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“Ubu Rei”, do grupo Os Geraldos, estreia no SESC Consolação

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: João TK.

“Ubu Rei”, de Alfred Jarry, nova produção de Os Geraldos, de Campinas (SP) entra em cartaz no Teatro Anchieta, no SESC Consolação, no dia 27 de janeiro de 2023. A nova parceria do grupo com o diretor Gabriel Villela segue em temporada até 12 de março, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Com tradução de Bárbara e Gregório Duvivier e adaptação do grupo e do diretor, a peça – um clássico do teatro ocidental, marco de ruptura e transgressão no século XIX – revela-se mais contemporânea do que nunca, ao fazer uma sátira do Brasil atual.

O espetáculo marca o segundo encontro do diretor Gabriel Villela com o grupo Os Geraldos. A primeira parceria resultou no espetáculo “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico”, de Claudia Barral, que tem circulado por importantes circuitos teatrais brasileiros.

Foto: Stephanie Lauria.

O teatro popular é o território que liga o grupo ao diretor, que, com uma estética vinculada às raízes culturais do Brasil profundo, trabalha na criação de pontes de sentido entre os clássicos e o contexto do espectador. “Ubu Rei” faz uma sátira do poder obtido por usurpação e exercido com tirania, ao apresentar Pai e Mãe Ubu, um casal entregue à barbárie que invade a Polônia e, assassinando o rei, assume o seu trono.

Considerado por dadaístas e surrealistas como precursor desses movimentos, assim como do teatro do absurdo e da performance, Jarry oferece o material dramático de que Villela e o grupo Os Geraldos precisam para responder, com beleza e humor ácido e inteligente, a este momento histórico de caretice, autoritarismo e vulgaridade, que exige ruptura, por meio do pensamento e da arte, como o fez historicamente essa peça.

Responsável pela produção do projeto, o grupo campineiro Os Geraldos, que completa 15 anos em 2023, contou com nomes relevantes do cenário nacional das artes cênicas, como o diretor Gabriel Villela, o assistente de direção Ivan Andrade, os preparadores vocais Babaya Morais e Everton Gennari, dentre mais de 30 pessoas, que estão diretamente envolvidas na produção do espetáculo, com 14 atores no elenco.

Sobre o espetáculo, Villela ressalta a vinculação direta com a situação sócio-político-cultural brasileira. “Nós criamos um delírio tropical, em que fazemos uma sátira afiada do nosso país, respondendo, com violência poética, à selvageria e à estupidez destes tempos”, declara o diretor.

Atualidade no palco

Foto: João TK.

Mesmo se tratando de um texto escrito no final do século XIX, o texto de “Ubu Rei” fala muito sobre os dias atuais. Para transpor a nova versão para a obra de Alfred Jarry (considerado o pai do teatro do absurdo), Os Geraldos e Gabriel Villela optaram por fazer uso da estética e da música para deixar ainda mais evidente o surrealismo da linguagem. A ideia é provocar no espectador uma sensação de vertigem, sair do prumo, balançar o extremismo posto em cena, fazer o espectador embarcar num delírio tropical, universal sobre os extremismos postos.

Entre as coisas que unem o grupo paulista e o diretor mineiro é o modo de usar a música para contar a história. São 18 canções (entre íntegras, versos, pedaços, melodias etc), interpretadas ao vivo pelos atores – com acompanhamento do maestro Everton Gennari, responsável pela direção musical (com Babaya Morais), ao piano. E uma inusitada homenagem à Miriam Batucada, com os artistas tocando caixa de fósforo.

São músicas do cancioneiro popular brasileiro e latino-americano – como Geraldo Vandré, Raul Seixas e Inezita Barroso, entre outros compositores. As canções são elementos da dramaturgia, servindo tanto como prólogo (protofonia musical) até para juntar cenas e atos, ou mesmo para levar as cenas para outro lugar.

Foto: Stephanie Lauria.

Se na primeira parceria entre os artistas (“Cordel do Amor sem Fim”) o lirismo estava em cena, com a estética romântica que remete às cores de uma tempestade – azul, vinho… -, em “Ubu Rei” é o deboche que está em cena. Para a versão desse clássico do absurdo, o cenário e os figurinos trazem muito brilho, cores quentes, quase uma estética de cabaret, numa referência ao programa do Chacrinha.

O figurino traz diversas referências, com elementos do Japão e da África, porém misturado com estilos que remetem ao brega, trajes de festa envelhecidos, datados, desatualizados, com cortes desiguais, que mostram a decadência daquela sociedade posta em cena.

Gabriel Villela – que tem contribuição também na Música Popular Brasileira, com a direção de shows de Maria Bethânia, Milton Nascimento, Elba Ramalho e Ivete Sangalo – já dirigiu mais de 50 espetáculos teatrais, trabalhando com artistas como Renata Sorrah, Laura Cardoso, Beatriz Segall, Walderez de Barros, Marcello Antony e Thiago Lacerda, entre outros grandes nomes das artes cênicas nacionais. Já recebeu Prêmios Molière, Sharp, Shell, Troféus Mambembe, Troféus APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Prêmios Apetesp (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo), Prêmios Panamco e Zilka Salaberry, além de dezenas de premiações internacionais, como no Festival Theater Der Welt in Dresden (Alemanha), Word State Festival, em Toronto (Canadá), “Globe to Globe” e no Shakespeare’s Globe Theatre (Londres, Inglaterra), dentre outros. Sua poética e produção artística estão registrados no livro “Imaginai! O teatro de Gabriel Villela”, de Dib Carneiro Neto e Rodrigo Audi, lançado em 2017 e vencedor, na categoria de livro de arte, do Prêmio Jabuti 2018.

Sobre o grupo

Foto: João TK.

Os Geraldos tem sede em Campinas (SP) desde 2008 e atua em três frentes de trabalho: Criação Artística, ao criar e manter em circulação seus espetáculos;  Projetos Formativos, ao oferecer cursos sobre a arte do ator e gestão cultural, a partir da prática do grupo e de pesquisas de mestrado e doutorado de seus integrantes; e Territórios Culturais, ao instituir espaços que possam sediar, para além das atividades do grupo, outros eventos artísticos, como ocorre em sua atual sede, o Teatro de Arte e Ofício (TAO), um dos mais importantes espaços culturais de Campinas.

O grupo já circulou por mais de 80 municípios, de três países e de dez estados brasileiros, e foi indicado ao Prêmio Governador do Estado de Territórios Culturais (2017), além de receber mais de 40 prêmios, em festivais nacionais e internacionais.

Ficha técnica

Direção, cenário e figurino: Gabriel Villela

Direção adjunta e iluminação: Ivan Andrade

Dramaturgia: Alfred Jarry

Tradução: Bárbara Duvivier e Gregório Duvivier

Adaptação dramatúrgica: Gabriel Villela e Os Geraldos

Arranjos Musicais – Everton Gennari

Direção musical e preparação vocal: Babaya Morais e Everton Gennari

Elenco: Carolina Delduque, Ciça de Carvalho, Douglas Novais, Everton Gennari, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Gabriel Sobreiro, Gileade Batista, Paula Mathenhauer Guerreiro, Patrícia Palaçon, Railan Andrade, Roberta Postale, Valéria Aguiar e Vinicius Santino

Assistência de figurino e adereços: Cristiana Cunha e Emme Toniolo

Costura: Ateliê de Dona Zilda Peres Villela

Fotografia: Stephanie Lauria

Visagismo: Claudinei Hidalgo

Maquiagem: Patrícia Barbosa

Design gráfico: Vanessa Cavalcanti

Assistência de produção: Bruna Paifer e Nicole Mesquita

Coordenação de produção: Tatiana Alves

Coordenação geral: Douglas Novais

Produção: Os Geraldos.

Serviço:

Ubu Rei

Temporada: de 27 de janeiro a 12 de março de 2023 – sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h.

Local: Teatro Anchieta – SESC Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo)

Ingressos: Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (Meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$12,00 (Credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes) – os ingressos estarão disponíveis para venda em sescsp.org.br a partir de 17/1 ou nas bilheterias do SESC São Paulo, a partir de 18/1.

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Lotação: 280 lugares

SESC Consolação

Rua Doutor Vila Nova, 245, São Paulo – SP

Metrô Higienópolis-Mackenzie

Informações: (11) 3234-3000

sescsp.org.br/consolacao

Facebook, Twitter e Instagram: /sescconsolacao

Horário de funcionamento

Terça a sexta, das 10h às 21h30

Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Companhia dos Solilóquios estreia novo projeto com temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rayssa Zago.

De 27 de janeiro a 4 de fevereiro de 2023, a Companhia dos Solilóquios estreia a temporada de circulação da “Mostra dos Solilóquios” com apresentações gratuitas de dois espetáculos diferentes de teatro jovem na Oficina Cultural Oswald de Andrade, que fica na Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo – SP. As ações fazem parte do projeto contemplado no edital ProAC Circulação.

Nos dias 27 e 28 de janeiro, sexta-feira às 20h e sábado às 18h, com entrada gratuita, o grupo apresenta o espetáculo “Café”. Classificado pelo crítico Dib Carneiro Neto como uma das três melhores peças teatrais para jovens de 2019, o espetáculo “Café” foi criado a partir de um poema escrito pelo dramaturgo Herácliton Caleb e retrata de forma sensível e poética a história de um romance que se transforma ao longo da vida.

Com direção e dramaturgia de Bruna Vilaça, atuações de Felipe Herculano e Weslley Nascimento, a peça adentra a vida de dois rapazes que vivenciam uma trajetória romântica permeada somente por assuntos sobre café. Conflitos, inseguranças, paixões, fantasias, um misto de sensações que permeiam a vida de uma pessoa desde o período da juventude até a fase adulta.

O espetáculo traz uma encenação que transpassa o convencional teatro realista, misturando artes plásticas, dança-teatro e musicalidades, facilitando a aproximação e a conexão entre a obra e o público.

E nos dias 3 e 4 de fevereiro, sexta-feira às 20h, sábado, às 18h, com entrada gratuita, o grupo apresenta “Doa-se um sofá verde menta”, um espetáculo que convida o público jovem a ser parte da cena e usa o bom humor como uma forma de superar os fins das relações, afirmando, através do riso, que as decadências amorosas são o elo que conectam os enamorados do mundo.

Com direção de Mayara Constantino e dramaturgia de Bruna Vilaça, o espetáculo “Doa-se um sofá verde menta” narra a história de três pessoas que, ao fim de seus relacionamentos, adentram um grande bazar de doações e percebem que foram descartadas assim como os objetos ali expostos. Ao sentirem que também foram passados adiante, esses seres transitam por memórias e narrativas de amores ditos eternos, porém não tão eternos assim.

Com o elenco formado por Bruna Vilaça, Felipe Herculano e Weslley Nascimento, o espetáculo abre no palco uma grande caixa de doações, que contém discursos e contações de amores cobertos por pó, nostalgia e sentimentalismo.

Foto: Vinicius Santos.

E, neste bazar onde as memórias são conectadas a objetos que provocam a saudade, o público é convidado a comprar as ideias ali expostas e a deixar no espaço tudo aquilo que deseja se desfazer, formando um grande amontoado de retalhos que transitam por um rancor divertido. Uma espécie de desabafo coletivo sobre tantas bagagens emocionais que circundam os fins dos relacionamentos amorosos.

Abrigando diversas histórias de amor e formas de amar, misturando os começos e os fins, dissecam-se nesta peça de teatro jovem, os meios contemporâneos de pensar o amor e a formas nostálgicas com as quais ele é exibido e desejado.

A temporada de circulação “Mostra Solilóquios” segue com apresentações em Osasco, Santo André, Ribeirão Preto e Barueri.

Mais informações em: www.facebook.com/ciadossoliloquios ou @ciadossoliloquios.

Serviço:

Estreia da temporada “Mostra Solilóquios” com Companhia dos Solilóquios

Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo – SP

Espetáculo “CAFÉ”

Quando: 27 e 28 de janeiro de 2023, sexta-feira às 20h e sábado às 18h

Sinopse: Dois rapazes se conhecem em uma cafeteria da avenida central e vivenciam uma trajetória amorosa, na qual suas fases são comparadas às de um café sendo feito. O espetáculo adentra cenas das personagens em diferentes momentos do amor e através de analogias sobre café conseguem expressar sentimentos e retratar um romance projetado para o futuro, mas perdido no tempo. Duração: 60 minutos.

Classificação: 14 anos – Grátis

Espetáculo “Doa-se um sofá verde menta”

Quando: 3 e 4 de fevereiro de 2023, sexta-feira às 20h, sábado, às 18h.

Sinopse: Três figuras enamoradas percorrem um grande bazar de doações. Estes três seres-amores descobrem-se seres-objetos ao se identificarem com cada um dos itens do local que, assim como eles, foram passados para frente. Enquanto percorrem ludicamente por brechós, cafeterias e festas de casamento, exploram, juntos e separados, a narrativa das dedicatórias que cravam no tempo amores eternos, não tão eternos assim.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 12 anos – grátis.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Luciana Gandelini)

Toquinho e João Bosco apresentam “Amigos e Canções” no Qualistage no dia 28 de janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: @Marcos Hermes/btcomunicacao.

Considerados os maiores expoentes do violão brasileiro, Toquinho e João Bosco têm um encontro marcado entre si e com o público carioca no dia 28 de janeiro, quando apresentam o show “Amigos e Canções”, com participação da cantora Camilla Faustino, no Qualistage, às 21h.

Antônio Pecci Filho, o Toquinho, nasceu em São Paulo, em 1946, e, entre muitos predicados, é o parceiro mais frequente do ‘poetinha’ Vinicius de Moraes, com quem compôs obras-primas da música brasileira como “Aquarela”, “Onde anda você?”, “Tarde em Itapuã”, “A tonga da mironga do kabuletê” e muitas outras. Com Jorge Ben Jor, ele compôs apenas “Que maravilha”. Aos 74 anos, Toquinho é um dos grandes nomes da música brasileira, com entenas de músicas gravadas, mantendo-se sempre ativo nos palcos e nos estúdios.

O mineiro João Bosco de Freitas Mussi também nasceu em 1946 (uma semana depois de Toquinho, aliás; João é do dia 13 de julho e o amigo, do dia 6), em Ponte Nova, e depois de passar pela faculdade de Engenharia em Ouro Preto, desembarcou no Rio com seu virtuoso violão para fazer História, com nomes como Clementina de Jesus e Aldir Blanc, numa parceria que rendeu clássicos como “O bêbado e a equilibrista”, “Atrás da porta”, “Dois pra lá, dois pra cá” e “O mestre-sala dos mares”.

A goiana Camilla Faustino é uma das promessas da nova MPB, que surpreendeu público e crítica com o disco “Bossa sempre nova” (2019), em que relê clássicos do gênero como “Corcovado”, “Samba de verão” e “Canto de Ossanha”. Ao lado dos mestres Toquinho e João Bosco, ela entregará uma noite memorável da mais sofisticada música brasileira aos cariocas no dia 28 de janeiro.

“Nossos repertórios são vastos, representados por muitos sucessos, transmitimos às pessoas o que elas gostam de ouvir porque vão ao show esperando por essas canções”, diz Toquinho. “Começamos a parceria de forma muito espontânea, mas acho que nos convidaram porque viram que tínhamos uma boa química. Tanto Toquinho quanto eu apreciamos muito esta oportunidade”, confirma João Bosco.

Toquinho e João Bosco

Data: 28/1/2023 – sábado

Local: Qualistage

Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

Horário: 21h – a casa abre 1h30 antes

Preços:

Mesa: a partir de R$140,00

Venda de ingressos: https://qualistage.com.br/eventim/82/toquinho-e-joao-bosco

Classificação etária: 18 anos – menores, somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais

Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas

Informações: https://qualistage.com.br/.

(Fonte: BT Com)

Deserto do Atacama para solteiros

Atacama, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Single Trips.

O Deserto do Atacama é um dos destinos mais desejados por quem gosta de aventura e quer ver belezas naturais. Muitos viajantes podem ficar receosos em fazer o roteiro se não tiverem companhia, mas existem opções que ajudam a resolver essa questão. De acordo com Renata Guedes, fundadora da Single Trips, agência de viagens especializada em solteiros, o Deserto do Atacama é um destino maravilhoso que pode ser feito em grupo através da agência. “Vale a pena que as pessoas sem companhia, às quais chamamos de single, saiam da zona de conforto e se permitam recarregar as energias em passeios inesquecíveis do roteiro”.

Renata conta que as paisagens na viagem são muito diferenciadas. “O deserto apresenta um contraste. De um lado, paisagem completamente seca, clima árido. Do outro, uma vista com bastante vegetação, devido ao lençol freático e ao vulcão que fica bem atrás. Já o Vale da Lua surpreende pelos cristais de sal que estão em toda a parte”, conta.

Um dos cartões postais do Deserto do Atacama é uma lagoa que fica repleta de flamingos, cujas águas têm de 3 a 4 vezes mais sal do que o mar, algo que não impede a habitação desses animais. É um ecossistema que merece ser visitado, de acordo com Renata.

Também é possível tirar fotos no Trópico de Capricórnio e visitar a Laguna Cejar. “Nessa Laguna dá para flutuar sem qualquer esforço devido à quantidade de sal, que é oito vezes maior que a do Mar Morto”, explica a fundadora da Single Trips.

Finalmente, outro passeio cuja paisagem faz parte de um roteiro perfeito para solteiros, solteiras e viajantes em geral é a Ojos del Salar, um pequeno oásis de águas doces e profundas. “É uma visita inesquecível, pois parece que você está em um lugar onde caiu um meteorito devido à forma dos buracos da terra”, descreve.

Para Renata, qualquer viajante deveria se permitir conhecer as belezas do Deserto do Atacama, tendo ou não companhia. “Uma viagem como essa leva à transformação interior. Na Single Trips, com esses viajantes reunidos, novas amizades são feitas, novos sentidos são encontrados e muitas vidas são transformadas”, conclui.

Sobre a Single Trips 

A empresa nasceu em 2015, com o propósito de “Não deixe de ser feliz por não ter companhia”. Cada novo roteiro elaborado pela equipe gera uma rica transformação na vida de cada participante, que se permite descobrir novos caminhos incríveis, juntamente com um grupo de pessoas divertidas e o melhor, sem preocupação com hospedagem, guia, passeios, alimentação, atrações e transporte, proporcionando uma experiência única. Para mais informações, acesse https://www.singletrips.com.br/ ou as redes sociais @singletrips.

Sobre Renata Guedes

A fundadora da agência Single Trips, quando terminou um relacionamento duradouro, sentiu-se totalmente sozinha, sem amizades, sem energia e com baixa autoestima. Percebeu que poderia fazer algo para as pessoas, que como ela, não tinham perspectiva para curtir a vida sozinha. Ela reagiu. Decidiu que não seria alguém que desistiria de viver um sonho por estar solteira e foi buscar em grupos de viagem a companhia que faltava. Depois do primeiro roteiro deste tipo, ela se descobriu e mergulhou fundo no mundo dos solteiros viajantes.

Fez várias viagens deste tipo. E um belo dia, quando a ideia de estar solteira já não a assustava mais, ela decidiu que precisava ajudar outras pessoas que estavam passando pela mesma situação que ela tinha passado. Trocou a fisioterapia pelo turismo e passou a ajudar as pessoas trazendo autoestima, segurança e companhia. Criou a Single Trips, uma agência de viagens especializada em roteiros para solteiros cujo objetivo é promover experiências compartilhadas e novas amizades.

(Fonte: Carolina Lara Comunicação)

Mais de um terço da floresta amazônica sofre com degradação causada por humanos, aponta estudo

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto tirada em 2015 de uma floresta em chamas em Belterra, na Amazônia brasileira. Crédito da foto: Adam Ronan/Rede amazônia Sustentável.

O processo de degradação da Amazônia é bem maior do que os cientistas acreditavam ser, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (26) na revista “Science” e assinado por 35 autores de instituições nacionais e internacionais, como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Universidade de Lancaster, do Reino Unido. O artigo aponta que cerca de 38% do que resta da área de floresta sofre com algum tipo de degradação, o que provoca tanto ou mais emissões de carbono quanto o desmatamento.

O trabalho é fruto do projeto AIMES (Analysis, Integration and Modelling of the Earth System), ligado à iniciativa internacional Future Earth, que reúne cientistas e pesquisadores que estudam a sustentabilidade. As conclusões resultam de uma revisão analítica de dados científicos baseados em imagens de satélite e dados do chão já publicados anteriormente sobre mudanças na região amazônica entre 2001 e 2018. Os autores definem o conceito de degradação como sendo mudanças transitórias ou de longo prazo nas condições da floresta causadas por humanos. A degradação difere do desmatamento na medida em que este envolve mudanças na cobertura do solo – ou seja, no desmatamento, a floresta deixa de ser floresta.

Foram considerados quatro fatores principais de degradação: fogo na floresta, efeito de borda (as mudanças que acontecem em áreas de floresta ao lado das áreas desmatadas), extração seletiva (como desmatamento ilegal) e secas extremas. Diferentes áreas de florestas podem ser atingidas por um ou mais desses fatores, que têm diferentes origens. “Apesar da incerteza sobre o efeito total desses distúrbios, está claro que o efeito total pode ser tão importante como o efeito de desmatamento para emissões de carbono e a perda de biodiversidade”, diz Jos Barlow, pesquisador da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, e coautor do estudo.

Além dos efeitos sobre o clima e das perdas de biodiversidade, os cientistas avaliam que a degradação da Amazônia tem impactos socioeconômicos significativos que devem ser investigados de forma mais profunda futuramente. “A degradação favorece poucos, mas leva fardos a muitos”, afirma David Lapola, pesquisador do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp e líder do estudo. “Poucas pessoas lucram com esse processo e muitas perdem em questões de saúde, de qualidade de vida, de se identificar com o lugar onde vivem”, completa Patricia Pinho, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e coautora do estudo.

Síntese dos processos de degradação explicados pelo estudo. Fonte: os autores.

Em uma projeção feita pela equipe para 2050, os quatro fatores de degradação continuarão sendo as principais fontes de emissão de carbono na atmosfera, independentemente do crescimento ou cessão do desmatamento da floresta. “Apesar de parecer óbvio, mesmo em um cenário otimista, quando não existe mais desmatamento, a degradação continua sendo fator de emissão de carbono, principalmente pelas mudanças climáticas”, diz Lapola. Para o cientista, impedir o avanço do desmatamento pode contribuir para que mais atenção seja direcionada a outros fatores de degradação da floresta.

Os autores do artigo propõem a criação de um sistema de monitoramento para a degradação, além de prevenção e coibição do corte ilegal de madeira e controle do uso do fogo. Uma das sugestões é o conceito de “smart forests” que, assim como na ideia de “smart cities” (cidades inteligentes), usaria diferentes tipos de tecnologias e de sensores para coletar dados úteis a fim de melhorar a qualidade do ambiente. “Ações e políticas públicas e privadas para coibir desmatamento não necessariamente vão resolver degradação também”, avalia Lapola. “É preciso apostar em estratégias inovadoras”, completa.

(Fonte: Agência Bori)