Projeto inédito feito com mulheres cis e trans une arte, sustentabilidade e economia circular para fortalecer a autonomia feminina


Cerquilho
O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, em Itu, recebeu entre os dias 5 e 7 de abril a reunião anual do Observatório do Clima (OC), rede que reúne entidades para discutir a mudança climática no Brasil.
Esta foi a maior reunião já realizada pela rede, que contou com a participação de 65 profissionais de 36 organizações.
Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, a participação de tantas organizações foi impressionante e reforça a percepção da rede de que coletivamente conseguimos fazer muito mais. “Além disso, a acolhida da SOS Mata Atlântica foi fantástica e nos ajudou a chegar à construção de um plano forte e importante para enfrentar os desafios que temos pela frente no país”, observa.
Durante os três dias de encontro, as diversas reuniões realizadas abordaram os caminhos para a agenda de clima em um país em crise, soluções para o fortalecimento da rede e o planejamento estratégico do OC para o ano de 2016, entre outros.
Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, destaca que o OC completou 14 anos de atuação com grandes contribuições sobre o tema: “A rede tem promovido diálogos e gerado conteúdos para subsidiar as políticas para mitigação e adaptação do Brasil em relação às mudanças climáticas, como é o caso do SEEG – Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa. É um orgulho fazer parte e um prazer enorme receber importantes organizações na nossa casa. Uma oportunidade de aprender com as principais lideranças da causa ambiental do país”, conclui.
Além da Fundação SOS Mata Atlântica e do OC, participaram do encontro representantes das organizações A Árvore (Global Call for Climate Action), Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros (Aprec), Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Fundação Avina, Conservação Internacional (CI-Brasil), Engajamundo, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Gestão de Interesse Público (GIP), Greenpeace Brasil, GSCC Brasil, Iclei, Instituto Centro de Vida (ICB), Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Imazon, Iniciativa Verde, Instituto de Energia e Meio Ambiente, Instituto Ecológica Palmas, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Socioambiental (ISA), Mater Natura, Projeto Hospitais Saudáveis, Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), SOS Amazônia, SOS Pantanal, Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), World Resources Institute (WRI Brasil) e WWF-Brasil.
Fonte: SOS Mata Atlântica.
O historiador da arte Jorge Coli é destaque da primeira edição do projeto “Troque Cultura”, da Q Galeria. Livros arrecadados pela palestra serão destinados a entidades filantrópicas. Foto: divulgação.
A Q Galeria e Escritório de Arte, que surgiu da reformulação do conceito oferecido há 20 anos pela Quadrante Galeria, inaugura oficialmente, nesta quinta (14), seu novo espaço no Cambuí, anexo ao antigo prédio. A partir das 19h, a Q lança também seu primeiro projeto cultural, o Troque Cultura, que oferece palestras abertas ao público com grandes nomes da arte no Brasil em troca de livros em bom estado. O primeiro encontro, intitulado O que é arte, será com o historiador da arte Jorge Coli, que é professor titular da Unicamp, autor de livros como O que é arte e O corpo da liberdade e colunista do jornal Folha de S. Paulo. As inscrições devem ser feitas pelo site e os livros devem ser entregues na entrada do evento.
De acordo com a historiadora da arte e curadora da Q, Patrícia Freitas, eventos como este marcam a nova proposta da galeria. “Além de oferecer consultoria especializada em obras de arte, queremos nos posicionar como fomentadores culturais da cidade. Teremos exposições, encontros e cursos de arte e cultura regularmente neste novo espaço, que ganhou um ar mais moderno e arrojado”, explica Patrícia. Os interessados podem doar um livro usado de arte, literatura ou cultura, por exemplo. A proposta é que o público troque seu conhecimento e patrimônio cultural – na forma de um livro – por uma palestra proferida por pessoas interessantes, especialistas e artistas, sempre sobre temas ligados à arte e à cultura. “O Troque Cultura é nosso xodó, nossa contribuição para que a cultura chegue onde ela nem sempre consegue chegar. Acredito que todos queremos que a cidade ‘troque de ares’, que troque cultura”, acrescenta Patrícia. Os livros coletados serão destinados a entidades filantrópicas numa segunda etapa do projeto.
Ainda segundo a curadora da Q, este é o momento ideal para quem quer apostar no segmento. “A arte brasileira nunca esteve tão valorizada no mercado internacional e nacional, e com um valor tão acessível”. A especialista afirma que é possível comprar obras de grandes artistas renomados com ótimos descontos, ou ainda apostar em artistas em começo de carreira e garantir um belo patrimônio. Em tempos de retração dos investimentos mais conservadores, comprar obras de arte pode ser uma maneira prática de manter o capital aquecido.
A segunda edição da pesquisa setorial do Projeto Latitude – Platform for Brazilian art Galleries Abroad, parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABCT) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), revelou que 71,5 % do volume de negócios no mercado de arte são fomentados por colecionadores privados.
O mercado mundial de arte cresceu muito nos últimos anos e gira em torno de 40 bilhões de dólares. As vendas em leilões, que são públicas e registradas, abrangem um terço do total. O Brasil está com aproximadamente apenas 1% do mercado mundial, com vendas em leilões, galerias e negociações particulares. Entretanto, enquanto no ano passado o mercado de arte em termos mundiais cresceu 7%, no Brasil, esse crescimento foi de 21%, segundo o mesmo estudo, o que mostra que o País tem um espaço muito grande para crescer.
O mercado da arte também tem acompanhado um grande crescimento como forma de investimento. “Hoje temos muita procura de obras de artistas emergentes. É um tipo de aposta. Muitas dessas pessoas aplicam na bolsa e compram arte como uma forma de diversificar o investimento. Depois de adquirida, aguardam um certo tempo para vender. É uma forma de formar um patrimônio e, ao mesmo tempo, conviver com uma coleção de arte, que é algo bastante agradável”, finaliza a historiadora e curadora.
De Quadrante para Q
Embora a Q Galeria esteja abrindo suas portas para o público de Campinas agora, sua história começa muito antes, com a Quadrante Galeria, que por mais de 20 anos funcionou sob a liderança da galerista Lucila Vieira, que já vinha se dedicando à carreira de marchande e gerenciadora de artistas. No início deste ano, a curadora se uniu a dois outros profissionais e criou a Q Galeria. No time da Q, além da historiadora da arte e curadora Patrícia Freitas, está também o produtor cultural Newton Gmurczyk. “A ideia surgiu pela vontade de ‘sacudir’ um mercado um tanto apático e encontrar um novo modo de se relacionar com as artes”, afirma Lucila. Para isso, a Q aposta no serviço de consultoria especializada e na promoção de um espaço de incentivo à cultura. Patrícia destaca a importância deste diferencial da galeria: “O papel da Q é acompanhar cada cliente, desde seus primeiros passos em direção à aquisição de obras de arte, até a consolidação de uma coleção. Mesmo que a pessoa não esteja pensando ainda em investir em arte, é nosso dever como profissionais desta área desmistificar a ideia de que arte é um luxo, apenas acessível para poucos e apresentar as melhores opções para cada cliente”, avalia.
A curadora explica que muitas pessoas têm dúvidas na hora de comprar uma obra de arte e em geral não sabem bem como começar uma coleção ou mesmo adquirir uma peça que traduza seu gosto. Para isso, segundo Patrícia, a ajuda de um especialista é fundamental e deve se estender desde as primeiras conversas até a manutenção da obra ao longo dos anos. “O curador é alguém que deve respeitar o seu gosto e ajudá-lo a extrair o melhor dele, dentro das suas condições. Não é necessário ser o Bill Gates para ter uma coleção, é apenas preciso saber qual o melhor caminho neste processo. Antes de tudo, a obra precisa falar ao seu coração e você pode aumentar o seu patrimônio aos poucos. Essa é a parte mais gostosa, é quase um exercício de autoconhecimento”, explica.
Serviço
Projeto Troque Cultura na Q Galeria
Palestra O que é Arte, com Jorge Coli
Quando: 14 de abril – 19h às 21h
Entrada: doação de um livro (exceto livros didáticos e/ou técnicos, com conteúdo religioso ou político, eróticos ou pornográficos, com conteúdo ofensivo em geral ou em língua estrangeira);
Vagas limitadas – inscrição pelo site www.qgaleria.com.br.
Onde: Q Galeria e Escritório de Arte – Rua Américo Brasiliense, 163, Cambuí, Campinas
Telefone: (19) 3251-2288
Aberta à visitação pública e gratuita de segunda a sexta, das 9h às 18h e, aos sábados, das 9h às 13h.
Luis Lobot faz uma breve história do graffiti, expressão que já tomou conta de todas as metrópoles mundiais.
No próximo sábado, 16 de abril, a Fundação Ema Klabin promove uma série de eventos culturais. Às 11h, em parceria com a Unifesp, acontece a palestra Bárbaros e modernos: vanguardas latino-americanas e a questão do “primitivo”. O objetivo da palestra, ministrada pela professora e escritora Leticia Squeff, é explorar como artistas comprometidos com projetos de modernidade lidaram com temas e motivos que alguns chamariam, na época, de selvagens, como as heranças indígenas e africanas.
Às 14h, quem gosta de graffiti não pode perder o programa Arte Papo que traz o artista plástico Luis Alexandre Lobot para contar uma breve história desta forma de expressão artística e fazer uma análise de seu trabalho. No mesmo horário, ainda há a opção do visitante realizar uma visita temática à casa-museu.
Música romântica
Para fechar a tarde, às 16h30, no jardim, projetado por Burle Marx, o visitante pode prestigiar o grupo Jovens Cantores da USP. O concerto faz parte da temporada Música Ocidental – Um Panorama, tema da Série Tardes Musicais.
Serviço:
Palestra Bárbaros e modernos: vanguardas latino-americanas e a questão do “primitivo” – 30 vagas – Horário: 11h – Inscrições e/ou mais informações pelo e-mail: cursos@emaklabin.org.br ou pelo telefone (11) 3897-3232
Arte Papo: Luis Alexandre Lobot faz uma breve história do graffiti – 30 vagas – Horário: 14h – sobre o artista: http://a7ma.art.br/artists/luis-alexandre-lobot/
Visita Temática: Trânsito de objetos – Uma breve história dos objetos de museu – Horário: 14h
Programa Tardes Musicais – Concerto O canto na era romântica com grupo Jovens Cantores da USP – 180 lugares – Horário: 16h30
Data: 16 de abril – sábado
Entrada franca – Livre
Fundação Ema Klabin: Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo/SP
Telefone (11) 3897-3232
O público leitor e fã de quadrinhos nacionais tem mais um motivo para se orgulhar: trata-se da história em quadrinhos no estilo mangá (os quadrinhos tradicionais japoneses) The Weight Of Water (O Peso da Água, em português), que entrou em pré-venda por meio do site de financiamento coletivo Catarse (www.catarse.me) até o dia 28 de maio.
Em apenas um volume é contada a história da sereia Seele, filha de Netuno, deus dos mares. Enquanto passa seus dias nadando em águas turvas e densas, Seele contempla a lua, considerando sua vida um tanto monótona. Mas sua vida está prestes a mudar quando ela recebe a visita inesperada da Bruxa do Mar que pede a ela que se lembre de seu passado, onde estão as respostas para o seu destino. Será que tudo o que Seele sempre acreditou não passou de uma ilusão? A resposta talvez seja mais profunda do que as águas onde habita a sereia.
The Weight Of Water foi totalmente ilustrado pela artista e professora Gisela Pizzatto, que trabalha com mangá há mais de 15 anos. Já publicou na Itália e no Brasil e em 2013 ganhou o prêmio de melhor livro em língua irlandesa para jovens com a graphic novel Grainné Mháol. A editoração, reticulação, letreiramento e pós produção são feitos pelo Studio Magenta, uma iniciativa da Ânima Academia de Arte (escola de arte de Campinas/ SP da qual Gisela faz parte) para unir artistas, professores e alunos com o objetivo de desenvolver ilustrações e quadrinhos autorais e comerciais. O Peso da Água será impresso no formato 17 x 23,5 cm, leitura ocidental e 36 páginas em preto e branco com acabamento em retícula, como o estilo mangá pede. O quadrinho visa contar uma boa história de fantasia sobre como as pessoas lidam com seus desejos e escolhas.
O nome The Weight of Water foi mantido em inglês, tanto para manter outra característica dos quadrinhos japoneses quanto a divulgação aos fãs no exterior e, para tanto, o projeto no Catarse terá versões do quadrinho em inglês e também em italiano.
O projeto também dispõe de “recompensas” para aqueles que apoiarem o financiamento com um valor acima do usado para pagar apenas a produção do Mangá: serão disponibilizados marcadores de páginas, pôsteres em tamanhos A4 e A3, esboços e artes originais em preto e branco ou coloridas com a temática do mangá produzidos pela artista Gisela Pizzatto.
A previsão de entrega do quadrinho é agosto de 2016, mas é importante que o financiamento seja bem-sucedido até o final de maio para viabilizar o projeto. O quadrinho está pronto, faltando apenas a parte gráfica e parte das recompensas serem produzidas.
Como financiar?
Quem não conhece a plataforma de financiamento coletivo Catarse deve seguir essas instruções:
Para mais informações e contribuição, acesse www.catarse.me/opesodaagua.
Já estão abertas as inscrições para o 9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho. O prazo para participação vai até o dia 30 de agosto e as Olimpíadas foram o tema escolhido para a elaboração dos desenhos este ano.
Podem participar do concurso crianças e jovens de todo o país, com idade entre 9 e 14 anos. Os participantes devem fazer um desenho em papel ofício e enviar para o Casarão Pau Preto:
9º Concurso Cultural da Turma do Gabi
Rua Pedro Gonçalves, 477, Jardim Pau Preto – CEP 13330-210, Indaiatuba/SP.
O prêmio para os três melhores trabalhos será um tablet e as três menções receberão kits de revistas e livros da Turma do Gabi e da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. A exposição com os trabalhos selecionados será durante o mês de outubro no Museu do Casarão Pau Preto.
A iniciativa é do Estúdio EMT (Moacir Torres), Fundação Pró-Memória e Prefeitura Municipal de Indaiatuba.
Confira o regulamento no site www.turmadogabi.com.br.
Para obter mais informações, entre em contato pelos telefones (19) 3875-8383 – 3834-6319.