A programação do mês de agosto conta com espetáculo de comédia Céu da Língua, de Gregório Duvivier, a FLIPEI, festa literária na Praça das Artes, e o Balé da Cidade de São Paulo com remontagens de Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun. Além disso, o mês segue com muita música a partir das apresentações do Coral Paulistano, Orquestra Sinfônica Municipal, Quarteto de Cordas da Cidade, entre outros corpos artísticos do Municipal.
A abertura das atividades do mês de agosto fica com Gregório Duvivier, no dia 2, com duas sessões de Céu da Língua, às 17h e 20h, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal. O espetáculo já foi assistido por mais de 70 mil pessoas e estreou em Lisboa no contexto das celebrações de aniversário do poeta Luís de Camões. Gregório Duvivier, que não estreava uma nova criação para teatro há cinco anos, fez essa peça para homenagear sua língua-mãe. A direção é da atriz Luciana Paes, que já foi parceira de Duvivier no espetáculo de improvisação Portátil e nos vídeos do canal Porta dos Fundos. Os ingressos variam de R$30 a R$180, a classificação é de 12 anos e a duração de 80 minutos.
Sob regência de Wagner Polistchuk, a Orquestra Experimental de Repertório, no dia 3, às 11h, apresenta Rapsódia Boêmia. O espetáculo será realizado na Sala de Espetáculos, e contará com a participação do Check Accordion Trio, composto por três músicos tchecos, Markéta Laštovičková, Marie Čejnová e Michal Karban. Com o acordeão, o trio apresenta o universo da música clássica e moderna, música dos balcãs, tango argentino e música experimental minimalista.
O repertório terá Contos de Fadas para três acordeões e orquestra, de Václav Trojan; Chamamé, versão para três acordeões e orquestra, de Catarina Domenici; e Sinfonia nº 9 em mi menor, Novo Mundo, op. 95, de Antonín Dvorák. Os ingressos custam de R$11 a R$35, a classificação é livre e duração de 75 minutos, sem intervalo.
No dia 5, terça-feira, às 20h, o Coral Paulistano apresenta Spirituals com regência especial do convidado Rollo Dilworth. Nascido em St. Louis, nos Estados Unidos, Dilworth é regente coral, compositor, arranjador e educador, que busca evidenciar sua ancestralidade africana em suas composições. Para isso, incorpora em sua obra elementos da música folclórica afro-estadunidense e da música gospel.
O repertório terá um programa dedicado a spirituals tradicionais com arranjos e composições do próprio Dilworth, como My Lord, what a morning, arranjo de Harry T. Burleigh, Way over in Beulah Land, arranjo de Stacey Gibbs, Fix me, Jesus, arranjo de Augustus Hill, entre outras. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 60 minutos.
Já entre os dias 6 e 10, no Vão da Praça das Artes, será realizada a FLIPEI: Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, um evento anual que celebra a literatura independente, promovendo o acesso democrático à cultura e desafiando as estruturas tradicionais do mercado editorial. Em sua sétima edição, a feira estará com sua programação no dia 06, às 16h, e nos demais dias, às 10h. A entrada é gratuita.
O Quarteto de Cordas da Cidade apresenta o concerto Identidade Brasileira, no dia 07, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, com Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo. O repertório terá Quarteto nº 2, de Francisco Mignone, e Quarteto de Cordas, de Clorinda Rosato. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.
Francisco Mignone e Clorinda Rosato foram ambos alunos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. No período, apresentaram-se ao piano na mesma Sala do Conservatório que hoje abriga o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Compuseram pouco para quarteto de cordas: ele, apenas duas obras; ela, somente uma, que poderemos ouvir neste programa.
Em sua terceira temporada, o Balé da Cidade de São Paulo retorna com duas remontagens marcantes: Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal. As apresentações acontecem nos dias 14 e 15, às 20h, 16 e 17, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos variam de R$11 a R$92, a classificação livre e a duração aproximada de 110 minutos, com intervalo.
Em Bioglomerata, Cristian Duarte ressignifica e adapta o conceito original de Biomashup, que estreou em 2014 durante sua residência no Lote, na Casa do Povo. Esta recriação para o Balé da Cidade, cuja estreia ocorreu em 2024, oferece uma nova perspectiva ao repertório da companhia. Nessa versão, o elenco utiliza memórias de danças, gestos e referências para interagir com a música e com um ambiente em constante transformação, ampliando a compreensão dos tempos históricos. Os corpos dos bailarinos funcionam como forças dinâmicas, criando configurações transitórias que envolvem a percepção contínua do público.
Após o intervalo será apresentado Fôlego, criação de Rafaela Sahyoun. A obra foi indicada ao Prêmio APCA Dança 2022 na categoria Espetáculo – Estreia. A proposta dramatúrgica de Fôlego incentiva a exploração da condição dos indivíduos como sujeitos sociais. Fôlego oferece uma experiência relacional que alterna entre proximidade e distância, ressoando, transformando-se, falhando, desintegrando-se e renovando-se. Configura-se, assim, como um processo de contágio, caracterizado por um intercâmbio contínuo de desejos e assimilação.
Como parte da programação da 11ª Jornada do Patrimônio, com o tema Tempo em Sentidos, o Complexo Theatro Municipal de São Paulo promove uma série de visitas temáticas que articulam história, memória, arte e patrimônio. No sábado, 16, às 10h e às 14h, visitas à Praça das Artes e à Central Técnica de Produções Artísticas, já no domingo, 17, às 10h, uma visita ao Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos são gratuitos, a classificação livre e a duração aproximada de 60 minutos.

Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de “Alexander Nevsky”.
Ao lado de Ricardo Herz, artista convidado, o Quarteto de Cordas da Cidade se apresenta no dia 21, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O repertório terá composições autorais de Ricardo Herz, como Mourinho e Minhoca, além de canções do Folclore Brasileiro, como Boi da Cara Preta, O Cravo brigou com a Rosa e Marcha Soldado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.
Nos dias 22, sexta-feira, às 20h, e 23, sábado, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de Alexander Nevsky. Com regência de Roberto Minczuk, concepção e direção de Carla Camurati e participação da mezzo-soprano Sarah Migliori. A composição nasceu como uma trilha sonora feita por Sergei Prokofiev para o filme homônimo de Sergei Eisenstein, de 1938. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é de 14 anos e a duração de 110 minutos, sem intervalo.
O longa-metragem de Eisenstein narra um acontecimento histórico: a incursão da Liga dos Cavaleiros Teutônicos para conquistar a Rússia, no século XIII. Quem liderou a resistência e defesa foi o príncipe Alexander Nevsky, atraindo os guerreiros para o combate sobre a superfície de um lago gelado, ele os levou para o ponto onde a camada de gelo era mais fina e, não resistindo ao peso de suas armaduras e seus cavalos, rompeu se, afogando-os em suas águas congelantes.
Sob regência de Leonardo Labrada, no dia 24 de agosto, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta Narrativas Sonoras na Sala de Espetáculos, com participação de Gabriele Leite no violão. No repertório estão 5 Bagatelles: I. Allegro assai, Varii Capricci, ambas de William Walton, e Concerto para Violão e pequena Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, entre outras. Os ingressos variam de R$11 a R$35, a classificação livre e a duração de 80 minutos, sem intervalo.
Por fim, com regência de Maíra Ferreira e Isabela Siscari, o Coral Paulistano encerra o mês com o concerto Cantos Franceses, 28, quinta-feira, às 20h, no Salão Nobre. Para além de celebrar os 200 anos de relações entre Brasil e França, este programa oferece um panorama da música coral francesa ao longo de pouco mais de cem anos. Os ingressos custam de R$35, a classificação é livre e a duração de 50 minutos.
Do ocaso do Romantismo à chegada do Modernismo, e da esperança no século XX, passando pelas incertezas e destruição das Grandes Guerras, as ilusões, tensões, frustrações e tentativas de ressignificação do mundo se refletem na produção musical desse período. O repertório terá grandes nomes e composições da França, como O sacrum convivium, de Olivier Messiaen, Sous Bois, de Lili Boulanger, Trois poèmes de Paul Valéry, de Jean Françaix, Choeur des Elfes, de Pauline Viardot, entre outros. Mais informações disponíveis no site.
(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

