
Na mostra, arte e ciência se entrelaçam para apresentar a riqueza sonora das abelhas nativas do Brasil. Foto: João Machado.
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) inaugura, a partir de 26/7, durante a FLIP 2025, a mostra “Territórios do Zumbido”, sobre a bioacústica das abelhas nativas, do artista e meliponicultor João Machado, em que arte e ciência se entrelaçam para apresentar a riqueza sonora das abelhas nativas do Brasil. A mostra apresenta a pesquisa do artista, com curadoria de Arasy Benítez, e ocupa o interior do museu com obras sonoras e audiovisuais centradas na biofonia das abelhas sem ferrão — um patrimônio natural que compõe a paisagem sonora dos ecossistemas brasileiros. No jardim, duas obras ampliam a experiência de arte e ecologia: entre elas, a escultura viva “Arquitetura para Abelha Jataí III” que abriga uma colmeia de abelha jataí e que será incorporada ao acervo permanente do museu.
A abertura da exposição, no dia 26 de julho de 2025 (sábado), a partir das 11h, contará com a apresentação da performance sonora “Zumbido”, idealizada por João Machado em colaboração com os músicos Daniel Magnani e Rodrigo Netto. A obra transforma os sons dos enxames em música experimental ao vivo, por meio de improvisações com mesa de mixagem e manipulação eletrônica. Em seguida, acontece uma roda de conversa entre público, artistas e a curadora.
Como parte da programação pública, o artista também conduz as “Derivas de mapeamento de abelhas nativas” nos arredores do museu — caminhadas coletivas voltadas à localização, identificação e observação sensível dessas espécies no espaço urbano. Já no dia 01 de agosto de 2025 (sexta-feira), a partir das 10h, será realizada uma intervenção de arte e meliponicultura, com a transferência de um enxame de abelha jataí de uma caixa racional para uma escultura cerâmica — gesto que reafirma o vínculo entre prática artística e cuidado com a biodiversidade, afinal, cuidar de abelhas nativas representa o cuidado coletivo do meio ambiente.
Sobre o artista
João Machado é artista visual, cineasta e meliponicultor, nascido no Rio de Janeiro em 1977. Formado em Belas Artes em Cinema pela Art Center College of Design (EUA), vive desde 2013 em Bocaina de Minas, onde iniciou uma intensa pesquisa com abelhas nativas sem ferrão. Seu projeto Geoprópolis reúne instalações, vídeos, oficinas e ações educativas que conectam arte, ciência e ecologia. Suas obras já foram apresentadas em espaços como o Complexo Cultural Funarte (SP), Casa de Cultura do Parque, Instituto Plantarum e Sesc Bom Retiro. É cofundador do espaço cultural Mandaçaia Projetos, onde desenvolve atividades gratuitas voltadas para arte, meio ambiente e formação de público em âmbito rural.
Sua prática rejeita a dicotomia entre natureza e cultura, propondo vínculos sensíveis entre humanos e não humanos. https://www.joaomachado.art
Serviço:
Exposição Territórios do Zumbido
Artista: João Machado
Curadoria: Arasy Benítez
Local: Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty – Paraty, RJ. Endereço:
Av. Orlando Carpinelli, 440 – Pontal, Paraty – RJ, 23970-000
Telefone: (24) 98142-0081
Site: https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/museu-forte-defensor-perpetuo
Período de visitação: 26 de julho a 8 de dezembro de 2025
Visitação: Quarta a sexta, das 10h às 17h; sábado e domingo, das 10h às 14h
Entrada gratuita – Classificação Livre
Programação:
Performance sonora Zumbido – Abertura
26/7 (sábado), de 11h às 11h30
Abertura da exposição com apresentação da performance Zumbido, idealizada por João Machado em colaboração com os músicos Daniel Magnani e Rodrigo Netto. A obra transforma os sons captados de colmeias de abelhas nativas em música experimental ao vivo, por meio de improvisações com mesa de mixagem.
Roda de conversa com os artistas e a curadora
26/7 (sábado), de 11h30 às 13h
Após a performance, o público é convidado a participar de uma conversa com o artista João Machado, os músicos envolvidos na criação de Zumbido e a curadora Arasy Benítez. Um momento de troca sobre arte, natureza e escuta como prática estética e política.
Derivas de mapeamento de abelhas nativas
27/7 (domingo), de 10h às 11h30 | 30/7 (quarta-feira), de 10h às 11h30
31/7 (quinta-feira), de 10h às 11h30 | 2/8 (sábado), de 10h às 11h30 Caminhadas coletivas conduzidas por João Machado nos arredores do Museu do Forte. A atividade propõe a localização e identificação das abelhas nativas urbanas, estimulando a observação atenta, o reconhecimento das espécies e o cuidado com a biodiversidade.
Intervenção arte e meliponicultura – Transferência do enxame de abelhas à escultura
1/8 (sexta-feira), de 10h às 11h30
Ação pública em que o artista transfere um enxame de abelha jataí, desde uma caixa racional até uma escultura cerâmica no jardim do museu. Um gesto simbólico e ecológico que une prática artística e cuidado interespécies, transformando a escultura em morada viva.
Redes sociais
João Machado @joaomachadoarte
Arasy Benítez @_arasybenitez
Daniel Magnani @daniel.audio
Rodrigo Netto @r.netto_
Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty @fortedefensorperpetuo.
(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)
