Uma das mais importantes obras do emblemático compositor de óperas italiano Gioachino Rossini (1792–1868) será apresentada no Theatro São Pedro nos dias 28, 29, 30 e 31 de maio: “A Escada de Seda” (La scala di seta), com realização da Academia de Ópera e da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. Os ingressos custam de R$ 31 (meia-entrada) a R$ 102 (inteira) e estão à disposição no site do Theatro São Pedro.
Chamada por Rossini de farsa, gênero teatral veneziano de um ato que floresceu no final do século 18 e início do século 19, A Escada de Seda terá direção cênica de João Malatian e o maestro Gabriel Rhein-Schirato, à frente da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro, na direção musical. Com libreto de Giuseppe Foppa, a obra narra as atribulações do casamento secreto de Giulia com seu amante Dorvil, que é felizmente revelado quando ela arma o casamento do marido escolhido por seu tutor, Blansac, amigo de Dorvil, com sua prima Lucilla.
Estreada em Veneza em 1812, a ópera cômica tinha o desafio de capturar a atenção do público desde a abertura, sendo marcante por apresentar uma abertura vibrante e popular, com suas cores orquestrais frescas e brilhantes e escrita encantadora para instrumentos de sopro, capturando todo tipo de ouvidos. Assim, foi o primeiro grande e estrondoso sucesso de Rossini e um exemplo acabado das eficazes técnicas cômicas que o jovem de 20 anos continuaria a manejar com maestria ao longo de sua carreira.
A frenética execução de colcheias sobre um acompanhamento harmônico simples fornece o pano de fundo para a animada interação entre instrumentos contrastantes, e diversas ocorrências do famoso “crescendo de Rossini” já exercem seu efeito humorístico – o compositor adorava compor crescendos: aumentos graduais no volume da música. Foi a primeira abertura de Rossini a conquistar popularidade e é muito tocada como peça isolada em concertos e gravações.
Transmissão ao vivo
As récitas dos dias 29 e 30 de maio serão transmitidas online e de forma gratuita pelo canal de Youtube do Theatro São Pedro
Temporada Academia de Ópera e Orquestra Jovem do Theatro São Pedro
A Escada de Seda (La Scala di Seta)
Academia de Ópera do Theatro São Pedro
Orquestra Jovem do Theatro São Pedro
Gabriel Rhein-Schirato, direção musical
João Malatian, direção cênica
Beto Mainieri, cenografia
Nicolas Marchi, iluminação
Angélica Chaves, figurino
Malonna, visagismo
Elenco
Elouise Miranda, Giulia (récitas I e III: 28 e 30/05)
Thainá Biasi, Giulia (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)
Anita Andreotti, Lucilla (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)
Camila Ceuta, Lucilla (récitas I e III: 28 e 30/05)
Sérgio Cardonha, Dormont
Felipe Bertol*, Dorvil (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)
Pedro Ohoe, Dorvil (récitas I e III: 28 e 30/05)
Daniel Luiz, Blansac
Robert Willian*, Germano
Paula Uzeda, participação especial
*Solistas convidados
GIOACHINO ROSSINI (1792–1868)
La Scala di Seta – 90’
[Editora: Casa Ricordi SRL, Milão. Representada por Melos Ediciones Musicales S.A., Buenos Aires www.melos.com.ar]
Ensaio geral aberto e gratuito: 26 de maio, 19h, Theatro São Pedro
Récitas: 28, 29, 30 e 31 de maio
Quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 17h, Theatro São Pedro
Ingressos: aqui
Plateia central – R$ 51 (meia-entrada) e R$ 102 (inteira)
1º Balcão superior – R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira)
2º Balcão superior – R$ 31 (meia-entrada) e R$ 62 (inteira)
Classificação etária: 12 anos.
THEATRO SÃO PEDRO
Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.
(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

