável, que forma o esqueleto da obra, é trabalhada por Flavio Bertini.

Flavio é formado em cenografia e especializado em arte circense. Apaixonado por teatro, dança e circo, se mudou para Bonito há três anos em busca de obras maiores. Ele afirma que realizar as armações das obras do Museu Subaquático da Nascente Azul foi sua maior realização profissional, pelo reconhecimento de seu talento.

Durante a concepção do Museu Subaquático de Bonito, a ideia foi valorizar o trabalho de artistas locais, dando a eles mais visibilidade e um espaço em que pudessem se expressar livremente sobre temas como a sustentabilidade e a preservação da natureza. Durante o mergulho, entre uma rica diversidade de peixes, o visitante poderá admirar as estátuas submersas em cada detalhe e será convidado a refletir sobre importantes questões ambientais.

Os artistas Denilson Oliveira (esq.) e Flavio Bertini (dir.).

A exposição Ciclos expõe o egoísmo do homem em contraste com a benevolência da natureza, por meio do surrealismo e da utilização de símbolos visuais. A obra Manifesto, por exemplo, é inspirada em O Grito, de Edvard Munch, mas aparece aqui como um tronco de árvore, mostrando assim o desespero da natureza que clama por socorro frente à destruição causada pela humanidade. Já a estátua Gaia representa a Mãe Natureza, que gera e nutre a vida do planeta, na forma de um bebê que se desenvolve dentro de uma árvore.

Em uma demonstração perfeita da integração entre arte e natureza, as estátuas devem passar por um constante processo de petrificação, graças à ação do calcário e do magnésio encontrados em abundância nas águas de Bonito.

Nascente Azul

Rodovia Bonito Bodoquena, km 22 – Bonito/MS

Para aquisição do passeio ao Museu Subaquático de Bonito, entre em contato com as agências locais

Mais informações em: nascenteazul.com.br.

(Fonte: Assimptur)

Exposição ‘Color Bind’ investiga aproximações cromáticas de obras de artistas representados pela Galeria Kogan Amaro

São Paulo, por Kleber Patricio

“Pintura 348”, 2019 | Felipe Góes – acrílica e guache sobre tela – 42 x 50 cm.

A Galeria Kogan Amaro recebe, a partir do dia 11 de novembro, quinta-feira, a exposição coletiva Color Bind, que conta com curadoria de Marcello Dantas e obras de Felipe Góes, Fernanda Figueiredo, Isabelle Borges, Patricia Carparelli e Shizue Sakamoto, artistas representados pela Galeria Kogan Amaro. Dantas foi convidado pelo espaço para propor uma curadoria a partir das aproximações de cores das obras, revelando assim relações poéticas distintas entre elas.

Foram privilegiadas em sua seleção obras de predominância cromática. “Existem pelo menos 11 milhões de cores no mundo visível aos nossos olhos, mas a maior parte das pessoas só usam os nomes de onze cores no seu dia a dia. Ou seja, a linguagem verbal é uma ferramenta bastante inadequada para representar a linguagem das cores. Como falar sobre o inominável?”, provoca o curador.

As aproximações de cores foram analisadas via recursos digitais, considerando os componentes cromáticos de cada obra. Após essa etapa, os resultados foram comparados à sequência da escala Pantone, sistema globalmente aceito de identificação e sequenciamento de cores. A partir dessa tabela, as obras foram dispostas no espaço. “Há alguns anos comecei a pesquisar processos curatoriais que sejam como equações: sistemas que, uma vez formulados, estão abertos a apresentar resultados surpreendentes. O curador propõe uma forma conceitual de organização e, diante de um conjunto existente, aplica essa métrica para revelar algo sobre o qual nem ele mesmo tem controle sobre a resultante”, comenta Dantas.

“Um país do futuro – Catetinho”, 2021 | Fernanda Figueiredo –
acrílica sobre tela – 120 x 190 cm.

É necessário ressaltar que o processo da composição dessa mostra foi profundamente abstrato para Marcello Dantas, que é daltônico e não pôde, de fato, compreender o resultado apresentado, apesar de ter concebido sua lógica. “O daltonismo não é não ver as cores, mas sim ter dificuldade em dar nomes a elas quando justapostas lado a lado, exatamente o que eu estava propondo com essa equação: revelar como as cores conversam entre si sem uma intervenção do gosto humano”, explica. Com isso, a exposição revela ainda que a cor é uma linguagem própria que se infiltra na percepção humana de um modo subjetivo e que não tem uma explicação exata.

Sobre o curador | Marcello Dantas é um premiado curador interdisciplinar com ampla atividade no Brasil e no exterior. Trabalha na fronteira entre a arte e a tecnologia, produzindo exposições, museus e múltiplos projetos que buscam proporcionar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. Nos últimos anos, esteve por trás da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; Museu da Natureza, na Serra da Capivara, Piauí; Museu da Cidade de Manaus; Museu da Gente Sergipana, em Aracaju; Museu do Caribe e o Museu do Carnaval, em Barranquilla, Colômbia.

O curador Marcello Dantas. Foto: Juliette Bayen.

Realizou exposições individuais de alguns dos mais importantes e influentes nomes da arte contemporânea, como Ai Weiwei, Anish Kapoor, Bill Viola, Christian Boltanski, Jenny Holzer, Laurie Anderson, Michelangelo Pistoletto, Rebecca Horn e Tunga. Foi também diretor artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, do Pavilhão do Brasil na Rio+20, da Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006. Atualmente, é responsável pela curadoria da próxima edição da Bienal do Mercosul que ocorre em 2022, em Porto Alegre, e é curador do SFER IK Museo em Tulum, México. Formado pela New York University, Marcello Dantas é membro do conselho de várias instituições internacionais e mentor de artes visuais do Art Institute of Chicago.

Sobre os artistas | Felipe Góes (São Paulo, SP, 1983) trabalha com pintura buscando discutir a produção e percepção de imagens na contemporaneidade. Realizou exposições individuais na Galeria Kogan Amaro (São Paulo, 2019), Galeria Murilo Castro (Belo Horizonte, 2018), Instituto Moreira Salles (Poços de Caldas, 2017), Galeria Virgílio (São Paulo, 2016 e 2018), Central Galeria de Arte (São Paulo, 2014), Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, EUA, 2014), Museu de Arte de Goiânia (Goiânia, 2012) e Usina do Gasômetro (Porto Alegre, 2012). Participou das exposições coletivas Mapping Spaces (Kentler International Drawing Space, New York, EUA, 2016), 2ª Bienal Internacional de Asunción (Assunção, Paraguai, 2017), Coletivo Terça ou Quarta + Acervo Municipal (Araraquara, 2014 – patrocínio: PROAC-ICMS), Arte Praia 2013 (Natal, 2013 – patrocínio: Funarte) e 20 e poucos anos – portfólio (Galeria Baró, São Paulo, 2011). Participou de residências artísticas no Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, EUA, 2014) e Instituto Sacatar (Itaparica, BA, 2012).

Fernanda Figueiredo (Limeira, SP, 1978) estudou Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e Artes Visuais na Fundação Armando Alvares Penteado em São Paulo. A partir de 2005 trabalhou ativamente em uma dupla colaborativa em São Paulo, sendo o desenho e a pintura os meios que melhor refletem sua produção artística. Em 2015, quando se mudou para Berlim, começou a seguir sua carreira solo. Nesse período, passou a investigar o processo de construção da nacionalidade brasileira no século XX e o papel das artes visuais, escultura, arquitetura, paisagismo e design nesses eventos. Desde 2005, expôs em instituições como o MAM – Rio de Janeiro, MAM – Bahia, Galerie im Körnerpark e Kunstquartier Bethanien em Berlim. Desde então, recebeu diversos prêmios; entre eles, o Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais e Goldrausch Künstlerinnenprojekt Stipendium do Berliner Senat e Europäischen Sozialfonds (FSE). Possui obras em coleções particulares e na coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Isabelle Borges (Salvador, BA, 1966) estudou Ciências Sociais na Universidade de Brasília entre 1985 e 1987. Entre 1988 e 1992 morou no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Visual do Parque Lage e teve como professores Beatriz Milhazes, Daniel Senise e Charles Watson, entre outros. Em 1993 imigrou para a Alemanha, morou inicialmente em Colônia e trabalhou como assistente de atelier de Antonio Dias e da artista americana Jack Ox, que realizava um trabalho de pesquisa sobre Kurt Schwitters, artista dadaísta alemão. O contato com o trabalho de Schwitters teve forte influência no trabalho de Isabelle Borges, principalmente em suas séries de colagem. Entre 1996 e 1997 trabalhou como assistente de Sigmar Polke. Estudou na academia de Arte de Düsseldorf. No final de 1997, mudou-se para Berlim.

Patrícia Carparelli (São Paulo, SP, 1980) é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e faz pós-graduação em Arteterapia no Instituto Sedes Sapientiae, fazendo uso da técnica em suas obras. Duas de suas obras foram expostas no XXXII Salão de Artes Plásticas de Arceburgo e ganharam pequena medalha de prata e pequena medalha de bronze. Entre suas exposições, estão PONTES Arte/Formatto – São Paulo (2017) e 50 Artistas – 2ª edição Arte/Formatto – São Paulo (2016).

Shizue Sakamoto (Andradina, SP, 1969) trabalha com pintura e realiza uma pesquisa delicada de cores. Investiga a transitoriedade na relação entre as cores e entre a pintura e o observador que se revelam diante de um olhar distante da celeridade. Participou do curso Pintura: Prática e Reflexão, com Paulo Pasta, Processo Criativo, com Charles Watson no Instituto Tomie Ohtake e História da Arte, com Rodrigo Naves. Realizou exposições individuais na Galeria Kogan Amaro (SP, 2020), Galeria Tato (SP, 2017) e Galeria Deco (SP, 2011). Participou das exposições coletivas Novas Representações (Galeria Kogan Amaro, 2019), Coletiva (Auroras, SP, 2018); PMG (Galeria Tato, SP, 2017); 3° Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa (Paraná, 2016); 46° Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (Piracicaba, 2014), Marcas do Tempo(Galeria Deco, SP, 2012), Vestígio Para o Futuro, Vestígios de 30 Anos (Galeria Deco, SP, 2012) e Grande Exposição de Artes Bunkyo (SP, 2010).

Sobre a Galeria Kogan Amaro | Localizada nas cidades mais populosas do Brasil e da Suíça, as unidades da galeria Kogan Amaro no bairro dos Jardins, em São Paulo, e no coração cultural de Zurique, na Rämistrasse, têm como norte a diversidade de curadoria e público: com portfólio composto por artistas de carreira sólida, consagrados internacionalmente, e também emergentes que já se posicionam no mercado de arte como promessas do amanhã. Sob gestão da pianista clássica Ksenia Kogan Amaro e do empresário, mecenas e artista visual Marcos Amaro, a galeria joga luz à arte contemporânea com esmero ímpar e integra as principais feiras de arte do mundo.

Serviço:

Color Bind

Curadoria: Marcello Dantas

Local: Galeria Kogan Amaro

Período expositivo: 11 de novembro de 2021 a 19 de dezembro de 2021

Horário: segunda à sexta, das 11h às 19h e aos sábados, das 11h às 15h.

No dia da abertura (11 de novembro, quinta-feira), o horário de visitação da Galeria será estendido até às 21h

Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista – São Paulo/SP

Informações: Telefone (11) 3045-0755/0944 ou e-mail

atendimento@galeriakoganamaro.com

Instagram: GaleriaKoganAmaro

Site: galeriakoganamaro.com.

(Fonte: a4&holofote comunicação)