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Teatro da Vertigem faz nova temporada de “Agropeça” em São Paulo, no Espaço Cultural Elza Soares, o Galpão do MST

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cena de Agropeça. Fotos: Lígia Jardim.

O Teatro da Vertigem volta em cartaz com o espetáculo “Agropeça”, criação do grupo paulistano que investiga o Brasil a partir de experiências cênicas imersivas e da ocupação de espaços não convencionais. Com concepção e direção de Antonio Araújo, texto final de Marcelino Freire e codireção de Eliana Monteiro, o espetáculo faz novas apresentações de 27 de fevereiro a 29 de março de 2026 no Espaço Cultural Elza Soares (Alameda Eduardo Prado, 474, São Paulo, SP), conhecido como Galpão do MST. Os ingressos, com preços populares, variam de R$20 a R$40 e já estão à venda pelo Sympla.

Diferente de trabalhos anteriores do Vertigem — realizados em igrejas, hospitais, presídios desativados e até no Rio Tietê —, Agropeça, em sua cenografia, toma todo o ambiente e o converte em uma arena, reforçando a ideia de disputa política, simbólica e social. A experiência imersiva, marca do grupo, permanece como eixo estruturante da encenação.

O mais recente trabalho do grupo lança um olhar crítico sobre o universo rural e a influência do agronegócio na sociedade brasileira contemporânea, tomando o rodeio como linguagem cênica. Para isso, aciona personagens centrais do imaginário brasileiro — Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa e o Marquês de Rabicó — criações de Monteiro Lobato, que surgem como eixo simbólico e narrativo da obra, em uma releitura livre e provocadora de O Sítio do Picapau Amarelo.

Dividido em três blocos narrados por Pedrinho, Tia Nastácia e Emília, o espetáculo constrói uma amálgama entre episódios recentes da realidade política brasileira, o imaginário rural e a herança cultural do Sítio. O rodeio — pesquisado extensivamente durante o processo criativo — surge como metáfora de um país que insiste em atualizar estruturas de exploração herdadas do passado.

O elenco reúne Andreas Mendes, James Turpin, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva, Lola Fanucchi, Victor Salomão e Vinicius Meloni. A cenografia é assinada por Eliana Monteiro e William Zarella Junior, com iluminação de Guilherme Bonfanti, figurinos de Awa Guimarães e direção musical de Dan Maia.

Agropeça integra as comemorações dos 30 anos do Teatro da Vertigem e reafirma a trajetória do grupo na criação de obras que tensionam memória, espaço urbano e identidade brasileira, convidando o público a refletir sobre os rumos políticos e simbólicos do país.

Sinopse

Em uma arena que ora é rodeio, ora é o centro de um sítio, personagens se enfrentam à mesa de jantar ou diante de um touro bravio, tentando decifrar um país que “rumina” e “agoniza” em busca do próprio destino. Não se sabe se o que se vê é o retrato de um Brasil cruel e conservador ou uma antiga fábula infantil que ajudou a moldar o imaginário nacional.

FICHA TÉCNICA

Agropeça | Uma criação do Teatro da Vertigem

Texto: Marcelino Freire

Concepção e Direção Geral: Antonio Araújo

Codireção: Eliana Monteiro

Coordenação Tecnica e Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti

Performers: Andreas Mendes, James Turpin, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva, Lola Fanucchi, Victor Salomão e Vinicius Meloni

Artistas Colaboradores: Nicolas Gonzalez (1ª e 2ª Fase), Lee Taylor (1ª Fase)

Dramaturgismo: Bruna Menezes

Assistente de Dramaturgismo: João Crepschi

Conceito do Espaço: Antonio Araújo

Cenografia: Eliana Monteiro e William Zarella Junior

Sound Designer Associados: Randal Juliano, Guilherme Ramos e Kleber Marques

Figurino: Awa Guimarães

Visagismo: Tiça Camargo

Direção Musical e Trilha Original: Dan Maia

Direção vocal: Lucia Gayotto

Videografismo: Vic von Poser

Preparação corporal: Castilho e Ricardo Januário

Preparação Corporal (1ª Fase): Fabrício Licursi

Direção de movimento: Castilho

Assistente de Direção e Direção de Palco: Gabriel Jenó

Assistentes de Iluminação e Programação: Francisco Turbiani

Músicos: Dan Maia e Ricardo Saldaña

Operação de luz: Felipe Bonfante

Operador de Áudio: Fernando Sampaio

Operadoras de Projeção: Gabriel Theodoro

Operadores de Câmera: André Voulgaris

Operadores de Canhão Seguidor: Igor Beltrão e Giovanni Matarazzo

Montagem de Luz: Felipe Bonfante, Igor Beltrão, Raphael Mota, Danilo Punk, Jhones Pereira, Tarsis Braga (Cabelo) e Lucas da Silva

Contrarregras: Ayra Flores, Flávio Rodrigues e João Portela

Cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque

Montagem, Pintura e Tratamento de Cenografia: Elástica SP Cenografia

Costureiras: Francisca Rodrigues e Cleonice Barros Correa

Aulas de Laço: Gui Sampaio

Crânios de Boi: Vinicius Fragata

Tradutor Yorubá: Mariana de Òsùmàrè

Estagiária de Direção: Julie Douet Zingano

Fotos: Lígia Jardim

Documentarista: Padu Palmerio

Designer Gráfico: Guilherme Luigi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Estagiário de Produção: Bento Carolina

Produção: Corpo Rastreado – Leo Devitto e Gabi Gonçalves.

SERVIÇO:

Agropeça | uma criação do Teatro da Vertigem

De: 27/02 a 29/03/2026

Sextas e sábados às 20h e domingos às 18h

Classificação: 16 anos | Duração: 90 minutos

Espaço Cultural Elza Soares (Alameda Eduardo Prado, 474, São Paulo, SP)

Ingressos: R$ 40/ R$ 20 (meia) – Via Sympla.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)