Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Exposição Arte Viva resgata os quase 100 anos de história do Cândido Ferreira

Campinas, por Kleber Patricio

Artista João Jordão, do Cândido Ferreira. Foto: divulgação.

Campinas guarda um tesouro, que agora será aberto e compartilhado com a população, trazendo à tona quase 100 anos de história do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira e sua relevância nacional nos campos da psiquiatria e da saúde mental.  Parte deste rico acervo está presente na exposição Arte Viva, que será aberta ao público no próximo dia 10 de dezembro, sexta-feira, no Museu Vivo Cândido Ferreira, no distrito de Sousas, em Campinas, com entrada gratuita. A exposição, com curadoria da artista plástica e performer Cecília Stelini, é resultado de um minucioso trabalho de estruturação do acervo de aproximadamente 22 mil itens museológicos do Museu Vivo, que inclui objetos de artes, objetos de valor histórico e documentos audiovisuais, entre fotografias e vídeos.

A estruturação foi realizada ao longo de 2021 por profissionais de museologia por meio de recursos do ProAC 13/2020, referente à Modernização de Museus, Arquivos e Acervos do estado de São Paulo e a exposição é oferecida pelo Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira como contrapartida do projeto.

Abertura Arte Viva | Para marcar este momento, a abertura será no dia 10 de dezembro, às 9h, com uma programação especial aberta ao público, que contará com a apresentação da Roda de Música da Casa dos Sonhos, além de uma Roda de Conversa, às 10h, sobre a exposição e a estruturação do Museu Vivo. O bate-papo será mediado pela psicóloga Bianca Bedin, coordenadora geral do projeto, e reunirá as provocadoras Cecilia Stelini, artista visual e performer, curadora da exposição; Gal de Sordi, gestora do projeto, psicóloga e artista, especialista em Educação, Arte e Multimeios e Juliana Siqueira, doutora em Museologia e especialista cultural na Secretaria Municipal de Cultura de Campinas, que colaborou com a estruturação do Museu Vivo Cândido Ferreira.

Cartazes lame-lambe. Foto: divulgação.

“Com a estruturação dos acervos, todo esse rico patrimônio museológico pode ser preservado e valorizado para que o museu permaneça dinâmico, além da possibilidade de novas parcerias para explorar mais sistemática e profundamente os registros da instituição, fazendo avançar o conhecimento sobre a história da psiquiatria, da reforma psiquiátrica brasileira e do movimento da luta antimanicomial”, destaca Bianca Bedin.

A exposição ficará em cartaz até o dia 28 de janeiro de 2022 e segue todos os protocolos de segurança. A partir do dia 12 de dezembro, as visitas poderão ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 17h, com agendamento pelo e-mail museu.candido@candido.org.br.

Mostra traz obras de arte, objetos históricos e material audiovisual | A exposição Arte Viva terá quatro salas, sendo que três delas são antigos quartos fortes da época em que a instituição era denominada como hospital psiquiátrico. Uma sala foi reservada para o público ter acesso a uma mostra de obras do acervo artístico com peças e quadros criados por pacientes do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Em outro espaço, a reprodução do ambiente utilizando objetos históricos do local e o terceiro quarto traz uma exposição audiovisual com fotos artísticas da instituição.

Sala com ojbetos istórios do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Foto: divulgação.

No hall de entrada, o espaço foi todo envolvido com uma exposição coletiva de cartazes lambe-lambe produzidos durante o segundo semestre de 2021 por pessoas da comunidade do Museu Vivo Cândido Ferreira, como usuários, funcionários, voluntários e artistas parceiros com a proposta de trazer a produção atual de arte na instituição. Do extenso acervo, 500 itens foram selecionados e estão disponíveis na plataforma virtual Tainacan para o acesso do público em geral por meio do link https://museuvivo.candido.org.br.

“Vale destacar o valor artístico das obras produzidas por usuários do Serviço de Saúde que hoje integram o acervo do Museu Vivo. Dezenas de artistas já participaram de exposições, salões e concursos de arte fora do contexto terapêutico, tendo recebido prêmios, além de reconhecimento e visibilidade nacional e internacional. A organização do acervo e sua disponibilização para pesquisas no campo da arte propiciarão a ampliação da circulação dessas obras, bem como do reconhecimento de seu valor artístico e de seus autores”, pontua Gal de Sordi.

Museu Vivo Cândido Ferreira | O Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira é uma instituição filantrópica de saúde mental inaugurada em 192 no distrito de Sousas, em Campinas (SP). As inúmeras atividades no campo da saúde, da convivência da diversidade humana e da cultura, desenvolvidas como processos terapêuticos e de inclusão social, resultaram na produção continuada de um variado e rico acervo que estão hoje no Museu Vivo Cândido Ferreira, que integra a história da saúde mental no país. Sua sede, localizada em área de proteção ambiental do município, conta, ainda, com dois edifícios tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – Condepacc.

Um dos prédios do Museu Vivo Cândido Ferreira. Foto: Décio Cesarini Jr.

O acervo congrega artistas periféricos e acadêmicos, da cultura popular e das galerias de arte, passando por movimentos como a arte postal e o grafitti e manifestações como o carnaval e a capoeira. Essa comunidade produtora de uma cultura crítica, inclusiva e afetiva, estende-se para além da cidade de Campinas, alcançando laços regionais e nacionais.

Sobre o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira | Fundado em 1924, o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira é uma entidade filantrópica que, desde seu início, acolhe, cuida, trata de forma gratuita de pessoas com transtornos mentais e dependência química da cidade de Campinas.

Até a década de 1990, o Cândido Ferreira realizou atendimentos como hospital psiquiátrico acompanhando os modelos tradicionais de tratamento da época. A partir de então, a instituição passou a ampliar suas ações por meio da Reabilitação Psicossocial, visando oferecer serviços com bases comunitárias, proporcionando, além do tratamento de saúde mental, também a inclusão social dos usuários.

O Cândido Ferreira foi pioneiro na adesão ao movimento da Reforma Psiquiátrica, adotando o tratamento humanizado, abolindo o uso de eletrochoque, camisa-de-força e o confinamento dos pacientes.

Com 39 unidades de serviço alocadas em todas as regiões de Campinas, o Cândido Ferreira realiza cerca de 6.500 atendimentos ao mês e conta com 950 funcionários. Crianças, adolescentes, adultos e idosos são acolhidos e atendidos em unidades que realizam desde o tratamento psiquiátrico até a inclusão pelo trabalho, visando como objetivo comum, a valorização da vida.

Os atendimentos são oferecidos nas estruturas:

– CAPS (Centros de Atenção Psicossocial);

– Centros de Convivência;

– Consultório na Rua;

– Residências Terapêuticas;

– Oficinas de Inclusão Social pelo Trabalho e Projetos Culturais.

Todos os serviços do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira compõem a RAPS – Rede de Atenção Psicossocial.

Para mais informações sobre o Cândido Ferreira, acesse o site https://candido.org.br/portal/.

Serviço:

Abertura da exposição Arte Viva – Museu Vivo Candido Ferreira

Quando: 10 de dezembro

Horário: 9h

Visitas agendadas: a partir de 12 de dezembro, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira pelo e-mail: museu.candido@candido.org.br

Entrada gratuita

Endereço: R. Antônio Prado, 430 – Distrito Sousas, Campinas – SP

(Fonte: Boas Histórias Comunicação)

Lona das Artes promove ação social de Natal em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Evelyn Daniele.

Com o intuito de apoiar crianças e adolescentes desassistidos, o circo social Lona das Artes, em parceria com moradores e empresários do bairro Vila Padre Anchieta, em Campinas, estado de São Paulo, irá realizar mais uma edição do programa Operação de Natal. No dia 19 de dezembro, a entidade irá distribuir caixas com brinquedos, materiais escolares e itens de higiene pessoal em diferentes comunidades campineiras.

A campanha de arrecadação para a Operação de Natal deste ano foi lançada em 2011 e segue a todo vapor. O voluntário que deseja contribuir com a ação solidária deve separar uma caixa de sapatos vazia e enchê-la conforme a sugestão: materiais escolares, como lápis, canetas e cadernos, um livro infantil, um kit de higiene (exceto itens líquidos) e um brinquedo.

Além disso, é necessário também que a caixa seja embrulhada e etiquetada de acordo com o sexo – a letra “F”, para indicar que o presente é feminino e “M”, para masculino. A doação deve ser entregue em um dos pontos de coleta pré-estabelecidos.

Apesar de a participação ser aberta a todos os públicos, a Lona das Artes incentiva o envolvimento de crianças. Afinal, ao serem estimuladas a enfeitar os presentes, elas valorizarão a importância de doar e ajudar o próximo. Por esse motivo, uma sugestão da entidade é anexar uma carta de apoio e incluir nome e endereço. Trata-se de uma forma das crianças assistidas se sentirem ainda mais acolhidas.

O programa Operação de Natal existe há 20 anos e passou a ser coordenado pela Lona das Artes em 2014 com o objetivo de ampliar o alcance do atendimento e angariar novos parceiros.

Para mais informações, acesse o site https://operacaodenatal.com.br/.

Sobre a Lona das Artes | A Lona das Artes é um espaço de arte, cultura e educação para centenas de jovens em situação de vulnerabilidade econômica. Com a missão de educar e transformar a realidade social de crianças e adolescentes, por meio da arte, a companhia deseja se tornar referência nacional em projetos de educação.

Atualmente, a Lona das Artes integra a Rede Circo do Mundo Brasil e está entre as dez melhores do país. Além da Casa da Bailarina, a instituição possui entre os seus principais projetos o Circo Social, o Programa de Inclusão Econômica de Jovens (PIEJ) e a Profissionalização Artística, dentre outros.

Em 2019, o Instituto Doar classificou a entidade entre as 10 melhores ONGs do país e, em 2020, concedeu ao Projeto Lona das Artes o selo Doar, que incentiva, legitima e destaca o profissionalismo e a transparência nas organizações não-governamentais brasileiras (ONG) na forma de um atestado independente de sua adequação aos Padrões de Gestão, Transparência e Doação (PGTD).

(Fonte: HA Propósito Comunicação)

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e Jadsa se apresentam no Blue Note

São Paulo, por Kleber Patricio

Banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Foto: Gabriel Basile.

Duas cantoras expoentes da cena contemporânea, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e a cantora baiana Jadsa, se apresentam no Blue Note SP no dia 12 de dezembro. Os shows marcam o final do projeto On Stage Talks, promovido pela On Stage Lab, única escola especializada em showbusiness e entretenimento ao vivo da América Latina.

A banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo abre a noite apresentando, a partir das 19h30, faixas do seu primeiro álbum homônimo, lançado em 2021 pelo Selo Risco. Reconhecido pela crítica especializada, o álbum reúne nove faixas autorais e foi produzido por Ana Frango Elétrico (vencedora da categoria revelação no APCA 2019 e indicada ao Grammy Latino). A banda é formada por Sophia Chablau (voz/guitarra), Téo Serson (baixo), Theo Ceccato (bateria) e Vicente Tassara (guitarra/teclados).

Às 20h30, a cantora, compositora, guitarrista, produtora e diretora musical baiana Jadsa vai mostrar nos palcos do Blue Note SP faixas do seu aclamado álbum Olho de Vidro, lançado em 2021 pelo Selo Balaclava Records. O trabalho ganhou destaque nacional trazendo referências da música brasileira do final dos anos 60 e da década de 70, como Jards Macalé, Gal Costa, Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé. A artista concorre a duas indicações no Prêmio Multishow deste ano nas categorias artista revelação e álbum do ano.

On Stage Talks em dezembro | Antes dos shows do dia 12/12, às 17h, acontece o último dos quatro talks internacionais do projeto On Stage Talks: o painel Arte, 5G e Eventos Hibridos – O Futuro é Agora. O encontro vai falar sobre o audiovisual aliado à música. Participam feras do showbusiness; entre elas, Lia Vissotto, sócia-fundadora da produtora Cinnamon. O último talk pode ser assistido presencialmente com ingresso solidário para o Lar Vinícius (@larviniciusorg) ou no Canal do YouTube da On Stage Lab.

Jadsa: indicada ao Prêmio Multishow 2021 nas categorias artista revelação e álbum do ano. Foto: João Milet Meirelles.

No dia 2 /12, às 17h, acontece o talk O futuro é responsável – Produzir entretenimento com sustentabilidade e diversidade. Nele, discute-se como o entretenimento pode ser um grande porta-voz das mudanças do mundo e participam: Júnior Carvalho, que integra o time de Curadoria e Conteúdo do Grupo Vegas (Cine Joia, Altar e Bar dos Arcos); Ciça Pereira, sócia da produtora de impacto artístico e sociocultural Zeferina Produções e da iniciativa Afrotrampos; além de Luzinha Noleto, do escritório Luzis, que cria e lidera ações de marketing com entregas socioambientais.

Promovido pela On Stage Lab, a única escola especializada em showbusiness e entretenimento ao vivo da América Latina, o projeto On Stage Talks conta com palestras, mentorias e painéis que discutem importantes temas para a retomada do setor de showbusiness. Os eventos serão mediados por Fabiana Lian, CEO da On Stage Lab.

A programação cultural conta com apoio do ProAC Expresso LAB Nº 60/2021, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo com recursos oriundos da Lei Aldir Blanc.

Alunos do curso de showbusiness da On Stage Lab também estarão em campo produzindo e aprendendo com os eventos sob mentoria dos professores do curso.

Serviço:

Show Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e a cantora baiana Jadsa

Local: Blue Note São Paulo

Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (2° andar)

Horários dos shows: 19h30 Sophia Chablau e uma enorme perda de tempo e, 20h30, Jadsa

Informações/Reservas: https://bluenotesp.com/

Ingressos online: https://www.eventim.com.br

Valor: Setor único – R$60,00 (inteira)

Horário de funcionamento bilheteria oficial Blue Note São Paulo:

Central de vendas: (11) 94545-1511 (sem taxa de conveniência)

Domingos e feriados, das 12h às 17h30

Formas de pagamento: dinheiro; cartão de crédito e débito

Talks sobre bastidores da música:

2 /12, às 17h, talk O futuro é responsável – Produzir entretenimento com sustentabilidade e diversidade.  Transmissão pelo Canal da On Stage Lab: https://www.youtube.com/c/ONSTAGELAB  – Classificação: 16 anos

12/12, às 17h, Painel Arte, 5G e Eventos Híbridos – O Futuro é Agora – Ingresso solidário: um brinquedo para o @larviniciusorg (presencial – Blue Note SP) e transmissão pelo Canal da On Stage Lab: https://www.youtube.com/c/ONSTAGELAB –  Classificação: 16 anos

Site On Stage Lab: https://www.onstagelab.com.br/

Instagram: @onstagelab

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Camerata Filarmônica Aprendiz e Jovem de Indaiatuba realizam Concerto de Natal

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Repertório do Concerto de Natal da Camerata Filarmônica Aprendiz & Jovem de Indaiatuba mistura músicas sacras e populares. Foto: Débora Simeão.

A Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba apresenta no próximo domingo, dia 12, a partir das 18h, seu Concerto de Natal, com a participação da Camerata Filarmônica Aprendiz & Jovem de Indaiatuba e a participação especial da soprano Thayana Roverso e do barítono Vinícius Atique. Os ingressos devem ser trocados por um litro de leite longa vida no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela até sexta-feira, dia 10, das 8h às 17h. O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

O repertório mistura músicas sacras e populares. “Como temos um grupo jovem, procuramos misturar músicas sacras com arranjos mais populares, como New York, New York, de Fred Ebb e John Kander, que se imortalizou na voz de Frank Sinatra, para termos essa referência, para que os alunos conheçam a linguagem do jazz”, comenta a diretora artística e regente da Camerata, a maestrina Natália Larangeira. “E, no final, eles adoraram”.

O concerto brinda uma temporada desafiadora para a Camerata. “Assim como em 2020, começamos a temporada online e passamos para o semipresencial, até voltarmos às apresentações presenciais”, afirma Natália. “Porém, o mais desafiador foi resgatar os jovens e leva-los de volta aos ensaios, após tanto tempo parados. Por isso, montamos esse repertório, que eles gostaram muito”.

Essa mistura de gêneros musicais foi uma constante na temporada da Camerata. “Isso nos permitiu fugir da hierarquização dos repertórios, ou seja, de arriscar e inserir músicas populares”, analisa a maestrina. “Assim, pudemos entender que música popular, com arranjos de qualidade, é tão boa e desafiadora quanto músicas de concerto. Assim, reconquistamos os alunos e também o público”. O concerto conta ainda com Alexandre Cruz como regente assistente e coordenação pedagógica de Sabrina Passarelli.

Convidados | A soprano paulistana Thayana Roverso iniciou seus estudos de canto ainda criança na antiga ULM -Tom Jobim (atual EMESP – Conservatório Musical Tom Jobim). Aos 17 anos, passou a receber orientação do renomado tenor Benito Maresca. Atriz, formou-se em canto aos 23 anos pela UniFiamFaam na classe do barítono Carmo Barbosa e obteve o grau de mestre em performance pelo Conservatório Francesco Venezze em Rovigo, Itália, sob orientação de Luisa Giannini e Marco Ricciarelli.

O barítono Vinícius Atique debutou em 2011 no Theatro Municipal de São Paulo em L’enfant et Les Sortilèges, de Maurice Ravel, sucesso de público e considerado pela crítica como o melhor espetáculo do ano. Em novembro do mesmo ano, deu vida a Pantalon na estreia carioca de L’amour des Trois Oranges, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, considerado pelo jornal O Globo como um dos dez melhores concertos de 2011.

Desde então, integrou diversos espetáculos como solista de grandes obras sinfônicas em todo o Brasil, tendo realizado seu début internacional em 2018, interpretando Marcello, em La Bohème, de Puccini, no Teatro Colón, em Buenos Aires. Desde 2020, faz parte do duo Fábio Zanon e Vinícius Atique, com repertório erudito para voz e violão.

Esquema vacinal | Seguindo orientação da Resolução 166, de 4 de novembro de 2021, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, para regulamentação de eventos no território estadual, tais como atividades culturais, esportivas e de lazer, deverão ser observados: exigência de comprovação de esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) ou pelo menos uma dose da vacina com apresentação de resultado negativo de teste para Covid-19 do tipo PCR, realizado até 48 horas, ou do tipo antígeno, realizado até 24 horas antes da realização do evento.

Menores de 12 anos devem respeitar a obrigatoriedade do uso de máscara e demais protocolos de prevenção à Covid-19, determinação válida para todo o público. Equipes da Camerata e da Secretaria Municipal de Cultura estarão a postos na entrada do evento para conferência dos dados.

REPERTÓRIO

Regência: Alexandre Cruz

Brendam McBrien – A Christmas Festival (Good King Venceslau, Deck the Halls, Here We Come A-Caroling)

Arcangelo Corelli – Concerto para a Noite de Natal (Arranjo: Todd Parish)

Regência: Natália Laranjeira

Tradicional – Coventry Carol (Arranjo: Brubaker)

Marcio Buzato – Festival Natalino 2 (Jesus Nasceu, Natal e Noite Feliz)

Solo: Thayana Roverso

Anônimo – Greensleeves (Arranjo: Michael Hopkins)

Charlie Adams – Noel (Arranjo: Rafael Vicole)

Solo: Thayana Roverso

Hugh Martin e Ralph Blane – Have Yourself a Merry Little Christmas (Arranjo: Calvin Custer)

Jule Styne – Let It Snow! (Arranjo: Jack Bullock)

Alan Menken – A Whole New World, tema do filme Aladdin

Solo: Thayana Roverso e Vinícius Atique

Fred Ebb e John Kander – New York, New York (Arranjo: John Witney)

Andrew Lloyd Webber – All I Ask of You, tema de O Fantasma da Ópera

Solo: Thayana Roverso e Vinícius Atique

Paul O’Neill e Robert Kinkel – Christmas Eve/Sarajevo

Robert Kerr – Jingle Bells Hoedown.

Serviço:

Concerto de Natal com Camerata Filarmônica Aprendiz & Jovem de Indaiatuba

Data: 12 de dezembro

Horário: 18 horas

Local: Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ (Casarão Pau Preto)

Endereço: Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro – Indaiatuba/SP

Ingressos: trocar por um litro de leite longa vida

Onde trocar: Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela, das 8h às 17h (Rua das Primaveras, 210, Jardim Pompeia)

(Fonte: Assessoria de Imprensa | Prefeitura de Indaiatuba)

Aterros sanitários da região de Campinas estarão saturados em poucos anos

Região Metropolitana de Campinas, por Kleber Patricio

Foto: prvideotv/Pixabay.

Mais de 650 toneladas de lixo são produzidas por dia na região metropolitana de Campinas, em sete municípios da região: Capivari, Elias Fausto, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Barbara d’Oeste e Sumaré.  O levantamento foi realizado pelo Consimares nos últimos três anos. Os resíduos são encaminhados para dois aterros sanitários privados, um localizado na cidade de Paulínia, que recebe 70% do lixo, e o outro, em Indaiatuba, que recebe 7% do lixo. A diferença de 23% vai para um aterro municipal, atendendo apenas a cidade de Santa Barbara D’Oeste.

Para carregar todo o lixo da região são necessárias pelo menos 65 viagens de caminhões trucados (eixo com 4 rodas) todos os dias. Juntos, eles conseguem levar até 10 toneladas de resíduos por viagem. O problema é que, além dos custos altos com os deslocamentos e insalubridade nas operações, além das emissões de gases de efeito estufa, estes aterros estarão saturados em alguns anos.

Diante da urgência em procurar um destino mais sustentável para o lixo gerado nestas cidades, nasceu o movimento Lixo Tem Valor, que tem como proposta conscientizar a população sobre a importância da implantação do modelo de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que, entre diversas frentes, culmina na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares, no segundo semestre de 2022. O projeto faz parte de um consórcio entre estes sete municípios vizinhos, que juntos somam aproximadamente 942 mil habitantes.

Esta será a primeira usina de produção de energia a partir do lixo na região metropolitana de Campinas. A planta fica na cidade de Nova Odessa, em zona industrial, afastada do perímetro urbano, próxima da rodovia Anhanguera. Quando estiver em operação, a usina vai promover o tratamento diário das 650 toneladas de lixo produzidas pela população, gerando 160 mil MWh/ano— o suficiente para abastecer quase metade da demanda da região.

Em âmbitos gerais, o Brasil carece de destinação final ambientalmente adequada para os resíduos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), apenas 2% são reciclados e outros 2% passam pela biocompostagem, enquanto aproximadamente 96% são enviados para aterros sanitários e lixões, sem qualquer tipo de tratamento. Além dos riscos ao meio ambiente e à saúde pública, isso também significa uma oportunidade perdida na geração de energia.

Para além da questão energética, a Central de Tratamento trará soluções sanitárias e ambientais aos municípios, como a criação de estruturas com equipamentos de triagem de resíduos de coleta seletiva para os municípios atenderem o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Consimares e Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares). O projeto garante ainda a inclusão de catadores de recicláveis em cooperativas e associações, sendo responsável pela geração de centenas de empregos diretos e indiretos, desde sua construção, operação e manutenção constante.

Benefícios da tecnologia | Essa tecnologia é mundialmente reconhecida como a única capaz de mitigar as emissões de gases de efeito estufa produzidos nos aterros sanitários. Além disso, com a reciclagem de 99% do volume tratado, evita-se a contaminação do solo e lençóis freáticos, eliminando também odores desagradáveis, contaminantes e presença de animais e insetos no perímetro.

O resíduo final pós-tratamento é um material inerte e inofensivo, utilizado, por exemplo, como complemento na produção de asfalto para melhorias na infraestrutura de regiões periféricas e como aditivo no concreto empregado na construção de moradias populares, postes de transmissão de energia elétrica e manilhas de água e esgoto. “Para entender melhor o processo de tratamento, todo o resíduo que chegar à Central será triado, sendo que os materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva serão separados pelos catadores – parte essencial nesse processo – e totalmente reaproveitados. Já os rejeitos – materiais sem valor econômico e/ou não recicláveis, como o isopor – são destinados ao tratamento térmico, sendo transformados em energia elétrica”, explica o engenheiro elétrico Antonio Bolognesi, à frente do projeto e um dos maiores especialistas na área de gestão de energia no Brasil.

Outro destino importante é dado aos resíduos orgânicos provenientes de podas de árvores, praças, canteiros e limpeza de feira livre. Eles são tratados a partir de um eficiente sistema de biocompostagem, para posteriormente serem utilizados como adubo orgânico, retornando aos canteiros, parques, praças e agricultura familiar.

Segundo mapeamento do setor elaborado pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren), quase 80 milhões de toneladas de lixo por ano poderiam funcionar como fonte de energia, como é feito em vários países. Alemanha, Japão, Cingapura, Estados Unidos, Portugal, China, França, Noruega, entre outros, possuem mais de 2.500 unidades de tratamento em operação. Somente na Alemanha, após a adoção da tecnologia nos últimos 20 anos, as taxas de reciclagem passaram de 3% para mais de 27%. Um salto de qualidade vital ao meio ambiente e à saúde humana.

Marco regulatório | O mercado de recuperação energética de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) poderá se consolidar graças ao novo marco regulatório do saneamento, aprovado pelo Congresso em 2020. Além da PNRS de 2010, que veta, a partir deste ano, a criação de novos aterros sanitários, pressionando os tomadores de decisão para que formas mais sustentáveis de destinação de resíduos sejam adotadas.

Levando em conta esse cenário, o Ministério de Minas e Energia organizará leilões para que as centrais de tratamento de resíduos possam vender sua energia, viabilizando assim os projetos. As concessões poderão ter validade de até 30 anos.

Atualmente, existe no Brasil um potencial para a instalação de mais de 120 unidades geradoras de energia a partir do lixo nas 28 regiões metropolitanas. Para a Abren, tais empreendimentos também seriam grandes geradores de empregos, com investimentos na ordem de R$75 bilhões nos próximos anos.

Ainda de acordo com a entidade, apenas durante a construção dessas usinas seria possível disponibilizar 24 mil vagas, além de outras 9 mil quando já estiverem em operação.

Com início da construção programada para o segundo semestre de 2022 e conclusão em 2025, num custo total de R$500 milhões, a previsão é de que Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares comece a operar no mesmo ano para responder aos desafios do lixo de maneira sustentável e responsável.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | Consimares)