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Orquestra do Theatro São Pedro celebra 15 anos com Gala Lírica

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra do Theatro São Pedro. Fotos: Íris Zanetti.

A Orquestra do Theatro São Pedro completa 15 anos de atividades em 2025. A comemoração oficial será na Gala Lírica do Theatro São Pedro, com apresentações nos dias 19 e 21 de dezembro, às 20h e 17h, respectivamente. Os ingressos custam entre R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira).
Os concertos trarão ao público árias e duetos famosos do repertório operístico, em um programa com composições de Giuseppe Verdi, Camille Saint-Saëns, Jules Massenet, Giacomo Puccini, Friedrich Von Flotow, Franz Lehár, Maurice Ravel, Jacques Offenbach, Johann Strauss II e Oscar Lorenzo Fernández. Nas ocasiões, a Orquestra do Theatro São Pedro e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro estarão sob a direção musical do maestro André Dos Santos, ao lado dos solistas Raquel Paulin, Luisa Francesconi, Vitório Scarpi e Vinicius Atique.

Reconhecida como uma das principais orquestras de ópera do país, a Orquestra do Theatro São Pedro segue um modelo de trabalho com regentes convidados e maior variação de repertório, abordando tanto a ópera quanto a música sinfônica e de câmara, numa rotina que visa aprofundar a investigação de diferentes formas do fazer musical, elevando ainda mais a excelência de suas apresentações.

Gala Lírica do Theatro São Pedro 

Orquestra do Theatro São Pedro

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

André Dos Santos, direção musical

Raquel Paulin, solista

Luisa Francesconi, solista

Vitório Scarpi, solista

Vinícius Atique, solista

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Un Ballo in Maschera 

Ato I – parte 1 – 19′

Preludio

Coro d’Introduzione “Posa in pace, a’bei sogni ristora”

“La rivedrà nell’estasi”

“Alla vita che t’arride”

“Volta la terrea fronte alle stelle”

“Ogni cura si doni al diletto”

Invocazione “Re dell’abisso, affretati”

“È lui, è lui!”

“Su, fatemi largo”

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835–1921)

Sansão e Dalila 

“Mon coeur s’ouvre a ta voix” – 6′

JULES MASSENET (1842–1912)

Hérodiade 

“Ce breuvage – Vision fugitive” – 4′

GIACOMO PUCCINI (1858–1924)

Gianni Schicchi 

“O mio babbino caro” – 2’30”

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Rigoletto 

“La donna è mobile” – 2’30”

“Un di se ben rammentomi”

“Bella figlia dell’amore” – 5’30”

FRIEDRICH VON FLOTOW (1812–1883)

Martha 

“Nur näher, blöde Mädchen”

“Mädels, dort ist eure Kammer!”

“Was soll ich dazu sagen?” – 9′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, wir sind es, die Grisetten” – 3′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, das Studium der Weiber ist schwer” – 2’30”

MAURICE RAVEL (1875–1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“Ding ding ding ding” – 1’20

MAURICE RAVEL (1875-1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“How’s your mug? – Rotten” – 2’40”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Vie Parisiense 

“Je suis veuve d’un colonel” – 2’30”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Grande Duchesse de Gérolstein 

“Ah, que j’aime les militaires!” – 4′

JOHANN STRAUSS II (1825–1899)

Wiener Blut 

“Das eine kann ich nicht verzeihen…Ich bin ein echtes Wiener Blut” – 5’30”

OSCAR LORENZO FERNANDEZ (1897–1948)

Malazarte

“Cena e Batuque” – 8′

Concertos: 19 de dezembro, sexta-feira, 20h, Theatro São Pedro

21 de dezembro, domingo, 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui

Classificação etária: Livre.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)