Notícias sobre Indaiatuba e Região com Kleber Patricio

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Bonelli oferece curso de sushi para crianças nas férias de julho

Campinas, por Kleber Patricio

imagem_release_688032Vem aí a segunda edição da Oficina de Sushi Mirim do Restaurante Bonelli, evento que tem o intuito de promover integração entre pais e filhos. O endereço é conhecido no Taquaral, em Campinas, por oferecer um dos melhores almoços por quilo da cidade (com destaque para o balcão de comida japonesa, que faz muito sucesso por lá). A oficina custa R$40,00 e as vagas são limitadas. Inicialmente será formada uma única turma, com 15 crianças, mas, dependendo da quantidade de inscrições, poderão ser abertas novas turmas. Outro detalhe é que não serão aceitas inscrições de participantes da edição anterior, isso para dar oportunidade a novos participantes.

A ideia é aproximar a criançada do universo de como são feitos os sushis, estes rolinhos de arroz tão muito apreciados pelas crianças e adolescentes e que cada vez mais ganham novos adeptos no buffet do Bonelli. De forma lúdica e divertida, o curso ensinará como preparar os sushis com peixes, legumes, verduras e até frutas.

As inscrições são destinadas a crianças de 7 a 12 anos, que devem ser acompanhadas dos pais. O workshop será conduzido pelo sushiman Celso Adriano e as inscrições serão feitas pelo site do Bonelli. Celso tem um currículo extenso na arte dos sushis, tendo passado por endereços como Giovanetti, Royal Palm Plaza, Teriak Japenese, Kaioki Japenese, Ray Charles e Sushi Prime. Na aula, ele ensinará a montagem de diversos tipos de sushis, entre eles os mais tradicionais, como o shakemaki (arroz e salmão), os joys, uramakis, niguiris, temakis e também como fazer sashimi.

Serviço:

Local: Av. Barão de Itapura, 2662, Taquaral – Campinas – (19) 3243-1133

Data: 20 de julho

Horário: 18h30

Inscrições pelo site www.bonellipizza.com.br/sushimirim/.

Sinfônica de Campinas apresenta “Egmont”, de Beethoven, neste final de semana

Campinas, por Kleber Patricio

OSMC_6000195_2

Crédito das fotos: divulgação.

Durante toda a vida, o compositor Ludwig van Beethoven (1770 – 1827), defendeu o conceito de liberdade. Uma de suas mais expressivas obras, Egmont, escrita para a peça teatral de Goethe (1749-1832), é um forte exemplo de luta contra a tirania e a exaltação heroica da resistência à opressão.

A peça está no repertório dos concertos da Orquestra Sinfônica de Campinas deste final de semana, no Teatro Castro Mendes. No sábado, dia 2, a apresentação será às 20h; no domingo, 3 de julho, às 11h.

Com regência do maestro Victor Hugo Toro, Egmont terá participações da soprano Ana Beatriz Machado e da jornalista e atriz Delma Medeiros, que conduzirá a narrativa dramática.

Baseada em fatos reais, Egmont traz, além da abertura, mais nove trechos e estreou no dia 15 de junho de 1810. “O drama ocorre no século 16 durante a rebelião dos flamengos contra o domínio espanhol. O Conde Egmont tenta negociar com os espanhóis um tratamento menos tirânico, mas acaba condenado à morte. Esta incita ainda mais a luta, que terminou com a derrota dos espanhóis”, relata a pesquisadora Lenita Nogueira.

Durante os concertos, o público poderá, ainda, conferir mais duas composições, A Bela Melusina, de Feliz Mendelssohn (1809-1847) e o Concerto para Violino n° 1, de Max Bruch (1838-1920), com o solista Davi Graton.

Davi_Graton_GNatural de São Paulo, o violinista Graton integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) como concertino, o segundo violino mais importante. É professor da Academia da Osesp e integrante do Quarteto Osesp, ao lado de Emanuelle Baldini, Peter Pas e Johannes Gramsch. Foi spalla (o primeiro violino) da Orquestra Sinfônica da USP durante 12 anos e da Orquestra Experimental de Repertório por 15 anos. Foi um dos fundadores da tradicional orquestra de câmara de São Paulo, a Camerata Fukuda, onde iniciou sua carreira como spalla.

Graton é ganhador de importantes concursos do país, como o da Osesp e o 9º Prêmio Eldorado de Música. Este último lhe rendeu a gravação de um CD pelo selo Eldorado. Participou do Curso de Virtuosidade Violinística, ministrado por Corrado Romano, consagrado professor do Conservatório de Genebra (Suíça).

Desde o início de sua carreira, vem se apresentando como solista à frente das mais importantes orquestras do país, como a Osesp, a Orquestra Experimental de Repertório e a Orquestra Sinfônica da USP, entre outras, sempre com grande sucesso de público e de crítica. Um dos seus trabalhos de destaque foi o concerto de encerramento da Etapa Sul-Americana do Maazel/Vilar Conductors’ Competition, sob a batuta de Lorin Maazel.

downloadAna Beatriz Machado é soprano, bacharel em Canto Lírico pela Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, nasceu em Poços de Caldas – MG, onde começou seus estudos em música. Em 2009, ingressou na Unicamp como aluna de canto lírico sob a orientação de Luciano Simões até 2012 e Angelo Fernandes até o final de sua graduação.

Cantou em masterclasses com Kohdo Tanaka, Rubia Santos, Ângela Barra, Poliana Alves, Flávio Carvalho, Kathryn Hartgrove e Miah Persson. Participou de nove edições do Festival de Música nas Montanhas, em Poços de Caldas, nas classes de Didática de Coro Infantil, (com Dulce Primo), Regência Coral (com Susana Cecília Igayara e Marco Antônio da Silva Ramos), Ópera Studio (com Regina Elena Mesquita) e Canto (Francisco Campos, Celine Imbert e Susan Ruggiero).

Em 2013, participou do primeiro Festival de Ópera das Américas, onde interpretou a personagem Frou-Frou da ópera The Merry Widow. No mesmo ano, interpretou a personagem Pamina, da ópera Die Zauberflöte junto à orquestra Sinfônica de Limeira e a orquestra Sinfônica da Unicamp. Em 2014 cantou o papel de Susanna, da ópera Le Nozze di Figaro, também com a orquestra Sinfônica da Unicamp.

Em 2015, interpretou o papel de Zerlina, da ópera Don Giovanni, sob regência de Abel Rocha. Também em 2015, ganhou o prêmio “Júri Público” e o prêmio “Ópera Carmen” com a personagem Frasquita no 13º Concurso Brasileiro de Canto Lírico Maria Callas. Foi solista da 9ª Sinfonia de Beethoven na Sala São Paulo, sob regência do maestro Luciano Camargo e ganhou o prêmio de melhor voz feminina no VIII Concurso Carlos Gomes Estímulo para Cantores Líricos. Atualmente faz parte da Academia de Ópera do Teatro São Pedro, em São Paulo, e recebe orientação do barítono Francisco Campos.

Autores e obras

Felix Mendelssohn (Hamburgo, 1809-Leipzig, 1847)

A bela melusina – Abertura Op. 32

A obra de Mendelssohn é uma das mais representativas na produção musical do século XIX. Entretanto, quando se trata de ópera, não se pode dizer o mesmo. Este foi um gênero no qual pouco se aventurou e as óperas que compôs não tiveram grande repercussão.

Felix era neto de Moses Mendelssohn, conhecido como “Platão da Alemanha” após a publicação de Phaedon ou A imortalidade da alma. O pai de Felix, Abraham, casou-se em 1804 com Lea Salomon, herdeira de rica família judaica e, associado ao irmão, fundou em Berlim a casa bancária J. & A. Mendelssohn, que sobreviveu até 1938, quando foi fechada pelos nazistas. Batizou seus quatro filhos na igreja luterana e acrescentou Bartholdy ao sobrenome da família, pois sentia que havia uma hostilidade contra os judeus na Alemanha.

Menino-prodígio como Mozart, Felix realizou diversas viagens de estudo pela Europa, antes de estabelecer-se em Düsseldorf como Supervisor das Atividades Musicais em 1833. Três anos depois se tornou regente da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, onde criou o famoso Conservatório de Música em 1843.

Max Bruch (Colônia, 1838-Fridenau, 1920).

Concerto para Violino n° 1 em Sol Menor, Op.26

Quem assistiu à comovente cena em que a atriz Julie Andrews, representando uma famosa violinista vitimada por esclerose múltipla no filme Duet for one (Sede de amar, 1986), baseado na história real da violoncelista Jacqueline Du Pré, assiste entre lágrimas a um vídeo de sua carreira no passado, certamente vai se lembrar do Concerto nº 1 para Violino e Orquestra de Max Bruch.

O compositor relutou em chamar essa obra de Concerto – achava que Fantasia seria mais adequado para uma peça onde o primeiro movimento é na verdade um extenso prelúdio (como indicou ao assinalar a palavra Vorspiel na partitura), que desemboca no Adágio, uma lírica e intrigante linha melódica que, a cada vez que é reapresentada, desperta sentimentos ambíguos. No movimento final o lirismo é abandonado e a peça se conclui com mais vigor.

A criação foi longa e sofrida: iniciado em 1857, estreou em 1866, mas não agradou o compositor, que realizou diversas revisões até a publicação da obra em 1868, quando escreveu ao editor: “É uma coisa extremamente difícil de fazer. Entre 1864 e 1868 reescrevi meu concerto ao menos meia dúzia de vezes e conversei com X violinistas antes de dar a ele a forma final”. Entre os violinistas que consultou estava Joseph Joachim (1831-1907), a quem o concerto foi dedicado. A divulgação da correspondência entre ambos demonstrou que não discutiram apenas questões técnicas, dedilhados ou arcadas, mas também sobre forma e proporção. Foi Joachim quem convenceu Bruch de que seria mais adequado chamar a obra de Concerto e não Fantasia.

Ludwig van Beethoven (Bonn, 1770-Viena, 1827)

Abertura Egmont, op. 84

Ao receber a encomenda para escrever música incidental para a peça teatral de Goethe Egmont, Beethoven ficou bastante entusiasmado, pois além de ser grande admirador do escritor, teria uma oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Escreveu cartas a Goethe, a quem se dirigia com uma humildade que lhe era pouco comum: “O senhor receberá em breve minha música para Egmont – este maravilhoso Egmont que eu li, senti e escrevi a música pensando calorosamente no senhor. (…) Mesmo a censura será benéfica para mim e para minha arte, e será muito bem-vinda como uma honra infindável.” Goethe respondeu dizendo que o compositor havia expressado suas intenções com “um gênio marcante” e expressava apreço especial por uma determinada passagem da partitura.

Baseada em fatos reais, a peça trata de temas caros a Beethoven: a luta contra a tirania e a exaltação heroica da resistência à opressão. O drama ocorre no século XVI, durante a rebelião dos flamengos contra o domínio espanhol. O Conde Egmont tenta negociar com os espanhóis um tratamento menos tirânico, mas acaba condenado à morte. Esta incita ainda mais a luta, que terminou com a derrota dos espanhóis.

Ideais de liberdade política estão presentes em diversas composições de Beethoven, como em Fidélio, sua única ópera, cuja trama tem certo paralelo com Egmont, embora o primeiro tenha sido salvo da morte por Leonora, sua leal e corajosa esposa, o que não é a realidade de Egmont. Entretanto, o que prevalece nas duas obras é a ideia do sacrifício que conduz ao bem maior.

Além da abertura, Egmont tem mais nove trechos e estreou no dia 15 de junho de 1810. A abertura é frequente nas salas de concertos, o que não ocorre com as outras partes, que não conseguiram se descolar do enredo original. A abertura é poderosa e expressiva e, ao introduzir as personagens principais, prepara a audiência para os temas da peça: a força de caráter de Egmont, o amor de Klärchen por ele e a vitória sobre os espanhóis.

A introdução lenta retrata o sofrimento da população flamenga sob o jugo espanhol e o final festivo a celebração da vitória contra a opressão. Este tema reaparece no final do nono quadro da peça com o título Siegessinfonie — ou Sinfonia da Vitória.

Inscrições para festival Setembro em Dança serão abertas no próximo dia 4

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Arquivo – Eliandro Figueira – SCS/PMI.

Foto: Arquivo – Eliandro Figueira – SCS/PMI.

A Secretaria de Cultura de Indaiatuba abre de 4 a 29 de julho as inscrições para o festival Setembro em Dança. Podem participar grupos de Indaiatuba com coreografias de conjunto com o tempo máximo de cinco minutos. As adesões devem ser realizadas somente de forma presencial, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no Centro de Convenções Aydil Bonachela (Rua das Primaveras, 210 – Jardim Pompeia), com a apresentação da documentação solicitada e a doação de um pacote de fraldas geriátricas, a ser revertido para as entidades atendidas pelo Fundo Social de Solidariedade de Indaiatuba (Funssol).

O regulamento e a ficha de inscrição já estão disponíveis no site www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura. As apresentações das mostras Juvenil e Adulto, sempre a partir de 14 anos, acontecem nos dias 4 (ballet clássico, ballet clássico de repertório, jazz e dança contemporânea) e 11 de setembro (danças urbanas, danças de salão, danças étnicas e estilo livre) no Ciaei.

Criado pela Prefeitura, o Setembro em Dança tem como objetivo incentivar a arte da dança, direcionar o interesse da população e mostrar a importância da arte como fonte de cultura e lazer, além de aprimorar e desenvolver esta expressão artística, promovendo um intercâmbio cultural e revelando novos talentos. Informações: (19) 3894-1867.

Requisitos para inscrição:

– Ficha de inscrição totalmente preenchida digitada, contendo nome completo do responsável, coreógrafos e de todos os integrantes do grupo, acompanhada das cópias do RG e comprovante de residência somente do responsável pela inscrição;

– Ficha de autorização no caso de menores de idade assinada por um dos pais ou responsável (também disponível no site www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura)

– Doação de 1 pacote de fraldas geriátricas por ficha de inscrição.

Os Geraldos estreiam novo espetáculo baseado em obra de autor russo

Campinas, por Kleber Patricio

Lucas Gonzaga e Maíra Hérissé em cena do espetáculo ‘O Drama e outros contos de Anton Tchekhov’. Foto: Daniel Clude.

Lucas Gonzaga e Maíra Hérissé em cena do espetáculo ‘O Drama e outros contos de Anton Tchekhov’. Foto: Daniel Clude.

O grupo Os Geraldos, de Campinas, estreia seu quinto espetáculo, O Drama e o outros contos de Anton Tchekhov, com direção de Arman Saribekyan, ator armênio do Théâtre du Soleil (França),  na próxima terça-feira (5) às 20h, com reapresentações na quarta e na quinta-feira (6 e 7) no mesmo horário, no CIS Guanabara, com entrada gratuita. O espetáculo traz à cena quatro contos do dramaturgo russo Anton Tchekhov – O Drama, O Criminoso, A Pamonha e A Corista –, explorando, nessas curtas histórias, cenas do dia a dia que tratam, com bom humor, injustiças, julgamentos e conflitos humanos. Tchekhov é principalmente conhecido por suas peças, tais como As Três Irmãs, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras e A Gaivota. A peça, no entanto, explora uma faceta do grande autor russo um pouco menos conhecida mundialmente: seus contos.

Compõem o elenco Carolina Martins Delduque, Julia Cavalcanti, Lucas Gonzaga e Maíra Herissé. Quem assina a direção é Arman Saribekyan, ator armênio do Théâtre du Soleil (França), sob direção de Ariane Mnouchkine. Saribekyan possui formação no Atelier Studio Du Théâtre National de La Jeunesse (TNJ) – Ucrânia (1997-2000) e na Ecole Internationale de Théâtre Béatrice Brout – Paris (2004-2006). Desde 2014, atua na peça Macbeth, de W. Shakespeare. Em 2015, atuou no filme Olmo e a gaivota, de Petra Costa. Estudioso de Anton Tchekhov, já ministrou diversos workshops sobre o dramaturgo no Brasil e encontrou o grupo Os Geraldos em 2013, quando, em visita ao Brasil, ministrou, no Centro de Formação e Produção Teatral (antigo espaço do grupo) a oficina Tchekhov de Carne e Osso.  Desde então, passou a ser planejado esse reencontro, que se concretiza em 2015, com a criação do novo espetáculo do grupo.

Lucas Gonzaga e Maíra Hérissé em cena do espetáculo ‘O Drama e outros contos de Anton Tchekhov’. Foto: Daniel Clude.

Grupo promove palestra no dia 29 de junho na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi.

Processo de Criação

O processo de criação do espetáculo e adaptação dos contos para o teatro partiu de uma revisão nas traduções dos textos selecionados do russo para o português, realizada pelo grupo e pelo diretor – fluente na língua russa. Esse trabalho de desvendar as entrelinhas à busca de palavras precisas revelou ricos subtextos para a interpretação dos atores, nessa descoberta das emoções sugeridas pelo autor e imersão na própria situação dramática. A utilização de sombras e uma iluminação sóbria valorizam o trabalho do ator, minucioso em nuances e sutilezas, nos “duetos” que apresentam cada conto e na linha narrativa delicada que os une.

O grupo

O grupo Os Geraldos, que foi fundado em 2008 em Campinas, já passou por mais de 40 cidades em apresentações que percorreram nove estados brasileiros, além da participação e premiação em festivais nacionais e internacionais em países como Marrocos, Argentina e Peru, atingindo mais de 14 mil pessoas. Atualmente realiza suas atividades no Centro Cultural de Inclusão e Integração Social – CIS Guanabara, onde acontecem não só os processos criativos e ensaios do grupo, como também apresentações teatrais, sempre gratuitas e abertas ao público, e o Curso de Formação de Atores, que abre turmas anualmente.

Serviço:

Estreia do espetáculo O Drama e outros contos de Anton Tchekhov

Dias: 5, 6 e 7 de julho (terça, quarta e quinta-feira)

Horário: 20 horas

Local: CIS Guanabara – Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo – Campinas/SP

Entrada: Gratuita – retirar ingressos uma hora antes de cada espetáculo

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos

Mais informações: osgeraldos@yahoo.com.br / (19) 3327-1605 ou (19) 99276-7571 (Os Geraldos).

Semana Guilherme de Almeida espalhará pacotes com livros por Campinas de 4 a 11 de julho

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Casa Guilherme de Almeida.

Foto: Casa Guilherme de Almeida.

Imagine você apressado para ir ao trabalho, passar por uma praça e encontrar um pacote transparente com livros. Ou fazer compras e ser surpreendido com o mesmo material. Diante do inesperado, fique à vontade para abrir o pacote, ler o conteúdo e deixá-lo em outro ponto da cidade para novo leitor. Esta ação, chamada Livro Livre, faz parte da programação da Semana Guilherme de Almeida, que acontece em Campinas de 4 a 11 de julho. O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Coordenadoria Setorial de Bibliotecas, em parceria com uma comissão formada por entidades e academias da cidade.

Os 40 pacotes, distribuídos em 40 locais públicos, terão livros de literatura adulta e infantil, HQs e também haikais, doados pelo Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas. A ideia é que a população possa absorver novos conhecimentos e repasse o material para outras pessoas. “A ação vai criar uma rede de leitura na cidade, como forma de incentivo à prática da leitura”, afirma a coordenadora Setorial de Bibliotecas, Renata Alexsandra. Cada pacote traz ainda um folheto explicativo e a programação da Semana Guilherme de Almeida.

Durante a semana, a vida e obra de Guilherme de Almeida serão revisitadas em exposição, teatro, música e palestra, entre outras atividades realizadas em vários locais da cidade, sempre com entrada gratuita.

Guilherme de Almeida, o príncipe dos poetas

Guilherme de Almeida, poeta e ensaísta, nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890 e faleceu em São Paulo, em 11 de julho de 1969. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau como bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo.

A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon. Percorreu o Brasil, difundindo as ideias da renovação artística e literária através de conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira “deve ser de exportação e não de importação”. Os seus livros Meu e Raça (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira.

A essência de sua poesia é o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Dominou amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais, bem como o verso livre, explorando os recursos da língua, a onomatopeia, as assonâncias e aliterações. Na época heroica da campanha modernista, soube seguir diretrizes muito nítidas e conscientes, sem se deixar possuir pela tendência à exaltação nacionalista. Nos poemas de Simplicidade, publicado em 1929, retornou às suas matrizes iniciais, à perfeição formal desprezada pelos outros, mas não recaiu no Parnasianismo, porque continuou privilegiando a renovação de temas e linguagem. Sobressaiu sempre o artista do verso, que Manuel Bandeira considerou o maior em língua portuguesa.

A sua entrada na Casa de Machado de Assis significou a abertura das portas aos modernistas. Formou, com Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia e Alceu Amoroso Lima, o grupo dos que lideraram a renovação da Academia.

Em 1932, participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo e esteve exilado em Portugal. Distinguiu-se também com heraldista. É autor dos brasões-de-armas das cidades de São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Compôs um hino a Brasília, quando da inauguração da cidade. Em concurso organizado pelo Correio da Manhã, foi eleito, em 16 de setembro de 1959, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.

Foi membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela e do Instituto de Coimbra. Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, ainda, a peça Entre quatro paredes, de Jean Paul Sartre.

Programação:

04 de julho – Segunda-feira

Horário: 10h

Abertura da Semana Guilherme de Almeida

Local: Praça “Guilherme de Almeida”

Av. Francisco Glicério – em frente ao Palácio da Justiça – Fórum

Solenidade Banda da PM com hinos de Guilherme de Almeida

Declamação de poesias

Jogral – Anlppb

Apresentação – Nipo – Grupo Mitsuba

Entrega de Poesias na Bandeja

Varal de poesias

Mesa com doação de livros

Horário: 20h

Palestra Guilherme de Almeida e a revolução de 1932

Local: ACL – Academia Campinense de Letras

Rua Marechal Deodoro, 525 – Centro – Fone: 3231-2854

Palestrante: Renato Nalini APL – Secretário de Educação do Estado de São Paulo

Abertura da Exposição Guilherme de Almeida – Obras, Textos e Poesias

Local: Biblioteca Pública Distrital de Sousas “Guilherme de Almeida”

Rua Cabo Oscar Rossin, 63 – Sousas – Centro – Fone: 3258-4515

Exposição de 4 de Julho a 31 de agosto

5 de julho – Terça-feira

Horário: 14h

Apresentação teatral Descobrindo Guilherme de Almeida

Local: Espaço Cultural Maria Monteiro

Av. Cardeal Dom Agnelo Rossi, s/nº – Vila Padre Anchieta – Fone: 3258-4515

Atividade com alunos de escola municipal

Aberto ao público

6 de julho – Quarta-feira

Horário: 12h

Almoço e Palestra: A revolução que eu não vi

Local: Rotary Club Carlos Gomes

Av. Benjamin Constant, 1704 – Centro. Fone: 3232-0265

Palestrante: Dr. Agostinho Toffoli Tavolaro – Presidente ACL

Solo musical: Vera Pessagno Bréscia (ABAL)

Horário: 19h

Mesa Redonda: Os perfis de Guilherme de Almeida

*Entrega de certificados para hora complementar

Local: Biblioteca Pública Municipal “Ernesto Manoel Zink”

Av. Benjamin Constant, 1633 – Centro – Fone: 2116-0500

Solo musical: Dr. Vicente Montero (ABAL)

Palestrantes

Prof. Dr. Ricardo Gaiotto – PUC-Campinas (Moderador)

Prof. Dr. Marcelo Tápia – Diretor da Casa Guilherme de Almeida – São Paulo

Prof. Dr. Pablo Simpson – Unesp – Araraquara

Odair Alonso – Jornalista e Escritor – PMC – Campinas

Profa. Dra. Tereza de Moraes – PUC-Campinas

7 de julho – Quinta-feira

Horário: 20h

Programação da ABAL- Associação Brasileira de Artistas Líricos de Campinas

Local: CCLA – Centro de Ciências, Letras e Artes

Rua Bernardino de Campos, 989 – Centro

Palestrante: Dr. Luiz Carlos Ribeiro Borges – Juiz aposentado poeta e escritor

Canções Guilherminianas

8 de julho – Sexta-feira

Horário: 19h30

Sessão Solene “Medalha Guilherme de Almeida”

Local: Câmara Municipal de Campinas

Av. Engº Roberto Mange, 66 – Pte. Preta – Campinas – Fone: 3736-1300

Horário: 21h

Teatro: O Soldado Constitucionalista

Associação Cultural Teatro de Pano – Produção de Ton Crivelaro

Local: Teatro Municipal Castro Mendes

Praça Correa de Lemos, s/nº – Vila Industrial – Fone: 3272-9359

*Entrada gratuita.

9 de julho – Sábado

Horário: 9h

Solenidade Cívico Militar – Revolução de 32

Local: Praça dos Voluntários de 32

Av. da Saudade, s/nº – Pte. Preta – Cemitério da Saudade

Horário: 12h

Almoço Lions Club Cibernético Guilherme de Almeida

Local: Lions Club Carlos Gomes

Av. Nestor Castanheira, 80 – Vila industrial – Fone: 99795-8027

Homenagens

Declamação de Poesia

11 de julho – Segunda-Feira

Horário: 9h

Encerramento Semana Guilherme de Almeida

Local: Paço da Prefeitura Municipal de Campinas

Av. Anchieta, 200 – Centro. Fone: 2116-0500

Solenidade Banda da Escola Preparatória de Cadetes do Exército – EsPCEx, com hinos de Guilherme de Almeida

Declamação de poesias

Encerramento.

Página 464 de 627« Primeira...102030...462463464465466...470480490...Última »