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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Sala São Paulo recebe concertos da Osesp com maestrina Marin Alsop e pianista Gabriela Montero

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Isadora Vitti.

Dando continuidade à Temporada 2021, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp se apresenta entre quinta-feira (11/nov) e sábado (13/nov) na Sala São Paulo sob o comando de sua regente de honra, a norte-americana Marin Alsop, que vem pela primeira vez ao Brasil neste ano. Os concertos terão também a presença da pianista venezuelana Gabriela Montero, Artista em Residência da Temporada 2020-2021. O repertório das performances reúne duas obras de compositores russos: o Concerto nº 1 Para Piano, de Tchaikovsky – com Montero como solista – e a peça Sheherazade, de Rimsky-Korsakov. A apresentação de sexta-feira (12/nov), às 20h, será transmitida ao vivo direto da Sala, no YouTube da Osesp. Montero, por sua vez, se apresenta sozinha na Sala no domingo (14/nov), às 18h, na série Recitais Osesp.

Fá, Ré Bemol, Dó e Si Bemol são as famosas quatro notas que abrem o Concerto para Piano de Tchaikovsky. Ao serem entoadas em fortíssimo pelas trompas, apresentam-se, ao mesmo tempo, como célula geradora de toda a peça e também como síntese reveladora de seu caráter, grandioso e imponente. O piano entra em cena, ocupando todas as regiões da tessitura: acordes densos, graves e agudos, um ritmo ternário. A célebre melodia que se segue – e que deriva da célula inicial –, curiosamente, jamais será literalmente retomada. Tal procedimento, incomum à época, ainda hoje é objeto de controvérsias entre os analistas. Composto entre o final de 1874 e os primeiros meses de 1875, o Concerto obteve grande sucesso em sua estreia em Boston, nos Estados Unidos, em 25 de outubro do ano em que foi finalizado, com Hans von Bülow ao piano e Benjamin Johnson Lang na regência.

A regente Marin Alsop. Foto: Grant Leighton.

Sheherazade, a composição mais famosa de Nikolai Rimsky-Korsakov, foi inspirada pela coleção As Mil e Uma Noites, que enfileira lendas e contos populares da Ásia e do Oriente Médio. Nesse livro famosíssimo, o sultão Shahryar, enlouquecido pela traição da primeira esposa, decide ter uma mulher a cada noite e matá-la na manhã seguinte. Ele só não contava com a esperteza de uma das noivas, Sheherazade. Antes de adormecerem, ela sugere ao soberano que escute uma história que irá embalar seus sonhos. Essa se completa apenas no dia seguinte, quando é emendada em outra, e depois em mais outra. Ao cabo das mil e uma noites do título, Shahryar está completamente seduzido pela narrativa e pela esposa e desiste de seu intento sinistro.

Estes concertos fazem parte da série Mulheres na Música, na qual a Osesp celebra o talento das mulheres na música clássica a partir da presença em nossa programação de grandes representantes contemporâneas, como Isabelle Faust, Gabriela Montero e Marin Alsop, entre outras.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp | Criada em 1954, é uma das mais importantes orquestras da América Latina. Desde 2020, tem o suíço Thierry Fischer como seu diretor musical e regente titular, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, pela norte-americana Marin Alsop, que agora é regente de honra. Em 2016, a Osesp esteve nos principais festivais da Europa e, em 2019, realizou turnê pela China. No mesmo ano, estreou projeto em parceria com o Carnegie Hall, com a Nona Sinfonia de Beethoven cantada ineditamente em português. Em 2018, a gravação das Sinfonias de Villa-Lobos, regidas por Isaac Karabtchevsky, recebeu o Grande Prêmio da Revista Concerto e o Prêmio da Música Brasileira.

Marin Alsop | Regente titular da ORF Radio-Symphonieorchester Wien e regente titular e curadora do Ravinia Festival de Chicago, é regente de honra da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, diretora musical laureada e fundadora do programa OrchKids da Orquestra Sinfônica de Baltimore, após 14 anos como sua diretora musical. Além do trabalho constante com as orquestras Filarmônica de Londres e Sinfônica de Londres, ela dirige regularmente as orquestras de Paris, Cleveland, Filadélfia, La Scala e da Leipzig Gewandhaus. Ávida intérprete de obras do nosso tempo, foi diretora musical do Festival Cabrillo de Música Contemporânea por 25 anos. Primeira e única regente a receber uma MacArthur Fellowship, Alsop também foi homenageada com o Crystal Award do Fórum Econômico Mundial e recebeu muitos outros reconhecimentos por sua trajetória. Já gravou para Decca, Naxos e Sony Classical. Para promover e incentivar a carreira de regentes mulheres, em 2002 ela fundou a Taki Alsop Conducing Fellowship.

A pianista Gabriela Montero. Foto: Anders Brogaard.

Gabriela Montero | Nascida na Venezuela e formada pela Academia Real de Música de Londres, Gabriela Montero já se apresentou com as orquestras Gewandhaus de Leipzig e Philharmonia (Londres); as Filarmônicas de Roterdã, da Rádio Holandesa e Real de Liverpool; e as Sinfônicas de Chicago, Viena, Sydney e Birmingham, entre muitas outras. Seu álbum Bach and Beyond (Warner Classics, 2006) obteve dois prêmios Echo Klassik. Em 2016, realizou uma bem-sucedida turnê por festivais europeus ao lado da Osesp.

A série Mulheres da Música conta com o patrocínio do J.P. Morgan e apoio da Ticket Log por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

PROGRAMA

TEMPORADA OSESP: MARIN ALSOP E GABRIELA MONTERO

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

MARIN ALSOP REGENTE

GABRIELA MONTERO PIANO

Nikolai RIMSKY-KORSAKOV | Sheherazade, Op. 35

Pyotr Il’yich TCHAIKOVSKY | Concerto nº 1 Para Piano em Si Bemol Menor, Op. 23

Serviço:

11 de novembro, quinta-feira, às 20h

12 de novembro, sexta-feira, às 20h – Concerto Digital

13 de novembro, sábado, às 16h30

[14 de novembro, domingo, às 18h – Recitais Osesp: Gabriela Montero]

Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16 – São Paulo/SP

Taxa de ocupação limite: 840 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: entre R$50,00 e R$100,00

Bilheteria (INTI): neste link

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.

IMPORTANTE: Desde o início de setembro, para frequentar a Sala São Paulo, é preciso apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 – ao menos da 1ª dose, de acordo com o calendário de imunização da cidade de cada um. Essa medida está de acordo com o Decreto Nº 60.488, publicado em 27 de agosto de 2021 no Diário Oficial do município. A obrigatoriedade é válida para estabelecimentos e serviços do setor de eventos com público superior a 500 pessoas -a lotação máxima da Sala atualmente é de 638 lugares, obedecendo ao Protocolo de Segurança. A comprovação é necessária para todos que frequentam a Sala: público, artistas e funcionários.

Como apresentar o certificado de vacinação:

1 – Levando o comprovante original em papel;

2 – Mostrando o comprovante digital, disponível nas plataformas e-SaúdeSP, ConectSUS e Poupatempo.

Informações úteis:

– Quem se recusar a apresentar o documento não poderá ingressar na Sala São Paulo, uma vez que a instituição fica sujeita a penalidades e interdição.

– Crianças de até 12 anos que ainda não foram contempladas pelo calendário de vacinação podem acessar o espaço normalmente.

– Vacinados fora do país devem apresentar o comprovante original.

– Quem não pode tomar a vacina por alguma diretriz médica deve apresentar documento que ateste essa impossibilidade.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Fonte:  Fabio Rigobelo | Fundação Osesp)

Livraria da Vila retorna a Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Livraria da Vila, que completa 36 anos em 2021, inaugura nesta terça-feira (9/11), uma nova unidade em Campinas (SP). A loja marca o retorno da Rede à cidade, onde esteve presente até 2018. Localizada no Shopping Iguatemi, um dos mais tradicionais da cidade, a unidade conta com aproximadamente 510m² dedicados à literatura e um mix completo de livros e serviços para atender a todos os públicos. Essa é a sétima loja inaugurada desde 2020, quando Livraria da Vila iniciou seu plano de expansão. Com a nova unidade, a rede passar a contar com 17 unidades, sendo quinze na Grande São Paulo e duas no Paraná.

“No início de 2018 fechamos uma unidade em Campinas e sempre recebemos mensagens de clientes tristes pedindo nosso retorno. Agora surgiu essa possibilidade no Shopping Iguatemi, um dos mais tradicionais da cidade, e ficamos muito felizes por voltar”, conta Samuel Seibel, presidente da Livraria da Vila.

Com 30 mil itens, entre livros, jogos, brinquedos e artigos de papelaria, o mix de produtos da loja foi desenvolvido especialmente para o público da região. A escolha do acervo se deu a partir de pesquisas e conta com títulos para todos os gostos. Entre os destaques estão livros atuais e fundo de catálogo, desde literatura jovem até grandes clássicos da literatura. Destaque para obras de não-ficção com títulos em humanidades, negócios, autoajuda e religião. A nova unidade conta ainda com espaço exclusivo para o público infantil. São 75 m² com mobiliário lúdico e entrada de luz natural dedicados especialmente para a formação de leitores mirins. “Sempre buscamos um mix entre lançamentos e obras importantes do catálogo das editoras. Pesquisamos o mercado, usamos o know-how das outras lojas, analisamos as tendencias e montamos um acervo variado para atender o público eclético que frequenta o Shopping”, reforça Seibel. Além do amplo acervo, os consumidores da região contarão ainda com o programa ‘Seu jeito de Ler’, que converte pontos em descontos. “É um plus para incentivar a leitura”, complementa Seibel.

A loja conta ainda com uma unidade da La Guapa Empanadas Artesanais, famosa rede de empanadas artesanais da Chef Paola Carosella. Aconchegante, o espaço de 60m² oferece diversas opções de empanadas, sobremesas e um excelente café. “Boa comida, bom café e bons livros sempre foi um combo delicioso e conosco não poderia ser diferente. Une-se a essa equação a paixão e cuidado da La Guapa e da Vila pelos seus clientes, um casamento construído com muito carinho desde que abrimos nossa segunda loja na Vila da Lorena, em 2014”, conta Benny Goldenberg, diretor da La Guapa.

A estratégia da Vila, que inaugurou sete unidades entre dezembro de 2020 e julho de 2021 – Shopping Eldorado, na Zona Oeste, Park Shopping São Caetano, no ABC, Shopping Anália Franco, na Zona Leste, Pátio Paulista, no coração de SP, Shopping Maia, em Guarulhos, Shopping Center Norte, na Zona Norte e Shopping Morumbi, na Zona Sul –, é investir em lojas mais compactas, uma curadoria pensada no cliente e um atendimento feito por vendedores apaixonados por livros – característica tradicional da rede.

Serviço:

Livraria da Vila – Shopping Iguatemi Campinas

Endereço: Avenida Iguatemi, nº 777 – Loja 137A1 – Vila Brandina – Campinas/SP

Horário: segunda a sábado das 10 às 22h, domingos e feriados das 14h às 20h

Telefone: (19) 2042-4464| WhatsApp da rede: (11) 99539-0321.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Instituto Artium recebe site-specific de Felice Varini

São Paulo, por Kleber Patricio

“Rebonds par les pôles”, Marseille 2016 – Exposition: “A ciel ouvert” – MAMO – Centre d’Art de la Cité Radieuse, Marseille. Foto: André Morin.

Obras híbridas que misturam cenografia, pintura e fotografia abrem inúmeras possibilidades para o público observar uma cidade, um bairro, um edifício ou um espaço cultural de outras formas – esse é o mote do trabalho de Felice Varini, artista suíço radicado em Paris, que expõe sua primeira individual no Brasil ocupando os espaços do Instituto Artium. Com curadoria do francês Franck Marlot, a intervenção artística ocupa o espaço a partir do dia 11 de novembro, com entrada gratuita.

Para a mostra, Varini fez uma visita prévia ao Instituto Artium – palacete centenário que foi originalmente a residência do primeiro cônsul da Suécia e hoje abriga um importante polo cultural da cidade de São Paulo – para desenvolver um minucioso estudo técnico baseado nas observações arquitetônicas, características físicas e informações históricas do espaço. A partir desse estudo, criou digitalmente quatro instalações inéditas: Zig Zag De Quatorze Triangles, Doubles Cercles Concentriques, Sept Arcs De Cercles e Douze Petits Disques Dans Le Grand, que ocuparão fisicamente a fachada exterior e três salas expositivas do Instituto. Segundo o próprio artista, sua arte se situa entre a realidade e o espaço ficcional, propondo ao público um convite para escapar da cidade pelas frestas do tempo.

“A exposição no Instituto Artium dá ao visitante a possibilidade de captar o local com uma visão totalmente nova. A obra bidimensional pintada aparece para o observador em um único ponto focal e se espalha nas superfícies do edifício conforme ele se move pelo espaço. É uma oportunidade para todos questionarem a realidade e a ficção do espaço arquitetônico e serem atores da própria experiência, além de descobrir uma obra única que combina pintura e anamorfose em quatro instalações originais inspiradas na geometria e especialmente produzidas pelo artista e sua equipe”, ressalta Franck Marlot, curador da mostra.

Felice Varini. Foto: divulgação.

Em suas criações, Varini projeta um plano no espaço que gira em torno de formas geométricas simples, como o círculo, o quadrado, a elipse, o triângulo – às vezes sólido ou vazado –, pintado em cores primárias. Neste ponto focal, a forma parece flutuar como que levitando sobre a arquitetura que a acolhe. À medida que o espectador se move, a forma bidimensional se desfaz, estende-se para estourar em dezenas de “pedaços de tinta” que se atomizam no espaço tridimensional e cobrem as paredes, o teto e o corrimão da escada, entre outros espaços. O olhar sobre o ambiente é transformado e o observador então redescobre a arquitetura do lugar devido a essa nova informação pictórica.

Para Varini, em suas obras, o ponto de vista é importante, pois a pintura atinge todo seu potencial quando o observador se posiciona em um espaço privilegiado. Ao sair dele, a obra gera infinitos pontos de observação. “Não é, portanto, por meio desse ponto de vista original que vejo o trabalho realizado. Ele ocorre no conjunto de pontos de vista que o observador pode ter sobre ele”, comenta o artista.

A arquitetura e o espaço urbano são as inspirações de Varini, que reconhece São Paulo como uma cidade singular por sua arquitetura heterogênea onde as muitas estratificações históricas, ainda visíveis, pontuam a cidade. Segundo Marlot, a relação específica com o plano e o espaço inspirou também os artistas brasileiros concretistas e neoconcretistas desde o início dos anos 1950. “Atualmente, Felice Varini vai além do formato da tela e oferece uma obra aberta que confronta a escala do edifício”, complementa o curador.

“Rebonds par les pôles”, Marseille 2016 – Exposition: “A ciel ouvert” – MAMO – Centre d’Art de la Cité Radieuse, Marseille. Foto: André Morin.

Cada trabalho do artista suíço se mostra único, pois é resultado de todas as experiências que envolvem o local expositivo. “Meu campo de ação é o espaço arquitetônico e tudo o que o constitui. Trabalho in loco cada vez em um espaço diferente e meu trabalho se desenvolve em relação aos espaços que encontro. Geralmente perambulo pelo local observando sua arquitetura, materiais, história e função. A partir desses dados espaciais e em referência à última peça que produzi, designo um ponto de vista específico a partir do qual minha intervenção toma forma. Começo a construir minha pintura a partir de uma situação. A realidade nunca se altera, se apaga ou se modifica; ela me interessa e me seduz em toda a sua complexidade. Eu trabalho aqui e agora”, reforça Varini.

Felice Varini | Suíço de nascimento e radicado em Paris, Felice Varini destacou-se ao longo de sua trajetória pelo domínio da delicada e fina técnica da anamorfose, a arte de criar a ilusão de uma forma geométrica sobreposta a um objeto tridimensional.

Entre as muitas realizações no espaço público, destacam-se as de Mazan L’Abbaye, na França, em 2017; a vila suíça de Vercorin, em 2009; a Universidade de Nagoya, no Japão, em 2008 e a comuna francesa Saint-Nazaire. Na Bienal do Estuário, apresentou a obra 3 elipses para 3 eclusas, encomendada para a barragem da Baía de Cardiff, nas edições de 2007 e 2009.

Em 2009, participou do Niigata Water and Land Art Festival, no Japão, e da Bienal de Cingapura em 2008. A Casa Vermelha/Fundação Antoine de Galbert dedicou-lhe uma exposição em 2007, assim como o Osaka Art Kaleidoscope e o Antoine Museum. Também produziu obras na Orangerie do Palácio de Versalhes em 2006. No mesmo ano, como parte da Magenta éphémères, apresentou a obra Sete direitos para cinco triângulos – este trabalho foi apresentado pela primeira vez na Place de l’Odéon, em 2003, como parte da operação Nuit Blanche e adquirida pela cidade de Paris.

Franck Marlot | Franck Marlot é curador independente de exposições internacionais e consultor de arte. Especialista em arte concreta e ótica, é conhecido pela curadoria de exposições de classe mundial no Brasil e na França e por criar intercâmbios intelectuais entre a Europa e América do Sul.

No início de sua carreira, trabalhou por mais de vinte anos ao lado da famosa galerista parisiense Denise René. Franck tem colaborado com várias feiras de arte contemporânea em todo o mundo. Em 2019, sua exposição parisiense Mutatio, que reuniu vinte artistas internacionais, fez parte do programa VIP da feira de arte FIAC. A exposição reuniu mais de 2.000 visitantes em uma semana.

Franck é curador de uma exposição de Vasarely que acontecerá em Nice durante o verão e outono de 2023. A exposição reunirá mais de trinta obras do artista húngaro radicado na França Victor Vasarely, considerado o “pai da OP ART”. A exposição apresentará artistas digitais que dialogarão com as obras-primas de Vasarely.

Foto: website Instituto Artium.

Sobre o Instituto Artium | Um palacete centenário na Rua Piauí, no bairro Higienópolis, tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e reconhecido como patrimônio histórico; 1700m² de arquitetura eclética, construída no estilo Luís XVI modernizado: esse é o Instituto Artium, espaço cultural da cidade de São Paulo produzindo cultura para todo Brasil.

O imóvel foi construído para ser a residência do primeiro cônsul da Suécia em São Paulo, em 1921, passou por duas das grandes famílias paulistas de barões do café e foi propriedade do Império do Japão por 67 anos (de 1940 a 2007). A residência foi fechada durante a Segunda Guerra Mundial e, em 1970, como testemunho da história do Brasil de então, o cônsul-geral do Japão foi sequestrado quando chegava ao local.

Degradado desde 1980, o espaço foi assumido pelo Instituto Artium em 2019. Seu presidente, o empresário Carlos Cavalcanti, conta que uma das missões foi executar minucioso trabalho de restauro visando a manutenção e recuperação do patrimônio histórico do Palacete Stahl, revitalizando jardins, fortemente marcados pela cultura japonesa, sua fachada, em estilo francês, e recuperando elementos ornamentais e decorativos da arquitetura da época de sua construção. A entidade cultural sem fins lucrativos cumpre ainda um plano de atividade que reúne projetos nas áreas da preservação de patrimônio imaterial, preservação de patrimônio material, artes visuais e artes cênicas.

Ficha técnica da exposição

Artista: Felice Varini

Curadoria: Franck Marlot

Ficha técnica Instituto Artium

Presidente: Carlos A. Cavalcanti

Diretor Geral: Vinícius Munhoz

Diretoras de Artes Visuais: Graziela Martine e Patrícia Barros A. de Souza

Diretor Técnico: Caio Malfatti

Coordenação de Projetos: Victor Delboni

Serviço:

Instituto Artium

Endereço: Rua Piauí, 874 – Higienópolis, São Paulo – SP – Brasil

Período expositivo: de 11 de novembro de 2021 a 25 de janeiro de 2022

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 18h

Entrada gratuita

Agendamento online pelo site Eventim.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Sinfônica de Indaiatuba apresenta clássicos do rock domingo (14) no Casarão

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Concerto Rock Sinfônico traz clássicos do gênero. Foto: Felipe Gomes.

A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba apresenta neste domingo, 14, às 11h, o concerto Rock Sinfônico no Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ (Casarão Pau Preto). Com arranjos de Emanuel Massaro, a apresentação também contará com a presença da banda Vila Jazz e participação das cantoras Camila Foroni, Débora Alvarenga e Amanda Wohl. Para assistir é preciso realizar a troca de ingressos.

O repertório do concerto, que será realizado ao ar livre, é composto por clássicos do rock nacional e internacional, como por exemplo, Sweet Child O’ Mine, Ovelha Negra, Malandragem, Kozmic Blues, Proud Mary e Shook Me All Night Long. No palco, as cantoras interpretam essas canções como trio ou solo acompanhadas pelos músicos da Sinfônica e da Vila Jazz. A direção artística e regência são do maestro Paulo de Paula.

Como assistir | Para prestigiar a apresentação é preciso trocar o ingresso por um litro de leite tipo longa vida a partir desta terça-feira, 9, das 8h às 17h, na Secretaria de Cultura, localizada no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela (endereço aqui). Devido ao concerto ser realizado em um espaço externo, estarão disponíveis 600 lugares. Contudo, vale ressaltar a importância de seguir protocolos de combate ao Covid-19, como o uso de máscara e álcool em gel.

O Rock Sinfônico é um concerto realizado pela Associação Mantenedora da Orquestra de Indaiatuba (Amoji) em parceria com a Secretaria de Cultura de Indaiatuba. O Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ (Casarão Pau Preto) fica na Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro, Indaiatuba (SP).

Vídeos:

Convite do maestro Paulo de Paula para o concerto

Vertical – Clique aqui

Horizontal – Clique aqui

Concerto ‘Caymmi’

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Áudio:

Convite do maestro Paulo de Paula para o concerto

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Serviço:

Rock Sinfônico – Orquestra Sinfônica de Indaiatuba

Data: 14/11 (domingo)

Horário: 11h

Onde: Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ (Casarão Pau Preto) – Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro, Indaiatuba (SP) – mapa aqui.

Troca de ingressos: um litro de leite tipo longa vida por cada ingresso, das 8h às 17h, na Secretaria de Cultura – Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela, Rua das Primaveras, 210, Jardim Pompéia, Indaiatuba (SP) – mapa aqui.

Sobre a Amoji | A Amoji (Associação Mantenedora da Orquestra de Indaiatuba) é responsável pela manutenção da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, que vem se destacando por sua intensa atuação na divulgação e popularização da música orquestral. Realizando, anualmente, mais de uma dezena de concertos gratuitos, com participação de músicos do município de Indaiatuba (SP) e solistas de renome. Promove também o Encontro Musical de Indaiatuba (EMIn), que disponibiliza masterclasses para estudantes de música de todo o Brasil e uma programação cultural de concertos para a comunidade.

Site: www.orquestradeindaiatuba.org.br | Youtube/Instagram: orquestrasinfonicadeindaiatuba| Facebook: orquestraindaiatuba

(Fonte: Armazém da Notícia)

Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul busca aprovação da Unesco

Rio Grande do Sul, por Kleber Patricio

Um dos pontos famosos da região é o cânion Itaimbezinho, uma das atrações do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul. Foto: Arquivo CPRM.

Em novembro, o Geoparque Aspirante Caminhos dos Cânions do Sul buscará ser o segundo geoparque chancelado pela Unesco no Brasil. Curiosamente, essa busca pela aprovação acontece 15 anos depois do reconhecimento internacional do primeiro geoparque brasileiro, o Geopark Araripe. Para isso, o Consórcio Caminhos dos Cânions do Sul receberá, entre os dias 12 e 16 de novembro, uma missão de avaliação da Unesco que decidirá os rumos do projeto. Nela, estarão presentes um avaliador português e um mexicano, que serão acompanhados por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM).

O consórcio de sete municípios, que dá vida ao projeto e cuida do mesmo com o apoio de diversas outras instituições desde 2017, se mostra bastante otimista sobre a avaliação e para a elevação do Geoparque de aspirante para a entrada na Rede Global de Geoparques (GGN). A idealização do projeto começou em 2007 e teve seu lançamento em 2012.

O projeto do geoparque aspirante engloba dois estados e sete municípios do Sul do Brasil. O território de 2.830 km² ocupa cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Fazem parte do Geoparque Cânions do Sul os municípios de Praia Grande, Jacinto Machado, Timbé do Sul, Morro Grande (Santa Catarina) e Torres, Mampituba e Cambará do Sul (Rio Grande do Sul). Dessa maneira, o parque engloba uma totalidade de 73.518 habitantes.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) faz parte do projeto desde a sua proposta em 2012. Os pesquisadores em geociências Michel Marques Godoy, Raquel Binotto e Wilson Wildner executaram os estudos e elaboração da proposta de criação do geoparque, que pode ser acessada na página do Rigeo. Além disso, o SGB-CPRM se fará presente na visita da comitiva, sendo representados pelos pesquisadores Andrea Sander e Carlos Peixoto.

“O SGB é parte deste projeto ao elaborar a proposta, dando início a um processo de longo prazo, e que foi muito bem gerenciada pelo formato de organização e gestão que o Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul vem realizando tanto na área política, contando com o apoio dos sete municípios formadores do território do geoparque, como na área técnica com o apoio das universidades regionais e do comitê científico, onde o SGB tem a sua maior participação com duas vagas preenchidas por geólogos da SUREG Porto Alegre. Outro importante item a ser observado pelo avaliadores é o engajamento das comunidades locais no projeto de criação do geoparque com bases conceituais baseadas no desenvolvimento sustentável, além é claro da história geológica de formação do conjunto de cânions.”, explicou Carlos Peixoto.

Registro de uma paletoca. Foto: Ana Lúcia Lopes de Lima/Arquivo CPRM.

A proposta tem por base o potencial geoturístico dos cânions, também conhecidos como “Aparados da Serra”. A região é considerada patrimônio geológico nacional e conta com duas unidades de conservação federais, os parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral. Trata-se da região com maior concentração de cânions do Brasil, apresentando grandes escarpas que atingem até 1157 metros de altura e possuindo uma extensão total de aproximadamente 250 km. A combinação da fantástica geologia local com a biodiversidade da Mata Atlântica e os geomonumentos da Planície Costeira mostram o verdadeiro tamanho e valor deste parque para a geoconservação, turismo e geologia do país e do Mundo.

Conforme explica o geólogo Michel Godoy, a evolução geológica dos Cânions do Sul começou com a fragmentação do supercontinente Gondwana que, após sua separação, originou três continentes, a América do Sul, a África e a Antártida. Há cerca de 130 milhões de anos, as movimentações das placas tectônicas causaram a separação dessa grande massa continental e despertaram um dos maiores eventos geológicos de todos os tempos, o vulcanismo Serra Geral. A grande região recoberta por esse vulcanismo ficou conhecida como Província Basáltica Continental Paraná-Etendeka que possui registros contínuos de rochas vulcânicas preservadas no Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai na América do Sul e Namíbia na África.

Este evento vulcânico ocorreu de forma incessante por aproximadamente 10 milhões de anos, sendo que, neste período, as lavas extravasaram por monumentais e incontáveis fissuras na crosta. A formação e a preservação das formas de relevo dos cânions do sul ou “Aparados da Serra” estão ligadas a questões geoquímicas dessas rochas, que são resistentes a alteração e a forças de movimentação rúpteis da crosta, características que ajudaram a “talhar” as escarpas profundamente verticalizadas dos cânions.

Os cânions têm origem na separação do supercontinente Gondwana, há cerca de 130 milhões de anos. Foto: Arquivo CPRM.

A beleza reconhecida da região é motivo de visitação de muitos turistas; para isso, o projeto construiu um georoteiro para os seus visitantes. Atravessando dias de Parques Estaduais, trilhas, cachoeiras, cânions, pontos religiosos e turísticos, o viajante poderá ter uma experiência fantástica, podendo apreciar a natureza e a cultura local. Um exemplo de local para se conhecer são as inúmeras paleotocas preservadas, cavadas pela megafauna, como tatus e preguiças gigantes.

O projeto é candidato a geoparque aspirante desde 2019, quando o consórcio enviou o dossiê de candidatura. Posteriormente, o mesmo foi avaliado e aprovado, dessa maneira, a missão de avaliação é o último passo antes da adição do Caminhos dos Cânions do Sul à Rede Global de Geoparques.

A missão será realizada por dois avaliadores, profissionais com reconhecida experiência na gestão de Geoparques. Eles irão visitar os principais geossítios, atividades culturais, mostras de arte, artesanato e produção local, reuniões técnicas com prefeitos, comitê científico, pesquisadores parceiros e equipe do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul, responsável pela gestão do Geoparque. “Estes avaliadores estarão percorrendo todos os sete municípios para observar in loco o nosso trabalho. O objetivo é verificar se estamos de fato atuando de acordo com as diretrizes do Programa de Geoparques da Unesco, que envolve principalmente temas como a conservação e valorização do nosso patrimônio geológico e cultural, a educação e o turismo sustentável”, destaca o prefeito de Torres, Carlos Souza, presidente do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul. “A expectativa é bastante positiva. Esta missão de avaliação é um marco em nossa história; ela brinda todos os anos de esforços e luta para a composição deste aspirante a Geoparque Mundial da Unesco”, acrescentou.

Passeio de balão é uma das atrações turísticas. Foto: divulgação Canyons e Peraus.

Depois da visita, os avaliadores terão até o ano de 2022 para produzir um relatório completo sobre o geoparque aspirante e enviar para os diretores. O documento será decisivo para que a Unesco possa decidir sobre a entrada do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul na GGN.

A Rede Mundial de Geoparques foi estabelecida em 2004 por meio de uma parceria entre a Unesco e a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS). Visa distinguir áreas naturais com elevado valor geológico, nas quais esteja em prática uma estratégia de desenvolvimento sustentado baseado na geologia e em outros valores naturais ou humanos.

(Fonte: Assessoria de Comunicação | Serviço Geológico do Brasil)