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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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MAM SP apresenta exposição “ruptura e o grupo: abstração e arte concreta, 70 anos”

São Paulo, por Kleber Patricio

Hermelindo Fiaminghi (São Paulo, SP, 1920-São Paulo, SP, 2004). “Círculos com movimento alternado”, 1956. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo recebe a exposição “ruptura e o grupo: abstração e arte concreta, 70 anos”, a partir do dia 2 de abril. A mostra realiza uma releitura da exposição histórica do grupo Ruptura, que aconteceu no MAM São Paulo em 1952 e teve duração de somente 12 dias. Naquela ocasião, o grupo lançou um manifesto homônimo que defendia novos paradigmas para a arte. O documento e a exposição apontaram diretrizes para a formação da arte concreta brasileira ao longo da década de 1950.

Com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo, a mostra propõe uma revisão crítica do legado da arte construtiva no Brasil. O manifesto Ruptura criticava a figuração e, sem mencionar uma única vez os termos “abstração” ou “arte concreta”, apontava para essas linguagens como sendo “o novo” na arte. Em 2022, o conjunto de obras expostas traz à tona novas reflexões, questionamentos e análises. Para a curadora Heloisa Espada, “Olhar para o grupo Ruptura hoje não significa aderir sem crítica às ideias apresentadas nos anos 1950, mas considerar as circunstâncias de seu aparecimento, assim como as várias contradições entre o que os artistas escreviam e aquilo que eles faziam. Ainda assim, a pesquisa visual desses artistas tinha uma conotação libertária, pois se propunha a imaginar novas formas de organizar o mundo no pós-guerra”.

Os artistas do Ruptura adotaram uma linguagem geométrica de cores vibrantes que não se confundia com as imagens da natureza. A proposta de uma arte não figurativa, que não representasse as aparências do mundo, buscava criar uma relação franca e direta com a realidade. Para eles, na arte, apenas elementos visuais como cores, linhas e formas poderiam ser de fato considerados reais, pois eles não simulavam nenhuma aparência – eram eles mesmos. Além disso, em suas obras, a repetição de formas e a adesão às leis da teoria da percepção conhecida como Gestalt criavam uma forte sensação de movimento e ritmo visual. A ideia de movimento projetava o dinamismo que os artistas do Ruptura desejavam ver na sociedade brasileira.

Barros, Geraldo de 2001.035 – Romulo Fialdini. Tombo: 2001.035.
Geraldo de Barros (Chavantes, São Paulo, Brasil, 1923-São Paulo, São Paulo, Brasil, 1998). “Sem título” – São Paulo – Brasil, circa 1947. fotografia em papel de gelatina/prata, 40 x 30,1 cm. Coleção MAM São Paulo, Patrocínio Petrobrás, 2001. Foto: Romulo Fialdini

Em um primeiro momento, “ruptura e o grupo: abstração e arte concreta, 70 anos” aborda a mostra original do grupo Ruptura no MAM, em 1952, por meio de um conjunto de documentos e de obras realizadas pelos artistas no início daquela década. Entre elas, estão duas pinturas que estiveram na exposição histórica: “Desenvolvimento ótico da espiral de Arquimedes” (1952), de Waldemar Cordeiro, e “Vibrações verticais” (1952), de Luiz Sacilotto.

Em seguida, a exposição aborda a produção do grupo ao longo da década de 1950, quando alguns artistas se afastam e novos nomes se aproximam do Ruptura, como Judith Lauand, por exemplo. “Há uma discussão se o grupo Ruptura existiu como tal apenas na exposição de 1952 ou se ele tem uma duração mais longa. Essa dúvida se esclarece quando lemos os depoimentos dos artistas que entraram depois e seguiram se referindo a eles mesmos como parte do Ruptura. Também percebemos a proximidade ao olhar para as obras, porque há entre elas uma coerência de preocupações e uma coincidência dos problemas que enfrentam”, explica Yuri Quevedo.

Durante a década de 1950, os artistas participantes são Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Kazmer Féjer, Leopold Haar, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima e Waldemar Cordeiro.

A mostra conta com obras raramente vistas de Haar, que estão guardadas em acervo familiar desde que o artista faleceu, em 1954, não tendo sido exibidas em nenhum local desde então. Heloisa Espada aponta que, por existir um limite tênue entre as esculturas que produzia e as maquetes de projetos para vitrines, “Haar é um dos artistas que melhor exemplifica a proposta do Ruptura de que a arte deveria ter uma aplicação prática na vida das pessoas”. Quevedo acrescenta que “O grupo defendia a abstração como projeto de transformação, capaz de permear o cotidiano das pessoas, influenciando a indústria e organizando a vida em suas mais diversas escalas: das artes plásticas ao design, da arquitetura à cidade”.

Wladyslaw, Anatol 2007.289 – Romulo Fialdini. Tombo: 2007.289. Anatol Wladyslaw Naftali (Varsóvia, Polônia, 1913-São Paulo, São Paulo, 2004). “Sem título”, 1955 – nanquim sobre papel, 36,1 x 16,4 cm. Coleção MAM São Paulo, doação Blanka Wladislaw, 2007. Foto: Romulo Fialdini

“Depois de antecipar as discussões sobre o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 no ano passado, a programação do MAM em 2022 reflete sobre uma outra geração de artistas modernos que estão intimamente ligados à história do museu. Trata-se de um grupo que participou ativamente dos primeiros anos do MAM e que tinha um ideal utópico que revela muito do ambiente cultural em que o MAM foi criado”, discorre Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

“A mostra sobre o grupo Ruptura, além de dar visibilidade a artistas tão importantes na invenção da arte concreta e no abstracionismo geométrico no Brasil, revê um momento fundamental da história da arte e da história do MAM. São poucas as instituições culturais que podem, 70 anos depois, revisitar uma exposição que ela mesma realizou”, diz Elizabeth Machado, presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Artistas: Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Kazmer Féjer, Leopold Haar, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima e Waldemar Cordeiro.

Sobre o grupo Ruptura

O grupo Ruptura foi um conjunto de artistas que marcou o início do movimento de arte concreta em São Paulo, no Brasil. Criado em 1952, era liderado por Waldemar Cordeiro (também seu principal teórico) e composto, inicialmente, por Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, Lothar Charoux, Kazmer Féjer, Anatol Wladyslaw e Leopold Haar. Depois da primeira exposição, Maurício Nogueira Lima, Hermelindo Fiaminghi e Judith Lauand passaram a integrar o grupo. Em seu manifesto, é proposta a “renovação dos valores essenciais da arte visual” por meio de pesquisas geométricas, aproximando arte e indústria, e combatendo o abstracionismo lírico entendido como expressão individual inadequada para o contexto da arte daquele momento.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu integram-se visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com deficiência.

Serviço:

“ruptura e o grupo: abstração e arte concreta, 70 anos”

Período expositivo: 2 de abril a 3 de julho de 2022

Local: MAM São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Telefone: (11) 5085-1300

Ingresso: R$25,00. Gratuidade aos domingos. Agendamento prévio necessário. Ingressos disponibilizados online no link.

Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; sócios e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Tour guiado evidencia importância das mulheres na criação de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Pátio Metrô São Bento.

Você sabe qual a importância das mulheres na criação da Capital Paulista? Em abril, está de volta o tour guiado “Mulheres na Formação de São Paulo”. O roteiro é uma parceria do Pátio Metrô São Bento com o Caminhos do Triângulo e acontece todos os sábados do mês de abril e maio, sempre às 11 horas. O passeio a pé é gratuito e sai da Praça da Colmeia do Pátio Metrô São Bento.

Pelas ruas do Triângulo Histórico será possível resgatar como as mulheres viviam e quais foram os seus papéis na formação de São Paulo nos aspectos social, educacional, cultural e até mesmo nos esportes. A história começa quando a Capital Paulista ainda era uma pequena vila e segue até os dias atuais.

O projeto tem como objetivo jogar luz sobre a importância das mulheres que, mesmo diante do protagonismo masculino, se destacam em diversos aspectos da história de cidade com força, destemor e criatividade. Na caminhada histórica, são destaques figuras que, até hoje, se encontram presentes nas construções, monumentos, identidade e memória da Capital, como Bartira, Dona Ana Pimentel, Domitila de Castro Canto e Melo (Marquesa de Santos), Yolanda Penteado, Maria Augusta Saraiva e tantas outras mulheres conhecidas e anônimas.

Conheça o Trajeto:

Largo São Bento |Basílica Abacial Nossa Senhora da Assunção – Igreja de São Bento | Praça Antônio Prado | Rua XV de Novembro | Pátio do Colégio | Solar da Marquesa de Santos | Rua Direita | Palacete Teresa Toledo Lara | Prédio Ouro para o Bem de São Paulo | Faculdade de Direito do Largo São Francisco | Praça do Patriarca | Rua Líbero Badaró.

Sobre o Pátio Metrô São Bento | Localizado aos pés do Mosteiro, dentro da Estação São Bento do Metrô, o Pátio Metrô São Bento é um centro comercial, cultural e gastronômico a céu aberto. Com opções de alimentação, serviços e varejo, o Pátio Metrô São Bento busca simplificar o dia a dia das pessoas que frequentam o Centro de São Paulo. Desenvolvido pelo consórcio Scopus Ita Shopping, o empreendimento de 5,7 mil metros quadrados, é composto por praça de alimentação, deck a céu aberto e praça de eventos, que recebe atrações culturais regularmente. O Pátio atende as mais de 4 milhões de pessoas que circulam pela região, como uma opção agradável, prática e segura de aproveitar o melhor do Centro.

Serviço:

Tour guiado “Mulheres na Formação de São Paulo”

Realização: Pátio Metrô São Bento e Caminhos do Triângulo

Dias: todos os sábados de abril e maio

Saída: Pátio Metrô São Bento – Praça da Colmeia

Horário: às 11 horas (retirada de senhas a partir das 10h30)

Sujeito a lotação

Duração aproximada: duas horas

Valor: grátis

Acesse:

https://patiosaobento.com.br/

www.facebook.com/patiometrosaobento/

www.instagram.com/patiometrosaobento/.

(Fonte: Comunicação Conectada)

OSMC realiza concertos com o maestro Carlos Cruz e a soprano Rosana Lamosa

Campinas, por Kleber Patricio

Cláudio Cruz já foi maestro da Sinfônica de Campinas e agora volta como convidado. Foto: divulgação.

Nos próximos dias 2 e 3, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas realizará concertos com o maestro Carlos Cruz e a soprano Rosana Lamosa, ambos com vasto currículo, premiações e reconhecimento no Brasil e no exterior. Cruz tem atuado como regente convidado em orquestras internacionais e Rosana apresentou-se para o Papa Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil. O programa traz obras de Maurice Ravel (‘Alborada del Gracioso’), Heitor Villa-Lobos (‘Bachianas Brasileiras Nº 5′ e ‘Violas’, de ‘Miniaturas’), Johannes Brahms, (‘Sinfonia Nº 2’). Como solista, a convidada é a soprano Rosana Lamosa. Os ingressos já estão à venda.

As apresentações serão às 19h do dia 2, sábado, e às 10h do dia 3, domingo, no Teatro Municipal Castro Mendes, sob a regência do maestro convidado, Cláudio Cruz. Os ingressos estão à venda no  https://site.bileto.sympla.com.br/teatromunicipalcastromendes e nas bilheterias do teatro para serem adquiridos de quarta a domingo, das 16h às 21h. Excepcionalmente para o concerto do dia 3 de abril, a bilheteria estará aberta às 9h.

Obras

A obra “Alborada del Gracioso”, de Ravel, é uma pequena peça orquestral que foi executada pela primeira vez em 1919 e faz parte de um dos cinco movimentos de sua suíte “Mirairs”. Esta peça foi criada originalmente para um balé, no entanto entrou para o repertório de concertos com muito sucesso.

As “Bachianas Brasileiras”, uma das composições do mestre Villa-Lobos mais conhecidas em todo mundo, é uma perfeita fusão entre o folclore brasileiro (a música caipira) e as formas pré-clássicas de Bach.

Com apenas dois movimentos, a famosa ária ‘Cantilena’, foi composta em 1938, sobre texto de Ruth Valadares Corrêa, e teve sua estreia em 25 de março de 1939, no Rio de Janeiro, com a própria Ruth cantando sob a regência de Villa-Lobos. O segundo movimento, Dança ‘Martelo’, foi composto apenas em 1945, sobre texto do poeta Manuel Bandeira.

Outra peça de Villa-Lobos que faz parte do programa é ‘Violas’ de ‘Miniaturas’, uma das composições que fazem parte de um grupo de peças distintas com o nome de “Miniaturas”.

Considerado ainda em vida o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos escreveu cerca de mil obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter utilizado o folclore brasileiro em suas obras, tornando-se o maior expoente do nacionalismo musical brasileiro. Foi, também, por meio de Villa-Lobos, que a música brasileira tornou-se mundialmente conhecida.

Johannes Brahms compôs a Sinfonia nº 2 no verão de 1877 em uma cidadezinha da Áustria. Esta composição foi considerada breve quando comparada com a Primeira Sinfonia, que levou 21 anos para ser concluída. Seu clima alegre e quase pastoral levou alguns a compará-la com a Sexta Sinfonia de Beethoven, o que levou Brahms a escrever ao seu editor dizendo que sua sinfonia “é tão melancólica que você não será capaz de suportá-la. Nunca escrevi algo tão triste, e a partitura deve sair de luto”.

Cláudio Cruz

Cláudio Cruz é o regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e recentemente foi também regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Tem atuado como regente convidado de orquestras como a Sinfonia Varsóvia, New Japan Philharmonic, Hyogo Academy, Hiroshima Symphony, Vogtland Philharmonie (Alemanha), Jerusalem Symphony, Orquestra de Câmara de Osaka, Orquestra de Câmara de Toulouse, Sinfônica de Avignon, Northern Sinfonia (Inglaterra) e Filarmônica de Montevideo, entre outras.

No Brasil, regeu a Osesp, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica Municipal de São Paulo, Sinfônica do Paraná, Sinfônica Brasileira, Sinfônica de Porto Alegre e Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, além de outras.

Participou de Festivais de Música no Brasil como regente da Orquestra Acadêmica do Festival Internacional de Campos de Jordão em 2010 e 2011 e, no exterior, no Festival de Verão da Carinthia (Áustria) e Festival Internacional de Música de Cartagena (Colômbia), onde atuou como camerista e regente convidado da Osesp.

Foi diretor artístico do Núcleo de Música Erudita da Oficina de Música de Curitiba de 2015 a 2017, regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e da Orquestra de Câmara Villa-Lobos. Com essas orquestras, gravou CDs com obras de Carlos Gomes, Beethoven, Mozart, Tom Jobim e Edino Krieger.

Atuou como diretor artístico e regente nas montagens das óperas “Lo Schiavo”, em Campinas; “Don Giovanni”, em São Paulo e Campinas; e “Rigoletto” e “La Bohème”, em Ribeirão Preto.

Cláudio Cruz foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e recebeu, também, o Prêmio Carlos Gomes, Prêmio Bravo e Grammy Awards, entre outros. Entre 1990 e 2014 ocupou o cargo de spalla da Osesp.

Solista Rosana Lamosa (soprano)

A carioca Rosana Lamosa é uma das mais importantes sopranos brasileiras, sendo reconhecida pela crítica e meio cultural que lhe agraciou com os Prêmios APCA (1996), Carlos Gomes (1998 e 2002) e a Ordem do Ipiranga (2010) no grau de Comendadeira.

Em sua carreira destacam-se os papéis de Manon, Melisande, Mimi, Violetta, Juliette, Marie (Fille du Regiment), Lucia de Lammermoor, Norina, Gilda, Rosalinde, Anne Truelove, Nannetta, Hanna Glavari, Micaela, Lucy e Condessa, tendo participado da primeira produção brasileira do “Anel do Nibelungo”, de Wagner.

Cantou “O Guarany” em Lisboa, “Armide” no Festival de Buxton, na Inglaterra, “Rigoletto” nos EUA, e se apresentou também no Carnegie Hall de Nova Iorque, no Concert Hall de Seoul e na China. Protagonizou as estreias brasileiras de “Magdalena”, de Villa-Lobos, “Alma”, de Cláudio Santoro e “A Tempestade”, de Ronaldo Miranda. Apresentou-se para o Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil e na “9ª Sinfonia” sob regência de Kurt Masur.

Sua discografia inclui a ópera “Jupyra” com a Osesp (BIS), “Bachianas Brasileiras” com a Nashville Symphony Orchestra (Naxos), “Canções de Amor” como o pianista Marcelo Bratke (Quartz) e a “Missa de Nossa Senhora da Conceição” com a OSB (Biscoito Fino).

Rosana participa da Oficina de Música de Curitiba desde 2018 como concertista e professora. Em 2020, coordenou a área de canto do Festival FIMUCA, o primeiro festival virtual de música erudita do Brasil. É doutora em Performance Musical pela Unesp, onde atualmente leciona.

Programa Sinfônico

Regência: Cláudio Cruz

Solista: Soprano, Rosana Lamosa

Programa:

Ravel – “Alborada del Gracioso”

Villa-Lobos – “Bachianas Brasileiras nº 5”

Villa-Lobos – “Violas de Miniaturas”

Brahms – “Sinfonia nº 2”.

Serviço:

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

Concertos:

Datas – 2 de abril às 19h e 3 de abril às 10h

Local – Teatro Municipal José de Castro Mendes

Ingressos:

Valor: R$20,00 (inteira), R$10,00 (estudantes, aposentados e maiores de 60 anos), R$5,00 (professores das redes municipal e estadual de ensino e pessoas com deficiência e mobilidade reduzida) e R$2,00 (estudantes da rede municipal e estadual de ensino).

Vendas: https://site.bileto.sympla.com.br/teatromunicipalcastromendes.

Na bilheteria do Teatro, os ingressos podem ser adquiridos de quarta a domingo, das 16 às 21h. Excepcionalmente para o concerto do dia 3 de abril, a bilheteria estará aberta às 9h.

Classificação | A classificação indicativa para os concertos da OSMC é de sete anos, idade em que as crianças já possuem uma capacidade maior de concentração e aproveitamento. Os pais são orientados a dar preferência à aquisição de assentos com fácil acesso à saída da sala, caso seja necessário se retirar por motivo de ruídos excessivos. Solicita-se apenas o bom senso e compreensão dos acompanhantes das crianças para que seja preservado o direito de todos os ouvintes de desfrutar com tranquilidade das apresentações da orquestra.

(Fonte: Secretaria de Comunicação | Prefeitura de Campinas)

Dossiê aponta descaso do governo federal na pandemia com direitos à saúde e educação de crianças e adolescentes

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil.

Crianças e adolescentes tiveram seus direitos à saúde e educação violados pelo governo federal durante a pandemia de Covid-19. O descaso com o público infanto-juvenil aparece no fato de que apenas uma pequena parcela de normas de enfrentamento à crise sanitária do governo federal traçava planos e políticas públicas voltadas a esse público. É o que mostra dossiê do Instituto Alana e do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (CEPEDISA) antecipado pela Bori, lançado nesta quarta (30).

A pesquisa chegou a essa conclusão ao analisar 142 atos normativos editados pelo Executivo federal, que mencionam termos ligados à infância e à juventude, tais como “criança”, “adolescente”, “jovem” e “infantil” no período de março de 2020 a setembro de 2021, com atualização de dados sobre vacinação em fevereiro de 2022. Os resultados serão apresentados no VIII Seminário Internacional do Marco Legal da Primeira Infância, promovido pela Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância, na Câmara dos Deputados.

No contexto da pandemia, caberia à União a destinação orçamentária e a formulação de normas gerais entre todos os entes da federação. A ineficiência de ações está revertida em números: dados da Fiocruz indicam que, até o dia 4 de dezembro de 2021, 1.422 crianças e adolescentes morreram em razão da Covid-19 – sendo 418 óbitos de crianças com até um ano; 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos –,  tornando o Brasil o segundo país com mais mortes nesta faixa etária. Além disso, quase 20 mil crianças e adolescentes abaixo de 19 anos foram hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados por Covid-19.

Crianças em situação de vulnerabilidade, cujas famílias se encontram em situação de pobreza, especialmente crianças e adolescentes negros, quilombolas e indígenas residentes em áreas periféricas são particularmente afetados pela Covid-19 de forma mais grave.

“O governo federal deixou ações de enfrentamento à pandemia voltadas para as crianças por último. Elas tiveram seu direito à saúde negado, quando deveriam ser a prioridade. Ainda, elas possuem o direito de ser protegidas contra uma doença que pode levar à morte e deixar sequelas. A saúde individual e coletiva é uma condição para que elas tenham acesso a outros direitos, como à educação e à convivência em sociedade”, destaca Ana Claudia Cifali, coordenadora jurídica do Instituto Alana.

Direitos à vacinação e educação violados

Segundo o dossiê, os direitos à saúde e à educação do público infanto-juvenil foram particularmente afetados pela ineficiência de ações do governo federal. O direito à vacinação infantil, previsto em lei pela Constituição Federal e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi violado pelo governo federal que impediu a celeridade da campanha de vacinação e iniciou a imunização de crianças menores de 12 anos quase um mês após o aval da Anvisa.

Em relação aos direitos à educação, o fechamento de escolas por tempo prolongado deve comprometer o aprendizado de milhares de crianças. Estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância) revela que o Brasil corre o risco de regredir duas décadas no acesso de meninos e meninas à educação, já que pelo menos 5 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos estavam sem acesso à educação em novembro de 2020. Destes, 40% tinham de 6 a 10 anos, faixa etária em que a educação estava praticamente universalizada antes da pandemia.

O dossiê também destaca a orfandade como impacto na vida de crianças e adolescentes. Levantamento do Imperial College mostra que, no Brasil, de março de 2020 a outubro de 2021, ao menos 168,5 mil pessoas de 0 a 17 anos perderam o pai, a mãe ou ambos por causa da Covid-19. No Senado, o relatório final da CPI da pandemia recomendou a criação de uma política de auxílio financeiro a crianças e adolescentes em situação de orfandade causada pelo coronavírus. Porém, o dossiê destaca que é necessário que uma legislação específica seja aprovada.

“Agora é a hora de um pacto nacional que coloque as crianças em primeiro lugar para apoiarmos as que evadiram as escolas, as em situação de orfandade, as que sofreram inúmeras violências domésticas e que ainda sentem na saúde física e mental os efeitos da covid-19. As eleições de 2022 e seus candidatos e candidatas devem considerar esse dossiê e cumprir o dever do artigo 227 da Constituição, dando prioridade absoluta para as crianças em todos os planos de governo”, diz Pedro Hartung, diretor de Direitos e Políticas da Infância do Instituto Alana.

(Fonte: Agência Bori)

Com grande volume de água, bacias de Cunha (SP) são importante manancial da Mata Atlântica

Cunha, por Kleber Patricio

Foto: Patricia do Prado Oliveira/Imagens USP.

As três microbacias de Cunha, no interior de São Paulo, apresentam um admirável rendimento hídrico, com volume de água de chuvas médio consideravelmente maior que a média do estado de São Paulo. Enquanto chove uma média anual de 1960 milímetros na região, no estado, a média de chuva fica em torno de 1502 milímetros por ano. Essa alta precipitação, combinada com a baixa evapotranspiração da floresta, confere às microbacias uma grande produção de água. A análise, publicada na quarta (30), na “Revista do Instituto Florestal”, é de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) que mediram o balanço hídrico de três bacias hidrográficas da Mata Atlântica localizadas no Parque Estadual da Serra do Mar.

A pesquisa produz dados sobre a quantidade de água que entra nas microbacias pelas chuvas e o quanto sai dela por meio da evapotranspiração da vegetação e escoamento do riacho da estação: foram 1960 milímetros de precipitação média anual, 1432 milímetros de deflúvio e de 460 a 606 milímetros de evapotranspiração. Este é o maior estudo já feito na Mata Atlântica brasileira, que monitorou as três bacias (A, B e D) durante 20, 26 e 30 anos, respectivamente.

Com essa análise em longo prazo, os pesquisadores observaram que, apesar de flutuações anuais nos dados, a precipitação média anual nas bacias de Cunha é maior do que aquela encontrada por outros estudos na mesma região e mesmo à do estado de São Paulo, que é de 1502 mm. “Quando os estudos foram iniciados em Cunha, na década de 1980, praticamente não se sabia nada sobre a hidrologia de microbacias do bioma Mata Atlântica. O pouco de pesquisa que havia em floresta natural na época era na floresta amazônica. Portanto, toda informação obtida nas microbacias A, B e D era novidade”, afirma Maurício Ranzini, um dos autores do estudo.

O volume de escoamento de água encontrado também foi maior do que o observado em outras bacias da Mata Atlântica, enquanto a evapotranspiração está entre as mais baixas que já se viu em outros estudos de florestas tropicais. Informações como essas, acrescenta o pesquisador, são importantes para compreender o papel que as florestas tropicais, como a Mata Atlântica, exercem na regulação do nível de água dos rios, especialmente considerando que o córrego que sai das microbacias estudadas ajuda a alimentar o rio Paraibuna, um dos formadores do rio Paraíba do Sul. Por sua vez, o Paraíba do Sul abastece milhões de pessoas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Impacto na Mata Atlântica

Dados sobre balanço hídrico podem ajudar a compreender alterações que podem ocorrer nesses ecossistemas e a desenvolver soluções para possíveis problemas no manejo de bacias hidrográficas. Nesse sentido, podem informar políticas públicas de preservação destes ambientes. “Em síntese, os dados indicam que as microbacias da região do Laboratório de Hidrologia Florestal Walter Emmerich (LHFWE) constituem um importante manancial de água e, como tal, devem ser preservadas”, lembra Ranzini.

O LHFWE onde estão as microbacias está inserido nos domínios do bioma Mata Atlântica. Esse ecossistema localiza-se ao longo da costa litorânea, desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte, constituindo uma floresta pluvial tropical, com clima quente e úmido. Sua vegetação, bastante densa, foi enormemente devastada desde o início da colonização do Brasil. Atualmente, restam apenas alguns trechos nas encostas montanhosas. O Parque Estadual Serra do Mar, onde localiza-se o Laboratório, representa a maior porção contínua preservada de Mata Atlântica no Brasil, com 332 mil hectares.

(Fonte: Agência Bori)