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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Pinacoteca de São Paulo inaugura mostra “Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas”

São Paulo, por Kleber Patricio

“Azulejos”, 1988. Fotos: divulgação/Pinacoteca de São Paulo.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta “Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas [Adriana Varejão: Sutures, Fissures, Ruins]”, exposição panorâmica de Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). A mostra é a mais abrangente já realizada sobre o trabalho de Varejão, reunindo, pela primeira vez, um conjunto significativo de mais de 60 obras, desde 1985 até 2022. O diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Volz, assina a curadoria da exposição.

A seleção dos trabalhos propõe uma narrativa da obra de Varejão, uma das artistas brasileiras mais potentes da atualidade, que evidencia a diversidade e a complexidade de sua produção.

Sua obra põe em pauta o exame reiterado e radical da história visual, das tradições iconográficas europeias e das convenções e códigos materiais do fazer artístico ocidental. Desde suas primeiras pinturas barrocas, a superfície da tela nunca é mero suporte; ao contrário, é um elemento essencial da mensagem da pintura. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes nos trabalhos da artista desde 1992. Varejão não tem medo da ruptura e da experimentação.

“Altar Amarelo”, 1987.

A exposição evidencia essas características e o corpo de obras ocupa sete salas da Pinacoteca assim como o Octógono. A curadoria inclui desde as primeiras produções, da década de 80, quando Adriana ainda estudava na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como as pinturas “A praia”, “O fundo do mar” e “O Universo”, todas de 1985, e chega até as recentes pinturas tridimensionais de grande escala da série “Ruínas de charque”.

Inéditos | Para o Octógono, espaço central da Pinacoteca, serão apresentados cinco trabalhos dessa série. Dois inéditos que foram produzidos especialmente para esta exibição: “Moedor” (2021) e “Ruina 22” (2022). Um terceiro destaque deste conjunto é “Ruína Brasilis” (2021), generosamente doado pela artista para a coleção da Pinacoteca de São Paulo e esteve em sua última exposição em Nova York no ano passado.

Importante destacar que muitas das obras desta mostra tiveram pouca ou quase nenhuma visibilidade no Brasil, ganhando rumos internacionais quase que imediatamente após a sua realização. É o caso de “Azulejos” (1988), primeiro trabalho em que Varejão usa como referência um painel de azulejaria portuguesa encontrado no claustro do Convento de São Francisco, em Salvador.

“Açougue Song”.

A tela, que pertence a uma coleção europeia, antecede os seus famosos “azulejos” que acabaram se tornando um fio condutor para tantas outras peças, aparecendo como suporte, geometria ou objeto pictórico. Dada a importância desta matéria em sua trajetória, uma das salas da exposição está dedicada às pinturas influenciadas pela azulejaria portuguesa; entre outras, a instalação “Azulejões” (2000) com 27 telas de 100 x 100cm cada.

“O que para mim é latente nesta mostra é a maneira como Adriana Varejão trabalha com a pintura, pois, desde o início, ela segue uma direção que vai além da bidimensionalidade da tela, usa elementos que rompem a matéria; são frestas, cortes, vazamentos que descortinam uma situação e dão um novo significado, como por exemplo as ‘vísceras’ e ‘carnes’ que se derramam em muitos dos seus trabalhos”, afirma Jochen Volz.

Dentre as que mais exemplificam essa expansão física da obra para o espaço, estão as da série das 3 grandes Línguas, produzidas em 1998, que serão exibidas lado a lado pela primeira vez: “Língua com padrão em X”, “Língua com padrão de flor” e “Língua com padrão sinuoso”.

“Nave”, 1987.

Na exposição, as três Línguas são apresentadas ao lado das pinturas “Comida” (1992), “Azulejaria de cozinha com caças variadas” (1995) e “Azulejaria de cozinha com peixes” (1995), entre outras. Num diálogo potente, o espectador se vê lançado entre o suporte, o fundo e as figuras das pinturas.

Em um dos períodos de relevo da mostra, entre 1992 e 1997, Varejão se dedicou ao que podemos chamar de uma série de ficções históricas, emprestando novos significados visuais a mapas, paisagens e interiores do passado colonial. Pode-se considerar que essas obras constituem a fase mais figurativa da trajetória da artista. Uma sala da exposição está dedicada a este conjunto de obras; entre elas, se destaca a pintura “Autorretratos coloniais” (1993) e, nela, a artista se apropria das tipologias de representação das “pinturas de castas” da América Espanhola para falar de assuntos relacionados à violência da classificação racial.

“Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas” tem patrocínio da Ternium na Cota Apresenta, B3 e Itaú na Cota Platinum, Mattos Filho e Verde Asset Management na Cota Ouro, Carrefour, e Ageo na Cota Prata, e Magazine Luiza e Iguatemi na Cota Bronze.

Acervo | Ainda para esta programação, a curadoria do museu procurou pensar em uma integração da exposição de Adriana Varejão com a nova apresentação da coleção que foi inaugurada em outubro de 2020. Desde então, “Proposta para uma catequese – Prato” (2014) está em uma das salas do museu.

Sobre Adriana Varejão

Adriana Varejão (1964, Rio de Janeiro) vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira nos anos 1980 e, desde cedo, desenvolveu uma linguagem vigorosa e singular. Sua poética joga luz sobre referências culturais diversas e as múltiplas histórias da formação da identidade nacional se utilizando de suportes variados.

Uma das artistas mais importantes de sua geração e reconhecida nacional e internacionalmente, Varejão teve seu trabalho exposto em importantes instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museum of Modern Art de Nova York e o Hara Museum of Contemporary Art, de Tóquio.

Sua obra faz parte de coleções privadas e públicas, como a da Pinacoteca de São Paulo, do Museu de Arte do Rio (MAR) e do Museu de Arte de São Paulo (MASP). No exterior, seu trabalho pode ser visto, entre outras, nas coleções da Tate, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, no The Metropolitan Museum of Art e no Guggenheim Museum, Nova York. Um pavilhão permanente dedicado à sua obra foi inaugurado no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, em 2008.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo | A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Serviço:  

“Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas”

Período: 26/3/2022 a 1/8/2022

Curadoria: Jochen Volz

Edifício Pinacoteca Luz

Praça da Luz 2, São Paulo, SP , 1º andar e Octógono

De quarta a segunda, das 10h às 18h.

Ingressos no site da Pinacoteca – R$20 (inteira), R$10 (meia entrada)

Gratuito para crianças até 10 anos e pessoas acima de 60 anos

Sábado, gratuito para todas as pessoas.

Redes sociais da Pinacoteca: Instagram|Facebook |Twitter.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | Pinacoteca de São Paulo)

Salvatore Ferragamo aposta no rosa como tendência

São Paulo, por Kleber Patricio

Uma temporada de beleza e oportunidades — assim vem a coleção primavera-verão 2022 da Salvatore Ferragamo que já começou a chegar nas boutiques da marca. Ela nos transporta para o universo fascinante do mediterrâneo com peças que promovem uma sensação de liberdade e oportunidades infinitas, sem esquecer da paixão inconfundivelmente italiana pela vida. A nova coleção eleva os acessórios para o centro do palco, tendo o rosa como cor em evidência. Apresentados em cores vivas, como o Rosa Flamingo e o Rosa Quente, eles surpreendem e possibilitam combinações inusitadas e looks cheios de atitude.

Criadas por Salvatore Ferragamo em 1939, as sandálias com salto espelhado foram reinterpretadas e criadas em napa cintilante, com corte a laser para um efeito geométrico, super brilhantes e femininas, podendo ser usadas tanto de dia quanto de noite. Já os clássicos mocassins e as tradicionais sapatilhas bailarinas e scarpins surpreendem em qualquer combinação com seus novos tons de rosa.

As icônicas bolsas da marca – como a Studio e a Trifolio – ganham destaque, pois unem o seu sofisticado design às novas cores cool e contemporâneas. Com construções impecáveis e elegância minimalista, permitem combinações ultra femininas e quase futuristas.

Além do frescor da época mais colorida do ano, os novos acessórios Ferragamo não são simplesmente aparatos, mas co-estrelas desta coleção.

Salvatore Ferragamo 

www.ferragamo.com | @ferragamo 

Shopping Cidade Jardim – Piso Térreo | Tel.: (11) 3758-4791

Shopping Iguatemi São Paulo – Piso Faria Lima | Tel.: (11) 3815-5057

Shopping Village Mall – Piso L1 | Tel.: (21) 3252-2523.

(Fonte: Suporte Comunicação)

Consumidor brasileiro deseja viajar e comprar em lojas físicas nos próximos meses, revela pesquisa

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Tekhnika/Pixabay.

O avanço da vacinação contra a Covid-19 no mundo foi um estímulo à retomada de antigos hábitos de consumo como o retorno às lojas físicas e à intenção de participar de eventos e de viagens – esta foi uma das conclusões da terceira edição do Global Consumer Insights Survey realizada pela PwC entre outubro e dezembro de 2021. O estudo ouviu 9.370 consumidores de diferentes países, incluindo o Brasil, sobre a mudança de hábitos de consumo. A maioria dos participantes foi de millenials e da geração X; ou seja, entre 25 e 53 anos.

O estudo indica que 44% dos brasileiros demonstraram intenção de viajar nos próximos meses – número maior que a média mundial, em que 31% indicam a intenção de viajar. Deste percentual, 55% preferem escolher voos domésticos, enquanto que 50% ainda não se sentem confortáveis em fazer viagens internacionais, o que mostra ainda uma preocupação com a questão sanitária.

A intenção dos brasileiros em ir a eventos esportivos ou a shows alcançou 47% dos entrevistados (22% no mundo), revelando a ansiedade entre os brasileiros para a volta da diversão fora de casa.

Quanto ao consumo de produtos, no Brasil, 62% dos consumidores afirmaram se orientar pelo preço na hora de comprar, enquanto 56% se consideram eco-friendly (52% no mundo) e 48% dizem estar otimistas com a economia.

A intenção de consumo dos brasileiros para os próximos seis meses demonstra que os participantes, em sua maioria, estão dispostos a gastar mais. Supermercado, viagens, eletrônicos, roupas e comer em bares e restaurantes foram alguns dos itens em que há intenção de aumento do consumo, enquanto as despesas com comida por delivery, assistir entretenimento em casa (música, filmes e games) e fazer cursos online devem seguir com a mesma média dos meses anteriores.

Consumo digital e sustentável | O estudo também revela que o brasileiro, majoritariamente, paga todo este consumo principalmente com o cartão de crédito, transferências online e carteiras digitais. Nas compras em lojas físicas, 79% dos brasileiros afirmam que podem utilizar o pagamento com cartão com tecnologia sem contato, mostrando uso cada vez maior desta modalidade. Para o consumo online, o cartão será o modo de pagamento mais utilizado – 89% afirmaram que poderão usá-lo.

Nos próximos seis meses, os consumidores brasileiros também dizem estarem propensos a ir a shoppings centers (79%), frequentar a academia (60%) e restaurantes (81%). Outro ponto interessante do levantamento da PwC é que 77% dizem que estão prontos para voltar ao trabalho presencial.

Esta nova edição da GCIS mostra que 42% dos consumidores no mundo se consideram sustentáveis e avaliam a origem e o tipo de produto que estão consumindo. Relevante também é o percentual (75%) de consumidores ouvidos que se identificam como “digitais”; ou seja, estão presentes de forma significativa nos canais digitais durante a sua jornada de consumo. No Brasil, esse número é de 45% para as compras online.

Nos últimos 12 meses, 36% dos brasileiros confirmaram que usaram o computador para comprar produtos semanalmente e 42% via smartphone. Já em relação às lojas físicas, 35% disseram que utilizam esse canal durante a sua jornada de consumo.

(Fonte: CDI Comunicação)

Acafi está com inscrições abertas para Cameratas Aprendiz e Jovem e novas oficinas culturais

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Camerata Filarmônica de Indaiatuba está com inscrições prorrogadas até 6 de março para processo seletivo para prática orquestral na Camerata Aprendiz e Camerata Jovem e também para novas oficinas culturais, com formação de Coro Infanto-Juvenil, Coro Adulto e Grupo de Percussão. As ações contam com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

O trabalho das orquestras consiste em prática orquestral com músicos profissionais, que realizam a monitoria com repertório próprio e temporada de concertos para 2022. Os Coros e Grupo de Percussão são dirigidos por maestros profissionais e professores e também terão repertório selecionado com agenda de apresentações.

A Camerata Aprendiz compreende interessados de 7 a 17 anos, com vagas para violino, viola clássica, violoncelo e contrabaixo acústico. É preciso ter, ao menos, um ano de estudo do instrumento e também ter instrumento próprio.

A Camerata Jovem é voltada para músicos de 15 a 35 anos, com vagas para violino, viola clássica, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal, clarineta e trompa. Para se inscrever, é preciso ter, ao menos, dois anos de estudo do instrumento e possuir instrumento próprio.

Oficinas culturais | As oficinas culturais são voltadas a diversas faixas etárias e não há pré-requisitos para participação. São três opções: Coro Infanto-Juvenil, de 7 a 14 anos, com 40 vagas; Coro Adulto, a partir de 15 anos, com 60 vagas e Grupo de Percussão, de 12 a 18 anos, com 20 vagas.

O interessado deve preencher o formulário, onde consta ainda o calendário de audições. A realização é da Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi), que fica na Rua Hércules Mazzoni, 873, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (19) 98303-7213 ou pelo e-mail contato@cameratafilarmonica.org.

Inscrições:

Cameratas Aprendiz e Jovem – Formulário: https://forms.gle/3GzqVdT9RZFGuJQL9

Oficinas Culturais – Formulário: https://forms.gle/5k2sxzT6eVWDfSfRA.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | Prefeitura Municipal de Indaiatuba)

Últimas semanas para visitar a exposição de Jacques Douchez e Norberto Nicola no MAM SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Exposição de Jacques Douchez e Norberto Nicola. Crédito das fotos: Karina Bacci.

A tridimensionalidade une novamente os artistas Jacques Douchez (Macôn-França, 1921 – São Paulo, 2012) e Norberto Nicola (São Paulo, 1931-São Paulo, 2007) em “Os pássaros de fogo levantarão voo novamente”. As formas tecidas de Jacques Douchez e Norberto Nicola, em cartaz até o dia 13 de março no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Estreando oficialmente como curador, assume vivid astro focus/avaf propõe uma reaproximação póstuma entre os artistas. Além disso, a exposição lança luz sobre importantes sucessores do movimento modernista.

A partir de um conjunto de 26 obras em tapeçaria, 13 de cada artista, é possível um resgate dos laços profissionais e afetivos entre Douchez e Nicola, amigos que tiveram um atelier juntos entre 1959 e 1980, mas não expuseram mais em conjunto após desfazerem a sociedade. Uma das propostas da mostra é traduzir essa conexão ao criar uma união emocional e física dos trabalhos de ambos.

O aspecto tridimensional, caraterística marcante nas criações, entendidas pelos próprios artistas como “formas tecidas”, é refletido também na expografia, co-assinada pelo arquiteto Eduardo Chalabi e assume vivid astro focus. As tapeçarias suspensas no teto e as paredes recobertas de espelhos reforçam esse jogo de dimensões. “Neste espaço átmico, se busca contar uma história, sem tratar de ser histórica ou retrospectiva, dedicada a obras tecidas por eles”, declara o curador. Para além disso, ele afirma que a expografia foi pensada de forma que os artistas fossem recontextualizados em um ambiente da arte contemporânea.

Em “Os pássaros de fogo levantarão voo novamente – as formas tecidas de Jacques Douchez e Norberto Nicola”, o MAM amplia as reflexões em relação ao movimento modernista e evidencia, dessa vez, os artistas que vieram depois dele. “Dando continuidade às reflexões que promoveu ao longo do ano de 2021 sobre o centenário da Semana de Arte Moderna de São Paulo de 1922, o MAM desdobra sua programação agora discutindo artistas das gerações seguintes que tiveram atuações significativas. O espaço concebido para a mostra traz espelhos e cores que rompem com o tradicional cubo branco e reinventam o ambiente expositivo”, comenta Cauê Alves, curador da instituição. “A mostra sobre as formas tecidas de Jacques Douchez e Norberto Nicola, além de dar visibilidade a artistas tão relevantes que sucederam aos primeiros artistas modernistas, valoriza a arte da tapeçaria, até há pouco vista como menor em relação à pintura e à escultura”, endossa Elizabeth Machado, presidente do MAM.

Sobre os artistas

Jacques Douchez (Macôn, França 1921 – São Paulo, 2012) e Norberto Nicola (São Paulo, 1931 – São Paulo, 2007) integraram nos anos 1950 o Atelier-Abstração, de Samson Flexor (1907-1971). O artista romeno, inclusive, influenciou os trabalhos dos dois, com seus ideais estéticos e vanguardistas.

Em 1959, criaram juntos o Atelier Douchez-Nicola, que mantinha a individualidade e a liberdade criativa de cada um. Nicola realizava obras lírico-oníricas e selváticas e Douchez, obras austeras e ascéticas. O encerramento das atividades do Atelier aconteceu em 1978 sem que fizessem uma exposição juntos.

Na mostra, “se poderão ver obras que foram confeccionadas no decorrer da existência do Atelier, bem como obras urdidas após o desfecho de uma intrincada e singular amizade que mostram sobretudo um vocabulário feérico que desvela em cada fibra a energia luminosa de ambas naturezas”, afirma assume vivid astro focus.

Sobre assume vivid astro focus | assume vivid astro focus/avaf é um coletivo de artistas fundado em 2001. avaf pode assumir diferentes formações, dependendo dos diferentes projetos em que estão envolvidos. avaf trabalha em uma vasta gama de mídias, incluindo instalações, pintura, tapeçaria, néon, papel de parede, música etc. Com frequência confronta arraigados códigos culturais, questões de gênero e política por meio de uma superabundância de cores e formas. O pseudônimo é parte fundamental no seu processo de trabalhar “coletivamente”: O intuito central de seus projetos é sempre a criação de um Gesamtkunstwerk (“obra total de arte”) onde o espectador se torna um com trabalho de arte. Ser inclusivo é peça chave para a realização de suas obras – avaf usa a cor como linguagem universal com a intenção de garantir a participação e entrega do espectador. O público sempre é centerpiece em todos seus projetos.

Sobre o MAM São Paulo | Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Serviço:

“Os pássaros de fogo levantarão voo novamente – as formas tecidas de Jacques Douchez e Norberto Nicola”

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo

Curadoria: assume vivid astro focus

Período expositivo: Até 13 de março de 2022

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Telefone: (11) 5085-1300

Ingresso: Agendamento prévio necessário

Ingressos disponibilizados online

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado.

(Fonte: a4&holofote comunicação)