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Instituto Bem Querer recebe visita de 120 estudantes

Sumaré, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Cerca de 120 estudantes da Escola Integrada Educativa realizaram nesta terça-feira, 30, uma visita ao Instituto Social e Educacional Bem Querer, instituição de Sumaré que atende aproximadamente 500 pessoas por ano.

Os alunos conheceram um pouco das atividades desenvolvidas nas duas unidades localizadas no Vila Valle, doaram fraldas às mães adolescentes assistidas pela instituição e participaram de atividades culturais.

Um dos projetos desenvolvidos na instituição é o Mamãe Bem Quer.  Por meio desta iniciativa, meninas grávidas ou com filhos recebem apoio psicológico e todo o aparato de uma equipe multidisciplinar preparada para atender a estas adolescentes. Enquanto fortalecem a relação com o filho, as jovens têm a oportunidade de participar de diversas oficinas – culinária, costura e manicure, entre outras. Larissa Pinheiro, assistente social do projeto, explica que tudo o que é produzido pelas mães fica com elas. “Nas oficinas de costura, por exemplo, elas podem fazer roupas para seus próprios bebês”, conta.

Maria Eduarda: “A instituição me ajudou a ter a responsabilidade necessária para criar uma criança”.

Maria Eduarda Rossignol Nogueira, 18 anos, é uma das jovens atendidas pelo projeto. Ela chegou na instituição aos 17 anos, quando estava grávida de Samuel, hoje com 8 meses. “Minha ficha só caiu quando meu filho tinha cinco meses. Até então, eu ainda não tinha me dando conta do que é ter um filho”, diz. “A instituição me ajudou a ter a responsabilidade necessária para criar uma criança”, completa.

Durante a visita, os alunos puderam conhecer a realidade de histórias como a de Maria Eduarda e de outras meninas que se tornaram mães ainda muito jovens, aos 14, 15 anos. Para as alunas Mariana Ferrari Conte, 15 anos, Beatriz Grota Moraes, 15 anos e Anna Beatriz Giaconi, 14 anos, chamou a atenção a forma como as mães lidam com esta nova realidade.

“Este encontro está sendo muito importante porque é um choque de realidade. Os estudantes estão conhecendo todo o impacto de uma gestação na adolescência”, comenta Ednalva Correia, professora e coordenadora do projeto Educativa Solidária, iniciativa que tem aproximado os estudantes de diversos projetos sociais realizados na região. Além de incentivar a solidariedade, o projeto proporciona uma vivência e um aprendizado sobre as diferentes condições de vida.