
Espetáculo é uma jornada pelo mundo da imaginação, onde música, teatro, ópera e improvisação se fundem para criar uma experiência encantadora com foco no público infanto-juvenil. Fotos: Bianca Tatamiya.
No mês das crianças, o Theatro São Pedro apresenta nova edição do concerto didático Brincando em Cena, que promete cativar tanto os jovens quanto os adultos. As apresentações serão realizadas nos dias 11, 12, 17 e 18 de outubro às 11h, com ambientes divertidos marcados por árias famosas de óperas cantadas em português, combinadas com jogos musicais e de cena. Os ingressos custam de R$ 6 (meia-entrada) a R$ 12 (inteira).
Durante o espetáculo, o público terá um papel ativo ao escolher, por meio de um jogo de aleatoriedade, quais obras serão executadas naquele dia. Em seguida, os cantores, também de forma aleatória, decidirão os cenários nos quais essas obras serão encenadas. Felipe Venâncio assina a direção cênica e Emiliano Patarra a direção musical, à frente da Orquestra do Theatro São Pedro.
Segundo o diretor cênico Felipe Venâncio, o projeto Brincando em Cena compreende uma ousada inovação no campo da ópera, em que a tradição se encontra com a aleatoriedade e a improvisação. “Buscamos transformar cada performance em uma experiência única, valorizando a interação lúdica entre os artistas e o público. A proposta desafia os limites convencionais da ópera ao inserir cenários improváveis e contextos inesperados, permitindo uma nova leitura das obras clássicas”, explica.
O elenco traz a soprano Raquel Paulin, a mezzo-soprano Juliana Taino, o tenor Geilson Santos e o barítono Julián Lisnichuk, com apresentação de Danuza Novaes. No repertório, obras operísticas que marcaram época, assinadas por Georges Bizet, Giacomo Puccini, Jacques Offenbach, Gioachino Rossini, Gaetano Donizetti, Mozart, entre outros.
SERVIÇO:
Concertos Didáticos Theatro São Pedro
Brincando em Cena
Orquestra do Theatro São Pedro
Emiliano Patarra, direção musical
Felipe Venâncio, direção cênica
Kuka Batista, iluminação
Raquel Paulin, soprano
Juliana Taino, mezzo-soprano
Geilson Santos, tenor
Julián Lisnichuk, barítono
Danuza Novaes, apresentadora
GEORGES BIZET (1838-1875)
Carmen: Abertura
GIACOMO PUCCINI (1858-1924)
Gianni Schicchi: “O Mio Babbino Caro”
JACQUES OFFENBACH (1819-1880)
Les Contes d’Hoffmann: “Les oiseaux dans la charmille” (Ária da Boneca)
GIOACHINO ROSSINI (1792-1868)
Il Barbiere di Siviglia: ” Largo al factotum della città” – Cavatina de Figaro
GEORGES BIZET (1838-1875)
Carmen: “Habanera”
GAETANO DONIZETTI (1797-1848)
L’elisir d’amore: “Quanto è bella quanto è cara”
WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756-1791)
A Flauta Mágica: “Papageno! Papagena!”
LÉO DELIBES (1836-1891)
Lakmé: “Dôme épais le jasmin” – (Dueto das Flores)
GAETANO DONIZETTI (1797-1848)
L’elisir d’amore: “Voglio dire”
HENRIQUE ALVES DE MESQUITA (1830-1906)
A Noite no Castelo: “Vous que c’fripon d’amour engage”
[Edição: Vitor Cassemiro Leite]
CARL MARIA VON WEBER (1786-1826)
Oberon: Ato II, N.10 “Quarteto”
Récitas: 11, 12, 17 e 18 de outubro, às 11h, Theatro São Pedro
Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 6 (meia-entrada) e R$ 12 (inteira) aqui.
Theatro São Pedro
Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.
(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)