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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Diogo Santos apresenta exposição “Vigésima terceira carta” na Samba Arte Contemporânea

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Caderno2.

No dia 8 de outubro, será inaugurada na Galeria Samba Arte Contemporânea a primeira exposição individual do artista carioca Diogo Santos no Rio de Janeiro, intitulada “Vigésima terceira carta”. Serão apresentadas 25 obras inéditas produzidas entre 2018 e 2022. São pinturas, desenhos, esculturas, gravuras, desenhos e uma instalação.

Os trabalhos partem da inquietação do artista diante da percepção de um mundo, com uma sociedade desigual, que parece caminhar para a autodestruição, e retratam um ambiente utópico mágico, mais justo e igualitário. Anna Bella Geiger e Victor Arruda assinam os textos críticos da exposição.

Diogo Santos se apropria de elementos das fábulas infantis, do imaginário acerca dos games e dos quadrinhos, do ambiente da casa, do lar, criando uma atmosfera lírica e acolhedora. Seres fantásticos, utopias, armas místicas e elementos do imaginário brasileiro, mesclados a personagens de fotografias que o artista adquiriu em feiras de antiguidades, estão presentes nos trabalhos. “Aceito todas as referências, sem julgamento, para formar esse mundo lírico, mágico, que passa pelo universo da casa, do aconchego, do lar e da família”, conta o artista.

As bandeiras do meu país, 2022.

“Curiosamente, assim como eu, Diogo Santos teve uma formação acadêmica na área da literatura. Destaco esse aspecto em comum porque percebo questões de narrativa em suas obras, refletidas também nos próprios títulos, que promovem um diálogo entre texto e imagem, e levam a uma inquietação e uma busca de significados”, afirma a artista Anna Bella Geiger no texto que acompanha a exposição.

Obras em exposição

Um dos destaques da mostra é a instalação “Voltar ao lugar de origem” (2018), composta por 300 pequenas latas com 5 cm de diâmetro cada, dentro das quais estão pinturas, desenhos, esculturas e fotos. “São pequenas memórias que formam um mapa da cultura, o que somos, falam sobre os afetos, as esperanças, os pequenos rastros que nos constituem enquanto indivíduo e nossa posição diante da sociedade, do poder e do medo”, conta o artista, que acrescenta que esta instalação “tende ao infinito, pois sempre será possível acrescentar mais elementos”. A instalação será colocada propositalmente no chão para que as pessoas precisem se abaixar para ver, aproximando-as do mundo infantil.

Pinturas em grandes dimensões estarão lado a lado com obras de menor tamanho. Vestígios e símbolos que transitam silenciados em sonhos, jogos, brincadeiras infantis e ficção são apresentados em obras como “Labirintos de utopia”, construindo um jogo poético com diversas influências, que vão desde os quadrinhos e o videogame até a filosofia e a literatura.

Da série “As bandeiras de meu País”, produzida em 2022, são apresentadas três pinturas sobre tecido que ressignificam as fantasias advindas do imaginário medieval, apontando para novos mundos utópicos.

O lobo do homem.

Também fazem parte da exposição cerca de 25 desenhos da série “Levar o Monstro para Casa”, produzidos entre 2019 e 2020 com líricos traços em nanquim e aquarela, nos quais são mostrados a perplexidade do mundo infantil diante do atual momento histórico em que as opressões políticas, sociais e ambientais se contrastam com sonhos, promessas e lutas.

Completam a mostra três pinturas em grande formato (1,90m X 1,60m) da série “Mais do que apenas desejar o Infinito”, ganhadoras do 3º prêmio do Salão dos Artistas Sem Galeria (2022), duas linóleo gravuras únicas e duas esculturas inéditas em bronze e cerâmica, que representam seres quiméricos que jogam luz sobre a dicotomia entre as forças do mágico e do real, o passado e o presente, a opressão e a esperança.

Haverá, ainda, a obra “Tomei Morada em Anor Londo”, um conjunto constituído por um altar e peças que dialogam com os arquétipos do tarô e o zine, com poemas da série “Glória ao Sol e ao Deus Sombrio”, gravado em uma chapa de latão de 29cm x 42cm.

O título da exposição, a vigésima terceira carta, tem a ver com o jogo de tarot, mas em referência a uma carta imaginária e que não existe no jogo tradicional.

Eventos em torno da exposição

Ao longo do período da mostra, serão realizados diversos eventos relacionados a exposição:

No dia 15 de outubro, Diogo Santos fará o workshop de desenho “A poética da criação”, na galeria samba.

No dia 22 de outubro, haverá uma conversa na galeria entre os artistas Diogo Santos e Victor Arruda.

Sem existir, nos bastou.

No dia 29 de outubro, será realizado o finissage da exposição com o lançamento do “Livro de artista”, um fac-símile dos cadernos de estudo de Diogo Santos, que virão acompanhados de uma gravura, uma história em quadrinhos original e uma cópia impressa do poema gravado em latão.

Sobre o artista

Diogo Santos é multiartista visual, poeta e educador. Doutor em Poética pela UFRJ (2011), graduado em Letras/Português/Literaturas (2004) e Mestre em Literatura Comparada (2007) pela mesma instituição. Paralelamente, desenvolveu seus estudos na área de artes visuais com passagens por instituições como IART-UERJ, SESC, Centro Cultural Calouste Gulbenkian e EAV – Parque Lage. Foi coordenador do festival online “Parada Fotográfica: Cartografias Insurgentes” (2021) e curador da exposição “100tenário Fayga Ostrower” (Galeria Candido Portinari, 2022).

Dentre suas exposições, estão as individuais “Memórias Transeuntes” (SESC – 2019) e “Até a Última Sílaba do tempo” (FAN Niterói -2016) e as coletivas Festival Internacional de Arte Urbana – Paratissima, Lisboa (2016), “Gravura – Novos Rumos” (SESC, 2020) e do 13º salão dos Artistas Sem Galeria, organizado pelo Mapas das Artes e realizado nas galerias Zipper e Lona, em São Paulo (2022), entre outras.

Sobre a galeria

A Samba Arte Contemporânea, fundada em 2015 por Arnaldo Bortolon e Cali Cohen, é um espaço que privilegia o diálogo contínuo entre artistas renomados e emergentes de diferentes gerações e regiões brasileiras.

Com seu variado acervo em exposição permanente, apresenta de forma singular as obras desses artistas, que, colocados lado a lado, nos oferecem inúmeras possibilidades de apresentação e percepção, independentemente de escala, suporte e técnica.  A galeria possui dois espaços expositivos – sua ocupação se alterna entre as exposições de acervo, as individuais dos artistas representados e as de projetos curatoriais particulares.

Com o intuito de divulgar, promover e difundir a produção contemporânea, a galeria se propõe também a ser um espaço de pesquisa, experimentação e educação através de ações relacionadas. Atua em cooperação com projetos de integração da arte com o entorno, extrapolando o espaço expositivo da galeria e aproximando as obras dos artistas do público circulante.

A galeria trabalha com Antonio Bandeira, Antonio Dias, Adriana Lerner, Anna Maria Maiolino, Ascânio MMM, Bruna Amaro, Erinaldo Cirino, Diogo Santos, Elisa Arruda, Fernando Mello Brum, Franz Weissmann, Ione Saldanha, José Rezende, Jota Testi, Manfredo de Souzanetto, Roberval Borges,Thiago Haidar e Washington da Selva, entre outros.

Serviço:

Exposição Diogo Santos – Vigésima Terceira Carta

Abertura: 8 de outubro de 2022, às 16h

Exposição: até 29 de outubro de 2022

Samba Arte Contemporânea

Shopping Fashion Mall – São Conrado

Estrada da Gávea 899 – 2º piso – loja 231 – Rio de Janeiro – RJ

De segunda a sábado, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 14h às 20h.

(21) 3082-0337

Entrada franca

www.sambaartecontemporanea.com.

(Fonte: Midiarte Comunicação)

Paraty além das praias: conheça o lado cultural da cidade

Paraty, por Kleber Patricio

Foto: Guilherme Gabrielli/Unsplash.

Localizada no litoral do Rio Janeiro e cercada pela Mata Atlântica, a cidade de Paraty é conhecida por suas praias, como a da Lula. Para além das belezas naturais, as ruas de paralelepípedos do centro histórico também levam o viajante até uma agitada cena cultural, marcada por galerias e muita arte.

Entre os principais pontos de Paraty, os turistas podem incluir no roteiro uma parada na recém-aberta Marcelo Oséas Galeria. A cidade também conta com o SESC Paraty, o ateliê Nadaleto, a Casa de Cultura, o ateliê do Aécio Sarti e o espaço Matriz Cultural.

A seguir, confira as seis atrações culturais que valem a pena conhecer na cidade:

Marcelo Oséas Galeria (@marcelooseas)

Recém-inaugurada, a Marcelo Oséas Galeria tem como foco apresentar a produção do especialista em cultura brasileira e fotógrafo documental Marcelo Oséas. No espaço, está em cartaz a exposição “Quase Dez Anos”, que revisita a trajetória do artista por meio de 21 imagens. Nos cliques, diferentes povos do Brasil, como os ribeirinhos da Amazônia e os artesãos do Alagoas, estão retratados.

Além das fotografias de Oséas, outro destaque é o próprio espaço da galeria, que preserva muitos elementos da construção original, localizada no centro histórico. Todo o mobiliário é feito com sobras de madeiras, coletadas em estaleiros da cidade de Paraty. O projeto foi realizado em parceria com arquitetos e artesãos locais.

SESC Paraty (@sescparaty)

Coordenado pelo Polo Sociocultural SESC Paraty, a Unidade Santa Rita recebe a exposição de artes visuais “Agências, dormências e flutuações” até o dia 30 de outubro. Na mostra, as artistas Germana Arthuso e Walla Capelobo expõem obras inéditas, que foram desenvolvidas a partir da entrada e de vivências no território do Quilombo do Campinho da Independência. Outras atividades artísticas e culturais também são realizadas diariamente no local.

Aécio Sarti (@galeria.aeciosarti)

O pintor Aécio Sarti mantém tanto o seu ateliê quanto a galeria abertos ao público na cidade. Suas pinturas são feitas exclusivamente sobre lonas usadas de caminhão e preservam os remendos, fissuras e as marcas do tempo. Os resultados do desgaste enquanto objeto funcional na carroceria dos caminhões também compõem as obras.

Casa da Cultura (@casadaculturaparaty)

A Casa da Cultura de Paraty e o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Biondicadores da UERJ, apresentam uma mostra que celebra a fauna marinha da região. Em cartaz até fevereiro de 2023, a exposição “Paraty, Mar de Golfinhos e Baleias” reúne fotos, vídeos, esqueletos e réplicas em tamanho natural desses animais que fascinam crianças e adultos. As atividades também alertam para a importância d preservação ambiental.

Nadaleto (@nadaleto)

Conhecido como Nadaleto, o artista visual Marcos Fernandes Nadaleto tem como tônica de seu trabalho o reuso de diferentes tipos de materiais. Como tela, suas pinturas têm como base fibras naturais, lonas de caminhão, madeiras em desuso e velas náuticas. O ateliê do pintor é aberto para visitação.

Matriz Cultural (@matrizculturaparaty)

Localizado no centro histórico de Paraty, o espaço multicultural Matriz Cultural apresenta diferentes exposições de arte ao longo do ano, com uma curadoria que mescla diferentes estilos, através do espaço Galeria. Além disso, comporta o Café/Bar e a Tattoo Shop.

Serviço:

Marcelo Oséas Galeria (@marcelooseas)

Rua Dr. Pereira, 125 – Centro Histórico de Paraty (RJ)

https://www.marcelooseas.com.br/.

SESC Paraty (@sescparaty)

Unidade Santa Rita – Rua Dona Geralda 15 –  Centro Histórico de Paraty (RJ)

http://www.sescparaty.com.br/.

Casa da Cultura (@casadaculturaparaty)

Rua Dona Geralda, 194 – Centro Histórico de Paraty (RJ)

https://www.casadaculturaparaty.org/.

Nadaleto (@nadaleto)

Rua Gravatá, 56 – Centro Histórico de Paraty (RJ)

Aécio Sarti (@galeria.aeciosarti)

Rua Dr. Samuel Costa, 254 – Centro Histórico de Paraty (RJ)

https://www.aeciosarti.com/.

Matriz Cultural (@matrizculturaparaty)

Rua Marechal Deodoro, 378 – Centro Histórico de Paraty (RJ)

https://www.matrizcultural.com/.

(Fonte: Horst Kissmann)

MACC recebe exposição “Bullying e o Primordial no Homem Moderno”

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) recebe no período de 7 de outubro a 30 de novembro a exposição “Bullying e o Primordial no Homem Moderno”. A entrada é gratuita e a mostra pode ser vista de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 17h.

A curadoria é do premiado Enock Sacramento e a produção, dos profissionais da área da Saúde Mental, professor Isac Germano Karniol, e da psicóloga e psicanalista Patrícia Siqueira Lopes Karniol. Segundo os realizadores, é uma exposição de arte onde – parafraseando o artista plástico de Campinas Egas Francisco, um dos expositores – serão focalizados além da estética, emoções e sentimentos mais profundos do ser humano.

Além de Egas, outros artistas, como o pintor Fabricius Nery, participarão em áreas paralelas da arte como escultura, poesia, música e instauração performática, incluindo ballet. Estão inclusos os produtores da chamada Arte Ingênua, daqueles que não tiveram formação ou forte influência acadêmica, como os pacientes psiquiátricos. Nestes, além de queixas traduzíveis por palavras e sintomas, eles necessitavam outras formas de linguagem para comunicar suas angústias, tristezas e turbulência emocional.

“Esta linguagem pela arte é produzida no contato direto entre os profissionais da área da saúde mental, os artistas e os pacientes, permitindo uma intersubjetividade vitalizada. Nesta, o primordial no funcionamento mental, suas origens e desenvolvimento no ser humano estavam presentes. Isto ocorria inclusive quando de desestruturações da mente acentuando a sintomatologia nos chamados diagnósticos psiquiátricos”, dizem os realizadores. Segundo eles, com esta contribuição da arte para uma compreensão ampliada do funcionamento mental, da consciência, uma aproximação da moderna ciência torna-se possível.

Paralelo, o documentário premiado “Arte, Ciência e um Divã”, desenvolvido pela Cão Bravo Produções Artísticas, sob direção de André Grecco e Adriana Siqueira Lopes, em parte estarão disponíveis nesta exposição. Também haverá o lançamento dos livros “Bullying: quem são os alvos?” e “O primordial no homem moderno”.

Serviço:

Exposição “Bullying e o Primordial no Homem Moderno”

Dia: abertura em 7 de outubro, das 15h às 17h

Horário: terça-feira a sexta-feira, das 9h às 17h

Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC)

Av. Benjamin Constant, 1633 – Centro.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)

Festa da Cultura Nordestina acontece dias 8 e 9/10 em Itu

Itu, por Kleber Patricio

Nos dias 8 e 9 de outubro, das 15h até às 22h, acontecerá no Centro Esportivo e de Lazer Titi, no bairro Pirapitingui, a 2ª Festa Nordestina. O evento contará com comidas típicas, shows, área kids e diversas atrações para toda a família, com o objetivo de celebrar e valorizar a cultura Nordestina em Itu.

A festa tem como foco incentivar e fomentar a cultura nordestina, além de proporcionar um ambiente cultural familiar com diversas expressões artísticas diferentes – a música, por meio da dos shows típicos, a cultura afro, por meio da Capoeira, e apresentação de Curimba e culinária com comidas típicas nordestinas entre outras.

O dia 8 de outubro é considerado, por lei, o Dia do Nordestino, na cidade de Itu. A comemoração foi instituída por meio da Lei 1.364/2011. O motivo da homenagem ter sido criada em Itu é por ser a cidade onde vive um grande número de nordestinos de todo o Brasil, instalados principalmente na Região do Pirapitingui.

O Nordeste possui um grande valor histórico, social, político e, principalmente, cultural, para o Brasil. A região onde o país nasceu apresenta características herdadas do encontro das culturas portuguesa, negra e indígena. Os costumes, as crenças, os cultos religiosos, as artes, a literatura popular, as danças e os hábitos frutos dessa miscigenação geraram uma das culturas mais belas e ricas do país.

O Centro Esportivo e de Lazer Titi fica na Rodovia Waldomiro Corrêa de Camargo, 53 – Cidade Nova I, Itu – SP, ao lado da Subprefeitura do Pirapitingui.

Serviço:

2ª Festa da Cultura Nordestina de Itu

Data: 8 e 9 de outubro

Horário: 15h até às 22h – ambos os dias

Entrada: gratuita

Local: Centro Esportivo e de Lazer Titi – Rod. Waldomiro Corrêa de Camargo, 53 – Cidade Nova I, Itu – SP – ao lado da Subprefeitura do Pirapitingui.

Realização: Associação Amigos da Diversidade e Companhia de Folia de Reis Estrela do Oriente.

(Fonte: Pino Assessoria de Imprensa Cultural)

Instituto Terra resgata espécies de plantas nativas ameaçadas de extinção

Aimorés, por Kleber Patricio

Estudante do NERE (Nucleo de Estudos em Restauracao Ecossistemica) no viveiro de mudas do Instituto Terra. Foto: divulgação.

O Instituto Terra, por meio de seu laboratório de sementes e viveiro de mudas, trabalha neste ano com cerca de 100 espécies nativas da Mata Atlântica, que somam um total de 347 árvores diferentes da flora brasileira. Três dessas espécies estão em perigo de extinção: Pau-Brasil (árvore típica da Mata Atlântica), Peroba-Amarela (árvore símbolo do Instituto Terra) e Jequitibá-Rosa (recém listado como em perigo de extinção), espécies de grande valor e interesse comercial pela indústria madeireira e que foram resgatadas para plantio.

No mais recente plantio, entre o final de 2021 e o início de 2022, foram plantadas 163.765 mudas de árvores. No próximo período de chuva, que ocorre de novembro a fevereiro, o Instituto se prepara para plantar 220.000 árvores dentro de sua RPPN, sempre aumentando seu poder de transformação.

Ao longo de 2021, foram coletados e beneficiados mais de 351 kg de sementes de 97 diferentes espécies, sendo seis delas ainda não identificadas. Os tipos certos de plantas e frutos precisam estar bem adaptados ao clima quente e seco, que são as características da região onde fica o Instituto Terra. Depois de coletadas, as sementes são beneficiadas e passam por alguns testes no laboratório, como sementes por quilo, teor de umidade e teste de germinação. As espécies selecionadas são subdivididas em dois grupos funcionais que levam em conta características de crescimento e formação de copa. Após esta etapa, as sementes são disponibilizadas para o viveiro de mudas.

Como o sucesso das ações de reflorestamento está intimamente ligado à qualidade das sementes, o Instituto Terra criou um banco de árvores matrizes com fichas completas das árvores de sementes coletadas para georreferenciamento de árvores mães. Hoje estão mapeadas 347 árvores matrizes, de 99 espécies diferentes. “O software é utilizado no trabalho de campo; quando identifica uma matriz em potencial, o coletor preenche os dados daquele indivíduo, coloca características do local onde foi encontrado, marca o ponto no GPS e faz uma imagem dessa árvore no próprio aplicativo. Por meio dessas informações, podemos produzir um calendário de coleta, verificar a quantidade de matrizes que temos de determinada espécie e programar a coleta com antecedência”, explica Elisângela Ferreira da Silva, chefe do laboratório de sementes e do viveiro de mudas do Instituto Terra.

Com a adoção do banco de árvores matrizes, que direciona quais as melhores espécies a serem plantadas, houve mudanças nas técnicas de produção das mudas do viveiro. Foi introduzida uma nova rotina de adubação e irrigação para fornecer os nutrientes adequados em cada fase de desenvolvimento das plantas. No total, em 2021, foram produzidas 243 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no viveiro do Instituto Terra.

Em seus 24 anos de existência, o Instituto Terra contabiliza mais de 2,5 milhões de árvores plantadas em sua sede, a RPPN Fazenda Bulcão, em Aimorés, Minas Gerais, com a produção de 6,4 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica até hoje. As ações de reflorestamento em áreas degradadas de Mata Atlântica envolvem 2.100 hectares beneficiados pelo plantio de mudas nativas e pela proteção de nascentes e áreas de recarga hídrica no vale do Rio Doce.

Sobre o Instituto Terra | Fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado, a organização civil sem fins lucrativos surgiu quando o casal decidiu começar o trabalho de regeneração total da área da antiga fazenda de gado da família, que estava em estado de degradação ambiental. Mais de duas décadas depois, a organização tornou-se referência brasileira em restauração ecossistêmica. Com a fazenda recuperada, hoje abriga uma floresta rica em diversidade de espécies da Mata Atlântica, incluindo a restauração de nascentes locais. Mais de 240 espécies de animais, de todas as classes de fauna, voltaram a encontrar refúgio na floresta da RPPN Fazenda Bulcão, localizada em Aimorés, Minas Gerais.

Redes sociais:

Site: www.institutoterra.org

Facebook: www.facebook.com/InstitutoTerraOficial

Instagram: www.instagram.com/institutoterraoficial.

(Fonte: Lilian Rossetti Comunicação e Marketing)