“Os relógios não tinham uso. Pra que marcar os segundos e os minutos? Era a passagem do trem que marcava o tempo, só havia dois tempos: o antes do trem e o depois do trem. Os homens tiravam do bolsinho da calça o relógio com corrente de ouro só pra avaliar os atrasos. Mas ninguém ficava bravo. Era assim mesmo, tempo de Minas, tempo que anda sem pressa…” – Rubem Alves
Parte de um imenso legado literário, a obra O sapo que queria ser príncipe, do escritor e psicanalista brasileiro Rubem Alves, ganha nova edição. Autor com mais de 400 mil exemplares vendidos, o livro retorna ao mercado com projeto gráfico repaginado e conteúdo revisto. Importante nome nas áreas de educação, teologia e psicanálise, Alves é um dos pensadores contemporâneos mais celebrados e já conquistou o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009 com a obra Ostra feliz não faz pérola.
Para Rubem Alves, as memórias não são meros registros do passado, mas lugares aos quais qualquer pessoa pode retornar com o coração. Em O sapo que queria ser príncipe, o fio da lembrança leva leitoras e leitores pelos caminhos da juventude, quando – muito antes de ser o escritor idolatrado que se tornaria – Alves deixou o interior de Minas Gerais para descobrir o mundo, enfrentar dores, abraçar sonhos e se reinventar.
Entre lembranças e devaneios, os textos que compõem a obra não foram feitos única e exclusivamente a partir de recordações, mas, também, tecidos com poesia, filosofia e delicadeza – marca registrada do autor. Ao longo das páginas, cada experiência vivida toma a forma de observação e meditação sobre temas como vida, fé, amizade, solidão e os desejos de transformação que habitam em cada pessoa.
Atemporais, as obras de Rubens Alves provocam quem as lê a refletirem sobre a condição humana, o papel transformador de uma educação libertadora, o amor e, até mesmo, o conceito de Deus. Mesmo após 10 anos do próprio encantamento – como ele preferia chamar a morte –, os ensinamentos do escritor continuam inspirando. O legado literário de Rubem Alves conecta a essência da humanidade com a sabedoria que apenas os grandes mestres sabem oferecer, trazendo por detrás de cada crônica que integra O sapo que queria ser príncipe um convite para que se revisite a própria juventude, com tudo o que ela contém, das cicatrizes às esperanças, e ouça a voz da mocidade que já se teve um dia.
FICHA TÉCNICA
Título: O sapo que queria ser príncipe
Autor: Rubem Alves
ISBN: 978-85-422-3853-2
224 páginas
R$67,90
Editora Planeta | Selo Paidós
SOBRE O AUTOR
Rubem Alves (1933–2014) foi um pedagogo, educador, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, escritor e psicanalista brasileiro. Querido e celebrado por seus escritos, deixou um imenso legado literário. Dentre suas obras, foram publicadas pelo selo Paidós, da Editora Planeta: Rubem Alves essencial – 300 pílulas de sabedoria, Ao professor, com carinho e Ostra feliz não faz pérola, esta última tendo conquistado o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009.
SOBRE O SELO PAIDÓS
Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.
(Com Nathalia Bottino/Editora Planeta)