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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Artigo: Precisamos apoiar as mulheres para uma Amazônia Viva

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Anton Ivanov/Shutterstock.

A igualdade de gênero é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015 para melhorar a vida das pessoas até o ano 2030. O progresso em direção aos objetivos é medido por indicadores. Lamentavelmente, os indicadores de igualdade de gênero têm avançado de forma lenta em todos os países amazônicos. A desigualdade de gênero é particularmente evidente na ciência onde o percentual de mulheres cientistas é reduzido e elas ainda carecem de reconhecimento e apoio, sobretudo na Amazônia. Nas áreas rurais, as mulheres apresentam as menores taxas de escolaridade, alfabetização e menor acesso a empregos formais e salários mais baixos, acabando por se destacar nas atividades de cunho mais extrativistas e ligadas à natureza (ex. extração e beneficiamento de produtos florestais não-madeireiros).

Por exemplo, a representatividade feminina nos empregos ligados na atividade pecuária, o principal uso da terra na Amazônia, é mínima. No caso da mineração, outra atividade relevante na região, os empregos formais em empresas mineradoras ou informais em áreas de garimpo, são quase exclusivamente para homens, refletindo em mudanças socioeconômicas e aumentando a violência de gênero. Madre de Dios, região localizada no meio de Amazônia Peruana, tem uma das maiores taxas de tráfico para a exploração sexual de mulheres e meninas ligadas à mineração ilegal ou informal, com 101,6 denuncias por mil habitantes em 2017.

Além disso, a desigualdade também se reflete no impacto das mudanças climáticas e desastres naturais, sendo mulheres mais propensas a sofrer reassentamento involuntário, bem como perda de acesso aos recursos naturais. Tudo isto num cenário de elevados níveis de violência baseada no gênero em toda a região e com o agravamento das desigualdades pela pandemia do Covid-19. Dados recentes mostram que 39% das mulheres na Amazônia colombiana foram vítimas de violência física. Ao mesmo tempo, mulheres têm estado na linha de frente no combate à pandemia de Covid, representando 70% dos funcionários do setor de saúde nos países amazônicos em 2019.

O futuro sustentável da Amazônia exige liderança feminina. Incentivar a formação de mulheres cientistas da Amazônia e para Amazônia, além de assegurar o acesso das mulheres à educação formal, administração pública e trabalho em geral, são importantes para a formação de lideranças e a construção de propostas mais inclusivas e socioambientalmente mais harmoniosas para a região. O resultado desse processo inclusivo favoreceria a redução da pobreza em termos de renda, atendimento das necessidades básicas, desenvolvimento de capacidades e promoção da cultura democrática.

As mulheres amazônidas, especialmente as Indígenas, são protagonistas das mais diversas atividades produtivas (como pesca, hortas comunitárias, sistemas agroflorestais) e de coleta, processamento e comercialização de produtos florestais não-madeireiros. Na Amazônia brasileira, por exemplo, as mulheres têm um papel de destaque no extrativismo da castanha, que respondeu por quase metade da exportações relacionadas à produção florestal em 2005 e forneceu cerca de 22.000 empregos. Seu trabalho produtivo, entretanto, é muitas vezes invisibilizado devido a seu foco no autoconsumo familiar. Esse trabalho invisibilizado tem sido fundamental para a segurança alimentar de muitas famílias amazônidas, reduzindo pela metade as estimativas de pobreza em populações que têm acesso a rios e florestas saudáveis na região.

As relações das mulheres com seus territórios e com a biodiversidade são muito estreitas. Em geral, elas ocupam um lugar particular nos regimes de conhecimento que se regeneram ancestralmente de mães para filhas e filhos. É hora de fomentar a ‘integração’ desse conhecimento tradicional complementar com o sistema de conhecimento formal. Reconhecer que o conhecimento tradicional é produto de observação deixa claro que as mulheres sempre fizeram ciência. Enquanto as vozes das mulheres não forem ouvidas e seu trabalho e compromisso não forem reconhecidos, esse valioso corpo de conhecimento corre o risco de ser perdido.

Na Amazônia, as mulheres representam aproximadamente metade da população e é essencial empoderá-las e seu valioso conhecimento, trabalho e compromisso, fortelecendo sua voz e organização para a gestão das florestas e rios amazônicos. As organizações de mulheres Indígenas e não Indígenas expandiram-se rapidamente desde a década de 1980. Rompendo com as tradições patriarcais, as mulheres estão se fortalecendo para lutar por seus direitos a recursos e poder e para garantir meios de subsistência sustentáveis. Para tal, elas precisam ter espaço de participação nos debates políticos, nas comunidades e nas organizações de base, além de acesso aos recursos e capacitações para apoiar suas atividades e reforçar a legislação em matéria de gênero.

A Amazônia Viva nos remete a um grande organismo, onde tudo é conectado e interdependente, diverso e balanceado. Nesse sistema, a integridade ecológica é promovida com ações de restauração e conservação (cuidados); por uma economia baseada na natureza diversificada e integrada, incluindo atividades de autoconsumo (nutrição), por estruturas de governança que são equitativas e justas (respeito). Uma visão fundamentada pelo respeito e apoio ao trabalho de mulheres, suas práticas de cuidado e nutrição, seus conhecimentos sobre a natureza e suas propostas de políticas para alcançar uma Amazônia Viva.

Sobre as autoras

Ane Alencar é geográfa e diretora do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Brasil. Ane tem papel pioneiro nas pesquisas de mudanças do clima, desmatamento e incêndios florestais na Amazônia e nas discussões sobre politicas publicas para redução de seus impactos.

Maria Rosa Murmis é pesquisadora associada na Universidad Andina Quito, Equador, em modelos alternativos de desenvolvimento para áreas megadiversas e trabalha como consultora em temas de mudança climática, meio ambiente e bioeconomia sustentável na cooperação multilateral em países da América Latina.

Lilian Painter é ecóloga e diretora da Wildlife Conservation Society na Bolivia. Sua experiência gira em torno da gestão territorial para a conservação na escala de paisagem.

Marianne Schmink é antropóloga e professora emérita da Universidade da Florida, EUA, onde dirigiu o programa Conservação e Desenvolvimento Tropical. Pesquisa mudanças socioambientais e relações de gênero em comunidades amazônicas.

Ane, Maria e Lilian são autoras do capítulo 25 e 26 do Relatório de Avaliação da Amazônia 2021 produzido pelo Painel Científico para a Amazônia. Marianne Schmink é autora dos capítulos 14 e 15.

Sobre o Painel Científico para a Amazônia (PCA) | O Painel Científico para a Amazônia é uma iniciativa inédita convocada pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (SDSN), lançado em 2019 e inspirado no Pacto Leticia pela Amazônia. O PCA é composto por mais de 200 cientistas e pesquisadores proeminentes dos oito países amazônicos e Guiana Francesa, além de parceiros globais que apresentaram em 2021 um relatório inédito com uma abordagem abrangente, objetiva, transparente, sistemática e rigorosa do estado dos diversos ecossistemas da Amazônia e papel crítico dos Povos Indígenas e Comunidades Locais (IPLCs), pressões atuais e suas implicações para o bem-estar das populações e conservação dos ecossistemas da região e de outras partes do mundo, bem como oportunidades e opções de políticas relevantes para a conservação e desenvolvimento sustentável.

(Fonte: Agência Bori)

“Anfitriãs do Céu”: Livro expõe o mundo mágico das comissárias de bordo no século XX

São Paulo, por Kleber Patricio

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Empresa que era o símbolo brasileiro dentro do universo da aviação mundial, a Varig foi do estrelato – sem trocadilhos com a estrela que simbolizava a companha – à falência. Neste triste fim, ela levou consigo sonhos, histórias e pessoas que dedicaram a vida pela aviação. Com mais força e também simbolismo que outros funcionários, as comissárias de bordo foram as mais impactadas e, sem uma oferta de empregos em sua área à disposição, viram a classe que fora tão cultuada por muitos sofrer uma verdadeira parada cardíaca. Ao analisar essas circunstâncias, entre as quais a de sua tia Claudia Alves, a doutora em Antropologia Carolina Castellitti escreveu sua tese de doutorado que foi a base para o lançamento de “Anfitriãs do Céu: Carreira, Crise e Desilusão a bordo da Varig” (Editora Telha).

“As aeromoças por muito tempo representaram um ícone da liberdade feminina. Mas essa liberdade pareceria estar cheia de armadilhas. Eu queria entender que tipo de autonomia e liberdade essas mulheres conquistaram e, ao mesmo tempo, que obstáculos tiveram que superar.” – Carolina Castellitti, antropóloga

O livro traz recortes da sociedade em formato de depoimentos de mulheres que optaram por fugir do formato de família tradicional (para elas, mãe e esposa) para criarem seus próprios “modelos” de família e histórias de vida. As conhecidas “aeromoças” viajavam pelos cinco continentes, conheciam pessoas de diferentes nacionalidades e culturas, podiam acordar em um fuso horário e irem dormir em outro. Enfim, gozavam do requinte que seu trabalho lhes garantia. Era um sem número de oportunidades batendo à sua porta a cada jornada de trabalho.

“Anfitriãs do Céu: Carreira, Crise e Desilusão a bordo da Varig” trabalha de forma contundente em três pilares: a origem social da aeromoça e a trajetória social por elas percorrida até a escolha pela vida regada a jet lag e liberdade; a formação de carreira de uma comissária considerando-se as exigências de disciplina, hierarquia, etiqueta e refinamento que o posto exige e, por fim, a reconstituição da reprodução social após o declínio da profissão juntamente com a companhia aérea símbolo do nosso país.

A autora Carolina Castellitti. Fotos: divulgação.

“Através de suas histórias de vida, é fascinante reconhecer como as pessoas podem encontrar em certas carreiras ou profissões, por mais inusitadas que sejam, seu lugar no mundo. Ao mesmo tempo, quando a entrega é tão incondicional, o fim desse mundo representa um cataclismo, um trauma e uma grande desilusão. É necessário ter coragem para descobrir o estilo de vida que queremos ter. Mas se nenhuma descoberta se faz sozinho, o apoio dos outros é fundamental para enfrentar os obstáculos e quedas da vida.” – Carolina Castellitti

Carolina Castellitti conduz com maestria o seu interesse na temática das carreiras femininas na direção de um enriquecimento prático e analítico sobre um drama coletivo de grande expressividade. Sua obra exemplifica a partir da carreira das comissárias de bordo o processo pelo qual as mulheres passaram – e muitas ainda passam – na reinvenção de seus papéis perante a sociedade e sempre que precisam dar grandes guinadas em suas direções.

Sobre a autora | Carolina Castellitti é doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nascida na cidade de Santa Fe, Argentina, se graduou em sociologia na Universidad Nacional del Litoral. Depois de um intercâmbio de um semestre na Universidade Estadual de Campinas, em 2008, veio para o Rio de Janeiro para cursar o mestrado em 2012. Foi consultora, atleta e professora, e hoje é bolsista de Pós-doutorado “Nota 10” da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Sobre a Editora Telha | Desenvolvida no Rio de Janeiro, a Editora Telha nasce no fim de 2019 e já alcança, em sua primeira publicação “Motel Brasil: uma antropologia contemporânea”, de Jérôme Souty, a marca de obra finalista do Prêmio Jabuti 2020. Interdependente (porque independente ninguém é realmente), a Telha surgiu pelo desejo de editar com maior autonomia e criar mais espaço para textos produzidos por autores fora dos grandes centros.

Serviço:

Livro: “Anfitriãs do Céu”

Autora: Carolina Castellitti

Editora: Telha

Páginas: 276

Preço: R$59,00.

(Fonte: Aspas e Vírgulas)

Campinas recebe “O Mistério de Irma Vap” neste final de semana

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Sucesso de público e crítica, a comédia besteirol “O Mistério de Irma Vap” será apresentada em Campinas, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, nos dias 12 e 13 de março – sábado, 21h e domingo, 18h. Os protagonistas são os atores Luis Miranda e Mateus Solano nesta montagem adaptada e dirigida pelo encenador Jorge Farjalla a partir do texto de Charles Ludlam. Em Campinas, a peça tem patrocínio da Seguros Unimed. A produção e realização são da Bricabraque Produções e Palco7 Produções.

Os ingressos custam R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia) na plateia e R$150,00 (inteira) e R$75,00 (meia) na plateia Premium. Os ingressos estão à venda no site www.ingressodigital.com e na bilheteria no Teatro. Informações pelo telefone (19) 3294-3166. O Teatro Oficina do Estudante Iguatemi Campinas fica no 3º piso do Shopping Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina).

Sobre a peça

A trama original se passa em um lugar remoto da Inglaterra e conta a história de Lady Enid, a nova esposa do excêntrico Lord Edgar. Ela tem que se adaptar a viver em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa de seu marido, Irma Vap, um lugar onde o filho do casal foi morto por um lobisomem. Na casa, há uma governanta que assume a posição de rival da recém-chegada. Para retomar o amor de seu marido, Lady Enid come o pão que o diabo amassou e pratica peripécias divertidas. Em cena, os dois atores interpretam os vários personagens, entre humanos e assombrações.

O texto foi montado pela primeira vez em 1984 em um pequeno teatro em Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, pela companhia Ridiculous Theatrical Company, do próprio Charles Ludlam. Ele fez uma paródia dos clássicos e inspirou-se em um gênero da Inglaterra Vitoriana chamado “penny dreadful” (que pode ser traduzido como terror a tostão) para criar um novo tipo de comédia, o melodrama vitoriano. Diferente da história original, a versão é situada em um trem fantasma de um parque de diversões macabro. “Usamos como referência os filmes de terror, como ‘Pague para Entrar, Reze para Sair’, de Tobe Hooper; ‘Rebecca’, de Alfred Hitchcock, e a estética dos anos 80. Mergulhamos também no universo do videoclipe de ‘Thriller’, de Michael Jackson, que foi dirigido pelo cineasta John Landis, uma referência do que é um filme de horror. Além disso, a obra também tem várias citações de Shakespeare, principalmente de Hamlet. Desfragmentamos todas as camadas do texto para ver o que estava por trás dele e ressignificar a obra”, conta o diretor e encenador Jorge Farjalla.

A primeira e icônica montagem brasileira do texto, com direção da saudosa atriz Marília Pera e atuação de Ney Latorraca e Marco Nanini, estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu ao texto o registro no livro Guiness World Records. A peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de gincana de troca de figurinos por Nanini e Latorraca. O espetáculo, ainda segundo o diretor, tem a proposta de expor aos olhos do público essa troca de roupas e enfatizar ainda mais o texto e o trabalho do ator. “Nós teatralizamos a troca de roupas. Eu quero mostrar para o espectador o teatro como uma grande ilusão e o ator como um grande mago, que pode criar tudo na frente do público e fazê-lo acreditar naquela situação. Quero que a plateia sinta o trabalho dos atores e como eles vão dividir esses personagens em um jogo de espelhos. O próprio texto de Ludlam sugere o jogo teatral e tentamos enfatizar ao máximo a questão dos atores como um duplo”, comenta.

Essa encenação ousada só é possível graças ao talento de Luis Miranda e Mateus Solano. “Os dois são de uma genialidade, uma elegância artística. Eles têm, juntos, uma energia maravilhosa. Estou muito grato por tê-los comigo e por partilhar algo tão sagrado para mim, que é o fazer teatral”, acrescenta.

Elementos cênicos

O cenário de Marco Lima é um trem fantasma, com o carrinho utilizado de forma manual, artesanal e mecânica. Tudo construído com madeira, ferro e materiais simples. As luzes do cenário piscam e as portas abrem e fecham. Na montagem, os quatro atores “vodus contrarregras” fazem a movimentação do cenário. Todo o palco está aberto, mostrando a caixa cênica, sem bambolinas, sem rotundas, revelando o maquinário do teatro e não escondendo nada. “O cenário foi inspirado no filme de terror dos anos 80 ‘Pague para Entrar, Reze para Sair’. É todo teatralizado”, detalha Marco Lima.

O figurino de Karen Brusttolin é todo feito a mão por uma equipe composta por sapateiro, chapeleiro, costureira, bordadeira, designer de adereços e envelhecimento. O tecido utilizado foi o jeans, para dar um ar contemporâneo.  São sete trocas de roupa, referências e universos diferentes que transitam desde a era medieval até David Bowie. “Temos trocas de roupas muito rápidas. O diretor optou por revelar essas mudanças ao público. Pensei que este figurino deveria ser feito em camadas, criei a roupa ‘base’, como bonecos de vodu. Depois disso fui lapidando cada roupa pensando nas necessidades de cada ator, para que essas trocas pudessem acontecer com fluidez”, conta Karen.

A iluminação de César Pivetti é quase uma personagem. São vários efeitos, 300 movimentos de luz. “Procurei usar algumas tonalidades que remetessem ao clima de trem fantasma e escolhi dois tons de lavanda. Posicionei as máquinas de fumaça, criando um pântano. Com os refletores de chão e com toda a possibilidade de cenografia, conseguimos criar essa região pantanosa”, comenta César. A trilha musical é quase cinematográfica e pontua as cenas e as ações dos atores. As escolhas foram feitas em cima da opção do diretor de ambientar a peça no trem fantasma. Apesar do clima de terror, o humor está tanto na caricatura de cenário, figurino, atuação dos atores, quanto na música. “Então, essa caricatura do terror, da tensão, do suspense, traz consigo o humor, porque fica às vezes tão bizarro, que torna a coisa engraçada”, finaliza o diretor musical Gilson Fukushima.

Sobre Jorge Farjalla

Criador da Cia. Guerreiro, sua pesquisa em teatro é ligada ao universo de Antonin Artaud, Bertolt Brecht e Constantin Stanislaviski, tendo como ápice suas montagens sobre as obras míticas de Nelson Rodrigues: “Álbum de Família”, “Anjo Negro”, “Senhora dos Afogados” e “Dorotéia”. Idealizou a Escola de Teatro da sua Cia. inaugurada em 2010, no Rio de Janeiro, onde ofereceu oficinas e cursos de Teatro, Cinema e TV. Dirigiu e atuou no projeto sobre a obra de Dante Alighieri “A Divina Comédia”, encenando “Dante’s Inferno” e “Dante’s Purgatório”. Dirigiu “Vou Deixar o Amor Pra Outra Vida”, de Rodrigo Monteiro, que foi encenado em apartamentos residenciais no bairro de Copacabana.

Em 2016, dirigiu “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues, em comemoração aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho, com Leticia Spiller e grande elenco. No mesmo ano, dirigiu “Antes do Café”, de Eugene O’Neill, aclamado pela crítica como um dos espetáculos mais dramáticos do ano. Dirigiu Antônia Fontenelle no monólogo “#Sincericídio”. Em 2018, dirigiu “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues, com Alexia Dechamps, João Vitti, Rafael Vitti, Leticia Birkheuer e grande elenco, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, sendo indicado ao Prêmio Shell de Melhor Figurino com sua assinatura. Ainda no primeiro semestre, dirigiu “Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?”, de Yuri Ribeiro, com Paula Burlamaqui, Vitor Thiré e grande elenco no Teatro das Artes no Rio de Janeiro, sendo indicado como Melhor Diretor ao Prêmio Botequim Cultural, foi o grande vencedor do Prêmio FITA 2018 como Melhor Diretor, Melhor Figurinista e Melhor Espetáculo.

Serviço:

“O Mistério de Irma Vap”

Dia 12 e 13, sábado e domingo, às 21h/18h

Ingressos de R$60,00 a R$150,00

Classificação etária: 12 anos

Local: 3º Piso do Shopping Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina), em Campinas

Vendas: Bilheterias do Teatro e no site www.ingressodigital.com

Informações pelo telefone (19) 3294-3166.

(Fonte: Ateliê da Notícia)

Le Triskell celebra a gastronomia francesa com festival Vive la France

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Camarões rosa grande grelhados com vieiras ao molho Thermidor e raviólis de mussarela de búfala. Fotos: Carlos Cabiró.

O Le Triskell, restaurante francês situado em Indaiatuba (SP), promove de 15 de março a 3 de abril o festival gastronômico Vive la France. O propósito do festival é celebrar a gastronomia francesa e mediterrânea com pratos criados especialmente para a ocasião.

A ideia da realização do Vive la France partiu do adiamento do Goût de France – festival enogastronômico promovido com apoio da Embaixada da França e seus consulados ao redor do mundo do qual o Le Triskell habitualmente participa – em função da pandemia de Covid-19. De modo a manter a celebração à gastronomia francesa, Gilles Mourier, proprietário do restaurante, criou o Vive la France de forma excepcional, com a mesma premissa. “Já faz alguns anos que participamos do Goût de France, mas este ano ficou inviável para nós. Esperamos estar de volta na edição de 2023”, afirma Mourier.

E o menu faz jus à ocasião. Composto das etapas “L’Apéro”, “Les entrées”, “Les plats principaux” e “Les desserts”, o menu tem o valor de R$152 (alguns pratos possuem um acréscimo), incluindo um prato de cada etapa, a saber:

Pernil de cordeiro assado ao molho de ervas de Provence com mel, tomatinhos à provençal e batata Anna.

“L’Apéro”: Trois petites gourmandises du Midi (Tartine de tapenade com queijo de cabra fresco, bruschetta de tomates frescos e espetinho de melão Orange com presunto cru – como sugestão, uma taça de espumante Clamor (acréscimo de R$18);

“Les Entrées”: Pétales de saumon fumé et lentilles vertes du Puy (Pétalas de salmão defumado com salada de lentilha verde du Puy) ou Salade de foies de volailles confits au vinaigre de framboises (Mesclum de folhas nobres com fígados de frango caipira ‘Korin’ confitados e grelhados ao vinagre de framboesa, batatinhas e maçã caramelizada) ou Salade au Saint Marcelin et jambom cru (Mesclum de folhas nobres com cubos de queijo Saint Marcelin, presunto cru, tomate cereja e croûtons de massa folhada com gergelim) ou Vol-au-vent aux coquilles Saint-Jacques (Vol-au vent com vieiras ao molho cremoso com champignons) ou Poivrons à la provençale (Antepasto de pimentões vermelhos assados com azeitonas pretas e pinoles) ou Médaillon de Foie Gras mi-cuit sur toast au chutney de figues, échalottes confites au vinaigre de Jerez (Medalhão de Foie Gras “mi-cuit” sobre toast ao chutney de figos, echalottes confit ao vinagre de Jerez (acréscimo de R$38);

“Les Plats Principaux”: Escalopes de Saumon poêlées sauce à l’oseille et risotto au riz noir (Escalopes de salmão grelhados ao molho de azedinha com risoto de arroz negro) ou Moules marinières et chips Maison (Caldeirada de mariscos cozidos no bafo com vinho branco e batata chips da casa – conferir disponibilidade com o garçom) ou Duo de Gambas et Pétoncles sauce Thermidor et raviolis de mozzarella di bufala (Camarões rosa grande grelhados com vieiras ao molho Thermidor e raviólis de mussarela de búfala (acréscimo de R$22) ou Gigot d’agneau rôti, sauce au miel et aux herbes de Provence, petites tomates farcies et pommes Anna (Pernil de cordeiro assado ao molho de ervas de Provence com mel, tomatinhos à provençal e batata Anna) ou Cailles farcies sauce au porto et risotto au Foie Gras (Codornas recheadas com farofa de damasco e champignons, molho de vinho do Porto e risoto de Foie Gras (acréscimo de R$18) ou Filet de Boeuf en croûte de noix sauce au poivre vert, pomme bouchon farcie au Brie, champignons sautés et échalote caramélisée (Medalhão de Filé Mignon em crosta de nozes ao molho “poivre vert“, batata bouchon ao queijo Brie, champignons salteados e echalote caramelizada) ou Steak Tartare et chips Maison (Steak Tartare de Filé Mignon cortado na ponta da faca, temperos, gema de ovo, mesclum de folhas, torradas e batata chips da casa).

Medalhão de Filé Mignon em crosta de nozes ao molho “poivre vert“, batata bouchon ao queijo Brie, champignons salteados e echalote caramelizada.

“Les Desserts”:  Opéra au café (Bolo de chocolate amargo com café) ou Poire Belle Hélène (Pera cozida no ”sirop” com sorvete de creme e calda de chocolate) ou Gateau mousse au chocolat Noir et sa verrine de compote de mangue aux pétales de lavande (Gateau mousse de chocolate belga e verrine de compota de manga com pétalas de lavanda) ou Tarte amandine aux myrtilles et glace à la vanille (Torta de mirtilos à base de farinha de amêndoas com sorvete de creme) ou Café Gourmand (Mini crème brûlée, mini fondant de chocolate, bolinho financier e um café Nespresso).

O Vive la France é disponibilizado no jantar de terça a sexta-feira, no almoço e jantar de sábado e no almoço de domingo.

Sobre o Le Triskell Bistrô | O Le Triskell oferece aos apreciadores da culinária francesa os mais diversos aromas e sabores da Europa em um ambiente aconchegante que encanta pela riqueza em seus detalhes. O conforto está presente em todos os aspectos, desde a decoração e o bom atendimento até o cuidado no preparo dos pratos, em que cada refeição é vista como uma autêntica celebração ao paladar.

Serviço:
Vive la France – festival em celebração à gastronomia francesa no Le Triskell Bistrô

Endereço: Av. Engº Fábio Roberto Barnabé, 973 – Parque Ecológico – Indaiatuba/SP

Reservas e informações: (19) 3934-6408 / 3816-8353

Site: www.letriskell.com.br | Facebook: facebook.com/letriskellbistro | Instagram: instagram.com/letriskellbistro/.

Museu do Café comemora 24 anos com instalação da artista Flávia Junqueira

Santos, por Kleber Patricio

Fotos: Ian Lopes.

Inaugurado em 12 de março de 1998, o Museu do Café trabalha, desde então, para preservar e divulgar a importante história do grão que permeia, de forma tão significativa, a cultura brasileira. Este mês, o equipamento santista completa 24 anos e, com o intuito de celebrar, convidou a artista Flávia Junqueira para realizar uma intervenção no edifício. O público poderá visitar a instalação, composta de elementos comemorativos, nos dias 12 e 13, das 10h às 18h, gratuitamente.

A fotógrafa, que é doutora em Artes Visuais (Unicamp) e mestre em Poéticas Visuais (USP), criará uma instalação baseada nas suas obras icônicas, que têm como protagonista o balão de festa. Nessas composições, a artista promove cenários lúdicos em patrimônios históricos e pontos turísticos nacionais para registrar cliques especiais. Ela já desempenhou esse trabalho em sua catalogação de teatros históricos do Brasil, além de espaços arquitetônicos relevantes, como a Sala São Paulo e o Parque Lage (Rio de Janeiro).

No MC, o projeto ganhará um aspecto diferente, indo além do seu intuito original: um cenário para interação e sessão de fotos. A encenação, que será realizada no Salão do Pregão, fará parte da experiência de visitação durante o fim de semana. Portanto, o público terá a oportunidade de ver esse espaço emblemático do edifício com os complementos tão característicos das obras de Flávia. O objetivo é oferecer um momento imersivo, como entrar em uma de suas fotografias.

A instalação terá acesso livre e gratuito, assim como as demais áreas expositivas, bastando que as pessoas apresentem o comprovante de vacinação da Covid-19 (digital ou físico) na entrada do Museu.

CentFest | A atividade integra, ainda, a agenda do CentFest, uma série de eventos idealizados para a celebração dos 100 anos do edifício da antiga Bolsa Oficial de Café. Com programações preparadas para todo o ano de 2022, o público pode esperar ações como: programa de residência artística, baile comemorativo e lançamento de livro sobre a história do café e as obras de conservação realizadas na fachada do patrimônio.

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750

Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 18h (bilheteria encerra às 17h)

R$10,00 e meia-entrada para pessoas com mais de 60 anos, aposentados, estudantes, crianças e jovens entre 8 e 16 anos, professores da rede particular de ensino e jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos

Grátis aos sábados

Acessibilidade no local

museudocafe.org.br.

(Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo)