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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Balé da Cidade de São Paulo apresenta ‘Adastra’ e ‘Transe’ no Theatro Municipal em junho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Clarissa Lambert.

A próxima temporada de apresentações do Balé da Cidade de São Paulo trará dois destaques na programação. Entre os dias 22 e 26 de junho, o corpo artístico chega à Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo para encantar o público com as coreografias impressionantes de “Adastra” e “Transe”, em uma curta temporada.

Com coreografia e figurino de Cayetano Soto, Adastra é uma filosofia de vida, um ponto de reflexão, como o percurso a seguir para encontrar a estrela que cada um carrega dentro de si. A apresentação foi feita especificamente para o Balé da Cidade; ou seja, é de suma importância trazer essa remontagem e essa recolocação para o repertório, visto que a apresentação anterior já havia sido um sucesso muito grande de público – por isso o interesse em voltar a apresentá-lo. “Esse espetáculo possui uma exigência técnica muito grande para os bailarinos, pois é um balé de difícil execução e, apesar de todos amarem essa dança, eles têm um certo ‘frio na barriga’ bem acentuado pela complexidade na hora de apresentar ao público. Estou muito ansiosa com essa temporada, pois acredito que sejam dois contrapontos fortes do balé, Já que são muito diferentes um do outro, com estéticas opostas e que vão agradar ao público com a beleza apresentada por cada um”, ressalta Cassi Abranches, diretora do Balé da Cidade de São Paulo.

Já em ‘Transe’, que tem coreografia do brasileiro Clébio Oliveira, o enredo leva o espectador a um estado de transe em uma jornada híbrida, de homem versus animal, ambientada em uma atmosfera apocalíptica e de celebração à vida em um possível mundo pós-pandêmico. Diversas perguntas serão respondidas durante a performance, como O que seria o ideal de um mundo perfeito? e O que seria uma aventura de viver?, entre outras. “A apresentação é uma festa sem fim, uma utopia metaforizada em uma fábula inventada, com um ritual futurístico de êxtase coletivo. Além disso, a peça celebra a retomada da companhia no pós-pandemia, pois foi um balé encomendado em 2020 e que agora aguarda ansiosamente o retorno ao palco. Chegou a hora de sentir essa sensação de novo com esse balé, que foi dançado apenas uma vez, para que ele possa vigorar e vibrar no palco do Theatro Municipal mais um vez”, completa Cassi.

As duas apresentações têm classificação indicativa livre, com duração de 58 minutos cada e ingressos entre R$10 e R$80.

Balé da Cidade apresenta “Adastra” e “Transe”

Theatro Municipal

22/6/2022 – 20h

23/6/2022 – 20h

24/6/2022 – 20h

25/6/2022 – 17h

26/6/2022 – 17h

[Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos]

Balé da Cidade de São Paulo

| ADASTRA |

Cayetano Soto, coreografia, desenho de luz e figurino

Ezio Bosso, música

Mikiko Arai, assistente de coreografia

Carolina Franco, Roberta Botta, ensaiadoras

Madalena Machado, confecção de figurino

| TRANSE |

Clébio Oliveira, concepção e coreografia

Matresanch, música original

Mirella Brandi, desenho de luz

João Pimenta, figurino

Tiça Camargo, visagismo

Carolina Franco e Roberta Botta, ensaiadoras

Número de intérpretes: 17

Classificação livre

Duração total 58 minutos

Ingressos R$10,00 a R$80,00

Patrocinadores e apoiadores do Theatro Municipal de São Paulo – Sustenidos: Bradesco.

Patrocinadores Institucionais da Sustenidos: Microsoft e VISA.

(Fonte: Approach Comunicação)

Nélida Piñon doa acervo pessoal ao Instituto Cervantes do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Nélida Piñon ao lado de algumas obras do acervo doado pela autora ao Instituto Cervantes do Rio. Fotos: divulgação.

Durante mais de seis décadas de carreira e 85 anos de vida, Nélida Piñon construiu uma vasta biblioteca, calcada na amplitude das mais diversas áreas de conhecimento, que ajudou a moldar a formação intelectual da Imortal escritora. A partir de 20 de junho, dia da inauguração do espaço, os mais de sete mil documentos de seu arquivo estarão abertos ao público no Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, um marco de sua ligação profunda com a Espanha, de onde vem sua família, especificamente da região da Galícia. E um presente para seu país e a cidade onde nasceu, as flores em vida que a premiada autora hispano-brasileira — Piñon recebeu a cidadania espanhola no início deste ano — deixa como legado.

“A linha do horizonte que marca o limite do meu olhar me permitiu fundir essas duas terras, Espanha e Brasil, como se fossem de uma única família. Eu sou todas as civilizações que vieram para este acampamento brasileiro”, afirma a escritora, a primeira autora de língua não espanhola a receber tal homenagem. “Desde menina, eu guardava tudo. Eu fui entendendo que precisava deixar rastros. E eles são fundamentais para a sua existência, sua arte, do coletivo que você é. Isso pautou minha vida, a consciência da responsabilidade das coisas. Não fui levada pela vaidade, mas por um sentimento de brasilidade. Sempre digo um mote: se o Machado de Assis existiu, o Brasil é possível”.

Além de objetos de arte selecionados pela própria autora, destacam-se na Biblioteca Nélida Piñon obras sobre balé, história da Idade Média, Machado de Assis, literatura clássica, religião, clássicos franceses e ingleses, ópera e biografias, assim como a biblioteca particular herdada da lexicógrafa Elza Tavares.

Dedicatória de Jorge Amado para Nélida, em edição do romance “Mar morto”.

Outro tesouro é a coleção Galícia de Piñon, que reúne obras sobre a cultura e literatura da região espanhola, incluindo publicações sobre as localidades de seus ancestrais galegos. “A Galícia é o meu mito. Uma espécie de terra prometida. Ali, na região de Cotobade, vi como é difícil brotar a espiga de milho, exigindo do agricultor o mesmo cuidado que o escritor dá ao seu ofício, quando cunha cada palavra. Como consequência, carrego na alma o estigma da sobrevivência, herdado de gente do mar e da montanha”, resume.

Segundo Antonio Maura, diretor do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, o conjunto bibliográfico galego trata-se de uma joia entre o material de Piñon. “Esta coleção veio a enriquecer o acervo especializado em Língua, Literatura e Cultura Galega, tornando-o o mais completo do Brasil”, diz Maura, que destaca a riqueza do arquivo: “Vale ressaltar que a maioria das obras do acervo doado contém dedicatórias de escritores nacionais, como Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Lygia Fagundes Telles, e internacionais (José Saramago, Toni Morrison, Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes, Concha Méndez, Gabriel García Márquez, entre outros), além de comentários e anotações à margem de várias obras pela própria acadêmica. Estes documentos constituem material imprescindível para os pesquisadores que se dedicam às investigações piñoneanas, assim como à literatura hispano-americana do século XX”.

Devido a essas e outras particularidades do acervo, foi desenvolvido um projeto para o tratamento documental e catalográfico com o suporte da Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte do Estado do Rio de Janeiro – REDARTE/RJ, que levará cerca de dois anos para ser implementado. Para tanto foi constituída uma equipe de bibliotecários especialistas no tratamento de acervos pessoais, com o propósito de disponibilizar esse conjunto documental e informacional no catálogo coletivo da Rede de Bibliotecas do Instituto Cervantes, acessível a nível mundial.

O acesso à biblioteca e ao serviço de informação, documentação e referência é livre e gratuito. Para acessar os serviços de empréstimo, é necessário ser titular da carteira da biblioteca. O acervo geral de livre acesso está em língua espanhola.

Nélida Piñon nasceu no Rio de Janeiro em 1937. Graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, sua estreia na literatura foi com o romance “Guia-mapa de Gabriel Arcanjo”, lançado em 1961. Traduzida em mais de 30 idiomas, sua obra contempla gêneros como conto, romance, crônica, memória e ensaio.

Em 1989, Piñon foi eleita para a cadeira número 30 da Academia Brasileira de Letras (ABL), posto ocupado anteriormente por Aurélio Buarque de Holanda. Sete anos mais tarde, tornou-se a primeira mulher a presidir a instituição em um século de história.

Além de galardões como o Jabuti e o Casa de las Américas, recebeu o Premio de Literatura Latinoamericana y del Caribe Juan Rulfo, o Prêmio Ibero-Americano de Narrativa Jorge Isaacs, o XVII Prêmio Internacional Menéndez Pelayo e o Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras. É doutora Honoris Causa por universidades da França, Espanha, EUA, Canadá, México e Brasil.

Em janeiro de 2022, em ato no Consulado da Espanha no Rio de Janeiro, Piñon recebeu formalmente a nacionalidade espanhola, concedida pelo Conselho de Ministros da Espanha em novembro de 2021.

O Instituto Cervantes foi fundado em 1990 e, hoje, possui 80 centros por todo o mundo, com 10% deles no Brasil. A Rede de Bibliotecas do Instituto Cervantes – RBIC – é a maior rede de bibliotecas espanholas do mundo, presente em mais de 30 países, com um acervo total de mais de 1,5 milhão de documentos. Suas coleções bibliográficas reúnem obras sobre as culturas e letras da Espanha e Hispano-América, tendo como função primordial oferecer uma perspectiva completa, representativa e equilibrada das realidades culturais espanhola e hispano-americana: língua, literaturas, história, filosofia, ciência, música, cinema e teatro, entre outras, através de seus documentos.

Concebida como um centro de informação e documentação especializada nas línguas, culturas e literaturas da Espanha e Hispano-América, a biblioteca do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro é um dos centros da RBIC no Brasil, tendo iniciado suas atividades em agosto de 2004.

Desde sua abertura, a biblioteca atende à demanda de usuários tanto da cidade quanto de outras partes do mundo. Uma das preciosidades de seu acervo é a Coleção Local, cujas seções reúnem obras únicas, singulares e raras, representativas e significativas para o estudo e a compreensão das relações culturais, históricas, artísticas e literárias entre o Brasil e o mundo hispânico. Esta coleção começa a formar-se logo de sua criação em 2004, com a doação de Eduardo Albertal, antigo funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) no Rio de Janeiro, de obras hispano-americanas publicadas por editoras sul-americanas na década de 1950.

Instituto Cervantes do Rio de Janeiro

Rua Visconde de Ouro Preto 62, Botafogo – Rio de Janeiro RJ)

(21) 3554-5910

adx3rio@cervantes.es, adx4rio@cervantes.es

Horário – Secretaria de Cursos

Segunda a quinta: 9h às 19h

Sexta: 9h às 17h

Sábados: 9h às 13h.

(Fonte: Lupa Comunicação)

Curta-metragem celebra soltura de ararinhas-azuis na caatinga baiana

São Paulo, por Kleber Patricio

Personagens de As Aventuras de Tita. Imagens: divulgação.

Depois de ganhar o céu do Brasil com a pintura do avião mais colorido da América do Sul, enormes grafites e pinturas de prédios históricos, o Projeto Ararinha-Azul, uma parceria entre a Azul Linhas Aéreas, a Embraer e a AkzoNobel/Tintas Coral, chega às telas. A iniciativa, criada para celebrar o retorno das aves no Brasil e fomentar a conscientização sobre a preservação da biodiversidade, agora inclui um curta-metragem de 11 minutos, lançado em 10 de junho, véspera da data em que as ararinhas começaram a ser soltas gradualmente em seu habitat natural.

Em 3 de março de 2020, 52 exemplares de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) retornaram ao seu lar: a caatinga baiana. As aves vieram da Alemanha, por meio da organização não governamental alemã Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP) que, em parceria com o Governo Federal (representado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/ICMBio e Ministério do Meio Ambiente), as repatriou para o Brasil. A ararinha-azul é uma espécie exclusiva do Sertão do São Francisco, especificamente do munícipio de Curaçá (BA). Agora, depois de um período de adaptação em sua terra natal, onde um centro de reintrodução e soltura foi construído pela ACTP para receber as ilustres habitantes, as aves serão soltas em uma área monitorada – algo excepcional, considerando-se que, em 2000, a espécie foi classificada possivelmente extinta na natureza, restando apenas indivíduos em cativeiro, de acordo com o ICMBio.

Avião Ararinha-Azul propõe reflexão sobre a preservação da natureza.

A presença das ararinhas-azuis em seu habitat original tem grande importância na educação e preservação da biodiversidade no mundo – e mais especialmente nessa região de bioma único, lar dessas aves e onde também ganha relevância na vida cultural, artística e turística local. Pensando nisso, o Projeto Ararinha-Azul se uniu ao Projeto da Tita Ararinha, criado pelo ambientalista sertanejo Victor Flores e desenvolvido ao lado de artistas locais com apoio cultural da AkzoNobel, Azul, Embraer e máster da Bayer. O objetivo é desenvolver, por meio da literatura e do audiovisual, uma consciência ambiental, sobretudo de preservação da ararinha-azul e da valorização desse bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga. O projeto tem incentivo Fiscal Federal pela Lei Rouanet, por meio do Ministério da Cidadania e Secretaria Especial da Cultura. A Tita, garota capaz de se transformar em ararinha-azul, alçará voos através do curta-metragem “As Aventuras de Tita” (ProNAC 204811).

Na produção, a chegada de um grupo de ararinhas azuis repatriadas da Europa para o Brasil é interrompida quando a caixa de transporte, misteriosamente, é roubada. Cabe a Tita e aos amigos Timbum (o peixe-pintor) e Dudé (o bode aventureiro) investigarem o ocorrido e encontrarem uma solução para salvar os animais e proteger a caatinga. Dirigido por Eduardo Padrão e baseado na obra de Victor Flores, o curta é uma forma de mostrar às crianças do Brasil e do mundo a importância de preservar esse bioma tão fundamental ao país e ao planeta. A obra tem versão em português, inglês e espanhol e foi produzida pelo estúdio pernambucano Viu Cine. O curta pode ser visto no canal do YouTube Victor Flores e a Tita e também será exibido durante os voos da Azul.

Teatro Raul Coelho, o segundo mais antigo da Bahia em funcionamento, foi revitalizado em Curaçá pelo Movimento Tudo de Cor.

“A caatinga sofreu historicamente com narrativas de que é tudo seco, tudo morto, e isso potencializou a degradação velada e, infelizmente, a extinção na natureza da ararinha-azul. O projeto ‘As Aventuras de Tita’, que engloba quatro livros infantis, músicas e agora o curta-metragem, surgiu com a missão de despertar nesse público um sentimento de pertencimento e valorização desse bioma, que é exclusivamente brasileiro. Agora, com a parceria de empresas que compartilham desses valores de preservação, a ararinha mais simpática do Brasil irá alçar voos ainda maiores!”, destaca Victor Flores, criador do projeto.

Relembrando | No final de 2020, a fim de promover a reflexão sobre a importância da preservação ambiental por meio da celebração da volta das ararinhas-azuis ao Brasil, uma ação de co-branding entre a AkzoNobel/Tintas Coral, a Azul e a Embraer levou para os céus do Brasil o avião mais colorido da América do Sul, com 58 cores, sendo 28 delas desenvolvidas pelo laboratório de aeroespace da AkzoNobel exclusivamente para a ação. O grafiteiro, diretor de arte do mercado publicitário e designer paulistano Luiz Antônio Ferreira da Silva, mais conhecido como Pardal, com curadoria da Dionisio.AG e a convite da Tintas Coral, deu cor e vida à arte do Embraer 195 E2 da Azul, aeronave batizada Ararinha-Azul, homenagem à fauna e flora brasileira que pode ser vista em diversas rotas pelo país. O mesmo tema também ilustrou, em 2021, pelas mãos do Pardal, a empena de um prédio da famosa Avenida São João, na capital paulista, em uma ação do Movimento Tudo de Cor, da Tintas Coral, com apoio de pintores profissionais convidados pela Coral, que até hoje é um convite para a reflexão sobre a importância da proteção da biodiversidade brasileira para quem passa nos arredores do conhecido Minhocão.

Igreja Bom Jesus da Boa Morte (BA), que tem cerca de 200 anos de história, recebeu o Movimento Tudo de Cor.

Paralelamente, o Movimento Tudo de Cor também levou sua experiência de mais de 10 anos de história e 2 mil projetos, com 19 mil imóveis renovados, a Curaçá. Em parceria com a prefeitura local, o projeto realizou a revitalização de duas edificações de inestimável valor para a cidade, preparando o local para receber as ararinhas de volta.

Um dos locais revitalizados foi o Teatro Raul Coelho, o segundo mais antigo da Bahia em funcionamento, datando de 1895, e o único teatro centenário no território do Sertão do São Francisco. O local oferece à população, além de cultura, lazer e entretenimento, a possibilidade de exploração turística, devido à sua idade, história e localização. Ao longo de todos esses anos, foi e ainda é o palco de eventos e de manifestações culturais e nunca deixou de ser um espaço central usado pela comunidade de Curaçá e cidades vizinhas. Outro espaço de cara nova é a Igreja Bom Jesus da Boa Morte, que tem cerca de 200 anos de história. O povoado de Pambu, hoje conhecido como Curaçá, se formou ao redor dessa igreja, que é o patrimônio religioso mais antigo do local. Além disso, a convite da Coral, o grafiteiro Pardal foi a Curaçá pintar, com a ajuda de artistas e moradores locais, um mural em uma casa centenária do centro histórico, um mural inspirado na arte do avião Ararinha-Azul.

(Fonte: Conteúdo à la Carte)

Pixinguinha é o homenageado do Projeto “Quintal da Xika – Música e cultura preta em movimento”

São Paulo, por Kleber Patricio

É do bairro de Itaquera, na zona Leste de São Paulo, que ecoa uma série de quatro shows gratuitos, uma vez por mês até agosto de 2022, com homenagens a nomes de sambistas que fizeram história na Música Popular Brasileira, tais como Cartola, Pixinguinha, Beth Carvalho e Elizete Cardoso. O projeto Quintal da Xika – música e cultura preta em movimento, compõe o edital de apoio a Projetos Artísticos Culturais Descentralizados de Múltiplas Linguagens. Os próximos shows serão realizados nos dias 19/6, 17/7 e 21/8, sempre às 15h, na Rua Córrego do Jacu, 141, em Itaquera, SP. Ingressos grátis e limite de 1500 pessoas.

Pixinguinha, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, é o homenageado da apresentação de 19/6, do Projeto. Canções como “Carinhoso”, “Naquele tempo” e “Urubu malandro” são algumas das mais populares desse compositor, nascido em 1897 e que tornou-se um arauto do Chorinho, um estilo musical tipicamente brasileiro e que é considerado o primeiro a merecer o título de “música urbana”.

Do ritmo “lundu”, de origem africana, o chorinho herdou a cadência. Instrumentos de corda e sopro vêm de influência europeia, já que a composição instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na flauta, violão e cavaquinho. Depois outros instrumentos vieram a compor as rodas de choro. Este show é gratuito e será apresentado em 19 de junho, domingo, às 15h.

O show | A homenagem a Pixinguinha é o segundo da série de quatro shows. Vitão Ferreira, Naná Ferreira e Andrea Bragado, produtores e idealizadores do projeto, contam que serão 11 músicos a executarem chorinhos clássicos de Pixinguinha. Na playlist estão “Carinhoso”, “Urubu Malandro”, “Naquele tempo” e muito mais.

Formato | O evento tem duas entradas musicais com duas horas de duração cada. Na segunda entrada, após intervalo de uma hora, inicia-se a homenagem tema, cujos repertórios de ambos os sambistas serão intercalados, com duração de aproximadamente 45 minutos. Um festival gastronômico, com comidas típicas das origens afro, tais como feijoada e acarajé, além de uma feira de artesanato e produtos afro-brasileiros, complementam o encontro.

Serviço:

Pixinguinha – Projeto “Quintal da Xika – Música e cultura preta em movimento”

Dia 19/6/2022

Hora: 15h

Ingressos: grátis – por ordem de chegada

Lotação: 1500 pessoas

O projeto “Quintal da Xika- música e cultura preta em movimento” compõe o edital de apoio a Projetos Artísticos Culturais Descentralizados de Múltiplas Linguagens.

Próximos shows homenageiam: 17/7 – Cartola | 21/8 – Elizete Cardoso e Beth Carvalho.

Sobre o coletivo musical

O Coletivo musical “Quintal da Xika” é formado por 10 músicos cujas trajetórias são consolidadas na música e no samba, mas cada um com sua identidade. As influências pessoais se fundem e se assimilam, convergindo em uma pluralidade de sonoridades e beleza deste verdadeiro encontro musical. A percussão é marcada por atabaques e pegadas ancestrais que se integram à sutileza de um violão sete cordas. No vocal, uma mulher e sete homens fazem uma espécie de rodizio no palco durante as apresentações. Quanto às principais influências que permeiam o grupo, estão Candeia, Cartola, João Nogueira, Mussum, Jovelina Perola Negra, Yvone Lara, Marçal, Luiz Carlos da Vila, Almir Guineto, Geraldo Filme, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Beth Carvalho, Quinteto Branco e Preto Roberto Ribeiro, Zeca Pagodinho e Reinaldo, entre outros.

Nas plataformas digitais do Brasil e na África, em Angola e Moçambique, em 2019, o Quintal da Xika lançou a música/clipe de trabalho intitulada “Xika que te quero Xika”, composição de Thiago de Xangô e Leo Lopes. O lançamento do documentário “Um dia de Quintal”, escrito e roteirizado por Vitão Ferreira, filho de Dona Kátia e idealizador do Quintal da Xika, ajudou a levar o nome do local aos mais renomados ambientes do samba.

Sobre o endereço Quintal da Xika

“Quintal da Xika” é hoje, um ponto clássico do Samba. Pelas rodas promovidas na casa chegam a passar cerca de 1000 pessoas por edição, considerando o público rotativo. Ali realizam-se homenagens a mestres da História do Samba e da Música Popular Brasileira.

O quintal da casa da família de dona Kátia e seu Xixa, sambista da gema, sempre foi ponto de encontros musicais. Vitor Ferreira, filho de dona Kátia e enteado de seu Xixa, cresceu no samba e, com o falecimento do padrasto, em 2014, decidiu manter e preservar a cultura do samba em casa. Foi em 2017 que o local começou a organizar encontros de resgate do samba de raiz.

(Fonte: Edge Mídia)

Teatro Castro Mendes recebe Campinas Festival Dance nos dias 17 e 18

Campinas, por Kleber Patricio

Érika Ramos ministra aulas no Stúdio de Dança, que oferece bolsas gratuitas para alunos das escolas da rede pública de Campinas e para famílias de baixa renda. Foto: divulgação.

O Campinas Festival Dance 2022, evento idealizado pela professora e diretora Érika Ramos, será realizado nos dias 17 e 18 de junho, no Teatro Municipal Castro Mendes. É a primeira edição do festival, que tem apoio da Secretaria de Cultura e Turismo, Sanasa e demais patrocinadores. “O objetivo do festival é valorizar a interpretação e a criação da dança em todas as modalidades e transmitir de forma natural e educativa o resgate das manifestações expressivas de nossa cultura”, explica Érika Ramos, que ministra suas aulas no Studio de Dança, que oferece bolsas gratuitas para alunos das escolas da rede pública de Campinas e para famílias de baixa renda.

O festival terá caráter competitivo com premiação aos ganhadores. São quatro categorias de competição: infantil (6 a 11 anos), juvenil (12 a 17 anos), adulto (18 anos acima) e melhor idade (40 anos acima). Os gêneros considerados serão: ballet clássico de repertório/ballet clássico livre, jazz, danças urbanas e estilo livre, com 4 subgêneros: solo, duo, trio e conjunto.

Érika Ramos começou a trajetória na dança há 27 anos. Ela conseguiu uma bolsa de estudos nas academias de dança de Campinas por meio da professora Walkiria Coelho.

Mais informações sobre o festival: campinasfestivaldance@gmail.com ou pelo WhatsApp (19) 99200-0383.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)