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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Casa Zalszupin apresenta exposição “O Diálogo Bardi Bill”

São Paulo, por Kleber Patricio

30 x 50 cm – Vista da exposição Max Bill, 1951. Foto de Peter Scheier – Acervo do Collection of Centro de Pesquisa do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

Max Bill foi um designer, pintor, escultor e arquiteto suíço reconhecido como um dos mais influentes do século 20, principalmente pelo movimento concretista, atuando especialmente na área da educação, no Brasil e na Alemanha. Já Lina Bo Bardi, uma das mais icônicas arquitetas do século 20, que ficou conhecida por projetar o MASP e a famosa Casa de Vidro. Seu legado extrapola o campo da arquitetura, pois ela também contribuiu para a cenografia, artes plásticas, desenho de mobiliários e design gráfico. A união entre os dois trabalhos se dá a partir de um terceiro personagem, central: Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP à época. É ele quem convida o suíço para uma exposição no Brasil, em 1949, que seria viabilizada apenas em 1951. E é sobre esta relação, entre o casal Bardi e Max Bill, que a exposição “O Diálogo Bardi Bill” se debruça, desde 15 de outubro, na Casa Zalszupin, em São Paulo, sob curadoria de Francesco Perrotta-Bosch.

“Max Bill pertence àquela categoria de artistas contemporâneos (especialmente, arquitetos) cujo insofrimento para as soluções fáceis, do não controlado, do não exato, é absoluto. A matemática está na base de toda sua concepção. Não a matemática imaginada pelos leigos (isto é, ‘fria’), mas a matemática como pode ser hoje considerada em toda a resplandecência de sua poesia integral”, escreveu Lina Bo Bardi em texto que será reproduzido na parede da exposição.

30 x 50 cm – Vista da exposição Max Bill, 1951. Foto de Peter Scheier – Acervo do Collection of Centro de Pesquisa do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

O suíço fez sua primeira grande exposição individual no Brasil em 1951, a convite de Pietro Maria Bardi, feito em 1949. Como dezenas de pinturas, esculturas e cartazes de Bill aqui se encontravam, a primeira edição da Bienal de São Paulo reapresentou ao público a Unidade Tripartida e a laureou com o Grande Prêmio de escultura. Em 1953, o artista veio ao Brasil para fazer suas notórias e polêmicas conferências, fazendo florescer então o concretismo de Waldemar Cordeiro e Luiz Sacilotto com o grupo Ruptura, de Ivan Serpa e Abraham Palatnik com o grupo Frente.

“Entretanto, o diálogo Bardi Bill desenvolveu-se também numa outra dimensão intelectual: sem palavras, somente formas. Nesta, Lina Bo Bardi explicitou seu encanto pelo suíço cuja arte e arquitetura fundamentou-se na matemática ‘em toda a resplandecência de sua poesia integral’”, conta o curador.

A mostra na Casa Zalszupin propõe uma aproximação do conjunto de esculturas de Max Bill com o mobiliário de Lina Bo Bardi, algumas peças originais reeditadas pela ETEL e outras vintages do acervo do próprio Instituto. As estruturas geométricas, sintéticas, racionais e com poucos pontos de apoio das cadeiras de Lina Bo Bardi estão em consonância com o ideário concreto formulado por Bill. Ao reunir no mesmo ambiente as formas rigorosamente projetadas pelos dois grandes autores, saltará aos olhos que Lina compreendeu a essência das matrizes geométricas de Max, Lina dialogou com Max, Lina aprendeu com Max.

31 X 40 cm – Lina na Cadeira de Beira de Estrada, 1967.
Foto: Desconhecido/Arquivo Instituto Bardi.

Nos trabalhos de Max, planos em torção intercalam o dentro e o fora; no mobiliário da arquiteta, superfícies igualmente complexas funcionam como moles moldes ao corpo. “Semiesferas aqui tocam o piso encontrando um delicado equilíbrio, sejam elas esculpidas em granito ou madeira, sejam assentos de couro. Não se trata tão somente de geometria descritiva: cada um ao seu modo, Lina Bo Bardi e Max Bill desenharam formas para, com rigor, materializar sua postura ética. Naquela virada dos anos 40 e 50, Bardi e Bill tratavam o raciocínio humanista e o desenho técnico como complementares”, escreve Francesco em seu texto curatorial.

“Max Bill é representante de uma geração que quer explicar os fatos: de uma geração que assistiu à catástrofe da guerra e à falência da cultura tradicional. Como pesquisador cuidadoso e solitário de novas possibilidades, Max Bill não as procura em ‘evasões’ abstratas, mas sim colocando concretamente os problemas. Parece-nos ouvir a esta altura a voz de uma senhora, que diligentemente frequenta as exposições, perguntando: Mas, meu Deus, como é possível chamar de pintura aqueles tracinhos vermelhos sobre um fundo completamente branco? Onde estão os famosos problemas da arte?”, diz ainda Lina Bo Bardi, no texto que estará na parede e foi escrito em abril de 1951.

O diálogo Bardi Bill

Obras de Lina Bo Bardi e Max Bill e documentos e correspondências entre o casal Bardi e Max

Curador: Francesco Perrotta-Bosch

Casa Zalszupin

Visitação: 15 de outubro a 10 de dezembro de 2022

Mais informações

De segunda a sexta, das 10h às 18h e aos sábados das 10h às 14h

Ingressos gratuitos mediante agendamento prévio

Sem estacionamento

Casa Zalszupin

e-mail: eventos@casazalszupin.com

Sobre a Casa Zalszupin | A Casa Zalszupin é um projeto idealizado pela Lissa Carmona, CEO da ETEL, com o objetivo preservar e difundir o legado do grande designer, arquiteto e artista Jorge Zalszupin, além de promover exposições e diálogos que permeiam os campos da arquitetura, design e arte. A casa, projetada pelo próprio Jorge Zalszupin na década de 1960, onde ele trabalhou e também viveu por mais de 60 anos, metamorfoseou-se em espaço cultural com a primeira exposição “Entre(Tempos): Tributo a Jorge Zalszupin”, organizada pela ETEL e com curadoria do premiado Studio MNMA em junho de 2021, quando Jorge completaria 99 anos, marcando história. Graças à importante repercussão na mídia nacional e internacional, além do impacto em grupos influentes da arquitetura, design e arte, foi possível dar continuidade ao projeto. Hoje administrado pela ETEL em parceria com a Almeida e Dale Galeria de Arte, a Casa Zalszupin segue viva através de novas e intimistas exposições renovadas a cada 45 dias, com renomados curadores, sempre permeando a proposta original de diálogo entre a arquitetura, design e arte.

Sobre o Instituto Bardi | Fundado em 1990 por Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, o Instituto Bardi / Casa de Vidro é uma organização da sociedade civil de fins não lucrativos com sede na cidade de São Paulo, Brasil; é dedicado à produção intelectual no campo da arquitetura, do urbanismo, do design e das artes. O Instituto tem como missão dar continuidade à atuação de seus fundadores, Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. Seus objetivos incluem preservar e divulgar o legado artístico de Lina e P. M. Bardi; garantir a conservação e organização de seu acervo – constituído por desenhos, projetos, correspondências, documentos e outros – e facilitar o acesso ao público; colaborar em publicações, exposições, palestras e seminários dentro do campo cultural e artístico; apoiar projetos que promovam as artes plásticas, as artes visuais e a arquitetura brasileiras; incentivar intercâmbios entre intelectuais e criadores brasileiros e estrangeiros e manter sempre atuais os seus valores em consonância com o tempo presente. O Instituto dedica-se, também, a transformar sua sede em um espaço de troca de conhecimento, estabelecendo um diálogo construtivo com a sociedade e defendendo a liberdade de pensar, criar e debater. Para isso, mantém a Casa de Vidro como um espaço ativo por meio da visitação, da organização de suas próprias exposições, palestras e seminários, e também a partir da locação de algumas áreas de suas instalações para a realização de eventos culturais.

Sobre ETEL | Um século de mobiliário brasileiro forma a Coleção Design. Com seu trabalho pioneiro de reedições, a ETEL dá nova luz a desenhos primorosos da produção moderna no Brasil, descoberta tardiamente e hoje considerada uma das mais relevantes do período no mundo. Uma produção caracterizada pelo fazer artesanal e uso de matérias-primas preciosas, criada por arquitetos e artistas empenhados em evidenciar a cultura local sob influência das vanguardas internacionais. O resgate é baseado em metodologia rigorosa, fidelidade aos originais e intenso diálogo com institutos e famílias que representam obras. Compõem a coleção, curada por Lissa Carmona, peças de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues, Oswaldo Bratke, Branco & Preto e Giuseppe Scapinelli, entre outros. A continuidade do legado moderno se dá por preeminentes criadores contemporâneos, entre eles Isay Weinfeld, Arthur de Mattos Casas, Claudia Moreira Salles, Carlos Motta, Etel Carmona, Lia Siqueira e Dado Castello Branco.

Sobre a Almeida & Dale Galeria de Arte | Fundada em 1998, a Almeida & Dale Galeria de Arte tornou-se, em mais de duas décadas de existência, uma das mais relevantes no Brasil, inserindo o trabalho e o legado de artistas brasileiros em importantes acervos, coleções e arquivos nacionais e internacionais. Entre eles, Willys de Castro, Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Mestre Didi, Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Jandira Waters e Roberto Burle Marx. Nos últimos anos, com Antônio Almeida e Carlos Dale como diretores, a programação da galeria revisitou o trabalho de diversos expoentes de nossa arte, promovendo exposições retrospectivas, elaboradas por curadores convidados e produzidas com rigor museológico. Publicações amplamente reconhecidas pelo ineditismo e notoriedade dos ensaios acadêmicos e resgate de textos históricos acompanham as exposições. Recentemente, a Almeida & Dale realizou mostras individuais de artistas fundamentais no panorama histórico e crítico da arte brasileira, como Agnaldo Manuel dos Santos, Miriam Inez da Silva, Luiz Sacilotto e Sidney Amaral, contando com empréstimos de colecionadores e instituições, e estimulando o interesse da crítica no Brasil e no exterior. Junto com a promoção constante de exposições e publicações, a Almeida & Dale apoia projetos de preservação de obras de artistas brasileiros. Exemplo disso, está a representação do espólio de Luiz Sacilotto, destacado artista do movimento da arte concreta brasileira.

(Fonte: Almeida & Dale Galeria de Arte)

MAM São Paulo recebe mostra de documentários “Filmes do Barro”

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de “Dagmar Filha do Barro”. Foto: RodriguezRemor.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta nos dias 16 e 23 de outubro e 6 de novembro a mostra Filmes de Barro, uma programação de documentários com curadoria de RodriguezRemor – duo de artistas que integra o 37º Panorama da Arte Brasileira –, com exibições gratuitas no Auditório Lina Bo Bardi.

A mostra resgata pesquisas audiovisuais sobre práticas de cerâmicas tradicionais e busca revelar as mestras e seus saberes apresentando técnicas, procedimentos, questionamentos e contextos de grupos étnicos e ancestrais no território brasileiro. Refletindo sobre o fazer do barro, a urgência da salvaguarda desses conhecimentos, que minguam na mesma medida em que territórios tradicionais são loteados e invadidos recebendo novas populações e funções. É um convite para o público lançar um olhar crítico sobre os domínios da cerâmica que estão intimamente ligados ao território e sensibilizar sobre esses costumes e modos de vida em desaparecimento.

Entre os curtas elencados pela curadoria, estão “Dagmar, Filha do Barro” – uma versão condensada da videoinstalação homônima de RodriguezRemor, em apresentação no 37º Panorama da Arte Brasileira –  e o longa “Do Pó da Terra”, de Maurício Nahas. Os filmes conectam a manufatura cerâmica ao longo do rio Jequitinhonha, de onde se retira o barro sagrado que define a vida dos artistas que vivem às suas margens, tanto em Minas Gerais, quanto na Bahia.

A programação também inclui curtas documentais que narram conhecimentos e fazeres do Nordeste brasileiro e de duas culturas indígenas, a Mbyá-Guarani e a Javaé. Veja a seguir a programação completa. Os ingressos podem ser obtidos de forma gratuita, mediante inscrição no site do MAM.

23 de outubro, domingo

Sessão 3 (1h24min), 11h, 14h e 16h30

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min

O filme acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Barro Vivo: Cerâmicas de Coqueiros, 2013, Adriana Feliciano, 27min

No filme ‘Barro Vivo’, você vai descobrir a deslumbrante história de alegres artesãs que utilizam as tradições da cerâmica indígena para embelezar sua atividade cotidiana na cidade de Coqueiros, no Recôncavo Baiano. Os sentidos ficam aguçados pela leveza, elegância e coragem de artesãs baianas que se enobrecem pelo trabalho feito com amor, cultura e sofisticação.

Dona Cadu (Mestres Navegantes), 2018, Betão Aguiar e Gabriela Barreto, 6min

Às margens do rio Paraguaçu, na comunidade de Coqueiros, Maragogipe, Bahia, Dona Cadu mantém viva uma das artes mais antigas do mundo. No encontro da terra com a água, a vida ganha contorno e um século de beleza reluz nos olhos serenos desse patrimônio feminino da cultura brasileira.

Kerexu, 2019, RodriguezRemor, 19min

Desde a coleta da argila nas margens do rio até a queima artesanal em forno e em fogo de chão, o filme acompanha o processo de produção da cerâmica indígena no Sul do Brasil. Os conhecimentos passam pelas mãos de uma das últimas ceramistas Mbyá-Guarani na região, Kerexu Jera Poty.

O documentário teve como objetivo fornecer apoio às escolas de ensino fundamental a serem introduzidas no contexto e nas técnicas tradicionais de cerâmica Mbyá-Guarani.

Javahé, 1959, Harald Schultz, 11min, sem áudio

Registros da produção cerâmica da cultura Javaé, que pertencem ao arquivo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo sob a catalogação: A000082 – Javahé, Araguaia, Brasil, da Enciclopédia Cinematográfica de G. Wolf, 1959, 10:44. Os Javaés vivem na Ilha do Bananal e no norte do Tocantins, como também, no Mato Grosso, Goiás e Pará.

6 de novembro, domingo,

Sessão 4 (1h40min), 11h, 14h e 16h30

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min

Acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Do Pó Da Terra, 2016, Maurício Nahas, 1h19min

Um retrato afetivo e aprofundado sobre a relação entre os artesãos e moradores do Vale do Jequitinhonha e a matéria-prima que utilizam, o barro, substância que vem da terra de onde vieram os homens e que dá a chance de transformar a miséria em arte.

Serviço:

Mostra “Filmes do Barro”

Local: Auditório Lina Bo Bardi, MAM SP

Curadoria: RodriguezRemor

Datas: 16,23 de outubro e 6 de novembro

Horários: 11h, 14h e 16h30

Ingressos: Inscrições gratuitas através do site do museu

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Telefone: (11) 5085-1300

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado

www.mam.org.br/MAMoficial

www.instagram.com/MAMoficial

www.twitter.com/MAMoficial

www.facebook.com/MAMoficial

www.youtube.com/MAMoficial.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Atriz e educadora cultural de Salto dá dicas de contação de histórias e técnicas teatrais no YouTube

Salto, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

A atriz e contadora de histórias Flávia Fernandes lança videoaula com o tema “A contação de histórias e o teatro: origens, bases e segredos em comum”, com foco para educadores, pedagogos, professores, artistas e estudantes em geral. O projeto é resultado da aprovação do edital ProAC 39/2021.

Na videoaula, a educadora compartilha conceitos introdutórios e reflexões acerca de ideias apresentadas em obras de diversos artistas, como Constantin Stanislavski, Sanford Meisner, Kiara Terra e Luís Otávio Burnier, entre outros, sobre o ofício de um contador de histórias enquanto ator, na linguagem teatral e na linguagem de narração de histórias. Um ótimo material de estudo e aprendizado.

Quem é Flávia Fernandes | Atriz, apresentadora e professora de teatro, integra atualmente os grupos artísticos Evoé Cia. de Teatro e Cia. Teatral Matéria Prima. Tem como formação acadêmica a graduação em curso superior de Licenciatura em Teatro (2015) e especialização pelo Instituto de Artes da Unesp no projeto para artistas “Eu, Você, Nós: como criar juntos?” (2017), além do preparatório de atores pela Teatro Escola Macunaíma (Campinas/SP, 2010). Integrou o elenco de espetáculos de diversos gêneros dramáticos, atuando também em curtas metragens e campanhas publicitárias. Os últimos trabalhos artísticos e especializações voltam-se à interpretação audiovisual e à linguagem infantil. O trabalho mais recente é a participação no filme “Bravoz Ubuntu” ao lado de Zezé Motta e Jeniffer Nascimento, lançado em novembro de 2021. Atualmente estuda canto popular pelo método MMV e técnicas Meisner/Chekhov de interpretação.

Confira este e outros vídeos no canal do YouTube Flávia Fernandes, voltado a conteúdos teatrais.

Serviço:

Videoaula “A contação de histórias e o teatro: origens, bases e segredos em comum”

Youtube: Flávia Fernandes

Instagram: @souflaviafernandes

Facebook: Flávia Fernandes.

(Fonte: Pino Assessoria de Imprensa Cultural)

Pesticida moderno acelera corrosão de material arqueológico

Kent, UK, por Kleber Patricio

A tigela durante exibição no Sandwich Museum. Foto: ©CSI: Sittingbourne.

Uma tigela romana corroída datada do final da Idade do Ferro (entre 43 e 410 d.C) contém vestígios de clorobenzenos, um produto químico usado em pesticidas que se acumula no solo e nas fontes de água. O estudo, publicado na Nature – Scientific Reports, destaca que o solo poluído com clorobenzenos pode representar uma ameaça contínua à preservação do material arqueológico ainda no solo.

Os clorobenzenos são compostos sintéticos que podem ser tóxicos em altos níveis e a maioria foi proibida para uso no Reino Unido após preocupações levantadas sobre a poluição ambiental. Acredita-se, no entanto, que esses compostos tenham se acumulado no meio ambiente por meio de atividades agrícolas e industriais anteriores. Uma tigela romana, feita de uma liga de cobre, foi encontrada em 2016 em uma fazenda em Kent (no Reino Unido), num local usado para agricultura desde pelo menos 1936.

A cientista brasileira Luciana da Costa Carvalho e colegas analisaram a corrosão verde e marrom na tigela para identificar seus diferentes componentes. Eles encontraram elementos indicativos das mudanças ao longo do tempo no solo causadas pelas atividades humanas. Na corrosão de cor verde, os autores encontraram clorobenzenos presentes. Os autores também encontraram dietiltoluamida (também conhecido como DEET) na corrosão de cor marrom, um composto moderno que ainda é usado em repelentes de insetos.

Foto: ©CSI: Sittingbourne.

Os autores sugerem que os clorobenzenos estão associados ao aumento da corrosão na tigela romana. Eles concluem que, embora os clorobenzenos não sejam mais usados no Reino Unido, o solo que foi contaminado por estes compostos ainda pode ameaçar a preservação do material arqueológico ainda enterrado e mais pesquisas precisam ser realizadas para entender melhor os processos envolvidos.

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Embora o uso de BHC (hexaclorobenzeno) na agricultura tenha sido proibido em 1985, este produto continua sendo utilizado ilegalmente para o controle de pragas e encontrado em níveis elevados no meio ambiente e na população.

Media contact: Tara Eadie Press Officer Springer Nature E: tara.eadie@springernature.com  T: +44 (0)2034 263329

Autor para correspondência: Dr Luciana da Costa Carvalho – University of Oxford, Oxford, UK

E-mail: luciana.carvalho@linacre.ox.ac.uk

Artigo: “The influence of pesticides on the corrosion of a Roman bowl excavated in Kent, UK” DOI: 10.1038/s41598-022-17902-9

Link para ver o artigo online: https://www.nature.com/articles/s41598-022-17902-9

i. http://dx.doi.org/10.4067/S0717-95532013000100004

ii. https://doi.org/10.1590/1414-462X202028040109

iii. https://doi.org/10.1590/S0100-40422003000500011.

Mercado Circular realiza sua terceira edição no Instituto Brincante

São Paulo, por Kleber Patricio

Tatiana Weberman e Karine Rossi. Fotos: Gustavo Morita.

“O Mercado Circular é a reação à necessidade de reaproveitar as ‘coisas’ que já existem e estão paradas nas casas, indústrias, ruas, caçambas e, principalmente, lixões e aterros sanitários que envenenam nosso ecossistema”. É a parir dessa premissa que a dupla de empreendedoras socioculturais à frente do Mercado Circular, Karine Rossi e Tatiana Weberman, inicia as apresentações sobre a iniciativa. Para elas, é fundamental repensarmos o descarte, entendendo que muita coisa que jogamos fora pode (e deve) ser reutilizada.

Com o intuito de promover o “consumo em transformação”, a terceira edição do Mercado Circular, que vai acontecer nos dias 22 e 23 de outubro no Instituto Brincante (espaço incrível localizado no coração da Vila Madalena), irá reunir cerca de 30 expositores com produtos criados a partir de descartes, projetos de second hand e marcas alinhadas às novas possibilidades de redução de impactos ambientais; marcas de moda, produtos para casa, beleza e bem estar e, para crianças, projetos inovadores que provocam encantamento por serem feitos com resíduos. “Quando a pessoa descobre e se depara com um produto lindo, com design, feito de matéria prima que seria jogada numa lata de lixo, ela se encanta e ao mesmo tempo se educa com relação ao que ia ser jogado fora. Ela revê a sua relação com o lixo”, realça Karine Rossi, idealizadora e cofundadora do Mercado Circular.

Na sua primeira edição, o Mercado Circular hospedou-se na sua edição de estreia no Mercado de Pinheiros, nos dias 4 e 5 de dezembro de 2021, local onde implantou e deixou como legado, dentre outras coisas, uma central de resíduos e coleta seletiva. A segunda edição aconteceu no Unibes Cultural, entre os dias 10 e 11 de junho de 2022, durante o evento “Lixo Zero”. Agora, no Instituto Brincante, além de celebrar os 30 anos do equipamento cultural, o intuito é reafirmar a importância da iniciativa para as artes, cultura e sociedade não só paulistana, mas também brasileira. Promover uma grande ciranda, novos encontros e histórias, educar e somar, são valores importantes e inegociáveis tanto para o Mercado Circular, quanto para o Instituto Brincante. O resultado desse encontro inédito promete conexões e momentos especiais para toda a família. Para marcar na agenda.

Mais sobre o negócio | Mercado Circular é um movimento que reúne pesquisas de mercado e iniciativas, conteúdos, estratégias e planejamento de ações ESG (ambiental, social e governança) para implantação em empresas. O Mercado, evento físico que busca disseminar os preceitos da economia circular com o público em geral, bem como as iniciativas atuais, promovendo a integração sociocultural com a população das cidades, é um dos braços do negócio.

Serviço:

Mercado Circular – Edição 3

Data do evento: 22 e 23 de outubro, das 11h às 20 horas e das 11h às 19 horas, respectivamente

Local: Instituto Brincante

Endereço: Rua Purpurina, 412 – Vila Madalena – São Paulo – SP

Gratuito.

(Fonte: Bossa Comunicação)