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MAC Sorocaba apresenta exposição coletiva “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”

Sorocaba, por Kleber Patricio

Ferreira Gullar, S_T, 2009 Gravura, Serigrafia T00544.

O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba abre no dia 14 de março, sábado, às 10h30, a exposição coletiva “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”, com curadoria de Ana Carolina Ralston. A mostra reúne mais de 50 obras de 33 artistas, entre produções que fazem parte do acervo do museu e outras de artistas convidados, articulando diferentes gerações e procedimentos em torno de uma questão central: como pensar o amor como forma de habitar.

O título parte de um verso da escritora Mar Becker e desloca a ideia de casa do campo arquitetônico para o campo das relações. Casa deixa de ser apenas estrutura física e passa a ser entendida como construção afetiva e política. Amar, nesse contexto é criação de um espaço comum que implica risco e responsabilidade.

Claudia Andujar, 1974, Yanomami, fotografia impressa sobre papel, 37,5 x 48,5 cm – T501.

A exposição reúne pinturas, gravuras, esculturas e instalações que investigam o sentimento como território compartilhado. O gesto curatorial aproxima obras do acervo de produções recentes, estabelecendo um diálogo entre diferentes momentos da arte brasileira. Ao fazê-lo, também atualiza a coleção do museu e amplia sua inserção no debate contemporâneo.

Entre os artistas do acervo estão Claudia Andujar, Ferreira Gullar, J. Borges, Luiz Zerbini, Maria Bonomi, Tulio Pinto e Vânia Mignone, entre outros nomes que integram a coleção.

Entre os convidados estão Antonio Henrique Amaral, Barrão, Brisa Noronha, Eduardo Berliner, Felipe Rezende, Guerreiro do Divino Amor, Julia Gallo, Nino Cais, Paulo Bruscky, Regina Parra e Thix, ao lado de outros artistas cuja produção atravessa questões de pertencimento e convivência.

J. Borges – Cavalo Marinho – serigrafia em papel craft 27 x 36,5 cm T459.

“Pensar a casa como metáfora do amor é reconhecer que habitar nunca foi apenas ocupar um espaço, mas sustentar vínculos. Esta exposição parte da ideia de que a casa é construída na relação, no cuidado e na partilha da vulnerabilidade. Amar não nos protege do desabrigo; ao contrário, nos expõe a ele. Ainda assim, é nesse risco que se funda a possibilidade de um lugar comum”, pontua a curadora Ana Carolina Ralston.

Artistas do acervo: Arthur Piza, Claudia Andujar, Estela Sokol, Fabíola Chiminazzo, Ferreira Gullar, Francisco Klinger, J. Borges, Katia Canton, Laura M. Mattos, Luiz Zerbini, Maria Bonomi, Siron Franco, Túlio Pinto, Vânia Mignone e Vania Toledo.

Artistas convidados: Antonio Henrique Amaral, Barrão, Brisa Noronha, Claudio Duarte ISE, Eduardo Berliner, Felipe Rezende, Gabriela Giroletti, Guerreiro do Divino Amor, Heloisa Hariadne, Ivan Grilo, José Carlos Martinat, João Cazzaniga, José Spaniol, Julia Gallo, Nino Cais, Paulo Bruscky, Regina Parra, Selva de Carvalho e Thix.

Serviço:

Exposição “que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”

Curadoria: Ana Carolina Ralston

Abertura: 14 de março, às 10h30

Período: 15 de março a 15 de maio de 2026

Local: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – MACS

Endereço: Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro, Sorocaba

Visitação: terça a sexta, 10h às 17h | sábados, domingos e feriados, 10h às 15h

Realização: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba

Apoio: Secretaria de Cultura de Sorocaba, Dan Galeria

Patrocínio: Laranjinha Itaú, Itaú, White Martins, Sorocaba Refrescos, Ibram, Ministério da Cultura.

(Com Uiara Costa de Andrade/Agência Catu)