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Publicação desvenda os extremos da Mata Atlântica

Meio Ambiente, por Kleber Patricio

Boneco_Livro-Extremos-614x345A Fundação SOS Mata Atlântica lançou na última segunda-feira (27) o livro Extremos da Mata Atlântica. Escrito pelo jornalista Sérgio Adeodato e com coordenação editorial de Maura Campanili, a obra é o terceiro volume da Série SOS Mata Atlântica, que possui outros dois títulos: 25 anos de Mobilização e O azul da Mata Atlântica. As publicações contam com o patrocínio de Bradesco Seguros e Bradesco Cartões. O livro não será comercializado, mas o download está disponível gratuitamente – acesse o livro.

O livro passa pelos quatro cantos da Mata Atlântica e vai além das percepções sobre o território e seu estado de conservação. A narrativa mostra um conceito bastante atual diante dos dilemas socioambientais do planeta: a noção de extremo, de limite. E visita os pontos mais distantes do bioma.

Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta o trabalho de pesquisa feito por Sérgio Adeodato. “O livro é um marco dos 30 anos da Fundação SOS Mata Atlântica e dos 30 anos do monitoramento do desmatamento da Mata Atlântica. Ele apresenta histórias e lugares ainda pouco conhecidos desse rico e diverso bioma, como a Serra do Amolar em Mato Grosso do Sul e os Parques Nacionais da Serra da Capivara e da Serra das Confusões no Piauí. É a Mata Atlântica de ponta a ponta desvendada para todos”.

Capa do volume 3 da série .

Capa do volume 3 da Série SOS Mata Atlântica.

Sérgio Adeodato, jornalista e autor do livro, conta como foi a experiência de se aprofundar em um dos biomas mais ameaçados do país. “A viagem aos pontos mais extremos da Mata Atlântica permitiu constatar a diversidade de paisagens e culturas para além da tradicional imagem das montanhas de floresta que beiram o mar. Vimos as belezas, mas também flagramos as ameaças que rondam a fauna, a flora e as condições de vida nessas regiões limítrofes de transição entre biomas, extremamente sensíveis sob o ponto de vista biológico e social. Devido ao isolamento dos grandes centros, esses lugares muitas vezes carecem de maior atenção do Estado e de políticas públicas. Descortinar essas diferentes realidades é ponto de partida para mobilizar mudanças”.