Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Marcus Alqueres, diretor de cena da O2, lança curta-metragem

São Paulo, por Kleber Patricio

O ator Giovanni de Lorenzi protagoniza o curta “The Great Kineeso” com direção de Marcus Alqueres. Imagens: divulgação.

O que aconteceria se uma pessoa normal ganhasse superpoderes? É a partir desta reflexão que o cineasta brasileiro Marcus Alqueres, da O2, lança na internet o seu novo projeto autoral, o curta-metragem “The Great Kineeso”. O curta-metragem estreou dia 18 de abril no Vimeo e no canal do Youtube do diretor. Assista aqui ao curta “The Great Kineeso” estrelado por Giovanni de Lorenzi. Filmado pouco antes da pandemia no interior de São Paulo, próximo ao município de Tietê, o filme, de dois minutos e trinta e oito segundos de duração, mostra a história de um super-herói realista.

Alqueres, que também é diretor de publicidade na O2, assinou a direção do longa-metragem norte-americano “Snowblind”, além da produção, direção e edição do curta-metragem “The Flying Man”, com mais de vinte milhões de visualizações e cujos direitos foram adquiridos na época pela Sony/Columbia Pictures. Também trabalhou nos efeitos visuais de longas como “300”, “Planeta dos Macacos: A Origem”, “As Aventuras de TinTin”, de Steven Spielberg e na série “Mandalorian”.

“The Great Kineeso” aborda a temática de super poderes nas mãos de alguém que não está necessariamente preparado para isso. “A ideia já nasceu querendo ser um longa. Escrevi um curta de dezessete páginas, mas, devido aos limites orçamentários, acabei filmando apenas duas páginas. Basicamente a primeira cena do filme, que já é o suficiente para apresentar o conceito deste novo personagem. Para o protagonista, tive o prazer de trabalhar com o Giovanni de Lorenzi. Fisicamente, é exatamente como eu tinha visualizado o personagem, além de ser um excelente ator”, afirma Alqueres.

O diretor Marcus Alqueres, da O2, em um set de filmagem.

Conhecido por ser um diretor que trabalha bem em narrativas publicitárias com “storytelling” proeminente, completadas por uma linguagem visual diferenciada, ao comparar um ambiente de produção publicitária com o de cinema, Marcus Alqueres acredita que as estruturas de set e os processos são bem parecidos. Mas, o que realmente muda é que, no primeiro caso, toda a produção existe para vender um produto, enquanto no cinema a motivação principal é contar uma história.

“Na publicidade, normalmente conseguimos ter uma boa estrutura de produção, que nos permite conhecer vários profissionais talentosos, novas ferramentas e aumentar a experiência em grandes sets de filmagem. A produção de cinema, por sua vez, devido ao foco extremo na história, na narrativa e nos personagens, acaba dando novas perspectivas e ideias para quando você volta a dirigir produções publicitárias. Gosto também de dar um passo pro lado e trabalhar em minhas produções com orçamento mais reduzido, onde tenho de fazer tudo, como no “The Great Kineeso”. Ter os pés nesses universos oferece novas perspectivas e ideias para qualquer produção no audiovisual”, finaliza o diretor.

O2 Filmes | No mercado desde 1991, a O2 trabalha com as principais agências brasileiras e presta serviços de produção para o mercado internacional, além de produzir conteúdo reconhecido e premiado em todo o mundo.

(Fonte: Agência Lema)

Nova série da Cultura FM viaja pelas tradições de uma Europa vibrante e pouco conhecida

São Paulo, por Kleber Patricio

(Divulgação)

A partir desta quinta-feira (21/4), a Rádio Cultura FM estreia a série “A Europa de Lá”, criada, roteirizada e apresentada por Katia Gavranich Camargo, produtora cultural e brasileira de origem croata. A nova atração apresenta um pouco da história e da cultura dos Bálcãs e do Leste Europeu por meio da música, literatura e culinária e vai ao ar às quintas-feiras a partir das 23h. Em 13 episódios, “A Europa de Lá” visita as tradições culturais e históricas dos povos eslavos, ciganos, gregos, romenos e de outras etnias, percorrendo o desenvolvimento de sua música em todas as épocas. Uma deliciosa travessia por uma Europa vibrante, mas ainda pouco conhecida.

O programa proporciona ao ouvinte conhecer mais dos valores dessa região quase sempre distante, seja pela posição geográfica ou em razão da influência de um centro europeu ainda hegemônico. Porém, a queda do Muro de Berlim promoveu uma maior abertura aos países do leste do continente, desencadeando grandes levas migratórias para as nações ocidentais, como França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Com essa migração vieram também artistas trazendo em suas bagagens toda a riqueza cultural das músicas cigana romani, kolos e oros eslavos e kletzmer, entre outras.

Primeiro episódio | O primeiro episódio viaja no lendário Orient Express, trem luxuoso que atravessava a Europa partindo de Paris rumo a Istambul. Esse trem inspirou muitos artistas a fazerem suas obras, descrevendo a viagem sempre com uma certa aura de mistério e distanciamento, pois seus passageiros, ricos europeus, conheciam pouco ou quase nada sobre a diversidade cultural em sua trajetória para o Leste. Uma imersão na cultura dos países de cada estação, através das músicas e das muitas histórias da Europa de Lá.

Sobre Katia Gavranich Camargo | Produtora cultural, pesquisadora de música e da história da imigração dos povos do Leste Europeu, Katia Gavranich Camargo é descendente de croatas e autora do livro “Croácia – Cozinha e Memória Dálmata”, além de autora do blog Agito dos Balkans e administradora da página do facebook Agito dos Balkans. Ela é formada em nutrição pela USP e mestre em Inteligência Artificial pela Universidade de Santa Catarina.

“A Europa de Lá – uma incursão musical pelos países dos Bálcãs e do Leste Europeu”

Apresentação: Katia Gavranich Camargo

Produção: Chico Carvalho

Estreia: quinta-feira (21/4), às 23h; reprise aos sábados, às 9h

Pela Rádio Cultura FM de São Paulo (103,3MHz) e também pelo aplicativo Cultura Digital.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | TV Cultura)

Banda Balaco toca Tim Maia e Jorge Ben no Teatro do SESI Campinas Amoreiras

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Danilo Marques.

No dia 23 de abril, às 20h, o Teatro do SESI Campinas Amoreiras recebe a Banda Balaco, com um show especial em homenagem aos reis do groove nacional Tim Maia e Jorge Ben. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser reservados pelo Meu SESI.

Na apresentação, o público poderá relembrar o violão revolucionário do jovem Jorge Ben, de 1963, e o soul cantado em português por Tim Maia, na passagem dos anos 60 para os anos 70, que renovaram a música brasileira da época e continuaram a influenciar gerações de artistas até os dias de hoje em todo o mundo.

A Banda Balaco, que em 2022 completa 22 anos de estrada, é original da cidade de Ribeirão Preto e um dos principais grupos de swing, samba-rock e gafieira do interior do estado de São Paulo. Com oito integrantes, a grupo tem como característica a forte e marcante presença dos metais e o balanço suingado composto de contrabaixo, bateria, guitarra, teclado e percussão.

Serviço:

Banda Balaco toca Tim Maia e Jorge Ben

Local: SESI Amoreiras – Avenida das Amoreiras, 450 – Pq. Itália, Campinas/SP

Data e horário: 23 de abril, às 20h

Capacidade: 361 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre

Gênero: Pop

Informações: WhatsApp (19) 99642-1499

Entrada gratuita – Reservas antecipadas pelo Meu SESI.  O ingresso tem validade até 15 minutos antes da apresentação. Os ingressos remanescentes serão distribuídos 10 minutos antes do início do espetáculo.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | SESI Campinas Amoreiras)

Claudia Matarazzo lança “Mesa Brasileira”, novo livro sobre cultura e gastronomia do Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Foto: divulgação.

Nos últimos anos, aprendemos a valorizar mais as riquezas do Brasil; com as fronteiras fechadas devido à pandemia, muitas pessoas optaram por desbravar nosso país e descobriram a natureza exuberante, cultura, sabores e tradições culinárias. Com o intuito de enaltecer a gastronomia brasileira, Claudia Matarazzo lança o livro “Mesa Brasileira: guia para degustar e servir melhor nossa comida regional”. Novidade da Editora Senac São Paulo, a obra apresenta ingredientes, receitas e pratos do Brasil que merecem ser valorizados. O texto, leve, discorre sobre o mix de influências (europeias, africanas e indígenas) que, ao longo dos séculos, resultou em uma “etiqueta brasileira” – sendo diferente em cada região, pois há peculiaridades na maneira de cozinhar, servir e comer nos cinco cantos do país.

Pelas páginas, o leitor viaja no tempo com histórias do período colonial e do Império, com curiosidades sobre o que se comia na época. Ao aterrissar na atualidade, a obra apresenta os itens que compõem os pratos de cada região do Brasil, com participação de chefs renomados que representam as regiões e ainda compartilham sugestão de cardápio. Muito além de um livro de receitas, Claudia busca contextualizar cada prato, pois acredita que conhecer nossa história e a cultura de cada lugar torna mais saborosa a experiência da degustação. Para isso, contou com a ajuda essencial do chef, professor e pesquisador Carlos Manoel Almeida Ribeiro.

A receita para preparar a obra “Mesa Brasileira” veio de muitas ideias e ingredientes. Claudia já viajou o mundo, mas reafirma que não há culinária mais rica que a brasileira: “A comida e os sentimentos que ela desperta falam com as pessoas – e vão direto ao que lhes é mais sagrado: suas lembranças mais afetivas e antigas. Entender a história da nossa comida regional foi uma linda viagem por lugares que já conhecia, mas com um outro olhar. Não pretendo aqui ditar as regras da comida regional brasileira, ao contrário: a ideia é mostrar como cada região tem sua maneira de cozinhar, servir e comer – e dar a quem lê este livro a oportunidade de saborear mais e melhor esses pratos”.

Essa mescla de cozinha e cultura contribui para o desenvolvimento de estudantes e profissionais e reafirma o compromisso da Editora Senac São Paulo com a difusão de nossa gastronomia.

Sobre a autora

Claudia Matarazzo é jornalista, escritora, apresentadora de rádio e televisão. É autora de dezoito livros sobre etiqueta, casamento, comportamento, etiqueta inclusiva e realiza palestras em todo o país. Iniciou sua carreira na revista Casa Claudia, onde ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo e escreveu colunas sobre comportamento e moda para várias revistas nacionais, como Playboy, Vogue Homem e Chiques & Famosos, e jornais como o Diário de São Paulo. Também assinou por mais de cinco anos, uma coluna semanal no AT Revista, do jornal A TRIBUNA – Santos (SP). Em 2005, apresentou diariamente a coluna “Atitude” na Rádio Band News FM. De 2006 a 20013 foi chefe de Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo.

Na televisão, apresentou durante um ano na Rede Globo, um quadro semanal sobre Etiqueta no programa “Mais Você”, além de outros programas na TV Cultura, TV Gazeta e Rede Sesc Senac de Televisão. Atualmente ministra palestras, cursos e treinamentos de etiqueta empresarial, comportamental, acessibilidade e mercado do luxo, além de uma coluna semanal na revista A Tribuna, de Vitoria. Participa como consultora de comportamento do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo.

Ficha técnica

“Mesa Brasileira: guia para degustar e servir melhor nossa comida regional”

Autora: Claudia Matarazzo

Páginas: 176

Preço: R$110

Onde comprar: Livraria Senac

Editora Senac São Paulo.

(Fonte: In Press Porter Novelli)

Estreia da série “Amazônia, Arqueologia da Floresta” é destaque da programação do Abril Indígena no SescTV

São Paulo, por Kleber Patricio

Cacique Fernando. Foto: Rafael Veríssimo.

No dia 30 de abril, às 20h, estreia na programação do SescTV a série “Amazônia, Arqueologia da Floresta”, com direção e montagem de Tatiana Toffoli, produção da Elástica Filmes e realização do SescTV. Para promover o debate em torno do tema, no dia 26/5, às 16h, o SescTV e o Sesc Ideias realizarão a live “Amazônia – um olhar sobre o tempo, cultura e caminhos para a sustentação do bioma”, com o historiador Eduardo Góes Neves, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e doutor em Arqueologia, e Julia Zanin Shimbo, doutora em ecologia e mestra em geociências. A mediação será feita por Solange Alboreda, técnica de programação do SescTV, doutora em comunicação e semiótica e também mestra em engenharia sanitária e ambiental.

O Sesc Ideias é uma iniciativa do Sesc São Paulo que promove encontros online voltados ao debate e à reflexão. No canal do Sesc no YouTube, sempre às 16h, o Ideias é um espaço para trocas nos mais variados campos de atenção do contemporâneo, refletindo sobre o que nos sustenta enquanto sociedade e enquanto cidadãos.

A série Amazônia faz parte da programação do Abril Indígena e é dividida em 4 episódios que retratam como a Amazônia foi transformada pelos povos indígenas ao longo de 6 mil anos, a partir de pesquisas realizadas nas escavações no sítio arqueológico Monte Castelo, localizado no estado de Rondônia. Os episódios são conduzidos pelo arqueólogo Eduardo Góes Neves e refletem sobre como a presença humana ajudou a moldar a floresta Amazônica, ocupada e transformada pelos povos que a habitam há milhares de anos.

Para a diretora da série, Tatiana Toffoli, durante a gravação foi possível observar os diversos pontos de contato entre o modo de vida atual dos Tupari e os vestígios encontrados pelos arqueólogos. “Fica evidente que os povos da Amazônia vivem em cooperação com a floresta. Eles guardam um saber ancestral em suas roças, na forma de pescar, na produção de bolsas, cestos, cumbucas, flechas e tantos outros materiais que usam no dia a dia e mantêm um modo de vida que não faz distinção entre cultura e natureza, porque de fato não existe cultura sem natureza”, destaca a diretora.

Reprodução de cena das escavações na série “Amazônia, Arqueologia da Floresta”.

Nas escavações, feitas em parceria com os moradores da aldeia Palhal, da etnia Tupari, foram encontrados vestígios preservados entre camadas de conchas e terra como restos de fauna, sementes de plantas, cerâmicas e ossos humanos, indícios de como viviam os povos originários da região.

Com as pesquisas arqueológicas na Amazônia é possível dimensionar a relação milenar entre o ser humano e a floresta: “Por outro lado, a maneira como ocupamos a Amazônia está causando um desequilíbrio que está levando a floresta a perder o poder de regeneração e se transformar em uma savana. Se isso acontecer, será uma catástrofe sem precedentes para o Brasil e para o mundo. Por mais que os cientistas estimem, não há como prever o risco que estamos correndo”, alerta a diretora.

“A série configura uma janela audiovisual para a difusão de conteúdo e reflexões acerca da complexidade amazônica, sobretudo em um mundo que debruça suas atenções internacionais na região como forma de aprofundar a ação educativa para o presente e para as gerações vindouras”, afirma Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo.

Live “Amazônia – um olhar sobre o tempo, cultura e caminhos para a sustentação do bioma” – Dia 26/5, quinta-feira, às 16h, no Canal do YouTube do Sesc SP.

Na atualidade, pesquisas indicam desmatamento crescente e apontam para um iminente colapso. A ciência se coloca à disposição para apresentar fatos e colaborar para a construção de caminhos. Alguns preconizam o desenvolvimento sustentável como possível saída, outros apostam em buscar diferentes formas de economia a busca pelo conceito do bem viver. Como conhecer mais sobre o ecossistema amazônico e sua dinâmica?

Eduardo Góes Neves | Professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, é formado em História pela Universidade de São Paulo e doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana (EUA). Foi professor visitante no Museu Nacional de História Natural de Paris, da Universidade Harvard (EUA) e da Universidade da Província de Buenos Aires (ARG). É também professor do Mestrado em Arqueologia do Neotrópico da Universidade Politécnica do Litoral, em Guaiaquil (ECU). Há mais de 30 anos realiza pesquisas arqueológicas na Amazônia brasileira, com foco no entendimento da história das relações entre populações indígenas e o meio ambiente dos últimos 10 mil anos. É coordenador do Arqueotrop (Laboratório de Arqueologia dos Trópicos) e do Grupo de Pesquisa de Ecologia Histórica da Amazônia, no CNPq. Tem dezenas de publicações, entre livros, artigos científicos e de divulgação científica. Curador científico da série Arqueologia da Floresta.

Julia Zanin Shimbo | Possui graduação em Ecologia e mestrado em Geociências pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Rio Claro). Doutora em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB), com doutorado sanduíche na University of New Hampshire (UNH), nos EUA. Foi bolsista DTI-A/CNPq do projeto Realização do Inventário Nacional de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa pela Rede CLIMA e de pós-doutorado/CNPq no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), onde atualmente é pesquisadora. Recentemente é a coordenadora científica da iniciativa MapBiomas. Tem experiência em Mudanças de Uso da Terra, Ecologia de Ecossistemas e Florestas Tropicais. (Fonte: Currículo Lattes)

Solange Alboreda | A animadora sociocultural Solange Alboreda é Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Mestre em engenharia sanitária e ambiental pela Unicamp. Engenheira sanitarista, defendeu a tese sobre o cinema ambiental na América Latina e idealizou a Rede Latino-Americana de Cinema Ambiental. É curadora de festivais e atua na programação cultural do SescTV, em São Paulo.

Abril Indígena

Realizado desde 2019, o Abril Indígena foi idealizado pela área “Povos Indígenas”, do Programa Diversidade Cultural do Sesc SP, que tem por objetivo valorizar e difundir a diversidade cultural desses povos no Brasil, especialmente por meio de atividades que suscitam espaços de protagonismo para indígenas – provenientes tanto de aldeias, comunidades e Terras Indígenas, quanto de contextos urbanos. “Essa ação em rede pretende colaborar para a desconstrução da ideia estereotipada do indígena selvagem e isolado, que vive em terras distantes incrustadas nas florestas, revelando a atualidade e a dimensão local de suas existências, resistências, demandas, saberes e fazeres”, explica Tatiana Amaral, assistente da Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc São Paulo.

Série Amazônia, Arqueologia da Floresta – Exibição no SescTV: 30/4, sábado, às 20h.

Episódio 1 – A Terra dos Povos | Monte Castelo é um sambaqui fluvial, uma ilha artificial que foi construída e ocupada há pelo menos 6 mil anos. Localizado na bacia do rio Guaporé, em Rondônia, esse sítio foi escavado pela primeira vez pelo arqueólogo Eurico Miller na década de 80. Trinta anos mais tarde, foi relocalizado por uma equipe de arqueólogos e as escavações foram retomadas, dando início a uma nova etapa de descobertas surpreendentes.

Episódio 2 – Conchas e Ossos | Há 4 mil anos, o clima da região mudou e novas camadas de conchas e terra foram adicionadas ao sítio. A equipe encontra muitos vestígios de um cemitério datado dessa época. Adornos e uma galhada de veado são encontrados junto aos ossos humanos. Os arqueólogos acompanharam os Tupari até a antiga aldeia do Laranjal, local em que viviam e do qual tiveram que sair por causa da criação da Reserva Biológica do Guaporé, em 1983.

Episódio 3 – O Tabaco e a Cerveja | O sudoeste da Amazônia é uma região de grande diversidade natural e, talvez por essa razão, foi também um importante centro de domesticação de plantas. Os vestígios desse processo de domesticação e cultivo de plantas são encontrados nos sítios arqueológicos da região. Quando os Tupari abriram a aldeia Palhau, que está localizada sobre um sítio arqueológico, a mandioca dos antigos, usada para fazer chicha, brotou no solo. Muitas espécies aparecem espontaneamente na roça. O milho, por exemplo, cultivado há 6 mil anos, até hoje é plantado pelos Tupari numa demonstração de que o passado e o presente estão profundamente conectados na região.

Episódio 4 – Cemitério Bacabal | Neste episódio, novos sepultamentos são encontrados. A composição química das conchas que formam o sambaqui Monte Castelo ajudou a preservação de ossos e sementes. Por meio desses vestígios, é possível saber o que os antigos comiam e bebiam. Os ossos e os dentes humanos, as amostras de solo, as cerâmicas e objetos de pedra nos ajudam a contar a história de ocupação dessa região.

Serviço:

Série “Amazônia, Arqueologia da Floresta”

Sábados, 20h

Episódio 1 – A Terra dos Povos

Episódio 2 – Conchas e Ossos

Episódio 3 – O Tabaco e a Cerveja

Episódio 4 – Cemitério Bacabal.

Direção: Tatiana Toffoli

Produção: Elástica Filmes

Realização: SescTV

Estreia no SescTV: 30/4, às 20h

Classificação Indicativa: Livre

Reapresentações: domingo, 1/5, 14h30; segunda, 2/5, 10h; terça, 3/5, 16h; quinta, 5/5, 14h30 e sexta, 6/5, 19h30. Disponível sob demanda no site a partir de 30/4.

Teaser aqui

Live “Amazônia – um olhar sobre o tempo, cultura e caminhos para a sustentação do bioma”

Dia 26/5, quinta-feira, 16h

No canal do Youtube do SescSP.

Para sintonizar o SescTV, Consulte sua operadora ou sob demanda pelo site

Redes do SescTV:

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Facebook: facebook.com/sesctv

Instagram: @sesctv  

Sobre o SescTv | O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua programação é constituída por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com variadas expressões da música e da dança contemporânea. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira em conexão com temas universais. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras linguagens artísticas também estão presentes na programação. Conheça o acervo no site.

(Fonte: Agência Lema)