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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Avenida Paulista completa 130 anos e é homenageada por instituições da Paulista Cultural

São Paulo, por Kleber Patricio

Casa das Rosas é uma das instituições que fazem parte da Paulista Cultural. Foto: André Hoff.

As instituições da Paulista Cultural, iniciativa pioneira que celebra o potencial artístico e turístico da Avenida Paulista, realizam uma homenagem ao aniversário de 130 anos da avenida, celebrado nesta quarta-feira, 8 de dezembro. Uma série de atividades (presenciais e on-line) programadas entre os dias 8 e 12 de dezembro celebram o aniversário. A Paulista Cultural reúne sete instituições: Casa das Rosas, Centro Cultural Fiesp, IMS Paulista, Itaú Cultural, Japan House São Paulo, MASP e SESC Avenida Paulista.

Inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891 por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, a via está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste, em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista. A avenida revela sua importância não só como polo econômico, mas também cultural e de entretenimento para todos os públicos: é nela que está localizado o maior corredor cultural de São Paulo. Ao andar pelos seus quase três quilômetros de extensão (percorridos em 3.818 passos), o público pode visitar sete grandes centros culturais e museus:

– Casa das Rosas, número 37

– Japan House São Paulo, número 52

– SESC Avenida Paulista, número 119

– Itaú Cultural, número 149

– Centro Cultural Fiesp, número 1313

– MASP, número 1578

– IMS Paulista, número 2424.

A programação da Paulista Cultural em homenagem ao aniversário de 130 anos da avenida começa no dia 8/12 (quarta-feira) e vai até o dia 12/12 (domingo). Confira a programação aqui.

Serviço:

Paulista Cultural: 130 anos da Avenida Paulista

De 8/12 a 12/12/2021

Gratuito

Evento on-line e presencial

Veja a programação completa em paulistacultural.com.br.

(Fonte: Suporte Comunica)

Museu da Energia de Itu comemora 22 anos com programação especial

Itu, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Para comemorar o 22º aniversário do Museu da Energia de Itu, a unidade aproveita o projeto Museu e Portas Abertas para oferecer uma programação gratuita, presencial e acessível para todos os públicos.

A iniciativa acontece desde 2014 – até então, com atividades apenas na unidade Museu da Energia de São Paulo. Em 2020, foi idealizado para acontecer nos polos de Itu e Salesópolis.

A iniciativa tem como objetivo celebrar as ações realizadas durante o ano com atividades culturais gratuitas para os visitantes, a comunidade do entorno e as instituições parceiras.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas aqui – algumas delas com vagas limitadas. Clique aqui para conferir a programação completa.

Serviço:

Museu da Energia de Portas Abertas

Data: 10/12 e 11/12/2021

Horários: 10/12 das 19h às 21h e, 11/12, das 8h às 16h30

Endereço: Rua Paula Souza, 669, Centro, Itu/SP

Mais informações: (11) 4022-6832 ou (11) 94805-4429 – Whatsapp.

Foto: Caio Mattos.

Sobre o Museu da Energia de Itu | Um casarão histórico na cidade de Itu guarda um pedaço importante da história – é uma das unidades do Museu da Energia, instituição ligada à Fundação Energia e Saneamento onde é possível viajar no tempo não só pela arquitetura do espaço, mas pelo acervo, que mostra como a energia elétrica impactou a vida das pessoas.

(Fonte: Betini Comunicação)

Novo destino do glamour contemporâneo na Cidade Luz, Hotel Bvlgari Paris abre as portas

Paris, por Kleber Patricio

Fachada do hotel. Fotos: Getty Images.

A Bvlgari Hotels & Resorts tem o prazer de anunciar que o Bvlgari Hotel Paris, localizado no coração da cidade, na Avenida George V, está agora oficialmente aberto.  No dia 1º de dezembro, uma brilhante recepção e jantar para sessenta convidados – oferecido pelo CEO da Bvlgari, Jean-Christophe Babin, e pelo gerente geral do hotel, Sylvain F. Ercoli – foi realizado no Il Ristorante – Niko Romito do hotel para celebrar este novo e importante marco. Entre os convidados deste evento privado, estavam a modelo e cantora Carla Bruni, a modelo Tina Kunakey, os atores e embaixadores da Bulgari François Civil e Adèle Exarchopoulos, Léa Seydoux e a modelo e filantropa Natalia Vodianova. A celebração começou com a revelação de uma obra de arte específica do famoso artista Yan Pei Ming criada exclusivamente para o hotel: um retrato pintado a óleo do ícone do cinema italiano Monica Vitti usando um colar de alta joalheria da Bvlgari. A nova obra de arte foi apresentada pelo CEO da Bvlgari Jean-Christophe Babin e pelo artista Yan Pei Ming e agora está pendurada no saguão do hotel acima da famosa estrela de oito pontas com a assinatura da Maison embutida no chão.

A abertura do Bvlgari Hotel Paris no coração do Triângulo Dourado da capital é um evento marcante no cenário hoteleiro parisiense, pois traz para a Cidade Luz uma experiência residencial que realça o estilo de vida italiano em harmonia com a história e a tradição local.

Sylvain F. Ercoli, gerente geral do novo Hotel Bvlgari Paris, disse: “Estou encantado de estar à frente do Bvlgari Hotel Paris e de abrir as portas desta nova gema (joia) Bulgari. Também estou ansioso para liderar uma equipe de classe mundial para oferecer os padrões impecáveis da joalheria italiana de hospitalidade”.

Jean-Christophe Babin, CEO da Bvlgari, com Carla Bruni e Natalia Vodianova.

Esta nova combinação de glamour romano com a sofisticação parisiense foi celebrada por um coquetel de recepção no lounge do hotel combinado com visitas personalizadas à excepcional Cobertura Bulgari de 400 metros quadrados com 600 metros quadrados de terraços e jardins com vista para os pontos turísticos icônicos de Paris, incluindo a majestosa e espetacularmente iluminada Torre Eiffel. Seguindo um autêntico aperitivo durante o qual Eddy, o famoso mágico italiano, entreteve os convidados com seus incríveis truques, enquanto deliciosos canapés como Bomba com Vitello Tonnato, Frittata di Pasta, e Scampo in kataifi foram servidos, os convidados se deslocaram para Il Ristorante – Niko Romito . Ali, um jantar preparado pelo chef italiano Niko Romito, que revisita a tradição gastronômica italiana com suas próprias técnicas de vanguarda, foi servido aos convidados. Tortelli al tartufo bianco e Guancia di Vitello al Barolo, foram os protagonistas do delicioso cardápio, acompanhado de algumas extraordinárias garrafas Imperiale de Sassicaia 2016.

A noite continuou na atmosfera quente e sofisticada do Bar Bvlgari, onde a luz do bar de ônix retroiluminado dá vida às paredes pintadas de preto, e os convidados foram recebidos com um concerto particular de Carla Bruni, uma das embaixadoras icônicas da Bvlgari cuja herança italiano-francesa profundamente enraizada ecoa os mesmos valores de excelência, criatividade, beleza e emoções compartilhadas da Maison.

“Estamos particularmente orgulhosos de acrescentar uma joia francesa à coleção Bvlgari Hotels & Resorts, abrindo o novo Bvlgari Hotel Paris.Após a recente abertura da principal loja Bvlgari na Place Vendome, é uma honra para nós trazer mais uma vez o melhor do design italiano, estilo de vida, cultura e hospitalidade de luxo para Paris”, disse Jean-Christophe Babin, CEO da Bvlgari.

O projeto | No coração do mundialmente famoso Triângulo Dourado de Paris, o Bulgari Hotel Paris é uma experiência projetada não apenas para os visitantes da cidade, mas também para os residentes de Paris. Rompendo com os códigos tradicionais da arquitetura parisiense, o elegante edifício do Bulgari Hotel Paris enriquece o 8º Arrondissement com seu estilo contemporâneo.

Carla Bruni.

Como todos os hotéis e resorts Bvlgari, o Bvlgari Hotel Paris foi projetado pelo estúdio de arquitetura italiano Antonio Citterio Patricia Viel. Tanto interiores quanto exteriores foram criados com a mesma atenção aos detalhes e precisão de uma joia da Bvlgari, realçando todos os códigos característicos dos estabelecimentos desenvolvidos pela casa de joalheria sediada em Roma.

O Bvlgari Hotel Paris oferece 76 quartos, dos quais 75% são suítes, com terraços e loggias. Cada um deles é projetado como um apartamento privado e requintadamente mobiliado com as marcas de móveis de luxo da mais alta qualidade.

Sobre Bvlgari Hotels & Resorts | Localizações únicas em harmonia com os arredores, a mistura do design tradicional com a dramática arquitetura italiana contemporânea do escritório de arquitetura Antonio Citterio Patricia Viel e um serviço superior criado com a mesma atenção à qualidade que sempre distinguiu as criações da Bvlgari – estes são os elementos-chave que caracterizam a coleção The Bvlgari Hotels & Resorts.

Para todos os hotéis, a abordagem é a mesma: o projeto dos interiores está fortemente enraizado nas tradições do lugar e uma atenção cuidadosa é dada a cada detalhe em uma homenagem ao luxo absoluto.

A coleção Bvlgari Hotels & Resorts apresenta o distinto e arrojado estilo italiano típico da Bvlgari, refletido em seu design único, sua cozinha italiana contemporânea e seus luxuosos spas. Ela transmite a excitação da marca Bvlgari, seu glamour atemporal e sua magnífica herança italiana de joalheria.

A Bvlgari Hotels & Resorts Collection começou como um conjunto inicial de três estabelecimentos em Milão, Londres e Bali, e recentemente acrescentou novos estabelecimentos em Pequim, Dubai e Xangai. O Bvlgari Hotel Paris será a sétima joia da coleção e cinco hotéis adicionais estão chegando em breve a Roma, Moscou, Tóquio, Miami e Los Angeles, entre 2022 e 2025.

Sobre a Bvlgari | Parte do Grupo LVMH, a Bvlgari foi fundada em Roma em 1884 como uma joalheria. Conhecida como a magnífica joalheria romana e mestre das gemas coloridas, a Bvlgari estabeleceu uma reputação mundial de excelência italiana e goza de renome pelo seu requintado artesanato. O sucesso internacional da empresa evoluiu para um fornecedor global e diversificado de produtos e serviços de luxo, que vão desde joias finas e relógios de alta gama até acessórios e perfumes, e com uma rede inigualável de boutiques e hotéis nas áreas de compras mais exclusivas do mundo.

Manifestada por meio de suas numerosas parcerias filantrópicas, a Bvlgari acredita profundamente em inovar o presente para um futuro sustentável através de seu compromisso com a Responsabilidade Social Corporativa e retribuir – à natureza e à comunidade. (www.bulgarihotels.com)

(Fonte: Suporte Comunicação)

População de pirarucu cresce 631% nas terras indígenas Paumari do rio Tapauá

Amazonas, por Kleber Patricio

Com manejo, os Paumari protegem uma área equivalente a 22 mil campos de futebol. Foto: Adriano Gambarini.

Em 12 anos, a população de pirarucu cresceu 631% nas três terras indígenas dos Paumari do rio Tapauá, no sul do Amazonas. Enquanto em 2009 foram contados 251 indivíduos, em 2021, o total foi de 1835 – isso em apenas 16 lagos monitorados no período. O aumento é fruto do manejo sustentável do pirarucu, atividade desenvolvida pelos indígenas com apoio do projeto Raízes do Purus, que conta com patrocínio da Petrobras para fortalecer a gestão sustentável e a proteção da biodiversidade em seis terras indígenas no sul e sudoeste do Amazonas, contribuindo para a conservação de mais de dois milhões de hectares de floresta.

Muito consumido na região Norte, o pirarucu está ameaçado de extinção pela pesca predatória e não é mais encontrado em diversos locais da Amazônia. Iniciativas de manejo como a dos Paumari têm papel fundamental na recuperação deste que é o maior peixe de escama de água doce do mundo, podendo chegar a três metros de comprimento e mais de 200 quilos.

Desde 1996, quando, em resposta ao quase desaparecimento da espécie, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proibiu a captura e comercialização do pirarucu no Amazonas, sua pesca foi limitada a áreas de manejo sustentável, autorizadas pelo órgão. O método do manejo tem como pilares a organização comunitária, a vigilância territorial e o monitoramento dos estoques de pirarucu. Também são controlados o período da pesca – limitada à época de seca, entre setembro e novembro – e a quantidade e o tamanho dos peixes cuja captura é autorizada – a cada ano, as comunidades recebem a autorização do Ibama para pescar uma cota de 30% da população adulta de pirarucu, com no mínimo um metro e meio de comprimento. As regras garantem que, mesmo com a pesca, a espécie consiga recuperar e aumentar a sua população por meio da reprodução natural.

Populacao de pirarucu cresceu 631% com o manejo nas terras Paumari. Foto: Adriano Gambarini.

O manejo sustentável fortaleceu a organização coletiva dos Paumari para o controle da pesca em seus territórios e impulsionou a estruturação de um sistema de vigilância comunitária eficaz na proteção dos lagos, locais de maior concentração de pirarucu. “Hoje, os Paumari têm uma excelente capacidade de gerir e proteger suas terras”, afirma Gustavo Silveira, coordenador técnico da Operação Amazônia Nativa (OPAN), instituição à frente do projeto Raízes do Purus, que, desde 2013, apoia esta iniciativa dos Paumari.

Com um sistema de vigilância consolidado que conta com sete bases flutuantes posicionadas em pontos estratégicos das terras indígenas, os Paumari conseguiram conter a pesca predatória e ilegal do pirarucu e de outras espécies nas áreas protegidas, revertendo a situação de escassez de peixes encontrada em meados dos anos 2000, quando era comum a entrada de barcos para realizar a pesca de larga escala nos territórios. O período de reprodução dos pirarucus não era respeitado e indivíduos de todas as idades, inclusive filhotes, eram pescados indiscriminadamente. “Chegou um momento em que quase não tinha mais peixe nos lagos”, lembra Germano Paumari, professor e coordenador financeiro da Associação Indígena do Povo da Água (AIPA).

Neste contexto, algumas lideranças foram apresentadas ao manejo sustentável do pirarucu, que já estava ajudando comunidades ribeirinhas do rio Solimões a recuperar e proteger a espécie, e decidiram implementar a atividade no contexto dos Paumari. “Ficamos sem pescar nos lagos destinados ao manejo durante cinco anos. Com a vigilância, a quantidade de pirarucu foi crescendo e a proposta foi conquistando mesmo aqueles que não acreditavam que ia dar certo no início”, relata Germano.

Magno Paumari posa em frente à entrada de lago protegido por base flutuante. Foto: Marina Rabello/OPAN.

Atualmente, a vigilância dos territórios envolve a maioria das famílias, que se alternam em turnos de uma semana nas bases flutuantes nos períodos de maior ocorrência de invasões. “O trabalho de proteção é importante, porque, hoje, a gente tem a nossa alimentação garantida. Sem vigilância, os invasores vão entrar e o peixe vai acabar de novo”, destaca Francisco Paumari, uma das primeiras lideranças a apostar no manejo como caminho para melhorar a qualidade de vida do povo. Além da escala de plantão nos flutuantes, as comunidades aproveitam outros deslocamentos pelos territórios para vigiar as áreas mais vulneráveis à pesca ilegal.

Quem vê a estrutura com a qual os Paumari contam hoje, não imagina as dificuldades enfrentadas no início do manejo. “A gente acampava nos barrancos na beira dos lagos e rios para vigiar. Pegava chuva de dia, de noite. Sofremos bastante. Agora temos as bases flutuantes e, se a gente passa a noite acordado, tem um lugar confortável para descansar no decorrer do dia”, comemora Francisco. As melhorias estruturais, como os dois flutuantes de vigilância adquiridos com recursos do projeto Raízes do Purus, engajaram mais pessoas no trabalho, que foi incorporado à rotina das comunidades.

Desde 2013, os Paumari realizam, uma vez por ano, a pesca da cota de pirarucu autorizada pelo Ibama e comercializam o pescado, gerando renda para as comunidades investirem na vigilância e em itens que melhoram a sua qualidade de vida, como motores de popa para as canoas – que reduzem o tempo de deslocamento nas longas distâncias amazônicas –, rádios e painéis solares.

Família durante plantão de vigilância em uma das bases flutuantes. Foto: Marina Rabello/OPAN.

Sobre o Raízes do Purus | O projeto Raízes do Purus é uma iniciativa da OPAN com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que visa a contribuir para a conservação da biodiversidade no sudoeste e sul do Amazonas, fortalecendo iniciativas de gestão e o uso sustentável dos recursos naturais das terras indígenas Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, Caititu, Paumari do Lago Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá e Banawa, na bacia do rio Purus, e Deni e Kanamari, no rio Juruá.

Sobre a OPAN | A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Nos últimos anos, suas equipes vêm trabalhando em parceria com povos indígenas no Amazonas e em Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas para a garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

(Fonte: De Propósito Comunicação de Ideias)

Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo chega à 16ª edição e celebra o protagonismo feminino na indústria cinematográfica

São Paulo, por Kleber Patricio

“Abajures”, de Paz Encino, inédito no Brasil, faz parte da programação do festival.

A 16ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontece de 10 a 17 de dezembro, em edição híbrida com parte da programação disponibilizada online e outra parte presencialmente no Circuito Spcine em São Paulo. A programação é totalmente gratuita.

Com um total de 38 filmes, entre longas e curtas de 12 países, o festival se firma como uma das mais importantes vitrines destas cinematografias junto ao público brasileiro. Este ano o evento celebra o protagonismo feminino na indústria cinematográfica da América Latina e Caribe em suas mais diversas vertentes: direção, atuação, produção, fotografia, com filmes inéditos, debates, masterclass e uma homenagem à diretora argentina Liliana Romero.

A Cerimônia de Abertura acontece no dia 10/12, sexta, às 19h, online, com uma breve apresentação dos diretores e parceiros do festival. Após a cerimônia, os filmes estarão liberados nas plataformas do festival, SESC Digital, Spcine Play e InnSaeitv, e também nas sessões presenciais no Centro Cultural São Paulo e Spcine Roberto Santos, conforme a programação.

A tradicional mostra Contemporâneos reúne as mais recentes produções cinematográficas latino-americanas e caribenhas, sendo a maioria inéditas no circuito comercial. Um dos destaques é a première nacional de Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo, da diretora pernambucana Taciana Oliveira, com registros e imagens de arquivo inéditos sobre a escritora, apresentando novas faces desta que é uma das mais importantes expoentes da história da literatura brasileira. O filme será exibido somente de forma presencial no Centro Cultural São Paulo.

Still de “Anos curtos, dias eternos”.

Também em destaque a mais recente obra da cineasta paraguaia Paz Encina, o filme Abajures, inédito no Brasil e que acaba de estrear no circuito de festivais no Doc Buenos Aires. Em seu terceiro longa-metragem, realizado durante a pandemia da Covid-19, a diretora regressa ao tema de todos os seus filmes: a memória histórica de seu país, o Paraguai, e, em particular, de uma das ditaduras mais longas e obscuras da América Latina, a de Alfredo Stroessner (1954-1989). A diretora é convidada do festival e participa de uma masterclass online.

A cinematografia emergente latino-americana – mais uma vez – está presente no festival com várias pré-estreias de longas-metragens também com foco no protagonismo feminino. Entre elas, os documentários argentinos O Sonho da Montanha,  de Ailén Herradón, sobre os esforços de uma comunidade para conservar suas origens mapuches, e Anos curtos dias eternos, de Silvina Estévez, sobre a maternidade. O delicado drama de ficção venezuelano Um lampejo interior, protagonizado por Silvia, uma mulher forte que padece de uma séria doença e precisa traçar o seu destino e de sua filha, e o filme de suspense Matar a la Bestia, de Agustina San Martín, uma coprodução Argentina, Brasil e Chile, também estreiam no Brasil. Inéditos em São Paulo, a ficção A grande viagem ao país pequeno, da diretora uruguaia Mariana Viñoles, sobre refugiados sírios no Uruguai, e Hope, Soledad, da diretora mexicana Yolanda Cruz, sobre os dramas pessoais de duas mulheres imigrantes no México, são alguns destaques.

Os filmes brasileiros trazem um olhar diferente que visibiliza a pluralidade do cinema nacional. Alguns títulos serão exibidos pela primeira vez numa sala de cinema de São Paulo, como o premiado Carro Rei, de Renata Pinheiro, o documentário Ossos da Saudade, de Marcos Pimentel, o suspense As Almas que dançam no escuro, de Marcos DeBrito, o drama Desterro, de Maria Clara Escobar, inédito em São Paulo, e o híbrido Alianças Profanas – esquizoanálise de uma mente fragmentária, de Well Darwin, inédito no Brasil. O público deverá consultar a programação e confirmar a disponibilidade de cada filme.

Still de “Aind e o Circo Flutuante”.

A diretora argentina Liliana Romero é a grande homenageada desta edição e ganha uma programação especial voltada ao reconhecimento de suas obras, entre longas e curtas premiados em importantes festivais internacionais, incluindo o seu mais recente trabalho, o longa de animação, O Gigante Egoísta. A diretora, que trabalha em cinema de animação desde os anos 90 e transita por diversas técnicas em cada um dos seus trabalhos, participa do encontro virtual A Arte da Animação, Técnicas e Adaptações, na plataforma do SESC Digital e no Youtube do festival.

A sessão Contemporâneas no Curta lança um olhar para a realização nos últimos anos de cineastas brasileiras com obras potentes, ousadas e questionadoras.  Entre os filmes que integram esta sessão está o documental Igual/Diferente/Ambas/Nenhuma, de Adriana Barbosa e Fernanda Pessoa, selecionado para o Festival Internacional de Cine de Huesca, a ficção Menarca, de Lillah Halla, que teve estreia mundial na Semana da Crítica de Cannes, integrou o Festival de Havana e foi premiado como melhor filme do público no Cinelatino de Toulouse.

A programação traz uma novidade: o Foco Cinema Afro-Colombiano, com 4 títulos produzidos, realizados e protagonizados por pessoas afro colombianas trazendo histórias que propõem vias de acesso a outras realidades sócio históricas e culturais, como as dos afrodescendentes na América Latina. São eles: Fullhd, de Catalina Navas e Carolina Torres, Marímbula,  de Diana Kuéllar, O Homem Universal, de Andrés Morales e O Mal dos Sete Dias, de Victor Alfonso González Urrutía.

Still de “Matar a la bestia”.

Para finalizar, o Festival preparou a Coleção Marcelo Sampaio, com uma seleção de sete títulos, entre longas e curtas assinados pelo diretor. Entre eles: Eldorado – Mengele Vivo ou Morto?, Trilha dos Ratos – A Fuga de Nazistas para América, e os curtas O Escritor das Ruas, O Guardado, Pixote 30 Anos Depois e A Menina da Estrada.

Atividades Paralelas | O 16º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo promove uma série de encontros virtuais com nomes expressivos ligados à realização, produção e circulação de produtos audiovisuais latino-americanos; entre eles, a Masterclass Mil Ventos na Encenação de Documentários, com a diretora paraguaia Paz Encina; o Encontro de Mulheres e a Indústria Cinematográfica Latino-Americana, o Encontro Circuitos de Distribuição e Exibição Cinematográfica na América Latina, e o Encontro A Arte da Animação, Técnicas e Adaptações, com a homenageada Liliana Romero, que irá compartilhar ideias e experiências sobre a importante contribuição que as mulheres vêm realizando historicamente no universo da animação latino-americana.

A direção do 16º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller, Maria Tereza Urias e Vicky Romano. O evento é realizado pela Paleotv, com patrocínio da Spcine, empresa pública de cinema e audiovisual ligada à Prefeitura de São Paulo, e correalização do SESC São Paulo. Conta com o apoio dos consulados sediados em São Paulo dos seguintes países: Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai e Uruguai.

Consulte a programação completa no site www.festlatinosp.com.br. Atividades paralelas e Cerimônia de Abertura: youtube.com/festlatinosp.

Serviço:

16º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

10 a 17 de dezembro de 2021

Híbrido – online e presencial

Plataformas: SESC Digital, Spcine Play e InnSaeitv

Presencial: Circuito Spcine

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000

Spcine Roberto Santos – R. Cisplatina, 505 – Ipiranga

Toda programação gratuita

www.festlatinosp.com.br.

(Fonte: ATTi Comunicação)